O argentino Lionel Messi reforçou no sábado a liderança dos melhores marcadores da história dos Mundiais de futebol, ao apontar o seu 19.º na competição, face à Jordânia (3-1), em Arlington. Depois do 'hat-trick' à Argélia (3-0) e do 'bis' à Áustria (2-0), Messi começou do banco, mas ainda entrou (aos 60 minutos), a tempo de marcar, aos 80, na transformação perfeita de um livre direto. Desta forma, o argentino, que marcou o primeiro golo depois de completar 39 anos, em 24 de junho, passou a contar mais três tentos do que o alemão Miroslav Klose e o francês Kylian Mbappé, que já marcou por quatro vezes na edição de 2026. Na presente edição, Messi está a um tento de igualar os sete que conseguiu no Qatar, em 2022, quando 'guiou' a Argentina ao título e marcou em todos os jogos a eliminar. Depois de ficar em 'branco' face à Polónia, no fecho da fase de grupos, num jogo em que falhou um penálti, Messi marcou um golo à Austrália, nos oitavos de final, um aos Países Baixos, nos 'quartos', um à Croácia, nas 'meias' e dois à França, na final. Como também marcou nos três primeiros jogos da edição de 2026, o argentino vai em sete jogos consecutivos a marcar em jogos do Mundial, um novo recorde para a sua 'infindável' lista. Messi, atualmente no Inter Miami, também é recordista em Mundiais nos jogos disputados (cumpriu o 29.º), minutos (2.515), 'Bolas de Ouro' (duas) e vitórias (19). No sábado, no fecho da fase de grupos da edição 2026, Harry Kane também marcou, no 2-0 da Inglaterra ao Panamá, e saltou para o oitavo lugar do ranking, com 11 golos, deixando para trás o compatriota Gary Lineker e também o português Cristiano Ronaldo. A Semana com NM/Lusa
Analistas entrevistados pela Lusa no âmbito dos 30 anos da CPLP afirmaram que a Guiné Equatorial desrespeita os estatutos comunitários, mas integrar a organização legitimou o regime da família Obiang e permitiu ao país cessar o seu isolamento internacional. "AGuiné Equatorial não está em condição de fazer parte de um organismo que se define pelos valores que as constituições dos outros países procuram elevar", afirmou Elísio Macamo, professor moçambicano numa universidade na Suíça. "Aquele país, do ponto de vista de valores e de princípios, não deveria fazer parte desta Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [CPLP]", acrescentou o académico. Para Tutu Alicante, ativista equato-guineense no exílio por ser 'persona non grata' no seu país, "aderir à CPLP ajudou a legitimar o regime da Guiné Equatorial", liderado pelo chefe de Estado, Teodoro Obiang, desde 1976. Além disso, na opinião do advogado que vive nos Estados Unidos da América, a família Obiang usou a organização para quebrar o isolamento internacional do regime. No entanto, segundo o ativista, a Guiné Equatorial não cumpriu parte das tarefas que tinha aquando da sua adesão, segundo o roteiro que lhe foi imposto pela CPLP, como o investimento da língua portuguesa no país e a abolição da pena de morte. "O português ainda não é falado nas ruas, exceto por uma pequena minoria de pessoas que conseguiu ir estudar para o Brasil, para Portugal ou talvez até para Angola", indicou. Sobre a pena de morte, "embora o Governo tenha aprovado uma moratória no código civil, a pena continua a existir nos códigos militares", explicou Tutu Alicante. "O que o Governo faz, se quer aplicar a pena de morte, é julgar civis através de tribunais militares. Além disso, muitos presos continuam a ser torturados até à morte e a desaparecer na prisão", salientou. Em termos sociais, o advogado referiu que as pessoas desejavam que a CPLP ajudasse a impulsionar a criação de instituições democráticas, assim como o acesso à educação, saúde, entre outros aspetos, mas que isso acabou por não acontecer. Para Tutu Alicante, "os cidadãos comuns na Guiné Equatorial não viram qualquer impacto com a adesão do país à CPLP". "Para nós, qualquer coisa como trazer o Papa, acolher conferências internacionais e agora liderar ou presidir à CPLP é o tipo de coisa que faz os equato-guineenses duvidar da seriedade de uma organização", salientou, quando questionado sobre a possibilidade de o seu país presidir a organização lusófona. Referindo que "Obiang pagou dinheiro para pertencer" à CPLP, o advogado considera que se a Guiné Equatorial assumir a presidência isso "retira legitimidade à própria organização". Nesse seguimento, o sociólogo cabo-verdiano Redy Lima declarou que "a CPLP é tão moribunda que não é o facto de a Guiné Equatorial estar na presidência que vai mudar alguma coisa". O analista cabo-verdiano disse achar que a sua integração no bloco se deveu "a dinheiro" e que, já que faz parte da comunidade, é legítimo que a possa presidir, mas realçou que isso dará uma má imagem da organização. Para Liberato Moniz, académico são-tomense, esse seria "um ponto muito negativo" e "talvez mesmo um dos pontos principais para o descrédito final da CPLP". "Se vier a coordenar os trabalhos, isso quer dizer que as pessoas não estão verdadeiramente preocupadas com a CPLP, mas sim com o aproveitamento que cada um pode tirar da organização", refletiu o presidente da Universidade Lusíada de São Tomé e Príncipe. O especialista brasileiro em História das Relações Internacionais Adriano de Freixo declarou que a pertença da Guiné Equatorial à CPLP é mais interessante para o país do que para a organização em si, pois permitiu-lhe "quebrar o seu isolamento internacional". O historiador recordou o episódio em que escolas de samba, no Brasil, foram financiadas pela Guiné Equatorial, numa estratégia que classificou de "processo de limpeza de imagem". Já o politólogo angolano Almeida Henriques defende que a rotatividade deve ser respeitada. "Não podemos olhar a Guiné Equatorial como se fosse um obstáculo", declarou, apesar de reconhecer que a organização precisa de criar "mecanismos de controlo sobre o cumprimento" dos compromissos de adesão. Para o português Fernando Jorge Cardoso, as coisas devem ser vistas noutra perspetiva: "Podemos legitimar um regime ao admitir que ele entre dentro de uma organização, mas também podemos levar a que esse regime fique obrigado a um conjunto de regras a que não está habituado". Além disso, prosseguiu, "a razão pela qual não há um efeito mais positivo relativamente a uma maior abertura, e uma melhoria da situação política na Guiné Equatorial, é o facto de alguns membros fundadores da CPLP - Angola, Guiné-Bissau e Moçambique - terem 'telhados de vidro'" e não querem ser confrontados com os seus próprios défices democráticos. A CPLP, que assinala 30 anos em 17 de julho, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A Semana com NM/Lusa
Os moradores de Santa Maria, no Sal, manifestaram-se na sexta-feira indignados e abandonados face ao encerramento do Centro de Saúde local às 20:00, após um bebé de um mês ter estado quase a falecer à porta da instituição. Em declarações aos jornalistas, Rosianne Cruz, mãe da criança, relatou o sufoco e o pânico vividos na noite da última quarta-feira, quando se deparou com a estrutura de saúde trancada num momento crítico. "A minha bebé engasgou quando eu estava a amamentá-la. Tentei prestar-lhe os primeiros socorros em casa, mas naquele momento estava tão nervosa que não consegui e logo saí para o centro de Saúde, mas deparei com a porta fechada. Isso tem de mudar, porque são vidas", desabafou a mãe, visivelmente abalada, acrescentando que, no meio do nervosismo, foi obrigada a deslocar-se aos Espargos na tentativa de salvar a filha. A progenitora lançou um apelo ao Ministério da Saúde para que intervenha com carácter de urgência máxima. A revolta é partilhada por outros residentes. Vladimir Boaventura, outro utente abordado, relembrou que já passou pela mesma situação após um acidente de trabalho e solidarizou-se com a dor daquela família. O munícipe apontou o dedo à falta de resposta perante o crescimento da cidade e acusou as autoridades de falta de palavra. "O ex-ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, esteve aqui de visita a Santa Maria, viu o problema e prometeu que ia mudar o sistema para 24 horas. Mas saiu o Governo e não houve mudança nenhuma", denunciou, sublinhando que "a saúde não tem hora" e que a população paga os seus impostos para ter direito a assistência. O mesmo utente chamou a atenção para o contraste entre a riqueza gerada pelo turismo na cidade e a precariedade dos serviços básicos de saúde fornecidos aos cidadãos e aos visitantes. "Como é possível? Entram cerca de um milhão de turistas em Cabo Verde e creio que 80 por cento (%) estão em Santa Maria. Pagam as taxas no aeroporto, entra muito dinheiro. Esse dinheiro devia beneficiar Santa Maria, principalmente na saúde. Saúde é tudo na vida do pessoal. Trabalhar com um centro de saúde de portas fechadas é uma miséria", criticou. Os moradores advertem que a situação é insustentável e exigem que o posto de saúde passe a funcionar em regime de 24 horas antes que ocorra uma tragédia irreparável. "Não se pode esperar que alguém morra para tomar medidas. É preciso agir antes", concluíram os entrevistados. A Inforpress continua a envidar esforços para obter uma reacção da Delegacia de Saúde do Sal, enquanto entidade responsável pela gestão das estruturas sanitárias na ilha, de forma a esclarecer as reclamações dos utentes e as directrizes sobre o horário de funcionamento daquela estrutura. A Semana com Inforpress
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A Câmara Municipal de São Filipe disponibilizou novos fardamentos aos colaboradores da Direcção Municipal do Ambiente, bem como aos jardineiros, guardas, calceteiros e coveiros para reforçar as condições de trabalho e melhorar o funcionamento dos serviços.
A entrega dos fardamentos foi presidida pelo presidente da câmara, Nuías Silva, e pelo vereador do Ambiente, Desporto e Protecção Civil, João José Canuto, acompanhados por membros da equipa camarária e pelo director da Direção Municipal do Ambiente, Ilídio Silva.
A disponibilização dos equipamentos, de acordo com autarquia, enquadra-se na política de valorização dos recursos humanos adoptada pela actual gestão municipal, proporcionando aos trabalhadores melhores condições para o exercício das suas funções, com maior segurança, conforto, identificação institucional e dignidade.
De acordo com uma publicação da autarquia na sua página nas redes sociais, o reforço dos equipamentos representa um “importante contributo” para a melhoria do funcionamento dos serviços municipais, permitindo que os colaboradores desempenhem as suas tarefas com maior eficiência e motivação.
A medida beneficia directamente os profissionais responsáveis pela limpeza urbana, manutenção dos espaços verdes, conservação das vias públicas, protecção do património municipal e prestação de outros serviços essenciais à comunidade.
A edilidade sublinha que tem vindo a investir de forma contínua na modernização dos serviços, através do reforço dos meios de trabalho, da realização de campanhas de limpeza, de acções de sensibilização ambiental e da melhoria das condições disponibilizadas aos trabalhadores.
A equipa camarária considera que a valorização dos colaboradores é fundamental para garantir serviços públicos de maior qualidade e para consolidar uma imagem de São Filipe como um município mais limpo, organizado, seguro e atrativo para residentes e visitantes.
A autarquia aproveitou para apelar à colaboração dos munícipes na preservação dos espaços públicos, incentivando à correcta gestão dos resíduos e ao compromisso colectivo com a construção de um município “cada vez mais limpo, moderno e sustentável”.
A Semana com Inforpress
As forças de segurança do Iraque foram mobilizadas hoje na Zona Verde, um enclave de segurança no centro de Bagdade que alberga as embaixada estrangeiras, numa operação contra "figuras políticas", disse um responsável. Segundo a CNN Portugal que cita Lusa, a Zona Verde alberga diversas missões diplomáticas, instituições internacionais e gabinetes governamentais. Muitos altos funcionários e figuras políticas também residem lá. Um oficial militar disse à agência de notícias France-Presse, que uma "operação teve como alvo várias figuras políticas em ligação com um caso de corrupção financeira, por ordem judicial", acrescentando que a operação envolveu forças antiterroristas e o exército. Nenhum comunicado oficial foi divulgado até ao momento. A fonte, que pediu para não ser identificada, não adiantou mais pormenores nem os nomes dos alegadamente detidos. Imagens que circulam nos canais locais da plataforma de mensagens Telegram mostram soldados em veículos pesados, como tanques, dentro da Zona Verde, incluindo dentro de um complexo e, num caso, dentro de uma habitação. Estas operações de grande escala visavam prender altos funcionários iraquianos, vários dos quais tinham os seus nomes a circular nos meios de comunicação locais. O novo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, prometeu combater a corrupção e a má gestão que assolam o Iraque há décadas.
Segundo dados atualizados do Ministério dos Negócios Estrangeiros, há pelo menos 48 vítimas portuguesas ou lusodescendentes e 83 que continuam incontactáveis. Mais de 68 mil pessoas continuam dadas como desaparecidas na Venezuela, depois dos dois terramotos que devastaram partes do país na noite de quarta-feira. Dois sismos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela, provocando destruição generalizada e causando, previsivelmente, dezenas de milhares de mortes, embora o número de mortes contabilizadas até agora seja bastante inferior. O balanço oficial, segundo as autoridades venezuelanas, é por enquanto de 1430 pessoas. Outras 3 238 ficaram feridas. De todo o mundo, chegam equipas de socorros para apoiar os 30 mil especialistas venezuelanos envolvidos nas operações de busca e salvamento, numa corrida contra o tempo para localizar sobreviventes. Sábado foi o dia crucial para resgatar os últimos sobreviventes que pudessem estar sob os escombros. Teme-se que, passado este período, as esperanças de encontrar alguém com vida sejam cada vez mais reduzidas. Considera-se que as primeiras 72 horas são as mais cruciais para operações de salvamento bem-sucedidas. Esse período, infelizmente, já passou. Apesar de tudo, há milagres: a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou o resgate de um rapaz de 11 anos este domingo. Rodríguez indicou que 24 países, incluindo Portugal, prestaram até agora apoio, enviando 521 toneladas de bens, 86 equipas cinotécnicas e mais de 2741 elementos de busca, salvamento e apoio. Muitos moradores decidiram também agir por conta própria, vasculhando montes de escombros na tentativa de encontrar familiares. Um avião militar norte-americano sobrevoa uma área atingida pelos terramotos em La Guaira, Venezuela, sábado, 27 de junho de 2026. Copyright 2026 The Associated Press. Vídeos impressionantes que circulam nas redes sociais mostram equipas de resgate a retirarem pessoas, incluindo bebés, de edifícios colapsados. Um vídeo do Departamento de Estado norte-americano, publicado este domingo, mostra um bebé a ser salvo. Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, falou por telefone com Rodríguez após os terramotos: "Transmiti a plena solidariedade da UE para com o povo venezuelano e as nossas mais sentidas condolências às famílias das pessoas que perderam entes queridos", escreveu numa publicação na rede X. "A UE já mobilizou 5 milhões de euros em ajuda de emergência para as comunidades afetadas", acrescentou. Uma estimativa preliminar do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento aponta para 6,7 mil milhões de dólares em danos físicos diretos provocados pelos sismos. Pelo menos 48 portugueses entre os mortos Os números atualizados do Ministério dos Negócios Estrangeiros dão conta de pelo menos 48 portugueses e lusodescendentes entre as vítimas mortais dos terramotos. Segundo o MNE, há 83 pessoas portuguesas ou de ascendência portuguesa que continuam incontactáveis. Entre os mortos há pelo menos seis crianças. O terramoto matou seis pessoas da mesma família que festejavam o São João na sua casa de La Guaira, a cidade mais afetada. Capital do estado com o mesmo nome (antes chamado estado de Vargas), La Guaira é uma cidade na costa venezuelana onde vive uma significativa comunidade portuguesa e fica a cerca de 80 quilómetros da capital, Caracas. A Semana com Euronews
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano avisou este domingo os Estados Unidos (EUA) de que Teerão tem controlo absoluto sobre o Estreito de Ormuz nos próximos 30 dias de negociações e exigiu que EUA pressionem Israel a retirar-se do Líbano. Segundo avança a Europa Press, Abbas Araqchi fez estas declarações à chegada ao Iraque, onde vai passar o dia em visita oficial, no meio de novos confrontos com os EUA envolvendo ataques aéreos e após um acordo entre o Líbano e Israel que foi rejeitado pelo Hezbollah, partido paramilitar libanês e aliado estratégico de Teerão, que acredita que o acordo contraria o documento assinado pelo Irão e pelos EUA. “Infelizmente, a entidade sionista continua os seus ataques aéreos no Líbano. Os Estados Unidos devem cumprir a sua responsabilidade, obrigar Israel a cessar os seus ataques e a retirar-se das áreas que ocupa no Líbano, pois esta é a primeira cláusula do memorando”, apontou. O primeiro ponto do documento não só exige a suspensão dos bombardeamentos israelitas, como obriga as partes a encontrar uma solução para a retirada de Israel do país. O acordo assinado na sexta-feira entre o Líbano e Israel, no entanto, apenas menciona uma “retirada gradual” condicionada à verificação do desarmamento do Hezbollah, algo que o grupo armado não tem intenção de fazer, entendendo ser uma manobra israelita para deixar o país indefeso. Segundo a mesma fonte, Araqchi alertou ainda os EUA que “o estreito de Ormuz permanecerá sob total supervisão e gestão do Irão durante os próximos 30 dias e, assim que todos os obstáculos forem removidos, a capacidade total da via navegável será restaurada”. A responsabilidade pelo estreito, acrescentou, cabe à República Islâmica do Irão. “Nenhuma outra parte ou Estado está envolvido. Isto é perfeitamente claro no memorando de entendimento, e qualquer intervenção ou ação unilateral só irá piorar a situação e atrasar a reabertura do estreito”, vincou.
O Tribunal da Comarca de São Vicente decretou prisão preventiva para um dos três homens detidos pela Polícia Judiciária por suspeita de tráfico de droga de alto risco, mantendo os restantes sob apresentação periódica. De acordo com a Inforpress que cita informações da própria polícia científica, os três suspeitos, com idades entre os 27 e os 38 anos, foram detidos em flagrante delito na quinta-feira, 25, durante uma operação realizada, na localidade de Fonte Francês, pela Brigada de Investigação do Tráfico de Estupefacientes (BITE), do Departamento de Investigação Criminal do Mindelo A operação decorreu no cumprimento de um mandado de busca, revista e apreensão, promovido pelo Ministério Público e emitido pelo Juízo Crime do Tribunal da Comarca de São Vicente, no âmbito de investigações em curso sobre alegado tráfico de drogas de alto risco. Durante as diligências, a Polícia Judiciária apreendeu seis doses individuais de cocaína, prontas para comercialização, uma arma de fogo artesanal, conhecida por "boca bedju", um recipiente de gás lacrimogéneo e dois telemóveis. Após o primeiro interrogatório judicial, realizado na sexta-feira, 26, o Tribunal de São Vicente aplicou prisão preventiva a um dos arguidos e apresentação periódica às autoridades aos outros dois. Segundo a Polícia Judiciária, as investigações prosseguem.
Santo Antão vai ser representado no campeonato nacional de andebol pelas equipas de Super Estrelas (Ribeira Grande) e Madrug’s (Porto Novo), que conquistaram, sábado, 27, os títulos regionais em sénior masculino e feminino, respectivamente. Segundo a a Inforpress, em sénior masculino, a equipa de Super Estrela conquistou o título regional ao vencer o Madrug's, por 30-28, no segundo jogo do play-off, realizado no polivalente Berlim, na cidade do Porto Novo, fazendo 2-0 nos jogos disputados para apuramento de campeão. A formação da Ribeira Grande conseguiu a segunda vitória consecutiva no play-off, conquistando assim o título regional. Em sénior feminino, o Madrug's conquistou o campeonato regional, ao vencer a formação de Super Estrela, por 33-31, no segundo jogo do play-off. A equipa do Madrug's conseguiu a segunda vitória no play-off, conquistando assim o título regional. Os play-offs estavam a ser disputados à melhor de três jogos.
O segundo dia da 32.ª edição do Festival da Gamboa ficou marcado por actuações vibrantes e por mensagens de gratidão, emoção e reconhecimento ao público, destacando a energia da plateia e a importância do evento na música cabo-verdiana. O palco do segundo dia da 32.ª edição do Festival da Gamboa, realizada este sábado, 27, contou com uma forte interacção entre artistas e público, num ambiente de celebração e emoção que, segundo os artistas, é um dos “maiores palcos” musicais da cidade da Praia. Entre os nomes que passaram pelo palco, Jonathan foi o responsável por abrir a noite e afirmou ter vivido novamente uma experiência especial no festival. Apesar de alguma responsabilidade em iniciar o espectáculo, o artista disse ter actuado com tranquilidade e destacou a “boa recepção do público”, revelando ainda que tem novos trabalhos musicais em preparação. Gama mostrou-se satisfeita com a reacção da plateia, sublinhando que as suas músicas antigas continuam a ser bem-recebidas e que isso reforça a sua motivação para seguir a carreira e afirmou já ter novos projectos a caminho. Por outro lado, o cantor SOS Mucci afirmou que cada actuação no festival da Gamboa torna-se cada vez mais especial, salientando o carinho do público e o orgulho de actuar num dos “maiores palcos da capital”, onde se sente em casa e motivado a continuar a sua carreira. Kino Cabral também marcou presença no festival, salientou a longevidade da sua carreira e a força do apoio popular ao longo dos anos. O artista mostrou-se satisfeito por ver o público continuar a acompanhar as suas músicas, referindo que a motivação para continuar a trabalhar vem precisamente dos fãs. Tony Fica descreveu a sua passagem pelo palco da Gamboa como “gratificante”, frisando a energia do público que cantou com ele durante a actuação. O artista afirmou sentir-se motivado para continuar a carreira e revelou que tem novos concertos previstos em diferentes pontos do país. Já Neh Jah viveu a sua estreia no festival e classificou a experiência como a “realização de um sonho” e destacou a boa recepção do público ao seu estilo musical, o rap, e afirmou que pretende regressar a futuras edições da Gamboa. Djilu di Djinha, que encerrou o palco dos artistas, sublinhou a importância de actuar num dos maiores palcos da cidade da Praia, considerando uma responsabilidade especial fechar o espectáculo. O artista agradeceu o apoio do público e da organização, reforçando que a vibração da plateia é uma das principais fontes de energia para os artistas. O segundo dia do festival ficou assim marcado pela diversidade de estilos e pela forte ligação entre artistas e público, num ambiente de celebração que reforça a importância da Gamboa no calendário musical cabo-verdiano. No final das suas declarações, os artistas destacaram o “orgulho e o desempenho” dos Tubarões Azuis no Mundial 2026, entre a mensagem de incentivo, sublinharam a união do país em torno da equipa e desejando força aos jogadores da selecção nacional reforçando o sentimento de confiança da selecção. A Semana com Inforpress
Sem registo de incidentes graves, com forte adesão do público e um “ambiente saudável”, a 32.ª edição do Festival da Gamboa terminou hoje com uma avaliação positiva por parte da organização. A organização da 32.ª edição do Festival da Gamboa considera que o evento atingiu os objectivos traçados, apesar de ter sido realizado num período diferente do habitual. Em declarações à Inforpress, o responsável da JM Produções, João Miranda, afirmou que o festival decorreu dentro da normalidade, sem ocorrências relevantes e com boa participação do público ao longo dos dias do certame. Segundo João Miranda, a mudança da data de realização, motivada pelo calendário eleitoral, não comprometeu o sucesso do evento. "Neste momento, a avaliação é positiva. Foi um Gamboa diferente dos anos anteriores, mas tudo correu normalmente e não temos conhecimento de nenhum incidente grave", afirmou. Sobre a presença de menores no recinto, explicou que a iniciativa "Gamboa Jovem" foi concebida em conformidade com a legislação em vigor, que não permite a permanência de crianças em espaços onde há venda de bebidas alcoólicas. Ainda assim, defendeu que a criação de uma actividade específica para o público infantil, designada "Gamboinha", num ambiente exclusivamente pensado para as crianças. Quanto ao comportamento do público, João Miranda salientou o ambiente tranquilo vivido durante o festival e recordou que, apesar de a primeira noite coincidir com um jogo de futebol, o recinto registou boa afluência, enquanto no sábado voltou a encher, mesmo sem um cartaz de artistas de grande dimensão. Relativamente ao horário de encerramento, explicou que a programação estava organizada para terminar às 06:00, tendo sido prevista uma margem até às 07:00 apenas para fazer face a eventuais atrasos ou problemas técnicos. Como o alinhamento foi cumprido, o festival terminou antes do horário limite inicialmente definido. A Semana com Inforpress
Os músicos Elji Beatzkilla, Zé Delgado e AC Kace abrilhantaram, este sábado, o espectáculo no polivalente na Ribeira das Patas, a actividade que encerrou as festas do São João 2026 no município do Porto Novo. O recinto desportivo encheu-se de gente para assistir à última actividade inserida no programa das festividades de São João 2026, que decorreu entre os dias 24 de Maio e 27 de Junho, período em que Porto Novo recebeu inúmeros eventos religiosos, culturais e desportivos. Com o encerramento das festividades, os porto-novenses retomaram a sua vida normal depois de mais de um mês de intensa festa, em que a música foi o prato forte. Os Calemas, Gil Semedo, Djodje, Grace Évora, Beto Dias, Cabo Verde Show, Lura, Dudu, Araújo, Elji Beatzkilla, Zé Delgado, Josslyn, Yasmine, Supa Quad, Acondize, Juceila Cardoso, Rui Lima, Albertino Évora, Tiolino, Sandra Horta, entre outros, passaram pelo município do Porto Novo ao longo das festas. A presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, Elisa Pinheiro, fez um “balanço extremamente positivo” das festas que movimentaram este município mais de um mês, destacando feira agro-pecuária como um dos momentos altos das festividades. Elisa Pinheiro enalteceu ainda a quinta edição da “morna fest”, o retiro dos emigrantes, os bailes de São João, a corrida de cavalos, entre outros eventos marcantes das festividades. A nível religioso, a peregrinação dos fiéis com a imagem do santo padroeiro no percurso Ribeira das Patas – cidade do Porto Novo (24 quilómetros), com a presença de milhares de peregrinos, foi auge desta manifestação popular.
A União Europeia lançou oficialmente o Fundo Europeu Emblemático para a Reconstrução da Ucrânia esta sexta-feira, durante a Conferência sobre a Reconstrução da Ucrânia (URC 2026), organizada em Gdansk, na Polónia, anunciou, segundo a CNN Portugal, Oleksii Sobolev, ministro da Economia ucraniano, citado pelo Le Monde. O fundo arranca com 265 milhões de euros, com os promotores do projeto a querer realizar uma primeira ronda de financiamento de 500 milhões de euros nos próximos meses. Deverá ser seguida de uma ronda de 1 mil milhões de euros, com o objetivo de mobilizar, a longo prazo, até 7 mil milhões de euros de investimentos privados na economia ucraniana.
Os Estados Unidos realizaram novos ataques na zona do Estreito de Ormuz, informou este sábado a Axios, citando uma autoridade norte-americana. Segundo a CNN Portugal, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) veio confirmar que as forças armadas norte-americanas levaram a cavo mais ataques contra alvos iranianos, sob ordens do presidente, “em resposta direta à contínua agressão iraniana”. “As aeronaves militares norte-americanas visaram infraestruturas de vigilância militar iranianas, sistemas de comunicação, instalações de defesa aérea, depósitos de drones e sistemas de lançamento de minas", referiu o CENTCOM. Os novos ataques tiveram lugar após um ataque iraniano na quinta-feira contra um navio comercial junto ao Estreito de Ormuz. Os EUA lançaram, então, ataques contra o Irão nas imediações do Estreito de Ormuz na sexta-feira. O comunicado refere que os navios comerciais continuam a operar no Estreito de Ormuz. Entretanto, a Fox News já deu conta de que os ataques dos EUA foram concluídos.
A Assembleia Municipal do Tarrafal apreciou este sábado o relatório de actividades e as contas de gerência de 2025 da câmara municipal, num debate marcado por posições divergentes entre as bancadas do PAICV e do MpD. Em declarações à imprensa, o presidente da Câmara Municipal do Tarrafal, José dos Reis, considerou que os documentos espelham o compromisso do executivo com o desenvolvimento do concelho. O autarca revelou que o município registou uma taxa de execução de cerca de 85 por cento (%) nas receitas e de 72% nas despesas, o que demonstra uma gestão responsável face às necessidades locais. José dos Reis sublinhou que, apesar dos constrangimentos financeiros, agravados pelos prejuízos das chuvas intensas de Novembro e pela falta de reforço do Fundo de Financiamento Municipal, a edilidade conseguiu apoiar as famílias, investir na juventude e executar projectos estruturantes. O líder da bancada do PAICV, Ronaldo Cardoso, alinhou na leitura positiva, defendendo que os níveis de execução alcançados reflectem o bom trabalho desenvolvido num contexto particularmente exigente. O eleito municipal considerou que a câmara soube adaptar-se às dificuldades enfrentadas durante o ano e incentivou a prosseguir o trabalho em articulação com diferentes parceiros, em benefício do desenvolvimento do município. Em sentido contrário, o Movimento para a Democracia (MpD), na voz de Manuel Gonçalves, manifestou fortes reservas e criticou o facto de o relatório de 2025 ter sido apreciado sem a apresentação prévia do documento de 2024, o que dificulta uma avaliação rigorosa da gestão municipal. O eleito municipal apontou insuficiências e omissões documentais nas contas de gerência, argumentando que o relatório evidencia falta de investimentos estruturantes em áreas vitais como o abastecimento de água, saneamento, desporto e outras infra-estruturas. Manuel Gonçalves defendeu, igualmente, que o sector primário - agricultura, pescas e pecuária - deve assumir o papel central na estratégia económica do município.
A associação ROPA-CV promoveu este sábado, em Santa Cruz, uma campanha de limpeza do fundo marinho para sensibilizar a população sobre os impactos da poluição e das alterações climáticas na pesca e saúde pública. Em declarações à Inforpress, a presidente da Associação das Organizações de Pescadores Artesanais de Cabo Verde (ROPA-CV), Zuleica Lopes, explicou que a acção visa alertar para os efeitos nocivos da acumulação de resíduos plásticos, uma das maiores ameaças à sustentabilidade da pesca artesanal. A iniciativa mobilizou 15 mergulhadores para recolha de lixo no fundo do mar, estendendo-se também à limpeza das zonas costeiras, numa operação concertada para reduzir os resíduos sólidos que poluem as águas do município. “A degradação do ambiente marinho tem consequências directas na segurança alimentar, devido à redução do pescado e à presença de microplásticos na cadeia alimentar, uma situação que representa sérios riscos para a saúde pública”, alertou a responsável. Neste sentido, Zuleica Lopes defendeu que a redução do consumo e do descarte inadequado de plásticos deve ser encarada como uma responsabilidade partilhada por toda a sociedade, apelando a uma maior consciencialização cívica para proteger a biodiversidade marinha. A presidente indicou ainda que a ROPA-CV pretende replicar esta iniciativa noutras comunidades piscatórias do arquipélago, à medida que forem mobilizados novos financiamentos. Além das limpezas, a associação desenvolve regularmente ações de capacitação junto dos pescadores, abordando temas ambientais, sociais e de segurança social. A responsável reconheceu, entretanto, que um dos maiores desafios actuais da organização continua a ser o reforço do número de associações e membros filiados, sustentando que uma maior representatividade fortalecerá a voz da classe na defesa dos interesses da pesca artesanal em Cabo Verde.
Os agricultores do Tarrafal de Monte Trigo, no município do Porto Novo, esperam do novo Governo a operacionalização, "o quanto antes", do entreposto agrícola local, construído há dois anos, informou este sábado a associação de classe. A Associação dos Agricultores do Tarrafal de Monte Trigo informou que, dois anos após a sua construção, o entreposto agrícola continua de portas fechadas, desconhecendo-se os motivos desta situação. A Inforpress constatou que o entreposto está equipado e o pessoal foi formado para trabalhar neste espaço, que dispõe também de uma viatura apropriada para o transporte dos produtos. O presidente da associação dos agricultores, Manuel Évora, disse que os produtores agrícolas aguardam com ansiedade a operacionalização do entreposto agrícola, construído para apoiar os produtores no tratamento e comercialização dos produtos. Os agricultores acreditam que esta infra-estrutura irá dar todo o suporte aos produtores na agregação de valores aos seus produtos e na conquista de novos mercados, pelo que pedem a operacionalização deste centro de inspecção e tratamento de produtos agrícolas. O entreposto agrícola foi construído no quadro do projecto agrícola do Tarrafal de Monte Trigo, financiado pelo Governo, através do Programa de Promoção de Actividades Socioeconómicas Rurais (Poser). A infra-estrutura foi construída para facilitar o escoamento dos excedentes agrícolas, que tem sido condicionada devido ao embargo imposto há 40 anos aos produtos agrícolas de Santo Antão, por causa da praga dos mil-pés. Tarrafal de Monte Trigo é um dos maiores produtores de inhame em Cabo Verde, mas os produtores têm tido dificuldades na colocação do produto no mercado nacional devido ao embargo. Os agricultores de Alto Mira desejam também a instalação de um centro de tratamento pós-colheita, segundo a associação de classe.
O comandante regional do Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros (SNPCB), Edson Alfama, defendeu a actualização “urgente” dos Planos Municipais de Emergência dos quatro municípios da Região Fogo/Brava. Segundo a mesma fonte, os Planos Municipais de Emergência de São Filipe, Mosteiros e Santa Catarina (Fogo) e da Brava, actualmente em vigor, têm mais de 15 anos, em alguns casos, e já não respondem às exigências e aos riscos actuais. A posição foi manifestada em declarações à Inforpress à margem de um workshop ministrado hoje aos alunos do Mestrado em Resposta Humanitária, programa financiado pelo Erasmus Mundus da União Europeia e coordenado por um consórcio de sete universidades africanas e europeias. A iniciativa integrou as actividades da Escola Internacional de Verão, promovida pela Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), em parceria com a Universidade de Santiago (US), que terminou hoje, após três dias de trabalhos na ilha do Fogo. No workshop, Edson Alfama vai apresentar o funcionamento do sistema nacional de protecção civil, os mecanismos legais existentes, as ferramentas de avaliação de riscos, os planos de emergência regionais e municipais, bem como os planos especiais de resposta a diferentes cenários de desastre. O comandante disse que vai abordar ainda exemplos concretos de gestão de crises em Cabo Verde, como a avaliação pós-desastre realizada após a erupção vulcânica de 2014 na ilha do Fogo, que permitiu identificar perdas e necessidades para a recuperação, e a resposta à tempestade Erin, que afectou a ilha de São Vicente no ano passado. A apresentação incluiu também um historial de acidentes registados no país, com a quantificação dos danos e prejuízos, proporcionando aos estudantes uma visão prática sobre a gestão de desastres. No que diz respeito às perspectivas futuras, Edson Alfama apontou como prioridade o apoio às câmaras municipais na revisão dos seus planos de emergência, considerando que todos os documentos existentes na região Fogo/Brava necessitam de actualização. "Neste momento, as quatro câmaras municipais da Região Fogo/Brava dispõem de planos municipais de emergência. No entanto, são planos antigos, com mais de 15 anos, que precisam de ser actualizados. Mesmo o Plano Especial de Protecção Civil para Erupção Vulcânica e o plano de evacuação em massa da ilha Brava, apesar de este último ser mais recente, também necessitam de revisão", afirmou. Além da atualização dos planos, o responsável destacou a necessidade de reforçar os serviços municipais de bombeiros, promover acções de formação e exercícios destinados às entidades regionais e municipais para melhorar a preparação e a resposta a situações de desastre e pós-desastre, bem como fortalecer as parcerias nacionais e internacionais no domínio da protecção civil. Para Edson Alfama, a modernização dos instrumentos de planeamento e a capacitação contínua das instituições são “fundamentais” para aumentar a resiliência da região Fogo/Brava perante fenómenos naturais e outras situações de emergência, garantindo uma resposta mais eficaz e coordenada na protecção das populações. A Semana com Inforpress
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