Moçambique é um dos países com maior risco de impactos humanitários associados ao El Niño, que deverá persistir até março de 2027, agravando a insegurança alimentar, escassez de água, desnutrição e necessidades sanitárias, segundo um relatório divulgado esta quinta-feira. Orelatório da organização internacional independente ACAPS, que analisa crises humanitárias e apoia a tomada de decisões no setor da ajuda humanitária, considera as atuais condições do El Niño como fortes e das mais intensas desde 1950. O documento coloca Moçambique na lista dos países com "maior risco de impactos humanitários severos causados ou agravados pelo El Niño entre julho de 2026 e março de 2027", juntamente com Afeganistão, Burkina Faso, Etiópia, Guatemala, Haiti, Honduras, Quénia, Madagáscar, Mali, Paquistão, Filipinas, Somália, Sudão do Sul e Sudão. A análise antecipa precipitação abaixo da média durante a fase inicial -- novembro e dezembro - da época chuvosa 2026/2027, na África austral, incluindo no sul de Moçambique. A ACAPS considera que, neste cenário, poderá ocorrer um início tardio ou deficitário da estação chuvosa, comprometendo a instalação das culturas alimentares de sequeiro num período crucial para a produção agrícola regional. Acrescenta que as temperaturas deverão permanecer acima da média em toda a África austral entre julho e dezembro deste ano, situação que tenderá a agravar a escassez de água, assinalando que a permanência do El Niño até ao primeiro trimestre do próximo ano poderá prolongar as condições secas ao longo da restante época das chuvas. "A região deverá continuar a experienciar condições mais secas do que a média até perto do final da estação chuvosa, conduzindo a colheitas de milho abaixo da média, menor disponibilidade de pastagens e de água para o gado e deterioração da segurança alimentar ao longo de 2027", lê-se. No relatório identifica-se um risco acrescido de incêndios florestais e queimadas descontroladas: "A combinação de condições mais secas e mais quentes aumentará o risco de incêndios nas áreas de savana árida do Maláui, Moçambique e Zimbabué entre agosto e outubro". A ACAPS alerta ainda que os efeitos climáticos ameaçam cruzar-se com outras vulnerabilidades já existentes, recordando que Moçambique continua exposto aos impactos da crise internacional dos combustíveis e fertilizantes, associada às perturbações recentes no Médio Oriente, situação que contribui para aumentar os custos de produção agrícola e os preços dos alimentos. Segundo a organização, os choques provocados pelo clima irão cruzar-se com problemas socioeconómicos já existentes, aumentando a pressão sobre os meios de subsistência, o acesso à água, a nutrição e os serviços de saúde. Sustenta que "os países com maior risco de impactos relacionados com o El Niño serão Madagáscar, Maláui, Moçambique e Zimbabué", uma vez que os choques climáticos deverão agravar fatores de vulnerabilidade já presentes, incluindo crises económicas, conflitos e os efeitos de eventos anteriores. Aponta que esse cenário ameaça resultar em níveis mais elevados de insegurança alimentar, insegurança hídrica, desnutrição e necessidades humanitárias durante 2027. O Governo moçambicano cortou na terça-feira a previsão de crescimento económico de 2,8% para 0,59% em 2026, devido aos impactos das inundações. "As cheias de janeiro de 2026 afetaram cerca de 724 mil pessoas nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica e Zambézia, com impactos significativos sobre a pobreza, segurança alimentar e os meios de subsistência", disse, no final da reunião do Conselho de Ministros, o porta-voz do órgão. Segundo Inocêncio Impissa, o Plano Global de Recuperação e Reconstrução pós-cheias aprovado nesta reunião, de 102 mil milhões de meticais (1.400 milhões de euros), promove "uma recuperação resiliente, inclusiva e sustentável das áreas afetadas pelas cheias", assegurando a estabilização socioeconómica, recuperação dos meios de subsistência e reforço da capacidade de resposta a futuros desastres. As estimativas do Governo apontam para danos físicos avaliados em 69,5 mil milhões de meticais (955 milhões de euros) e perdas económicas de 41,37 mil milhões de meticais (569 milhões de euros). A Semana com NM/Lusa
A segurança alimentar é uma “componente essencial” da saúde pública e os riscos associados aos contaminantes químicos nos alimentos exigem uma abordagem cada vez mais integrada, declarou a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP). "A saúde pública ultrapassa as doenças infecciosas. Também é preciso considerar a exposição da população a contaminantes químicos, resíduos, pesticidas e outras substâncias tóxicas que representam riscos para a saúde", afirmou Maria da Luz Lima. Segundo a Inforpres, ela falava à imprensa, momentos antes do início da formação especializada sobre avaliação de riscos toxicológicos e contaminantes, destinada ao reforço das competências técnicas dos profissionais envolvidos na segurança alimentar e na protecção da saúde pública, que decorre durante dois dias na sede daquela instituição, na cidade da Praia. Maria da Luz Lima indicou que a formação pretende capacitar técnicos e instituições na avaliação dos riscos associados à presença de contaminantes ao longo da cadeia alimentar, incluindo produtos da pesca, que podem igualmente representar riscos para os consumidores, no sentido de contribuir para o reforço dos sistemas de vigilância, da segurança alimentar e da protecção da saúde pública. Explicou que o projecto não se limita à formação técnica, contemplando igualmente estudos para avaliar os níveis de contaminantes presentes em alimentos produzidos localmente e importados. conforme a mesma fonte, a presidente do INSP revelou que o estudo mais recente realizado nesta área indicou que os produtos importados apresentavam “níveis mais elevados de contaminantes” do que os nacionais, sublinhando, contudo, que está em curso uma nova avaliação, cujos resultados ainda não estão disponíveis e promete informar assim que estiver pronta. Anunciou que no âmbito deste projecto está a ser feita a recolha de amostras que serão analisadas em parceria entre o Laboratório de Controlo de Água e Alimentos do INSP e instituições das Canárias. “Os resultados serão divulgados quando o estudo estiver concluído", sintetizou. Questionada se o país é de baixo ou alto risco a nível da contaminação, a mesma fonte considerou prematuro classificá-lo como elevado ou reduzido, mas referiu que os estudos existentes apontam para uma “baixa concentração” de contaminantes nos produtos nacionais. Ainda assim, alertou para a necessidade de controlar a utilização de pesticidas na agricultura e incentivar a produção e o consumo de alimentos mais naturais, por parte dos agricultores, reduzindo a exposição da população a substâncias potencialmente nocivas, lembrando que são sensibilizados sempre nesta questão. Maria da Luz Lima lembrou também que a fiscalização da qualidade dos alimentos não compete ao INSP, mas sim às entidades responsáveis pela inspeçcão e supervisão sanitária, cabendo ao instituto produzir evidência científica para apoiar a tomada de decisões pelas autoridades competentes. A iniciativa, prossegue a Inforpress, é promovida no âmbito do Projecto ALSEMAC, de cooperação internacional, cofinanciado pelo Programa Interreg MAC 2021- 2027, que reúne instituições da Macaronésia [Canárias, Madeira e Açores] e de países parceiros da África Ocidental como Cabo Verde, Gana e Costa do Marfim. O objectivo é promover a produção e o consumo de alimentos seguros, saudáveis e sustentáveis, assentes nos princípios da economia circular e da segurança alimentar. Em Cabo Verde, o projecto é desenvolvido pelo INSP, em parceria com a Direcção-geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária, o Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário e a Entidade Reguladora Independente da Saúde.
O ministro da Cultura, Indústrias Criativas, Juventude e Desporto, António Duarte, admitiu esta quarta-feira que a localização do Arquivo Nacional de Cabo Verde (ANCV) próximo do nível médio da água do mar, tem sérios problemas de infiltração. As declarações foram feitas à Inforpress, no final de uma visita ao Arquivo Nacional, no âmbito de um programa de deslocações às instituições, serviços e infraestruturas sob tutela do ministério, com o objectivo de conhecer a realidade de cada estrutura e acompanhar o seu funcionamento. Segundo o governante, tendo em conta a localização dos edifícios históricos do país, muitos deles próximos do nível médio do mar, estão sujeitos a problemas de infiltração por capilaridade. O ministro explicou que estas infiltrações, provenientes das fundações, podem comprometer e representar um risco para a conservação do património documental, mas garantiu que existem soluções técnicas que poderão ser implementadas. António Duarte reconheceu que a instituição necessita de melhorias ao nível dos serviços, bem como das condições físicas do edifício, de forma a garantir a preservação da memória histórica do país. Segundo António Duarte, o ministério encontra-se numa fase de diagnóstico e reconhecimento dos serviços afectos ao sector, tendo constatado que o Arquivo Nacional é uma instituição de "demasiada sensibilidade", por albergar uma parte significativa da memória documental de Cabo Verde. "Precisamos melhorar muito os serviços, precisamos melhorar muito os procedimentos e aquilo que o arquivo pode oferecer ao país, aos investigadores e aos académicos", disse. Conforme adiantou, há muito para trabalhar, “um desafio com serviço que precisa de alguma regulamentação”. "Nós vamos pensar nessas questões para que o edifício tenha condições físicas de funcionamento e não comprometa aquilo que é o conteúdo, que é a nossa memória”, completou, acrescentando que existem situações técnicas que podem ser boas soluções. O ministro prosseguiu o programa de visitas durante esta manhã com deslocações ao Pavilhão Desportivo Vavá Duarte e ao Estádio Nacional. A Semana com Inforpress
O ministro da Cultura, Indústrias Criativas, Juventude e Desporto, António Duarte, defendeu esta quarta-feira a modernização do Pavilhão Desportivo Vavá Duarte e do Estádio Nacional e considerou ambas as infra-estruturas fundamentais para o desenvolvimento do desporto. Duarte falava à imprensa no final de uma visita de trabalho que incluiu ainda deslocações ao Arquivo Nacional de Cabo Verde (ANCV), Pavilhão Desportivo Vavá Duarte e ao Estádio Nacional. O objectivo foi avaliar o estado de conservação, funcionamento e necessidades de intervenção das infra-estruturas e serviços sob sua tutela. No Pavilhão Desportivo Vavá Duarte, António Duarte afirmou que o equipamento, considerado um dos mais emblemáticos do País, necessita de “uma reforma profunda”, e lembrou que já decorre um processo de revitalização da infra-estrutura. Segundo o governante, a intervenção tornou-se indispensável devido ao acelerado estado de degradação do espaço, que, apesar disso, continua a registar elevada procura para a prática desportiva. "O pavilhão precisa ser recuperado para readquirir a dignidade e continuar a oferecer condições adequadas para a prática desportiva nos próximos tempos", sustentou. Relativamente ao Estádio Nacional, o ministro destacou que o recinto, actualmente associado aos feitos da selecção nacional de futebol, exige uma manutenção mais rigorosa, atendendo às normas impostas pela Confederação Africana de Futebol (CAF) e pela Federação Internacional de Futebol (FIFA). O ministro considerou que a infra-estrutura deve estar preparada não apenas para acolher os jogos dos Tubarões Azuis, mas também outras competições internacionais, daí defender uma utilização mais abrangente do recinto. "O Estádio Nacional é a casa dos Tubarões Azuis e precisa estar ao nível da notoriedade que a selecção nacional conquistou no panorama internacional", afirmou. O responsável advertiu ainda para a necessidade de se continuar a investir na conservação e modernização do estádio, de forma a evitar eventuais sanções ou interdições que possam comprometer a realização de compromissos internacionais em Cabo Verde. Questionado sobre as críticas de que as intervenções nas infra-estruturas desportivas se têm limitado à manutenção, reconheceu que a conservação dos equipamentos públicos tem sido um dos principais desafios do país. Neste sentido, anunciou uma articulação mais estreita com a Infraestruturas de Cabo Verde para reforçar a manutenção preventiva e prolongar a vida útil dos equipamentos públicos. O Governo, assegurou, pretende ir além da manutenção, já que o seu programa contempla a modernização das actuais infra-estruturas desportivas e a construção de novos equipamentos em todo o território nacional. Segundo explicou, esta orientação integra a visão do Governo para o sector da juventude e do desporto e deverá constar do programa governamental a ser apreciado pelo Assembleia Nacional. A Semana com Inforpress
O subempreiteiro Railton Fortes acusou esta terça-feira a empresa portuguesa Armando Cunha de incumprimento no pagamento dos serviços prestados e de manter “uma relação de abuso" com pequenos empreiteiros, situação que coloca em risco o pagamento dos trabalhadores. Responsável pela empresa Railton Fortes Construções, que executa trabalhos desde 17 de Junho para a “Armando Cunha” nas obras de Santa Filomena e da Praça Nova, Railton Fortes explicou que, terminado o mês, foi informado de que o pagamento seria efectuado na última sexta-feira, 03, o que não aconteceu. Após várias tentativas, sem sucesso, de obter esclarecimentos, decidiu deslocar-se hoje aos escritórios da empresa, acompanhado por dez trabalhadores sob a sua responsabilidade, para exigir o pagamento. Perante a ausência de uma solução, chamou a imprensa. Entretanto, já na presença de jornalistas da TCV e da Inforpress, uma responsável da empresa entregou-lhe dois cheques, numa altura em que, disse, já circulavam rumores de que tinha recebido o dinheiro e que estaria apenas a recusar-se a pagar aos seus trabalhadores. "Sou uma empresa que está agora a despontar e quero tratar honestamente o meu pessoal. Estamos com um problema de trabalhadores aqui na terra, mas se continuarmos a trabalhar assim, como é que vai ser", questionou. Railton Fortes afirmou não querer ficar com a imagem de "bandido e ladrão" por causa do incumprimento de uma empresa de maior dimensão. Mesmo depois de receber os cheques, explicou que decidiu falar à comunicação social para denunciar o que considera ser uma situação recorrente enfrentada por pequenos subempreiteiros que trabalham para a Armando Cunha. "Uma pessoa trabalha um mês, uma semana ou quinzena e quer levar logo o seu dinheiro para casa. Eles nem sabem quais são as nossas condições", afirmou, acrescentando que tem trabalhadores que compareceram ao serviço mesmo doentes para honrarem os seus compromissos. Segundo denunciou, a empresa "não cumpre a sua palavra nem os compromissos" e apenas regulariza as situações quando os casos chegam à comunicação social. "A empresa Armando Cunha tem fama de não querer pagar há muito tempo", sustentou. O subempreiteiro responsabilizou ainda o Governo por, alegadamente, adjudicar a maior parte das obras públicas a empresas estrangeiras, defendendo que as empresas nacionais deveriam ter mais oportunidades. "É uma situação desagradável. Por isso muitas pessoas estão a emigrar por não encontrarem oportunidades na sua própria terra natal. Trabalho existe, o que falta é oportunidade", afirmou. Railton Fortes garantiu que não pretende continuar a trabalhar com a “Armando Cunha”, alegando que precisa de cumprir as suas responsabilidades perante os trabalhadores, as Finanças e a Previdência Social. Contactada pela imprensa, a responsável da Armando Cunha, Doriane Rodrigues, recusou prestar declarações gravadas, mas, através de mensagens telefónicas, informou que o pagamento foi efectuado. Acrescentou ainda que, de acordo com o contrato celebrado com o subempreiteiro, ficou estabelecido um prazo de até 15 dias para a liquidação dos valores, contado após o envio da factura. A Semana com Inforpress
O antigo Presidente cabo-verdiano Pedro Pires deverá ser sujeito a uma cirurgia, neste sábado, no Hospital Agostinho Neto, na Praia, devido a uma fratura numa perna, causada por uma queda, disse hoje à Lusa fonte familiar.
O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, realiza hoje uma visita oficial à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, onde será recebido pela secretária-executiva da organização, Maria de Fátima Jardim.
O internacional cabo-verdiano Kelvin Pires, conhecido como Djack, foi recebido esta terça-feira, ao chegar na sua ilha Boa Vista, em ambiente de festa e emoção, numa iniciativa popular que contou com o apoio logístico da autarquia local. Para garantir a presença dos munícipes no aeroporto Internacional Aristides Pereira, a Câmara Municipal da Boa Vista (CMBV) disponibilizou transporte coletivo, o que permitiu a deslocação em massa de familiares, amigos e simpatizantes do jogador e da selecção. No local, o ambiente foi marcado pelo som de batucadas e tambores tradicionais, com a moldura humana vestida com as cores da selecção nacional e bandeiras de Cabo Verde. Em declarações à imprensa após o desembarque, o defesa-central manifestou a sua satisfação pelo acolhimento e recordou a experiência vivida na prova rainha do futebol africano. Destacou a emoção do jogo de estreia, e apontou a união interna como o principal trunfo dos "Tubarões Azuis". "Sempre fomos uma selecção unida. Brincávamos e divertíamo-nos muito uns com os outros durante a prova, mostrando sempre o que tínhamos de melhor. Essa união com os companheiros de equipa ajudou-nos a fazer um bom trabalho", declarou o futebolista. Questionado sobre o descrédito externo que rodeava a comitiva nacional face a adversários de maior destaque, Kelvin Pires esclareceu que o foco esteve sempre concentrado no rendimento desportivo. "Havia quem nos desse apenas 1% de hipóteses de passar contra as selecções que enfrentámos. Mas nós tentámos apenas fazer o nosso trabalho e dar o máximo perante o que tínhamos pela frente", clarificou. Na perspectiva individual, o atleta considerou a participação no torneio mundial como a concretização de uma meta sonhada desde a infância, projectando já o futuro desportivo da selecção nacional. "Era um momento muito sonhado. Queria muito estar lá e consegui. Agora isto fica guardado para o resto da vida na memória. Há que desfrutar e, se Deus quiser, daqui a quatro anos voltar a ir, se Deus quiser", perspectivou. O internacional cabo-verdiano também dirigiu-se à camada jovem da ilha da Boa Vista e do país, deixando uma mensagem de incentivo e exortando ao rigor profissional para quem ambiciona ingressar no futebol de alta competição. "Temos de trabalhar na nossa evolução diária e dar o máximo. Como se costuma dizer, só o talento não chega para nos levar para a frente. É preciso trabalhar muito para estar sempre disponível para ajudar a equipa e mostrar qualidade para também podermos chegar lá", concluiu. A Semana com Inforpress
O diácono frei Antonilton de Pina Gomes, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, recebe no domingo, 12, a Ordem do Presbiterado, culminando um percurso de formação humana, espiritual e académica iniciado há mais de uma década. A cerimónia de ordenação, que decorrerá no polivalente de São Lourenço, situado a poucos metros da Paróquia da localidade, será presidida pelo bispo Emérito, Dom Arlindo Furtado Natural da localidade de Inhuco, freguesia de São Lourenço, concelho de São Filipe, Antonilton de Pina Gomes é filho de António Pires Gomes e Benvinda de Pina e possui 12 irmãos, nove maternos e paternos, e três apenas paternos. Frei Antonilton nasceu a 11 de Maio de 1995 e cresceu no seio de uma família cristã, onde recebeu os primeiros ensinamentos da fé, foi baptizado a 10 de Junho de 1999 e crismado a 11 de Setembro de 2011, na paróquia de São Lourenço, Diocese de Santiago. Ainda jovem, envolveu-se activamente na vida paroquial como acólito, catequista e membro do grupo de jovens, experiência que, aliada ao testemunho dos Frades Menores Capuchinhos, despertou e consolidou a sua vocação sacerdotal. Após participar em encontros vocacionais na ilha Brava, iniciou, em 2014, o aspirantado, em São Vicente e, em 2016, depois de alguns meses de serviço militar e após o juramento à bandeira e de alguns meses no quartel de Achada Mato, ingressou no Postulantado, na cidade da Praia, seguindo-se o Noviciado, na ilha Brava, onde professou os votos temporários a 21 de Agosto de 2017. Concluída esta etapa, desempenhou serviços pastorais no Hospital Baptista de Sousa e na Cadeia Civil de São Vicente, antes de seguir para Itália, onde prosseguiu os estudos filosóficos e teológicos entre 2018 e 2025. Durante a permanência em Itália frequentou a formação em Milão e, posteriormente, em Veneza, realizando os estudos teológicos no Instituto Teológico Interprovincial "Laurentianum", afiliado à Pontifícia Universidade Antonianum. Paralelamente, participou em diversas experiências missionárias e pastorais, incluindo uma missão em Angola, missões populares, serviço no Centro Missionário de Pádua, no Santuário de São Leopoldo Mandic e em instituições de apoio a pessoas vulneráveis e com problemas de toxicodependência. A 09 de Setembro de 2023 emitiu a Profissão Perpétua, consagrando-se definitivamente à Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Recebeu os ministérios de Leitor e Acólito em 2022 e 2023, respectivamente, e foi ordenado diácono a 19 de Outubro de 2025, na Concatedral de Fossano, em Itália. Após a ordenação diaconal regressou a Cabo Verde, em Novembro de 2025, passando a integrar provisoriamente a fraternidade de São Lourenço, na ilha do Fogo. No dia 12 de Julho de 2026, apresenta-se para receber a Ordem do Presbiterado, manifestando o desejo de servir a Igreja com humildade, alegria e espírito franciscano, inspirado no carisma de São Francisco de Assis e comprometido com a fraternidade, a missão e o serviço ao povo de Deus. A Semana com Inforpress
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O presidente da Agência de Aviação Civil (AAC), Carlos Rodrigues, afirmou esta terça-feira que a promoção da saúde aeronáutica constitui uma prioridade estratégica da instituição, por representar um dos principais pilares da segurança operacional no sector da aviação cabo-verdiana. As declarações foram feitas à imprensa à margem da abertura da terceira edição das Jornadas Médicas Aeronáuticas, que decorrem sob o lema "Fit to Fly - Promoção da saúde aeronáutica como pilar da segurança operacional". O evento visa garantir que pilotos, tripulantes de cabine, controladores de tráfego aéreo e outros técnicos operacionais adoptem hábitos saudáveis para o desempenho eficiente das suas funções. Segundo o responsável, a segurança na aviação vai muito além da tecnologia, dos regulamentos e dos procedimentos, estando directamente dependente da capacidade física e mental dos profissionais que desempenham funções críticas no sistema aeronáutico. “A segurança operacional não depende apenas de aeronaves modernas, de sistemas tecnologicamente avançados (...); depende, acima de tudo, das pessoas”, afirmou Carlos Rodrigues, sublinhando que um profissional saudável está mais preparado para tomar decisões acertadas e contribuir para operações cada vez mais seguras. Relativamente aos principais factores de risco identificados no sector, o presidente da autoridade reguladora apontou os problemas cardiovasculares, a fadiga, as perturbações do sono, o stress ocupacional e os desafios relacionados com a saúde mental como as maiores preocupações actuais. Para mitigar estes riscos, Carlos Rodrigues explicou que a AAC desenvolve um plano anual de supervisão que inclui inspecções periódicas e o despiste de substâncias psicoactivas. Adiantou que a agência dispõe actualmente de dois médicos avaliadores e conta igualmente com examinadores médicos aeronáuticos integrados no sistema nacional de medicina aeronáutica, responsáveis pela emissão e renovação dos certificados médicos exigidos aos profissionais do sector. Questionado sobre os níveis de segurança da aviação civil em Cabo Verde, Carlos Rodrigues garantiu que os indicadores nacionais e as avaliações internacionais confirmam a robustez do sistema. "A aviação civil em Cabo Verde é um sector seguro e todas as auditorias realizadas pelas entidades internacionais concluem que o sistema cumpre as normas e recomendações da ICAO", assegurou. O responsável acrescentou que a realização das Jornadas Médicas Aeronáuticas integra a estratégia da AAC de reforçar a cultura de segurança, promover a prevenção dos riscos para a saúde dos profissionais e aproximar estas iniciativas de diferentes ilhas do país, depois das duas primeiras edições realizadas na Praia e na ilha do Sal. A Semana com Inforpress
O golo marcado pelo internacional cabo-verdiano Sidny Lopes Cabral diante da Argentina foi eleito o melhor dos 16 avos de final do Campeonato do Mundo FIFA 2026, que decorreu em Miami (Estados Unidos). O lance aconteceu aos 103 minutos do encontro, quando Sidny Cabral recebeu a bola pela esquerda, progrediu para o interior do terreno e desferiu um remate em arco que bateu o guarda-redes Emiliano Martínez, restabelecendo a igualdade (2-2) no prolongamento. O golo do internacional cabo-verdiano foi o mais votado pelos adeptos, na pagina oficial da FIFA, tornando-se o melhor da fase dos 16 avos de final e garantindo a Cabo Verde mais um reconhecimento internacional pela campanha histórica realizada na sua estreia num Campeonato do Mundo. Na votação promovida pela FIFA, o remate de Sidny Cabral frente à Argentina superou outros candidatos de destaque, entre eles os golos de Lionel Messi (Argentina), Kaishu Sano (Japão), Kylian Mbappé (França), Antonio Nusa (Noruega), Julián Quiñones (México), Harry Kane (Inglaterra), Ismaïla Sarr (Senegal). O feito de Cabral tem merecido destaque em vários sites internacionais. O encontro terminou com a vitória da Argentina por 3-2, resultado que colocou fim ao percurso dos Tubarões Azuis no Campeonato do Mundo FIFA 2026. A Semana com Inforpress
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O Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Serviços (Siacsa) denunciou esta terça-feira, na Praia, alegadas violações da liberdade sindical, perseguição aos bombeiros e falta de condições de trabalho na Câmara Municipal de São Lourenço dos Órgãos. O presidente do Siacsa, Gilberto Lima, apresentou as denúncias durante uma conferência de imprensa na qual apontou alegadas irregularidades nas relações laborais entre a Câmara Municipal de São Lourenço dos Órgãos e os bombeiros municipais. Segundo o dirigente sindical, o município tem dificultado o exercício da actividade sindical ao não remeter ao sindicato o projecto de regulamento da corporação, apesar de, conforme referiu, existir um entendimento alcançado na Direcção-geral do Trabalho para que o documento fosse enviado à organização sindical antes da sua apreciação. “A arma do sindicato é o diálogo, e se as partes recusam ao mesmo diálogo, as coisas complicam e induzem à falta de vontade política e ou administrativa para resolver as questões”, constatou. Relatou ainda que na reunião realizada na segunda-feira entre o presidente da câmara e os bombeiros, o autarca terá abandonado o encontro após dirigir-se aos presentes, sem ouvir as preocupações dos trabalhadores, situação que classificou como desrespeitosa e prejudicial ao diálogo social. O responsável anunciou que voltará a comunicar o caso à Direcção-geral do Trabalho, por entender que o acordo alcançado naquela instituição não foi cumprido. Além das questões ligadas à liberdade do sindicato, o presidente do Siacsa apontou insuficiências ao nível das condições de trabalho da corporação, referindo a inexistência de ambulância operacional, falta de aparelhos de oxigénio, escassez de equipamentos de protecção e avarias nas viaturas de combate a incêndios. Segundo Gilberto Lima, essas limitações comprometem a capacidade de resposta dos bombeiros e colocam em causa a segurança dos munícipes perante situações de emergência. “Os munícipes estão à espera. Se houver um incêndio em suas casas, vão procurar apoio dos bombeiros. Onde estão os bombeiros? Os bombeiros não têm condições”, avançou. Sobre a situação remuneratório, sustentou que os bombeiros de São Lourenço dos Órgãos recebem menos de 40 mil escudos mensais, já com subsídios incluídos, enquanto noutros municípios, como Santa Catarina, um bombeiro da primeira categoria pode auferir cerca de 65 a 67 mil escudos, após a aplicação do regulamento e da respectiva grelha salarial. A Semana com Inforpress
Uma rede de 60 líderes comunitários vai passar a utilizar telemóveis para vigiar e antecipar surtos e crises de saúde pública na ilha de Santiago, anunciou esta terça-feira a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP). Os resultados do projecto-piloto denominado “Guardiões da saúde”, coordenado pelo INSP, revelaram uma eficácia sem precedentes na detecção precoce de riscos humanos, animais e ambientais, segundo avançou Maria da Luz Lima, em declarações à imprensa na cidade da Praia. O estudo comparativo, que decorreu durante dois anos entre a ilha de Santiago e o Distrito Federal de Brasília (Brasil), contou com o apoio financeiro e técnico da London School of Hygiene & Tropical Medicine, através da sua equipa de resposta rápida a emergências de saúde. A iniciativa deverá ser implementada a nível nacional ainda este ano. A mesma fonte explicou que, ao contrário do modelo tradicional passivo, que depende de notificações quando o doente já se desloca a uma estrutura de saúde, o novo processo inverte o fluxo. os líderes detectam os problemas no terreno através de uma aplicação de telemóvel. “Os alertas são recebidos por pontos focais nos serviços de saúde (médicos e veterinários), que validam a situação e dão o devido seguimento”, afirmou a presidente do INSP. A ilha de Santiago foi a escolhida para a fase experimental devido à sua diversidade geográfica, que engloba ambientes rurais e urbanos ao longo dos seus nove concelhos, o que, na opinião de Maria da Luz Lima, confere uma amostra real da eficácia do sistema. De acordo com o INSP, os resultados revelaram uma aceitação absoluta: 100% dos gestores de saúde entrevistados consideraram a proposta inovadora e defenderam o seu alargamento a todo o arquipélago. O sistema já foi, inclusive, testado com sucesso em São Vicente durante uma tempestade recente, provando ser eficaz em cenários de crise. O INSP ambiciona avançar com a implementação nacional ainda este ano, uma vez que o projecto não acarreta custos adicionais, trazendo apenas ganhos na rapidez de resposta do país”, salientou. O projecto de investigação aplicada, iniciado em 2023, atraiu a atenção de organizações como a Organização Leste Africana da Saúde e de outros países africanos de língua portuguesa, interessados em replicar o modelo. Apesar do sucesso, o INSP identificou desafios a rectificar na expansão nacional, nomeadamente a melhoria da qualidade da Internet e a redução do tempo de resposta dos serviços de saúde após os alertas comunitários. A Semana com Inforpress
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A seleccionadora nacional feminina afirmou esta terça-feira que a estreia de Cabo Verde no Campeonato Africano das Nações (CAN) representa uma oportunidade de afirmação da modalidade e apelou ao envolvimento dos adeptos e da comunicação social. Em conferência de imprensa, após a apresentação da pré-convocatória para a competição, Silvéria Nédio indicou que a presença de Cabo Verde no CAN representa “uma etapa importante no crescimento” do futebol feminino no país. “Uma selecção de Cabo Verde, tanto feminina como masculina, é uma selecção querida pelo povo. Nunca há pressão, há sempre motivação”, afirmou Silvéria Nédio. A seleccionadora sublinhou que o futebol feminino está a construir o seu próprio percurso, sem comparação directa com a caminhada feita pela selecção masculina, que ao longo dos anos conquistou uma forte ligação com os cabo-verdianos. “Nós ainda não estamos a beber da água da selecção masculina. Estamos naquele caminho. Queremos fazer o nosso máximo para dar ao povo de Cabo Verde a alegria do futebol feminino”, declarou. Silvéria Nédio, conhecida como Nita, considerou que a participação na competição continental será também uma oportunidade de aprendizagem para atletas e equipa técnica, tendo em conta o nível dos adversários que Cabo Verde irá encontrar. Segundo esta responsável técnica, estar presente numa prova que reúne algumas das principais selecções africanas já constitui uma conquista para o futebol feminino nacional. “O ganho é a primeira participação. Estamos numa competição onde estarão selecções grandes de África. É um momento de aprendizagem e de reconhecimento para o futebol feminino cabo-verdiano”, afirmou. A seleccionadora deixou ainda uma mensagem de apelo à comunicação social e aos adeptos, destacando o papel destes no acompanhamento e valorização da equipa nacional. “O apoio da comunicação social é fundamental para que as notícias cheguem. Esperamos também o apoio dos adeptos, tal como aconteceu com o futebol masculino”, reforçou. Cabo Verde fará a sua estreia no CAN feminino 2026 no dia 26 de julho, prova que será disputada em Marrocos, numa participação considerada histórica para a modalidade no país. Cabo Verde está inserido no Grupo D, juntamente com Gana, Camarões e Mali, selecções com maior experiência e percurso consolidado no futebol feminino africano, e fará a sua estreia no dia 26, em Marrocos. A Semana com Inforpress
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A segunda edição da Colónia de Artes "Karuntxinha", que decorre até Agosto, no Mindelo, pretende despertar talentos artísticos em crianças dos cinco aos 12 anos, ao mesmo tempo que promove a autoestima e a cidadania dos participantes. A iniciativa é promovida pelo Colectivo Acácia Luzia, em parceria com o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e a Faculdade de Educação e Desporto (FaED) da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV). As actividades iniciaram-se na segunda-feira, 06, e prolongam-se até 28 de Agosto. Em declarações à Inforpress, o mentor do projecto, Billy Wilson, explicou que a ideia começou a ganhar forma ainda na infância, quando participou em um ateliê de artesanato durante as férias de Verão, dos 12 aos 20 anos. "Desde então tenho pensado que talvez fosse necessário ter um programa do tipo para que jovens e adolescentes desenvolvam as suas habilidades desde cedo", afirmou. Salientou que muitas crianças possuem aptidões artísticas, mas acabam por não as desenvolver por falta de oportunidades. Segundo o responsável, o projecto permaneceu durante anos "na gaveta" até à sua entrada no teatro, altura em que ajudou a impulsionar a criação da colónia de férias Fava, na antiga Alaim, no Mindelo. Desde o ano passado, a iniciativa passou a integrar a programação do Colectivo Acácia Luzia, reunindo profissionais de diferentes áreas artísticas para orientar crianças em disciplinas várias, entre estas canto, dança, teatro, pintura, modelagem em barro, jogos tradicionais e histórias. Mais do que uma ocupação para as férias, a colónia aposta também na formação cívica e no fortalecimento da autoestima dos participantes. "Procura trabalhar a relação deles, tanto interpessoal como intrapessoal, ou seja, tanto consigo mesmos como dentro do colectivo", explicou a co-promotora Christy Reis. Durante as actividades serão abordados temas como os Direitos Humanos, os direitos e deveres da criança, a educação ambiental e a identidade cultural, sendo este último ilustrado através da participação de Cabo Verde no Campeonato Mundial de Futebol. Christy Reis adiantou ainda que a Colónia de Artes "Karuntxinha" inspira-se na filosofia japonesa Ikigai, que incentiva cada pessoa a descobrir aquilo que ama fazer e a colocar esse talento ao serviço da comunidade. "Tentamos fazer com que as crianças mostrem o seu brilho interior, o seu talento e as suas aptidões", concluiu. A Semana com Inforpress
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O aumento da pressão sobre as praias durante o Verão exige medidas coordenadas de prevenção, sensibilização, fiscalização e monitorização ambiental, através de um plano sazonal eficaz que vá além da simples limpeza, defendeu hoje o especialista Keider Neves. O coordenador do Departamento de Conservação da Biosfera explicou, em declarações à Inforpress, que a habitual corrida às praias com a chegada do calor traz consigo impactos ambientais que, embora pareçam reduzidos quando observados de forma isolada, tornam-se significativos ao acumularem-se ao longo de toda a época balnear. Segundo Keider Neves, o aumento substancial de resíduos sólidos deixados nos areais é uma das maiores problemáticas da actualidade, comprometendo gravemente a qualidade ambiental e representando sérios riscos para a fauna marinha. "As pessoas têm de ter consciência de que as praias não são um depósito de lixo. Quando levam bebidas e alimentos, devem trazer os resíduos de volta e descartá-los de forma adequada", apelou o coordenador. O responsável relembrou ainda que a época balnear coincide com o período de reprodução das tartarugas marinhas no arquipélago, pelo que os banhistas devem evitar rigorosamente pisotear os ninhos, acender fogueiras durante a noite ou perturbar os animais. Alertou igualmente que no mar, os cuidados devem ser idênticos, evitando-se o pisoteio de corais e outras espécies em habitats frágeis onde os danos podem ser irreversíveis. Keider Neves sublinhou que, num país como Cabo Verde, onde as praias constituem um importante património natural e um dos principais atractivos turísticos, a sua conservação é, além de uma questão ambiental, mas económica e social, exigindo uma gestão integrada com envolvimento de todos. Sobre os resíduos encontrados nas praias, explicou que estes provêm essencialmente de duas formas: o lixo transportado pelas correntes marinhas, que se acumula sobretudo na costa norte das ilhas, apontando a Praia dos Achados, em Santa Luzia, como um dos maiores exemplos, e os resíduos produzidos no próprio país, resultantes do descarte inadequado. Está-se a falar de embalagens, produtos descartáveis e garrafas, seguindo-se, em menor quantidade, vidro, latas, “beatas de cigarros” e alguns materiais ligados à actividade piscatória, também em menor quantidade. O coordenador advertiu ainda que praticamente todo o ecossistema marinho é afectado pela poluição por plásticos, uma vez que estes materiais se fragmentam em microplásticos, partículas de reduzidas dimensões que permanecem no ambiente e entram na cadeia alimentar marinha. Entre as medidas consideradas prioritárias para esta época, Keider Neves apontou o aumento da frequência da recolha de resíduos, a instalação de recipientes adequados para deposição de lixo, acções de sensibilização e o reforço da fiscalização para combater o abandono de resíduos e outras práticas lesivas ao ambiente. Defendeu igualmente a monitorização regular da qualidade da água, da acumulação de resíduos e do estado de conservação dos ecossistemas costeiros, para que as decisões sejam sustentadas em dados científicos. A Semana com Inforpress
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A Associação TerriMar – Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em Santo Antão, lançou hoje a campanha “Apadrinhe um ninho de tartarugas marinhas” na ilha, convidando as empresas, os parceiros e a comunidade a fazerem parte desta missão. A TerriMar, através de uma nota, informou que todos os anos, as tartarugas marinhas (Caretta caretta) regressam às praias da ilha de Santo Antão para desovar, dando início a um novo ciclo de vida. De acordo com a organização ambiental, “cada ninho precisa de proteção, monitorização e cuidado”, sendo por isso importante a colaboração de todos na no amparo dos ninhos nas diferentes praias da ilha de Santo Antão.“Com esta campanha, a TerriMar convida toda a comunidade, empresas e parceiros a fazerem parte desta missão. O seu contributo vai ajudar a proteger os ninhos, a conservar as praias de desova, a sensibilizar as comunidades e apoiar o trabalho dos técnicos e voluntários”, notou a TerriMar. Através da sua página na rede social do Facebook, esta associação dispõe de um link em que se pode saber, ao pormenor, como contribuir para o sucesso desta iniciativa, lançada numa altura em que decorre a temporada de desova das tartarugas marinhas. A Terrimar realiza anualmente, entre Junho e Outubro a sua campanha de proteção das tartarugas marinhas, com acções de prospecção de praias, identificação de ninhos e de monitoramento de rastos, envolvendo técnicos, voluntários e as comunidades. Esta associação completou, em Maio, 15 anos de actividades, tendo neste período registado quase 15 mil ninhos de tartarugas marinhas, tendo colocado no mar cerca de 14 mil tartaruguinhas. A apanha desta espécie em vias de extinção nesta ilha reduziu-se para 90 por cento (%), graças ao envolvimento de mais de uma centena de voluntários e 17 biólogos. A Semana com Inforpress
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A xadrezista Deise Pereira revalidou o título de campeã nacional feminina de xadrez ao vencer a quinta edição da prova, realizada de quinta-feira a domingo, numa organização cuja qualidade competitiva superou as expectativas da Federação Cabo-verdiana de Xadrez. A atleta garantiu a renovação do título com uma ronda de antecedência no V Campeonato Nacional Feminino de Xadrez, após vencer Célia Guevara na sexta jornada, resultado que lhe assegurou matematicamente a conquista do troféu máximo da modalidade. Em declarações à Inforpress, o presidente da Federação Cabo-verdiana de Xadrez (FCX), Francisco Carapinha, observou que a revalidação do título representa o justo reconhecimento do percurso e da evolução da campeã nacional. Segundo o dirigente, a conquista ganha ainda maior relevância por ter sido alcançada numa edição que contou com a participação da número um do ranking nacional, tornando a disputa mais exigente do que a do ano anterior. “Ela ganhou o título no ano passado pela primeira vez. Este ano a competição teve também a número um do ranking nacional e isso glorificou ainda mais a sua vitória (...). Demonstra que está a evoluir, não só ela, como todas as outras que participaram”, realçou Francisco Carapinha. O líder federativo sublinhou o crescimento do nível competitivo das jovens xadrezistas, salientando um facto revelador para o xadrez nacional: apenas as duas primeiras classificadas eram maiores de idade, enquanto as restantes participantes tinham idades compreendidas entre os 13 e os 16 anos. Esta forte presença juvenil nesta competição, que reuniu oito xadrezistas provenientes de quatro ilhas do país, faz a federação augurar um "excelente futuro" para o xadrez feminino em Cabo Verde. No balanço final da prova, classificado como “muito positivo”, Francisco Carapinha revelou ainda que, das três atletas que iniciaram o torneio sem posicionamento internacional, duas conseguiram obter o seu ‘ranking’ internacional no decorrer do campeonato, num ambiente marcado pelo desportivismo e pelo fair-play. A Semana com Inforpress
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