domingo, 21 junho 2026

A ATUALIDADE

Países Baixos proíbem funcionários públicos de uso da aplicação DeepSeek

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O Executivo receia que as informações partilhadas pelos utilizadores do DeepSeek possam ser armazenadas e acabar na posse do governo da República Popular da China.

 O Governo dos Países Baixos proibiu os funcionários públicos de utilizarem a aplicação chinesa de inteligência artificial DeepSeek por ser sensível à espionagem.

A medida foi transmitida esta quinta-feira depois de, na semana passada, a Autoridade de Proteção de Dados holandesa ter instado os cidadãos a serem cautelosos ao introduzirem informações pessoais e sensíveis na plataforma digital.

A ordem governamental foi enviada pelo secretário de Estado para a Digitalização, Zsolt Szabó, a todos os funcionários públicos holandeses, sublinhando que o DeepSeek é uma aplicação sensível à espionagem dos utilizadores.

De acordo com a estação pública dos Países Baixos, NOS, o Executivo receia que as informações partilhadas pelos utilizadores do DeepSeek possam ser armazenadas e acabar na posse do governo da República Popular da China.

Por este motivo, a Autoridade de Proteção de Dados alertou na passada sexta-feira sobre os riscos da utilização da aplicação de Inteligência Artificial DeepSeek.

“Seria sensato que as pessoas se perguntassem se querem realmente introduzir informações pessoais e outras informações sensíveis nesta aplicação”, alertava na semana passada o organismo estatal.

  

Além disso, a Autoridade de Proteção de Dados apelou à cautela na introdução de qualquer tipo de informação privada também de terceiros.

“Se carregarmos os dados de outras pessoas, eles vão parar ao mesmo sítio na China. Talvez sem o conhecimento da outra pessoa e muito menos sem consentimento”, acrescentava a Autoridade de Proteção de Dados.

Desde que o DeepSeek lançou o seu modelo R1, a 20 de janeiro, a aplicação chinesa, caracterizada pelo seu código aberto e pelos baixos custos de desenvolvimento, tem estado no topo das tabelas de descarregamento de aplicações gratuitas.

A aplicação também é criticada pela censura, recusando-se a comentar questões controversas como o Massacre de Tiananmen de 1989 ou mesmo sobre o Presidente da China, Xi Jinping.

O mesmo fenómeno verificou-se com outras aplicações digitais de conversação chinesas, como se verificou em 2023, o mesmo ano em que Pequim regulamentou estes serviços para respeitarem os “valores socialistas fundamentais”.

A Semana com Lusa

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