Uma chamada de atenção aos governantes de Cabo Verde e à Sociedade Civil, pelo endurecimento crescente dos corações, que vem acontecendo, e se não foram tomadas medidas justas as coisas podem fugir do controlo, no país.
Como principal tema, a descentralização do poder, com a regionalização, em que a classe política vem fugindo do diálogo no Parlamento, adiando o mal, permitindo inflamar ainda mais a ponto de tornar incontrolável.
Exemplos
- 1º A concentração do poder na ilha capital, que tem a maior força eleitoral, daí a permanência, no top do poder, sempre de pessoas e ideias da origem da Ilha.
- 2º As Câmaras Municipais em que os Presidentes das mesmas tornaram-se comissários políticos, fazendo o papel da extensão do poder central.
- 3º Após a independência e principalmente após a abertura política, em que as Câmaras Municipais que inicialmente deram uma mais valia na descentralização e desenvolvimento local, hoje, também, tornaram-se centros de disputa dos poderes políticos.
- 4º Antes da independência e no início pós-Independência, havia um equilíbrio na distribuição de competência, de acordo com as vocações de cada ilha, que com abertura política foi desmoronando, com a centralização de todos essas competências na ilha de Santiago, desgastando as outras ilhas que passaram a mendigar esmolas da Ilha capital, com a centralização em demasia e sem dotar de devidas capacidades para tal, que hoje está se tornado em caos.
Conselho
Ainda vamos a tempo de rever os males com a regionalização, na base da descentralização territorial e cultural, assentes na distribuição natural e geográfica de Barlavento e Sotavento, em que cada uma dessas alas passará a desenvolver mediante os seus ideais e cultura, para depois homogeneizar como País que somos. Caso contrário, corremos o risco de irmos pelo mesmo caminho que levou a lutar pela independência nacional - cisão da unidade Guiné/ Cabo Verde, abertura política, desfazendo do sistema do partido único e até mesmo da cisão do partido MpD , que deu origem ao PCD e ao PRD .
Um outro exemplo claro, é como os partidos políticos no poder relacionam com as Câmaras Municipais geridas pelos partidos da oposição.
Pensem nisso, porque Cabo Verde está cobiçando o ritmo universal do abismo, centralização da riqueza e do poder, com a tendência na abolição da democracia, pelo extremismo da direita.
Se continuarmos nesta teimosia, não consigo vislumbrar outro caminho, num futuro bem próximo. Pensemos nisso antes que seja tarde de mais.
*Cidadão comprometido e atento com Cabo Verde.






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