O homem que deu entrada no Hospital Baptista de Sousa (HBS), em São Vicente, sem qualquer documento de identificação, foi identificado, na sequência do apelo público lançado pela unidade hospitalar, mas acabou por falecer, informou a Inforpress. Em comunicado, o HBS informou que o paciente, internado no Serviço de Cuidados Intensivos desde o dia 22 de Junho, foi identificado graças à colaboração da população, dos órgãos de comunicação social e de todas as pessoas que ajudaram na divulgação do apelo feito pela instituição. No entanto, de acordo a mesma fonte, apesar de todos os esforços desenvolvidos pela equipa de saúde, o homem não resistiu ao seu estado clínico e acabou por falecer. Face à identificação do cidadão, a instituição solicitou que deixe de ser partilhado o comunicado anteriormente divulgado para localizar os seus familiares.
A coesão pode sustentar mais proezas no Mundial2026 de futebol do estreante Cabo Verde, adversário da campeã Argentina nos 16 avos de final, confia o ex-internacional e selecionador jovem português Oceano Cruz, nascido no país africano. “Isto começa agora a complicar um bocadinho mais e a Argentina é das equipas em melhor forma. Vejo a vida muito difícil para Cabo Verde, mas é possível acreditar e continuar a sonhar, desde que mantenham a coesão e união mostradas nos últimos jogos”, disse à agência Lusa o antigo médio, de 63 anos, que somou 54 internacionalizações e oito golos e comandou as seleções de sub-21 (2009-2010) e de sub-20 (2023-2026) portuguesas. A campeã mundial e bicampeã sul-americana Argentina, detentora de três títulos (1978, 1986 e 2022), enfrenta Cabo Verde na sexta-feira, às 18:00 locais (21:00 em Cabo Verde), no Estádio Hard Rock, em Miami Gardens, nos Estados Unidos, em encontro dos 16 avos de final do Mundial2026, fase inédita na história da prova, disputada pela primeira vez por 48 seleções. “Lionel Messi está num grande momento e já marcou seis golos, mas a Argentina não é só Messi e a equipa toda joga bem. Vai ser um osso duro de roer, mas há que disputar esta partida. Cabo Verde tem de respeitar o adversário, jogar como equipa, estar coeso e aproveitar as oportunidades que terá. Se mostrar um aproveitamento muito grande, poderá acontecer uma surpresa, mas vejo as coisas muito difíceis, sem dúvida”, salientou. A Argentina rumou à fase a eliminar como vencedora do Grupo J, ao somar nove pontos, num percurso iniciado com um triunfo sobre a Argélia (3-0), selado pelo ‘hat-trick’ de Messi, que fez um ‘bis’ à Áustria (2-0) e fechou a vitória sobre a estreante Jordânia (3-1), frente à qual foi suplente utilizado. Messi, com 39 anos celebrados em 24 de junho e recordista de Bolas de Ouro (oito), isolou-se como o melhor marcador de sempre em fases finais de Mundiais, registando agora 19, por entre um recorde de 29 jogos entre as edições de 2006, 2010, em que não anotou, 2014, 2018, 2022 e 2026. Na ‘poule’ H, os empates impostos à campeã europeia Espanha (0-0), vitoriosa em 2010, ao Uruguai (2-2), vencedor em 1930 e 1950, e à Arábia Saudita (0-0) possibilitaram a Cabo Verde avançar no segundo lugar, com três pontos, sendo o primeiro debutante em fases a eliminar desde 2010. “Não estou surpreendido e tenho ficado muito satisfeito. A seleção enche todos os cabo-verdianos de orgulho e está a fazer um trajeto sensacional. É a única estreante que passou à fase seguinte e estava num grupo com a Espanha, atual campeã da Europa, e o Uruguai, que está sempre no topo e aspira aos primeiros lugares nos Mundiais. Cabo Verde apurou-se com todo o mérito. Vai ter uma tarefa muito difícil agora, mas sonhar não custa”, analisou Oceano Cruz, nascido em São Vicente, uma das 10 ilhas do país. Invictos há nove partidas oficiais, incluindo três nesta edição, os ‘tubarões azuis’ vão defrontar um campeão do mundo pela terceira vez, cenário jamais observado por qualquer estreante na história dos Mundiais, que nunca tiveram um país tão pequeno em população e área a suplantar a fase de grupos. “Cabo Verde precisa deste resultado. As pessoas que gerem a seleção e o Governo têm de acreditar mais no futebol e criar infraestruturas, porque o jogador cabo-verdiano é talentoso, está espalhado por esse mundo fora e demonstra quase toda a sua qualidade fora do país. Precisam de melhores condições de trabalho e de uma aposta muito grande na formação. Isso permitirá que uma nação tão pequena continue a ter excelentes futebolistas e a sonhar em estar presente nestas grandes competições”, reconheceu o ex-médio do Sporting, entre outros clubes, e filho de pais cabo-verdianos. Cabo Verde tornou-se o 14.º país africano, e quarto lusófono, a actuar na principal prova internacional de seleções e é um dos nove representantes daquele continente na fase a eliminar do Mundial2026, em dez possíveis, no momento mais mediático em 48 anos de atividade da respetiva seleção nacional, instituída em 1978, três anos depois da independência de Portugal. A Semana com Inforpress/Lusa
Milhares de manifestantes protestaram esta terça-feira, 30, em várias zonas da África do Sul contra a imigração ilegal, um novo episódio da vaga xenófoba que já levou ao repatriamento de 25.000 imigrantes, dos quais 738 moçambicanos. Os manifestantes anti-imigração na África do Sul, nação vizinha de Moçambique, deram até esta terça-feira para todos os estrangeiros abandonarem o país e o Governo anunciou nos últimos dias restrições às políticas migratórias e o reforço da segurança. A Polícia sul-africana, temendo excessos, mobilizou-se em força por todo o país e, até ao momento, foi registado um número limitado de incidentes. Vários ajuntamentos também deram origem a cenas de forte tensão: em Germiston, perto de Joanesburgo, manifestantes tentaram invadir um recinto para expulsar estrangeiros, obrigando a Polícia a intervir. O dia ficou marcado por uma atividade reduzida nos grandes centros urbanos, onde muitas lojas permaneceram fechadas e o trânsito esteve muito condicionado. Na manifestação em Durban, foram exibidos cartazes onde se podia ler: "Parem de esconder os estrangeiros ilegais. Parem de os empregar e de lhes arrendar casa". "Tenho dificuldades em arrendar casa porque as rendas são muito altas, e os estrangeiros em situação irregular conseguem pagá-las porque vendem droga à nossa população", acusou Brightness Gumbi, de 48 anos, que gere uma pequena cantina num bairro de lata e participava na marcha. A África do Sul já viveu episódios violentos de cariz xenófobo, nomeadamente em 2008 e 2015, mas, de forma inédita, mais de 25.000 cidadãos de vários países africanos - Maláui, Zimbabué, Moçambique, Nigéria, Gana, entre outros - fugiram nas últimas semanas, sobretudo em autocarros fretados pelos seus países ou pela África do Sul. O movimento atual resultou em episódios de violência esporádica que causaram pelo menos 11 mortos - nove moçambicanos, um etíope e um malauiano - e em algumas cenas de saques a lojas geridas por estrangeiros. Discursando em Durban, uma das figuras do movimento e líder do grupo "March and March", Jacinta Ngobese-Zuma, prometeu organizar novas manifestações todas as quintas-feiras. "Nos próximos seis meses, queremos que o Governo se livre das pessoas que não se foram embora", lançou. Cerca de três milhões de estrangeiros, ou seja, 5,1% de população, vivem no país do antigo Presidente Nelson Mandela, segundo as estatísticas oficiais, atraídos por perspetivas de emprego na maior economia do continente. Esta nova vaga antimigrantes insere-se também no contexto eleitoral das autárquicas de 04 de novembro, que continuam a ser fortemente disputadas. "Há partidos políticos a fazer demagogia (...). Desfilam apresentando-se como anti-imigração", explicou à agência France-Presse (AFP) o politólogo Sandile Swana, citando, entre outros, os partidos MK do ex-Presidente Jacob Zuma e o Action SA. Por outro lado, as organizações anti-imigrantes culpam os imigrantes dos muitos males que assolam uma grande parte da população, como o desemprego em massa, acima dos 32%, a criminalidade galopante, o tráfico de droga e os serviços de saúde sobrecarregados. A Semana com NM/Lusa
O Lar de Idosos de Berlim, na cidade do Porto Novo, recebeu dos promotores do projecto “Um bloco para Porto Novo”, uma doação em matérias de auxílio a mobilidade de pessoas idosas, informou hoje o responsável. Dércio Adriano informou que o donativo, além de materiais para ajudar os idosos na mobilidade, contém ainda materiais de higiene para este centro da terceira idade. Segundo a Inforpress, o projecto “Um bloco para Porto Novo” foi criado por um grupo de emigrantes radicados no Luxemburgo, na sequência da tempestade Erin, em Agosto de 2025, para ajudar o município do Porto Novo, que sofreu danos significativos. Os apoios recolhidos no âmbito de projecto têm sido destinados a famílias cujas habitações foram afectadas pelas cheias.
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O Município de São Filipe assinala, entre 05 e 12 de Julho, a Semana da Cidade para celebrar o Dia da Independência Nacional e da elevação de São Filipe à categoria de cidade. O programa comemorativo, que junta as celebrações do Dia da Independência Nacional, a 5 de Julho, e dos 104 anos da elevação de São Filipe à categoria de cidade, ocorrida a 12 de Julho de 1922, está a ser preparado para envolver a população em momentos de celebração da história, combinando actividades cívicas, culturais e inaugurações de importantes infraestruturas. O programa, segundo a vereadora da Cultura da edilidade de São Filipe, Lia Barbosa, arranca no dia 05 de Julho com o habitual “desfile cívico e cultural”, iniciativa que tem como principal objectivo mobilizar a sociedade civil para celebrar o Dia da Independência Nacional, mantendo uma tradição que se tem consolidado nos últimos anos. No dia 08 de Julho, a agenda cultural será marcada pelo lançamento do livro "Minha Terra em Poesias", da autoria de Celso Lobo, uma obra que homenageia a terra natal através da poesia e da valorização da identidade local. As inaugurações ocupam lugar de destaque nas comemorações e, para o dia 09 de Julho, será inaugurado o polivalente da localidade de Cutelo, um novo espaço destinado à prática desportiva e à realização de actividades comunitárias. No dia 10 de Julho, a câmara procederá à entrega dos novos arruamentos da Vila de Patim, uma intervenção que reforça as condições de mobilidade e acessibilidade naquela localidade situada a sul do concelho de São Filipe. O ponto alto da programação da Semana da Cidade acontece no dia 12 de Julho, data em que São Filipe celebra 104 anos como cidade. A efeméride será marcada pela inauguração do Monumento em Homenagem ao Emigrante, localizado na Rotunda de Lém, à entrada da cidade para quem chega por via aérea, uma obra que pretende reconhecer o contributo da diáspora para o desenvolvimento do município e do país. As comemorações culminam com o concerto do Dia da Cidade, momento de confraternização que reunirá a população para celebrar a história, a identidade e o percurso de São Filipe ao longo dos seus 104 anos de elevação à categoria de cidade. O programa visa homenagear a história de São Filipe e assinalar os avanços alcançados, projectando, ao mesmo tempo, uma visão de desenvolvimento para o futuro do Município. A Semana com Inforpress
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Viviane M. Rodrigues
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Um grupo de 20 jornalistas de vários países em desenvolvimento iniciaram hoje, em Pequim, um seminário sobre desenvolvimento e cooperação dos media para Países do Sul Global, uma iniciativa de formação que decorre até 20 de Julho.
Participam na formação profissionais da comunicação social de Cabo Verde, Azerbaijão, Turquia, Granada e Bahamas, num programa organizado pela China International Communications Group (CICG), sob a tutela do Ministério do Comércio da China. Na cerimónia de abertura, Li Hengtian, representante da CICG, destacou o significado do seminário num contexto em que se assinalam o 105.º aniversário do Partido Comunista da China e o 5.º aniversário da Iniciativa Global de Desenvolvimento (IGD). Na sua intervenção, Li Hengtian afirmou que o seminário tem como missão aprofundar a amizade entre os países participantes, construir consensos e promover o desenvolvimento através de uma cooperação prática no domínio da comunicação social. "O Sul Global jamais deve estar ausente na governança global ou na busca pela prosperidade", afirmou o responsável, acrescentando que a China pretende continuar a reforçar a cooperação com os países parceiros para promover a justiça e a equidade no cenário internacional. Ao longo de cerca de três semanas, os participantes terão acesso a palestras temáticas, visitas de estudo a diferentes províncias chinesas e actividades de intercâmbio cultural, com o objectivo de reforçar competências profissionais e aprofundar o conhecimento sobre o desenvolvimento da comunicação social e da cooperação internacional. Segundo a organização, o programa visa também fortalecer a capacidade dos profissionais dos meios de comunicação dos países do Sul Global, promovendo uma maior participação no panorama mediático internacional. A China International Communications Group é o maior grupo editorial e de comunicação internacional da China, publicando anualmente mais de 4.000 títulos de livros em dezenas de línguas, além de desenvolver projectos de intercâmbio e cooperação com diversos países. A Inforpress está representada neste seminário pelo jornalista e chefe de redacção, Simão Rodrigues, e pela a jornalista Marli Coutinho.
A Semana com Inforpress
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Viviane M. Rodrigues
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A Federação Cabo-verdiana de Basquetebol (FCBB) iniciou hoje, na Praia, uma formação de treinadores e um campus para jovens atletas, numa estratégia para fortalecer as bases da modalidade no país. A iniciativa, que decorre até 02 de Julho no Pavilhão Desportivo Vavá Duarte, é ministrada por quatro técnicos da Fundação Manresa da Catalunha (Espanha). O evento resulta de uma parceria entre a FCBB, a fundação espanhola, a Federação Espanhola de Basquetebol e o Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ), reunindo cerca de 70 participantes, rapazes e raparigas, dos 10 aos 17 anos. Em declarações à imprensa, o presidente da Assembleia Geral da FCBB, Gil Évora, explicou que a capacitação de recursos humanos é prioritária, sobretudo nos escalões de sub-16 e sub-18, onde o país ainda enfrenta debilidades técnicas crónicas. “A federação tem recebido vários convites para as selecções sub-16 e sub-18 e verificámos que não estamos organizados para responder positivamente. Por isso, entendemos ser fundamental capacitar os monitores", afirmou Gil Évora. O responsável revelou que Cabo Verde foi convidado para um torneio de sub-16 em Dacar, no final de Julho, o que acelerou a necessidade de preparar os técnicos para acompanhar os jovens atletas. O objectivo central é garantir que a formação dos futuros jogadores aconteça internamente, criando uma base sólida para alimentar as selecções seniores. Até ao fim do ano, a acção será estendida às ilhas do Sal e de São Vicente. Por sua vez, o técnico espanhol Jordi Cuné, da Fundação Manresa, destacou a importância da partilha de conhecimentos e experiências entre os dois países, defendendo que o crescimento da modalidade passa pela criação de uma base forte e motivadora para as crianças e jovens. "Não queremos mudar nada em três dias. Queremos partilhar a nossa cultura de basquetebol e aprender também com a cultura de basquetebol de Cabo Verde. É muito importante criar uma boa base para que mais meninos e meninas queiram jogar basquetebol", salientou. Durante os três dias, os conteúdos práticos serão divididos com sessões no período de manhã para rapazes e à tarde para raparigas, privilegiando uma abordagem centrada no jogo e no prazer pela prática da modalidade. A Fundação Manresa é uma das novas parceiras da FCBB e tem como missão a promoção do basquetebol e dos diversos campeonatos, partidas, ligas, copas e outros eventos. A Semana com Inforpress
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O professor da Universidade de Coimbra António Figueiredo defendeu esta terça-feira, em Assomada, que a qualificação dos treinadores constitui o principal factor para o desenvolvimento desportivo, por permitir uma formação consistente e eficaz de jovens atletas. À margem da conferência "A multidimensionalidade do treino de jovens atletas", realizada pela Faculdade de Educação e Desporto da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), António Figueiredo explicou que o treino de jovens deve ser entendido numa perspectiva multidimensional, envolvendo factores que vão além da preparação física. "O treino, em particular o treino de jovens, é baseado em múltiplos factores e em múltiplas dimensões. O treinador deve dedicar-se ao desenvolvimento dos seus atletas em todas as dimensões e facetas que o percurso para a alta competição exige", afirmou. Segundo o académico, a conferência pretende despertar a reflexão dos treinadores e demais participantes, incentivando-os a desenvolver uma intervenção mais consciente e adaptada às diferentes realidades do treino. Quanto aos desafios da preparação de atletas em Cabo Verde, o docente considerou que o país tem registado progressos, tanto na melhoria das infraestruturas desportivas como na formação de recursos humanos, áreas que classificou como essenciais para o crescimento do desporto nacional. Para o professor, a competência dos treinadores é indispensável para garantir um processo sistemático de desenvolvimento dos atletas. "Não há qualquer hipótese de desenvolver atletas de alta competição se não existir uma lógica sistemática de trabalho. E essa sistematicidade depende da competência dos treinadores. São eles a chave de todo este processo e, se não forem competentes, o processo vai falhar inevitavelmente", sublinhou. Neste sentido, enalteceu o trabalho desenvolvido pela Uni-CV, em colaboração com a Universidade de Coimbra, através do mestrado em Treino Desportivo, considerando que a iniciativa representa um importante investimento na qualificação dos profissionais da área. Relativamente à conferência, António Figueiredo esclareceu que não pretende apresentar novas técnicas, mas sim partilhar conhecimentos e alertar para os cuidados a observar na preparação de jovens atletas, sobretudo no que respeita aos constrangimentos biológicos e às diferentes dimensões do desenvolvimento desportivo. Defendeu igualmente que o crescimento do desporto entre os jovens passa por tornar a prática desportiva cada vez mais apelativa, aproveitando o entusiasmo gerado pelos recentes sucessos da selecção nacional. Sobre a participação de Cabo Verde no Campeonato do Mundo de Futebol, considerou que o desempenho da equipa nacional tem sido "absolutamente extraordinário", não apenas pelos resultados alcançados, mas sobretudo pelo impacto social produzido. Na sua perspectiva, a selecção cabo-verdiana devolveu ao futebol "o romantismo, a paixão e o sentido de pertença", conseguindo mobilizar o país em torno de um ideal comum. "Acho que o mundo inteiro fica com uma dívida de gratidão para Cabo Verde. A selecção trouxe novamente entusiasmo, paixão, dedicação e a capacidade de unir uma nação em torno de um ideal desportivo", concluiu. A Semana com Inforpress
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O presidente da Associação Regional de Futebol de Santo Antão Norte garantiu hoje que estão reunidas as condições para a final do campeonato nacional de futebol, entre Mindelense e Palmeira, no sábado, 04 de Julho. O jogo disputa-se no Estádio João Serra, na Ponta do Sol. Em declarações à imprensa, Hermes Pinto, afirmou que a "máquina organizativa" entrou na recta final e que apenas faltam pequenos acertos antes do pontapé de saída da partida que decidirá o campeão nacional. Segundo o dirigente, o Estádio João Serra deverá ficar totalmente pronto na quinta-feira, 02 de Julho, conforme assegurado pela Câmara Municipal da Ribeira Grande, coincidindo com a chegada das duas formações finalistas e da equipa de arbitragem. "Em termos de organização, já podemos dizer que está tudo a postos. As equipas chegam na quinta-feira de manhã, bem como a equipa de arbitragem. Da parte da Associação e da Federação Cabo-verdiana de Futebol, está tudo preparado", afirmou. Hermes Pinto revelou que para acolher uma final desta dimensão foram efetuadas várias intervenções no recinto, desde o aumento da capacidade de lotação à requalificação dos balneários, passando pela pintura do estádio, melhorias junto ao relvado e criação de melhores condições para o trabalho da comunicação social. "O objectivo foi preparar o estádio para receber uma final digna da competição. Queríamos fazer mais, mas o tempo foi curto. Ainda assim, conseguimos criar melhores condições para os adeptos, para os jogadores e para a transmissão televisiva", salientou. Segundo a mesma fonte, fora das quatro linhas, a logística também está definida, pois em articulação com a Câmara Municipal da Ribeira Grande e a Polícia Nacional, foi decidido encerrar todas as vias de acesso nas imediações do Estádio João Serra durante o evento, medida que pretende facilitar a circulação dos adeptos e reforçar a segurança. Hermes Pinto informou que as duas equipas ficarão instaladas em unidades hoteleiras afastadas do centro da cidade, proporcionando o ambiente de tranquilidade necessário para a preparação do encontro. O dirigente afirmou ainda que a final pretende ser muito mais do que um jogo de futebol. “Para isso, a Federação Cabo-verdiana de Futebol, as associações regionais de Santo Antão Norte e Sul e a câmara municipal prepararam um programa de animação que arranca na manhã de sábado, junto ao estádio, com uma fanzone, música ao vivo e várias actividades para os adeptos”, salientou. Segundo Hermes Pinto, haverá ainda duas iniciativas inéditas durante o evento, concebidas para criar maior envolvimento entre o futebol e a cultura da ilha. Quanto aos ingressos, informou que os bilhetes custam 300 escudos, sendo a entrada gratuita para crianças até aos 11 anos, a partir dos 12 anos, o acesso será mediante bilhete normal. Pela primeira vez, a região norte de Santo Antão recebe a final do Campeonato Nacional de Futebol, um marco para o desporto da ilha. A organização prevê uma assistência entre 1.800 e 2.000 espectadores no Estádio João Serra. A Semana com Inforpress
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A construção do Palácio da Justiça do Porto Novo, em Santo Antão, continua a afigurar-se entre os projectos mais desejados pelos porto-novenses, que exortam o novo Governo a avançar com o projecto, que se arrasta desde 2024. A Inforpress abordou munícipes sobre o projecto e constatou que o Palácio da Justiça continua a estar entre os projectos mais desejados pela população do Porto Novo. Os munícipes acreditam que essa infra-estrutura, além de valorizar a cidade do Porto Novo, contribuirá para o melhor funcionamento dos serviços ligados aos Ministério da Justiça, actualmente em edifícios alugados. Em Janeiro, o Governo e a Câmara Municipal do Porto Novo assinaram um memorando em que ambas as partes se comprometem a criar as condições para o realojamento de famílias actualmente na antiga pousada municipal, onde vai ser erguido o Palácio da Justiça. Nessa altura, ficou assente que a implementação do projecto estava a depender do realojamento das famílias que vivem nas instalações da antiga pousada. Em 2024, ano em que foi apresentado o projecto, a obra rondava os 90 mil contos e deveria ser construído em seis meses. De acordo com o projecto, o Palácio da Justiça do Porto Novo vai ocupar uma área de 952 metros quadrados e terá dois pisos. A Semana com Inforpress
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O Instituto Marítimo e Portuário (IMP) repudiou os actos de vandalismo que danificaram a nova torre de vigia e a placa de sinalização da praia de Salamansa, em São Vicente, poucos dias após instalação das infraestruturas. Segundo a Inforpress que cita um comunicado divulgado esta terça-feira, o IMP lamentou a ocorrência e sublinhou que a torre de vigia foi instalada para reforçar a segurança balnear e apoiar o trabalho dos nadadores-salvadores na protecção de vidas humanas. De acordo com a instituição, a destruição destes equipamentos compromete a segurança dos utentes da praia e representa um prejuízo para toda a comunidade. Neste sentido, o IMP apelou ao civismo e à preservação do património público, incentivou a população a denunciar às autoridades quaisquer atos de vandalismo de que tenha conhecimento. "Proteja o que protege vidas", reforçou a instituição.
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O Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais (ISCJS) realiza, na sexta-feira, 03, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, no Sal, uma conferência subordinada ao tema “O Novo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”. Segundo uma nota de imprensa enviada à Inforpress, o evento, agendado para as 10:00, tem como objectivo principal proporcionar momentos de debate, reflexão e aprofundamento das temáticas ligadas à promoção e proteção dos direitos dos menores, face às recentes alterações introduzidas no diploma legal. Aprovado pela Lei n.º 72/X/2026, de 22 de Abril, o novo ECA surge, de acordo com a organização, para responder às insuficiências identificadas ao longo da aplicação do estatuto anterior, que datava de 2013. O novo texto legal pretende introduzir “soluções inovadoras” para reforçar a tutela dos direitos fundamentais da criança, aperfeiçoar os mecanismos institucionais e harmonizar o ordenamento jurídico nacional com os compromissos internacionais assumidos por Cabo Verde. “As profundas transformações sociais, económicas, culturais e tecnológicas vividas nas últimas décadas vieram igualmente colocar novos desafios à proteção da infância e da adolescência”, justifica o documento, apontando fenómenos como a violência doméstica, o abuso sexual, o trabalho infantil, o cyberbullying e a violência online como vulnerabilidades emergentes. A conferência, que se destina à comunidade académica, operadores judiciários, instituições públicas, sociedade civil e profissionais da área, pretende ser um fórum qualificado de diálogo para analisar os impactos sociais e jurídicos da reforma. A metodologia do evento contará com duas comunicações proferidas por especialistas convidados, seguidas de um espaço de debate aberto ao público. O painel de conferencistas terá como oradores Simão Gomes Monteiro, docente do ISCJS e coautor do anteprojecto do novo ECA, que fará a apresentação sistemática das alterações legislativas, e Queila Soares, psicóloga e representante do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) na ilha do Sal, que abordará os desafios práticos da implementação do estatuto. Com esta iniciativa, o ISCJS espera reforçar o conhecimento sobre o novo regime jurídico, estimular o diálogo interdisciplinar e contribuir para o fortalecimento de uma cultura de respeito pelos direitos da infância e da adolescência em Cabo Verde. A Semana com Inforpress
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Uma delegação da Federação Cabo-verdiana de Basquetebol encontra-se a caminho de Douala (Camarões) para participar na terceira janela de qualificação ao Mundial FIBA Qatar 2027, após “uma semana de preparação intensiva” no Egito. Em nota de imprensa, a Federação Cabo-verdiana de Basquetebol (FCBB) sublinhou que a seleção nacional entra em competição focada em assegurar a qualificação para a próxima fase, procurando somar o máximo de pontos possível e reforçar a sua posição na classificação. Os jogos de qualificação realizam-se entre os dias 02 e 05 de Julho, no Complexo Multidesportivo de Japoma, em Douala. O calendário da seleção nacional prevê a estreia frente aos Camarões, anfitriões desta janela de qualificação, no dia 02 de Julho, seguindo-se o confronto com o Sudão do Sul, a 04 de Julho, e com a Líbia, marcado para 05 de Julho. De acordo com a mesma fonte, durante o estágio no Cairo, a equipa e os atletas consolidaram rotinas táticas, reforçaram a coesão do grupo e testaram o seu nível competitivo frente a adversários exigentes, contribuindo significativamente para o aprimoramento do desempenho coletivo. Para a FCBB, a participação nesta janela representa mais um passo estratégico no processo de afirmação da seleção a nível internacional, refletindo o trabalho contínuo de preparação, desenvolvimento e ambição do basquetebol nacional. Manifestaram, neste sentido, confiança no desempenho dos atletas, apelando ainda ao apoio de todos os adeptos nesta importante etapa. A Semana com Inforpress
O presidente da Associação de Turismo de Santiago (ATS) defendeu esta segunda-feira, 29, que Cabo Verde deve aproveitar a projecção internacional dos Tubarões Azuis no Mundial para reforçar a visibilidade do país como destino turístico emergente. Mário Sanches falava à Inforpress a propósito da participação da ATS na FACIT Turismo 2026, realizada entre 26 e 28 de Junho, em Tábua, Portugal, onde Cabo Verde participou como destino convidado na estreia da vertente turística da Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Tábua (FACIT). “Este é um momento decisivo, mas também de viragem. Mais do que promover, é essencial estruturar o produto turístico”, afirmou. Sobre a participação na feira, apontou três principais ganhos, nomeadamente o reforço da presença de Cabo Verde como destino internacional convidado, contacto com modelos de desenvolvimento turístico, como as Aldeias do Xisto e o caso de Penamacor e recolha de boas práticas aplicáveis a Santiago. O responsável destacou ainda as semelhanças entre Tábua e a ilha de Santiago, salientando que o município português, apesar de não de não ter mar, tem apostado no turismo de natureza, gastronomia, turismo rural e de montanha, demonstrando que é possível diversificar a oferta com base nos recursos locais. “Tábua é um bom exemplo daquilo que podemos fazer também na ilha de Santiago”, afirmou. Na sua perspectiva, o principal desafio do turismo cabo-verdiano passa pela organização do destino. “Promoção é importante, mas é fundamental cuidar do território, estruturar o produto e organizar o destino”, sublinhou. Segundo Mário Sanches, Cabo Verde dispõe de recursos turísticos significativos, mas continua a enfrentar fragilidades na sua transformação em produtos estruturados e comercializáveis. Para responder ao aumento da procura e à concorrência de outros destinos internacionais como Canárias e Tunísia, defendeu investimentos na qualificação dos recursos humanos, melhoria dos transportes, organização da oferta e elevação do padrão de qualidade dos serviços, garantindo experiências positivas para os visitantes. "Agora é a hora de transformar essa visibilidade em experiências de qualidade", sublinhou. O presidente da ATS sustentou que o desenvolvimento do turismo em Santiago deve assentar numa estratégia sustentável e inclusiva, baseada na cooperação institucional e na valorização dos recursos naturais, culturais e identitários da ilha. Acrescentou que a participação na FACIT constituiu um momento de aprendizagem e afirmação, reforçando a ideia de que o futuro do turismo em Santiago depende da capacidade de transformar potencial em produto e projecção em desenvolvimento sustentável. A Semana com Inforpress
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A ONU instou hoje a Rússia e a Ucrânia a evitarem medidas que possam levar a um alastramento da guerra, ao alertar para a possibilidade de uma perigosa escalada "com implicações regionais e globais". O alerta foi deixado pela representante do Departamento de Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz da ONU, Martha Pobee, numa reunião do Conselho de Segurança convocada pela Bielorrússia para abordar o ataque com um alegado drone ucraniano que, em 17 de junho, atingiu um autocarro que transportava estudantes bielorrussos na região russa de Bryansk. "Esta é a sétima vez em seis semanas que o Conselho de Segurança da ONU se reúne em relação à guerra na Ucrânia. A frequência destas reuniões reflete a perigosa escalada desta guerra e os riscos crescentes de maior deterioração, com implicações regionais e globais", afirmou Pobee. "Estamos alarmados com a recente retórica de escalada e com a possibilidade de um maior alastramento desta guerra. Tudo deve ser feito para evitar que isso aconteça. Por conseguinte, instamos a Federação Russa, a Ucrânia e todos os Estados-membros envolvidos a evitarem quaisquer medidas que possam fazer com que esta guerra -- intencionalmente ou não -- se propague ainda mais", apelou. Em 17 de junho, um ataque com um drone atingiu um autocarro que transportava uma equipa de futebol juvenil bielorrussa na região de Bryansk, na Rússia. De acordo com as autoridades russas e bielorrussas, uma mulher grávida foi morta e nove pessoas, seis das quais crianças, ficaram feridas. No dia seguinte ao ataque, o Presidente bielorrusso culpou as forças ucranianas pelo ataque. "Não estamos a tirar conclusões precipitadas, mas notámos claramente que se tratava de um veículo aéreo não tripulado [drone] de origem ucraniana", afirmou Alexander Lukashenko, citado pela agência noticiosa BelTA. Na reunião de hoje, Pobee esclareceu que as Nações Unidas não têm informações adicionais sobre o incidente. A Semana com Inforpress/Lusa
O Irão afirmou na noite de segunda-feira que uma delegação de peritos deverá deslocar-se a Doha "ainda esta semana" para discutir a implementação do memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos no início do mês, mas sublinhou que a deslocação não constitui negociações com Washington. Um porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que "ainda não entrámos na fase de negociação de um acordo final" e que "nos próximos dias não teremos qualquer reunião negocial com a parte norte-americana, em nenhum nível". O anúncio surgiu após informações contraditórias sobre a realização de conversações entre os Estados Unidos e o Irão. Vários meios de comunicação norte-americanos noticiaram mais cedo que, após um acordo para suspender os ataques depois de uma troca de ataques ter colocado o entendimento sob pressão, as duas partes planeavam retomar as conversações no Qatar na terça-feira. Irão rejeitou essa versão, e o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Kazem Gharibabadi, afirmou que as informações "de alguns órgãos de comunicação social" sobre conversações técnicas em Doha "não estão confirmadas". Isto levou o presidente norte-americano, Donald Trump, a responder poucas horas depois na sua plataforma de redes sociais Truth Social, insistindo que "o Irão pediu uma reunião" e que "ela terá lugar amanhã (terça-feira), em Doha". Mais tarde, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, indicou que o enviado norte-americano Steve Witkoff e o conselheiro sénior Jared Kushner devem viajar para Doha esta semana para "reuniões de alto nível". O vaivém de declarações reflete a fragilidade do quadro acordado em 17 de junho, que concedeu às duas partes 60 dias para negociar um acordo final que abranja o programa nuclear iraniano, o levantamento de sanções e o estatuto de longo prazo do estreito de Ormuz. O acordo ficou sob forte pressão depois de um drone iraniano ter atingido o petroleiro M/T Kiku, com bandeira do Panamá, perto do estreito, levando o Comando Central norte-americano a atacar 10 alvos militares iranianos. O Irão retaliou com ataques contra bases norte-americanas no Kuwait e no Bahrein. Desde então, ambos concordaram em reduzir as operações, e um responsável norte-americano afirmou que os navios podem agora atravessar livremente a via marítima. A questão da desminagem acrescentou outra complicação. Depois de França e Omã terem anunciado planos para operações conjuntas na sequência de uma reunião entre o presidente francês, Emmanuel Macron, e o sultão de Omã, Haitham bin Tariq, Gharibabadi contestou, insistindo que apenas o Irão está autorizado a realizá-las ao abrigo do acordo. "A situação é sensível e complexa. Aconselhamos vivamente França a não a complicar ainda mais com as suas provocações", escreveu na plataforma X. A empresa de dados marítimos Kpler indicou que apenas 29 navios atravessaram o estreito no sábado, número que caiu para 12 no domingo. Nenhum navio utilizou o corredor meridional de Omã, enquanto a AXSMarine constatou que 44 deixaram de transmitir publicamente as suas posições. A Semana com Euronews
O ministro da Justiça, Clóvis Silva, manifestou-se esta segunda-feira, 29, satisfeito com o trabalho desenvolvido na Cadeia Central da Praia e garantiu que o Governo vai dar continuidade às boas práticas implementadas. A ideia é replicar aquilo que considera bem feito e introduzir melhorias lá onde forem necessárias. Em declarações à imprensa, no final de uma visita às instalações da Cadeia Central da Praia, Clóvis Silva afirmou ter ficado com uma “ideia extremamente positiva” sobre o funcionamento da infra-estrutura, destacando os investimentos realizados na humanização das condições de reclusos. Segundo Clóvis Silva, as infra-estruturas prisionais exigem investimentos permanentes para garantir, simultaneamente, a segurança e a humanização, nomeadamente, através da redução da superlotação das celas, da disponibilização de colchões e condições de higiene, bem como da criação de espaços que facilitam o contacto dos detidos com os seus familiares. “O que está bem feito deve ser preservado e replicado. Aquilo que identificarmos como necessidade de melhorias será aperfeiçoado”, afirmou. Questionado sobre a continuidade dos programas implementados pelo anterior executivo, o ministro assegurou que o actual Governo tem a obrigação de respeitar e valorizar o investimento público já realizado. “Nós não faremos jamais política da terra queimada”, afirmou, acrescentando que não pretende desvalorizar o trabalho desenvolvido pelos seus antecessores, mas sim dar continuidade às iniciativas positivas e introduzir melhorias sempre que necessário. Durante a visita, Clóvis Silva tomou conhecimento de projectos de reinserção social desenvolvidos na cadeia, como formações em pastelaria, artesanato, produção musical e outras actividades destinadas à capacitação dos reclusos. O ministro referiu ainda que o Governo atravessa uma fase de intensa actividade institucional, marcada pelo início das funções do novo executivo, pela preparação da apresentação do Programa do Governo e da moção de confiança ao Parlamento, prevista para 03 de Julho, bem como pela elaboração do orçamento rectificativo e do Orçamento do Estado para o próximo ano. A deslocação à Cadeia Central da Praia insere-se num conjunto de visitas que o ministro tem vindo a efectuar aos serviços sob a sua tutela, com o objectivo de conhecer o seu funcionamento e manter contacto directo com dirigentes, funcionários e utentes. Segundo explicou, a visita à Cadeia da Praia pretende, igualmente, transmitir uma mensagem de proximidade às estruturas dos serviços prisionais e de reinserção social, reforçando o compromisso do executivo com políticas que promovam a reintegração dos reclusos na sociedade. Clóvis Silva defendeu que os estabelecimentos prisionais devem proporcionar oportunidades de mudança aos cidadãos privados de liberdade, para que, após o cumprimento da pena, possam regressar à sociedade com alternativas que reduzam o risco de reincidência. A Semana com Inforpress
O desfile do barco de “San Ped” e a final das corridas de cavalo foram os pontos altos das festas de São Pedro, na Ribeira Brava, que este ano prestou homenagem à selecção nacional de futebol. O desfile do barco de “San Ped”, da Chãnzinha até a zona de Passagem, é um dos “pontos altos das festas” e de acordo com os populares, a embarcação, preparada por artesãos locais, vem todos os anos carregada de uma mensagem diferente satirizando a actualidade, segundo acontecimentos do momento, que marcaram a vida nacional ou regional. Este ano a embarcação saiu às ruas da Ribeira Brava carregando uma homenagem aos “tubarões azuis”, destacando o feito da selecção nacional de futebol no mundial de futebol. O responsável pela confecção da embarcação, Belarmino Benrós (Black), afirmou que este ano destacou a selecção nacional e toda a união nacional e até internacional à volta da nossa selecção que, destacou, é um momento “histórico e simbólico para o país”. “O barco não pode carregar toda a gente, mas agora o nosso rumo é para a Argentina à procura de uma vitória para continuar a fazer história”, relatou em jeito de brincadeira. “Black”, que é um dos maiores activistas das festas de São Pedro, destacou ainda a boa moldura humana nas festas, apesar de não ter sido concedido tolerância de ponto. Neste sentido, afirmou que já é momento de as autoridades locais darem outra atenção às festas de São Pedro, destacando que é uma das maiores festas da ilha e que atrai muitas pessoas anualmente. Outro ponto das festas que atrai muitos populares é a realização da corrida de cavalos, que este ano contou com participação de oito cavalos das ilhas de São Nicolau, Boa Vista e Sal, tendo a égua “Rússia”, estreante da ilha da Boa Vista, ficado em primeiro lugar, seguido de Prince e Suihara, ambos de São Nicolau, em segundo e terceiro lugares, respectivamente. O dia foi marcado, ainda, pela celebração da missa solene e várias actividades recreativas. A Semana com Inforpress
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