José Carlos da Luz fez esta afirmação ao ser questionado pela imprensa sobre os objectos colocados por terceiros no circuito do desfile para marcar lugares, alguns dos quais para ver o Carnaval e outros para vender a terceiros que colocam em risco a segurança dos transeuntes e atrapalha a circulação na cidade. Uma situação que choca com o Código de Posturas Municipal quanto à ocupação dos passeios.
“Nós estamos a trabalhar, ainda agora tivemos um encontro com a equipa de fiscalização e outros serviços da câmara municipal, o serviço de saneamento, nós vamos limpar a cidade daqueles objectos que nada dignificam a nossa cidade, de maneira que nós queremos uma cidade limpa e aprazível”, afirmou.
Segundo o vereador, o Carnaval de São Vicente já chegou a um patamar onde “não se deve baixar, mas sim melhorar a apresentação deste produto turístico de grande importância para a economia da ilha de São Vicente”.
Conforme José Carlos da Luz, se calhar a população está a dar uma indicação que deverá ser levado em conta nos próximos carnavais e ver como fazer por forma a dar a resposta às necessidades que a população precisa em relação ao assentamento, às bancadas.
“As bancadas estão num número reduzido, apenas para quatro mil pessoas, e, logicamente, com a população que se desloca à cidade, precisa de espaço para se acomodar. E é aí que nós pensamos que, nos próximos carnavais, nós temos de mudar e ver qual é a resposta e solução que devemos dar”, adiantou o autarca para quem “a cidade está a ficar exígua para a realização do Carnaval”.
Sobre o alegado mercado negro que está a surgir com a venda desses lugares marcados pelo público o vereador disse que “a oferta desse serviço e a compra desse mesmo serviço é uma coisa que a câmara não consegue controlar”.
“Isso faz parte da dinâmica do sanvicentino digamos, da esperteza do sanvicentino”, reagiu, referindo que a câmara está aberta a sugestões quando questionado se nos próximos carnavais vai colocar bancadas e disponibilizá-las ao povo.
Para as bancadas disponibilizadas para assistir ao desfile de segunda-feira, 03 de Março, véspera do Carnaval, da Escola de Samba Tropical, o bilhete passa a custar 1.500 escudos para a da Rua de Lisboa e 300 escudos para a bancada da Praça Amílcar Cabral.
Para o desfile oficial de terça-feira, 04 de Março, na Rua de Lisboa, o bilhete custa 2.000 escudos, por assento, 1.500 escudos na Avenida Baltazar Lopes da Silva e 500 escudos na Praça Nova.
O desfile oficial inicia-se às 19:00, sendo o primeiro grupo Vindos dos Oriente, seguido de Flores do Mindelo, Estrela do Mar, Cruzeiros do Norte e Monte Sossego, a encerrar.
Antes, das 17:00 às 19:00, o espaço está reservado para os grupos que habitualmente fazem e constroem o entrudo espontâneo.
Mas há, também, as crianças dos jardins de infância, escolas do ensino básico, na sexta-feira, 28, escolas secundárias e Delegacia de Saúde de São Vicente, no sábado, 01 de Março, e no domingo, 02 de Março, a tarde será ocupada por grupos de mandingas de diversas zonas da ilha.
A Semana com Inforpress

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