Os líderes da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte defenderam hoje terem "o direito à auto-determinação" e pediram, num acordo assinado em Cardiff, ao governo britânico para preparar e facilitar a mudança.
"As nossas nações têm o direito à autodeterminação. Nenhum governo de Westminster tem o direito de impedir a democracia ou de minar o princípio de que os nossos povos decidirão o seu próprio futuro", lê-se no texto.
O memorando de entendimento foi subscrito pelos primeiros-ministros da Escócia, John Swinney, líder do Partido Nacional Escocês (SNP), do País de Gales, Rhun ap Iorwerth, líder do Plaid Cyrmu, e da Irlanda do Norte, Michelle O'Neill, colíder do Sinn Féin.
Pela primeira vez, os partidos independentistas constituem a principal força política nos Parlamentos escocês e galês desde 1999, quando a Escócia e o País de Gales passaram a ter os próprios Parlamentos.
O Sinn Féin também é o partido com mais assentos na Assembleia da Irlanda do Norte desde as eleições de 2022.
No entanto, qualquer reforma constitucional tem de ser aprovada pelo Governo britânico, sediado em Londres.
Os signatários reconheceram que "têm posições constitucionais diferentes e que cada nação determinará o seu próprio futuro à sua maneira e no seu próprio tempo".
"Apelamos ao Governo britânico para que se prepare, planeie e facilite a mudança constitucional em cada jurisdição", acrescentam.
Numa conferência de imprensa conjunta, Rhun ap Iorwerth admitiu que "os trajetos são diferentes, diferentes na natureza e velocidade", mas insistiu que "há uma determinação partilhada de que cabe à população decidir".
O Executivo britânico opõe-se à realização de um novo referendo desejado pelo SNP sobre a independência da Escócia, após o de 2014, no qual prevaleceu o voto a favor da permanência no Reino Unido.
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, também excluiu recentemente a possibilidade de uma votação sobre a unificação da Irlanda desejada pelo Sinn Féin.
A questão do futuro constitucional da Irlanda do Norte voltou a surgir este fim de semana, quando o Presidente norte-americano, Donald Trump, comentou que seria "fantástico" uma Irlanda "unificada".
Os acordos de paz de 1998 prevêem que possa ser organizado um referendo sobre a unificação da Irlanda caso o governo britânico considere existir um apoio da maioria dos eleitores da Irlanda do Norte a favor da unificação.
Donald Trump não estará hoje em Nova Iorque para homenagear as vítimas do 11 de Setembro que morreram quando as duas torres colapsaram há 25 anos. O Presidente estará apenas no Pentágono, na capital do país, onde um dos aviões desviados matou quase 200 pessoas. No agora Groud Zero, monumento de homenagem às vítimas, estarão ex-chefes de Estado e também o autarca de Nova Iorque, Zohran Mamdani, o primeiro mayor muçulmano.
Um quarto de século depois dos ataques terroristas que mataram quase 3.000 pessoas nos Estados Unidos, o Mundo mudou. O colapso das Torres Gémeas mudou não só o panorama urbano e a vida em Nova Iorque, mas levou também a grandes transformações geopolíticas mundiais e solidificou o perigo e o receio de ataques terroristas a nível global.
A presença de Zohran Mamdani, presidente da Câmara de Nova Iorque, na cerimónia de homenagem às vítimas do 11 de Setembro que decorre hoje não é bem vista por todos devido à sua confissão religiosa, ou seja, o facto de ser muçulmano. Correntes de extrema-direita na cidade lançaram mesmo uma petição para que Mamdani não participasse nas cerimónias, com esta iniciativa a receber o apoio do tablóide "New York Post" e do antigo autarca, Rudy Giuliani.
Foi, no entanto, por iniciativa do actual autarca que vários documentos foram divulgados esta semana em que fica provado que os então eleitos, nomeadamente Giuliani, sabia que a qualidade do ar em Nova Iorque logo após os ataques era tóxica. Pelo menos 9.400 pessoas morreram devido às poeiras inspiradas naquele dia.
Donald Trump não estará presente nesta homenagem em Nova Iorque, preferindo estar apenas na cerimónia do Pentágono, em Washington DC, onde um dos aviões desviados matou quase 200 pessoas em 2001.
A cerimónia no actual Groud Zero, onde antes se erguiam as duas torres do World Trade Center, não terá discursos políticos e será às familias das mais de 2.600 vítimas de dizer os seus nomes em voz alta. Neste momento de grande emoção estarão presentes os antigos Presidentes norte-americanos ainda vivos George W. Bush, Joe Biden, Barack Obama e Bill Clinton.
Espera-se que milhares de pessoas saiam às ruas em Nova Iorque para acompanhar esta homenagem. A polícia da cidade e os serviços de inteligência norte-americanos estão em alerta para lutar contra qualquer ameaça terrorista.
Também a Al-Qaeda, que levou a cabo os ataques de 11 de Setembro de 2001, assinalou estes 25 anos, divulgando um vídeo de Osama Bin Laden e do seu filho Hamza, os dois mortos, entretanto, pelos Estados Unidos.
O secretário-geral da ONU sublinhou hoje a necessidade de pôr fim aos conflitos mundiais, perante os líderes da Rússia, Irão, Emirados Árabes Unidos e da China, reunidos na cimeira dos BRICS, na Índia.
As palavras de Guterres surgem após os membros terem assinado no sábado uma declaração conjunta com 140 pontos, que dedicou vários capítulos a Gaza, à Palestina e ao Líbano e mencionou expressamente Israel, mas que não incluiu qualquer referência à Ucrânia.
"De Gaza, passando pela crise mais ampla no Médio Oriente, até à Ucrânia, ao Sudão e mais além, o nosso mundo precisa de paz", afirmou, segundo a Lusa citada ela Inforpress, António Guterres, durante a sua intervenção, referido pela Efe.
A sessão plenária na capital indiana, Nova Deli, a segunda e última da cimeira do bloco, juntou Guterres a líderes como o russo Vladimir Putin, o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o príncipe herdeiro de Abu Dabi, Khaled bin Mohamed Al Nahyan.
As palavras de Guterres surgem após os membros terem assinado no sábado uma declaração conjunta com 140 pontos, que dedicou vários capítulos a Gaza, à Palestina e ao Líbano e mencionou expressamente Israel, mas que não incluiu qualquer referência à Ucrânia.
No seu apelo, o português defendeu a liberdade de navegação internacional, o respeito pela integridade territorial e pela independência política dos Estados ao abrigo do direito internacional.
“À medida que avançamos de forma irreversível para um mundo multipolar, os países devem trabalhar para reforçar e salvaguardar um sistema multilateral que responda às necessidades de todos”, acrescentou Guterres.
Conforme a fonte deste jornal, o líder da ONU voltou a exigir uma reforma abrangente do seu Conselho de Segurança e das instituições financeiras internacionais que, no seu entender, já não reflectem a realidade do planeta, por terem sido criadas no âmbito de uma ordem hoje obsoleta.
“As realidades económicas, demográficas e geopolíticas de hoje não são as de 1945 (...). Isto exige a reforma das instituições multilaterais, incluindo o Conselho de Segurança da ONU e o sistema de Bretton Woods, para reflectir o mundo atual”, acrescentou.
A propósito da adopção, este Setembro, de um novo mapa-mundo na Assembleia Geral, que corrige as distorções do tradicional mapa de Mercator, Guterres instou as instituições a “fazer o mesmo” perante uma nova realidade de poderes.
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Presidente chinês Xi Jinping deverá também participar na cimeira de dois dias, naquela que será a sua primeira visita à Índia desde 2019.
O presidente russo, Vladimir Putin, chegou a Nova Deli antes da reunião dos líderes do grupo BRICS, numa altura em que os conflitos globais e os desafios económicos deverão marcar o tom do fim de semana.
Putin aterrou na capital indiana esta sexta-feira, onde foi recebido pelo ministro indiano dos Negócios Estrangeiros, Kirti Vardhan Singh, e por uma comitiva de boas-vindas ladeada por fotógrafos.
Espera-se que a cimeira de dois dias leve a organização de 11 membros a centrar-se nas guerras na Ucrânia e no Médio Oriente, bem como no petróleo e no comércio mundial.
Prevê-se que o presidente chinês, Xi Jinping, participe entre sábado e domingo, naquela que será a primeira visita à Índia desde 2019.
“É plenamente expectável que a conferência inclua debates positivos e significativos sobre diversas questões, realizados com vista ao bem-estar global”, escreveu o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, numa publicação nas redes sociais esta sexta-feira.
“Com os virtuosos, pode debater-se e partilhar amizade; com os não virtuosos, não se devem manter quaisquer relações”, acrescentou.
Modi tem previsto manter conversações com Putin ainda esta sexta-feira, numa tentativa de reforçar uma das relações estratégicas mais importantes de Nova Deli.
Está igualmente prevista para sexta-feira a chegada do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, numa altura em que continua a guerra envolvendo o Irão.
Harsh V. Pant, da Observer Research Foundation da Índia, afirmou que o conflito no Golfo deverá ser “a linha de fratura central desta vez na cimeira dos BRICS”.
“O que até ao ano passado era visto como uma conquista, a expansão dos BRICS, hoje parece um grande condicionamento para o grupo”, acrescentou Pant.
O grupo BRICS apresenta-se como um fórum de 11 “mercados emergentes e países em desenvolvimento”: Brasil, China, Egito, Etiópia, Índia, Indonésia, Irão, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul e Emirados Árabes Unidos.
A primeira cimeira dos BRICS realizou-se em 2009, em Ecaterimburgo, na Rússia. O grupo entretanto alargou-se e inclui agora 10 países “parceiros”: Bielorrússia, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietname.
O preço do barril de Brent para entrega em novembro ultrapassou hoje a barreira dos 102 dólares, atingindo o valor mais alto desde Maio, depois de ter subido 1,14%.
O petróleo do Texas avançava 1,40% para 97,39 dólares.
Pelas 09:00 em Cabo Verde, o Brent, petróleo de referência da Europa, atingia 102,36 dólares o barril no mercado de futuros de Londres, depois de subir 1,14%.
Este é o valor mais alto do barril de Brent desde Maio deste ano.
O Brent acumula hoje cinco sessões a subir perante a escalada de ataques cruzados entre os Estados Unidos e o Irão e os receios do mercado face a possíveis interrupções no fornecimento de petróleo do Médio Oriente.
O petróleo do Texas avançava 1,40% para 97,39 dólares.
Ao mesmo tempo, o gás natural TTF inverteu a tendência de abertura e subia 2%, ultrapassando os 81 dólares.
O agravamento dos preços na energia foi provocado pelas perturbações no transporte de gás natural liquefeito (GNL) e petróleo pelo estreito de Ormuz devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciada no primeiro trimestre.
A Semana com Inforpress/Lusa
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A 81.ª Assembleia-Geral da ONU arranca na terça-feira, em Nova Iorque, sob o tema "Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação", naquela que será a última sessão que António Guterres irá marcar presença enquanto secretário-geral da organização.
Na terça-feira, António Guterres irá abrir, pela última vez, os trabalhos da nova sessão da Assembleia-Geral, na qual o ainda ministro dos Negócios Estrangeiros do Bangladesh, Khalilur Rahman, tomará posse como presidente da UNGA81.
Até ao final do mês, a 81.ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas (UNGA81) irá reunir uma vez mais líderes mundiais em Nova Iorque, que acolhe a sede da ONU, com o propósito de revitalizar a cooperação global, impulsionar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e promover ações coletivas em prol da paz, da dignidade e da igualdade num planeta saudável.
Este ano, a corrida para o lugar de secretário-geral da ONU deverá dominar a agenda, com António Guterres a deixar o cargo no final de dezembro, após completar dois mandatos consecutivos de cinco anos na liderança da organização.
Na terça-feira, António Guterres irá abrir, pela última vez, os trabalhos da nova sessão da Assembleia-Geral, na qual o ainda ministro dos Negócios Estrangeiros do Bangladesh, Khalilur Rahman, tomará posse como presidente da UNGA81.
O mandato de um ano de Rahman, que irá terminar em setembro de 2027, será guiado pelo tema "Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação: Uma Organização das Nações Unidas que Funciona para Todos".
Ao longo do mês de setembro, a sede da ONU vai receber vários eventos. No dia 18, o "Momento ODS" estará em especial destaque, uma vez que serão discutidas iniciativas transformadoras globais e nacionais, assim como formas de acelerar o progresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, mesmo diante dos crescentes desafios globais. Os ODS são um conjunto de 17 metas globais de desenvolvimento estabelecidas pela Assembleia-Geral das Nações Unidas que devem ser atingidas até 2030.
Um dos momentos mais esperados da UNGA81 é o Debate Geral de Alto Nível, que irá começar a 22 de setembro e deverá reunir em Nova Iorque, até dia 28, dezenas de chefes de Estado e de Governo.
Por essa ocasião, espera-se que os líderes façam declarações delineando as suas posições e prioridades no contexto dos complexos e interligados desafios globais.
Entre os líderes esperados para este debate estão os Presidentes do Brasil (como já é tradição é o primeiro país a discursar), dos Estados Unidos e da Ucrânia, bem como o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov.
Segundo o calendário provisório cedido pela ONU, Portugal estará representado pelo chefe do Governo, o primeiro-ministro Luís Montenegro.
Para 23 de setembro está agendada a Cimeira do Clima, convocada por Guterres e que vai reunir líderes das principais economias, países desenvolvidos e em desenvolvimento, nações vulneráveis e os principais produtores e consumidores de energia para fortalecer a cooperação num momento crucial da crise climática.
Também no dia 23, terá lugar a reunião de alto nível para comemorar o 40.º aniversário da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento, que abriu novos caminhos na luta universal por maior dignidade humana, liberdade, igualdade e justiça.
Ainda dentro da temática ambiental, uma reunião de alto nível sobre a subida do nível do mar vai juntar, no dia 24, líderes globais, especialistas e outras partes interessadas para abordar a ameaça urgente e crescente desta situação.
Em 25 de setembro, o presidente da UNGA81 convocará uma reunião com o objetivo de mobilizar vontade política nos níveis nacional, regional e internacional para a prevenção, preparação e resposta a pandemias.
A reunião deverá culminar na aprovação de uma declaração política orientada para a ação, acordada por consenso através de negociações intergovernamentais.
Um encontro de alto nível para comemorar o 25.º aniversário da adoção da Declaração e do Programa de Ação de Durban - um plano global para a justiça e a igualdade racial - está marcado para o dia 28.
No dia seguinte, em 29 de setembro, irá acontecer a reunião plenária anual de alto nível para comemorar e promover o Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares, naquela que é a prioridade máxima das Nações Unidas em matéria de desarmamento.
A UNGA81 decorre num contexto mundial complexo, marcado por tensões geopolíticas e conflitos crescentes, pressão sobre o financiamento do desenvolvimento e da própria organização, rápidas mudanças tecnológicas e o aquecimento global, fatores que continuam a testar o sistema internacional.
A Assembleia-Geral é o órgão no qual os 193 Estados-membros da ONU se sentam em pé de igualdade e tem uma função exclusivamente representativa, uma vez que o verdadeiro poder é exercido pelo Conselho de Segurança, em que cinco grandes potências (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) são membros permanentes com direito de veto.
No biénio 2027--2028, Portugal estará sentado no Conselho de Segurança como membro não-permanente.
Quando a ONU foi criada em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, apenas 51 países integravam a organização.
A Assembleia Geral da ONU vai votar esta sexta-feira, 4 de setembro, uma resolução para que o mundo elimine formalmente o mapa tradicional de Mercator do globo terrestre em favor de um que mostre de forma mais precisa o tamanho de África.
Devido ao estilo de projeção as regiões próximas do equador parecem significativamente mais pequenas do que realmente são, enquanto as áreas de latitudes elevadas parecem muito maiores, o que faz com que África apareça com um tamanho semelhante ao da Gronelândia, quando é 14 vezes maior do que o território dinamarquês.
A resolução foi, segundo Diário de Notícias, patrocinada pelo Togo e apoiada pelos outros 54 Estados-membros da União Africana, assim como por outros países, afirmou o ministro togolês dos Negócios Estrangeiros, Robert Dussey, que considera tratar-se de uma discussão "científica, porque há provas científicas", e não política.
As resoluções da ONU não são vinculativas, mas se a votação for aprovada, é possível que tal possa levar a uma atualização dos manuais escolares ou de plataformas na Internet onde o mapa é retratado.
O mapa foi introduzido pelo cartógrafo flamengo Gerardus Mercator em 1569 para auxiliar os marinheiros na navegação marítima e, quase cinco séculos depois, mantém-se como padrão global.
Devido ao estilo de projeção, prossegue a fonte referida, as regiões próximas do equador parecem significativamente mais pequenas do que realmente são, enquanto as áreas de latitudes elevadas parecem muito maiores, o que faz com que África apareça com um tamanho semelhante ao da Gronelândia, quando é 14 vezes maior do que o território dinamarquês.
“Seria possível encaixar os Estados Unidos, a China, a Índia, o Japão, o México e grande parte da Europa em África e ainda sobraria espaço”, afirma uma petição no Change.org para a campanha #CorrectTheMap, que já conta com mais de 11 mil assinaturas.
Esta posição está de acordo com o que defendem historiadores, geógrafos e ativistas, sendo que alguns falam mesmo em “colonialismo cartográfico”, defendendo que o mapa atual minimiza a presença física do Sul global e inflamou visualmente as nações do hemisfério norte, o que tem tido reflexos nos enviesamentos sistémicos no comércio internacional.
Um dos críticos mais proeminentes da projeção de Mercator foi Arno Peters, historiador alemão que lançou o mapa-mundo de Peters, baseado na projeção de Gall-Peters, em 1973.
A campanha #CorrectTheMap promove a utilização do mapa Equal Earth de 2018, desenvolvido por uma equipa internacional de cartógrafos e que poderá ajudar a inverter as perceções sobre África.
Conforme a fonte deste jornal, as autoridades togolesas esperam que a votação siga o mesmo caminho de outra decisão apoiada pela União Africana na ONU em março deste ano, quando foi aprovada uma resolução patrocinada pelo Gana para descrever o tráfico de escravos como o “crime mais grave contra a humanidade”, com 123 votos a favor. Três estados votaram contra e 52 abstiveram-se. Esse sucesso deu aos apoiantes do mapa razões para acreditar num resultado favorável.
O governo do Togo está a planear um evento na capital Lomé com a Unesco, a União Africana e marcas tecnológicas como o Google Maps durante o primeiro trimestre do próximo ano para delinear o plano de implementação da resolução.
O presidente russo defendeu esta quinta-feira, 3 de setembro, que aquilo que chama de ameaças de ataques da Ucrânia contra aviões civis dificultam a possibilidade de qualquer negociação com vista à paz. Ao mesmo tempo, Vladimir Putin considerou que ainda existem opções para negociações construtivas e pacíficas.
"Isto obstrui, sem dúvida, a possibilidade de realizar negociações de paz bilaterais", reagiu Vladimir Putin, citado pela agência EFE. "As ameaças de ataques contra aeronaves civis são, obviamente, uma manifestação de terrorismo de Estado", acrescentou, depois de na terça-feira já ter afirmado que "não se negoceia com terroristas" e que Moscovo responderia a quaisquer provocações deste tipo.
Durante a sessão plenária do Fórum Económico Oriental em Vladivostok, capital do Extremo Oriente russo, Putin referiu-se às declarações do presidente ucraniano, que advertiu as companhias aéreas de que “haverá drones” ucranianos no céu russo “enquanto a guerra continuar” e que é perigoso sobrevoar o espaço aérea russo.
“Alertamos todas as companhias aéreas que utilizam o espaço aéreo russo, todas as seguradoras e todos aqueles que ainda operam nos principais aeroportos russos: o espaço aéreo russo está a tornar-se extremamente perigoso”, disse Volodymyr Zelensky no início da semana precisando, no entanto, que a aviação civil não era o alvo “em si”.
"Isto obstrui, sem dúvida, a possibilidade de realizar negociações de paz bilaterais", reagiu Vladimir Putin, citado pela agência EFE. "As ameaças de ataques contra aeronaves civis são, obviamente, uma manifestação de terrorismo de Estado", acrescentou, depois de na terça-feira já ter afirmado que "não se negoceia com terroristas" e que Moscovo responderia a quaisquer provocações deste tipo.
Paralelamente, Putin considerou que não estão esgotadas as opções para negociações construtivas e pacíficas para um entendimento com a Ucrânia, tendo agradecido aos países que insistem numa solução política para o conflito, como os Estados Unidos e a China.
"Em última análise, o problema deve ser resolvido, antes de mais, pelos países envolvidos no conflito... Em primeiro lugar, é a Rússia e a Ucrânia que devem chegar a um acordo", declarou, manifestando dúvidas de que Kiev esteja disponível para um acordo de paz..
Cerca de 20 milhões de crianças em 21 países do mundo, incluindo Europa, foram alvo de abusos sexuais através da internet, avança hoje um estudo realizado pela Unicef em conjunto com a Interpol.
A maioria das situações de abusos (60%) aconteceu nas redes sociais, com destaque para Facebook (50%), WhatsApp (29%), Instagram (24%), Snapchat (13%) e TikTok (12%), mas uma parte importante (14%) acontece também em plataformas de jogos 'online'.
De acordo com o estudo, só no ano passado, uma em cinco crianças entre os 12 e os 17 anos que utilizam a internet foram aliciadas e exploradas nas plataformas digitais por pessoas que já conheciam ou conheceram ‘online’, sendo que apenas 1% dos casos foi comunicado às autoridades.
A investigação concluiu que estas crianças abusadas apresentavam quatro vezes mais pensamentos e comportamentos suicidas e quatro vezes mais probabilidade de se automutilarem.
Além disso, os seus níveis de ansiedade estavam cerca de 11 pontos percentuais acima do dos seus pares.
Admitindo estar profundamente preocupados com estas associações, os investigadores alertaram ainda que “os impactos profundos podem estender-se muito para além do incidente imediato, afectando a escolaridade, os relacionamentos e a vida quotidiana das crianças”.
A maioria das situações de abusos (60%) aconteceu nas redes sociais, com destaque para Facebook (50%), WhatsApp (29%), Instagram (24%), Snapchat (13%) e TikTok (12%), mas uma parte importante (14%) acontece também em plataformas de jogos 'online'.
O estudo avisou ainda que estes resultados podem ser apenas parte de um problema maior, já que os cerca de 20 milhões de crianças afetadas representam apenas uma fração do mais de mil milhões de adolescentes no mundo.
“Há riscos presentes onde quer que as crianças se encontrem” e “o verdadeiro número global de crianças sujeitas a este abuso ascende certamente a dezenas de milhões”, admitiram as organizações que elaboraram o estudo, sublinhando que “ignorar o problema não beneficia ninguém, a não ser aqueles que causam ou facilitam o dano”.
O relatório especificou que dos 20 milhões de crianças afetadas naqueles países em 2025, 15 milhões foram expostas a conteúdos sexuais indesejados, nove milhões foram solicitadas a participar em conversas de natureza sexual ou a partilhar imagens sexuais contra vontade e quatro milhões tiveram imagens sexuais suas partilhadas sem permissão.
Em mais de metade dos casos (57%), o agressor já era um conhecido da criança e, em nove dos países, uma em cada quatro crianças foi explorada e abusada por outra criança.
Além disso, ficou demonstrado que o abuso é também influenciado pelo género, já que as raparigas são habitualmente ameaçadas com denúncias para as manter em silêncio e os rapazes veem os seus medos minimizados ou é-lhes incutida a ideia de que devem lidar com a situação sozinhos ou são ameaçados com revelações falsas sobre a sua orientação sexual.
Os investigadores concluíram ainda que o sistema não consegue apoiar as crianças que precisam de ajuda.
Mais de quatro em cada 10 casos não foram contados a ninguém e quando as crianças contam, o mais provável é que o façam a um amigo, a um irmão ou à mãe.
Menos de 1% referiu a experiência à polícia, a um assistente social ou a uma linha de apoio, avançou o estudo, explicando que em 25% dos casos o silêncio se deveu a não saberem para onde ir ou a quem contar.
“Isto é uma falha do sistema. Notavelmente, algumas crianças entrevistadas disseram que permaneceram em silêncio por medo de perder o acesso aos dispositivos ou plataformas, um lembrete de que o simples corte do acesso das crianças pode aprofundar o próprio silêncio que as deixa desprotegidas”, alertou o relatório.
A investigação, denominada “Disrupting Harm”, é um dos maiores estudos do género e foi realizada pelo Fundo da ONU para a Infância (Unicef), em parceria com a rede global de organizações não-governamentais dedicada a erradicar a exploração sexual de crianças ECPAT International e com a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) em 21 países de África, Ásia, América Latina e Caraíbas e Europa de Leste.
O estudo implicou inquéritos com representatividade nacional a cerca de 21.000 crianças utilizadoras da internet e entrevistas aprofundadas a mais de 100 jovens sujeitos a abuso sexual facilitado pela tecnologia durante a infância, mais de 500 profissionais da linha da frente e agentes da autoridade que trabalham directamente com casos de abuso, revisões das políticas e legislação nacionais.
A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) descreveu hoje como "terrorismo patrocinado por um Estado" o ataque falhado num aeroporto alemão atribuído à Rússia e anunciou ter convocado o representante russo em Bruxelas.
A Alemanha anunciou na terça-feira medidas de retaliação contra a Rússia, depois de ter acusado Moscovo da tentativa de ataque no aeroporto de Leipzig, uma base militar de importância crucial para o exército alemão e para a NATO.
"Éclaro que tem todos os indícios de terrorismo patrocinado por um Estado", declarou Kaja Kallas antes de uma reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE na Irlanda, que exerce a presidência rotativa do Conselho Europeu.
Kallas disse que os ministros vão discutir que resposta dar à Rússia pelo ataque falhado, em agosto, no aeroporto de Leipzig.
"A questão é: o que fazemos em relação a isto?", referiu, citada pelas agências de notícias norte-americana AP e espanhola EP.
"Já convocámos o representante russo, tal como fizeram muitos Estados-membros, e vamos discutir o que mais podemos fazer", acrescentou Kallas, salvaguardando que a reunião é informal, pelo que não serão tomadas decisões.
O Governo alemão responsabilizou na terça-feira a Rússia pela tentativa de ataque no aeroporto de Leipzig, ocorrida em 04 de agosto, com recurso a um drone carregado de explosivos.
O aparelho telecomandado foi encontrado perto de um avião ucraniano e o dispositivo foi desativado.
Na altura, as autoridades alemãs afirmaram que o incidente representava um novo nível de perigo.
A Rússia negou as acusações.
O chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, anunciou que Portugal vai convocar o embaixador russo em Lisboa e antecipou que a reação da UE ao incidente será forte.
"Hoje de manhã, faremos essa convocatória", disse Rangel à Lusa à entrada para a reunião dos chefes da diplomacia da UE em Wicklow, na Irlanda.
Também a França convocou o encarregado de negócios russo em Paris para "protestar com veemência" contra o ataque atribuído à Rússia em Leipzig, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noel Barrot, citado pela agência de notícias AFP.
Paris vai propor novas sanções europeias contra navios da frota fantasma, as embarcações utilizadas pela Rússia sob falsas bandeiras para transportar energia e outras mercadorias, disse Barrot.
A Alemanha anunciou na terça-feira medidas de retaliação contra a Rússia, depois de ter acusado Moscovo da tentativa de ataque no aeroporto de Leipzig, uma base militar de importância crucial para o exército alemão e para a NATO.
A base tem sido usada para canalizar ajuda para a Ucrânia e o ataque frustrado visava um avião ucraniano.
Vários países europeus, como a Polónia, têm acusado Moscovo de ataques híbridos por apoiarem Kiev desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro de 2022.
"Ao ver estes ataques híbridos por toda a Europa, penso que são também sinais de alarme para os países que talvez não tenham sido muito firmes neste ponto", disse Kallas na Irlanda. "Se queremos pôr fim a esta guerra, temos de concentrar todos os nossos esforços. Passar para um nível superior", declarou, referindo-se a um novo pacote de sanções.
Kallas disse haver "já 1.600 inscrições em preparação dirigidas ao complexo militar da Rússia".
"É possível que outras sejam adicionadas", acrescentou.
Vários ministros presentes na reunião na Irlanda consideraram que o aumento de ataques híbridos atribuídos à Rússia na Europa visa quebrar a unidade no apoio à Ucrânia.
"O resultado destas tentativas é um fracasso e aconteceu mesmo o inverso, uma vez que o nosso apoio à Ucrânia não parou de se reforçar", afirmou Barrot.
"A Rússia tem agora de compreender que o seu caminho, focado na procura de soluções militares e na imposição das suas exigências através da violência, incluindo por meios híbridos, falhou", disse o homólogo alemão Johann Wadephul.
Convidado para a reunião dos 27, o ministro britânico, Ed Miliband, assegurou também o apoio à Ucrânia.
"Vemos uma tentativa da Rússia para nos dividir na Europa e para nos dissuadir de apoiar a Ucrânia, e digo hoje muito claramente em nome do Reino Unido: essa tentativa vai falhar", afirmou à chegada a Wicklow.
O Governo espanhol anunciou esta terça-feira aquilo que considera ser "um plano de choque" de 309 milhões de euros destinado a mitigar a crise migratória e humanitária em Ceuta, um enclave espanhol no norte de África.
Este plano visa proporcionar apoio e dinamização à cidade de Ceuta, com a intenção de restaurar a tranquilidade e a normalidade o mais rapidamente possível.
Este investimento representa cerca de 16% do produto interno bruto (PIB) anual da cidade e será mobilizado ao longo dos próximos quatro meses, de acordo com as declarações proferidas pelo primeiro vice-presidente do Governo e ministro da Economia, Carlos Cuerpo, em conferência de imprensa que decorreu em Madrid ciatda pelo Diario de Noticias.
O plano destina 90 milhões de euros ao reforço da segurança em Ceuta, com a alocação de mais recursos humanos e materiais para as forças policiais e armadas. Além disso, 118 milhões de euros serão usados para atender às necessidades extraordinárias de acolhimento e apoio humanitário para os migrantes, que incluem mais de 1.200 menores de idade não acompanhados.
Para suportar os serviços essenciais, como saúde, educação e justiça, o plano também inclui verbas específicas. Outras medidas contemplam 80 milhões de euros direcionados ao apoio a empresas e trabalhadores, abrangendo ajudas diretas e benefícios fiscais, a fim de mitigar os impactos negativos da crise em setores como turismo e comércio local.
Carlos Cuerpo destacou que a atividade económica em Ceuta sofreu quebras significativas, com reduções de 30% a 60% em diversos setores após a entrada ilegal de dezenas de milhares de migrantes nos dias 30 e 31 de julho.
Este plano visa, prossegue a fonte deste jornal, proporcionar apoio e dinamização à cidade de Ceuta, com a intenção de restaurar a tranquilidade e a normalidade o mais rapidamente possível. Dados recentes indicam que mais de 70 mil pessoas entraram ilegalmente na cidade durante os dois dias mencionados, e atualmente permanecem cerca de cinco mil migrantes, incluindo os 1.200 menores já identificados.
Embora a maioria dos migrantes tenha deixado Ceuta voluntariamente nas horas seguintes à sua entrada, a cidade tinha previamente entre 500 e 600 lugares para acolhimento temporário. Desde o início da crise, foram criados mais de 3.600 novos lugares e o Governo espera que esse número chegue a seis mil nas próximas semanas, permitindo o alojamento temporário de todos os que ainda se encontram nas ruas.
De salientar que o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, afirmou esta segunda-feira que a maioria das pessoas que continuam em Ceuta deverá ser devolvida a Marrocos, uma vez que não cumprem os requisitos para solicitar asilo.
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A Casa Branca divulgou os termos do acordo petrolífero com a Venezuela, revelou a empresa privada envolvida e confirmou controlo sobre mais de 65 mil milhões de barris, enquanto Trump prometeu que os EUA ficarão com “todo” o petróleo.
Dias depois de anunciar aquele que descreve como o maior acordo petrolífero da história, a administração Trump divulgou os pormenores.
Uma ficha informativa divulgada na noite de segunda-feira pela Casa Branca identificou a North American Blue Energy Partners (NABEP) como operadora no centro do negócio, revelou pela primeira vez a estrutura de propriedade e especificou o que Washington recebe em contrapartida.
As autoridades interinas da Venezuela concederam à NABEP concessões por 100 anos sobre 17 campos, ao abrigo de um acordo assinado pelo secretário de Estado norte-americano Marco Rubio e pelo secretário da Guerra dos EUA Pete Hegseth.
As reservas venezuelanas são muito superiores às norte-americanas, já que os 65 mil milhões de barris abrangidos pelas concessões comparam com cerca de 46 mil milhões em todo o território dos EUA.
Falando na Sala Oval na segunda-feira, o presidente Donald Trump classificou as reservas como “um valor inacreditável que estava a ser desperdiçado” e acrescentou que os EUA vão “aproveitar tudo isso. Vamos tirar esse petróleo de lá”.
O presidente norte-americano voltou também a afirmar que as grandes petrolíferas dos EUA estão alinhadas para participar na tomada de controlo dos campos venezuelanos.
“Temos a Exxon a entrar, temos a Chevron a entrar, temos as nossas grandes companhias petrolíferas a entrar, e toda a gente está a apresentar propostas”, afirmou Trump.
Estados Unidos: o que Washington recebe
Em troca da inclusão no acordo, a NABEP atribuiu ao Gabinete de Capital Estratégico do Departamento de Guerra dos EUA uma participação de 35% na empresa-mãe, que, segundo a Casa Branca, poderá valer centenas de milhares de milhões de dólares, sem qualquer custo para os contribuintes.
O Departamento de Estado dos EUA garante ainda o direito de comprar 20% da produção de todos os campos atuais e futuros da NABEP ao custo de produção, com o objetivo de reconstituir parcialmente a Reserva Estratégica de Petróleo, além do direito de preferência sobre os restantes 80%.
Washington detém poder de veto sobre as nomeações para o conselho de administração, a maioria dos administradores terá de ter nacionalidade norte-americana e o acordo fica sujeito à legislação e aos tribunais dos EUA.
NABEP compromete-se a investir até 100 mil milhões de dólares (86 mil milhões de euros) em infraestruturas petrolíferas na Venezuela e deverá pagar cerca de 200 mil milhões de dólares (172 mil milhões de euros) em royalties e impostos ao longo de 25 anos.
A maioria dos campos era antes explorada por empresas russas ou chinesas, algo que a Casa Branca apresenta como uma reafirmação da Doutrina Monroe.
Venezuela: assinaturas previstas, questões por resolver
Novos contratos de energia deverão ser assinados esta semana, mas várias informações indicam que o acordo está a gerar incómodo precisamente entre as grandes petrolíferas que Trump diz estarem na fila.
NABEP é controlada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt, investigado pelas autoridades norte-americanas e europeias devido a negócios anteriores com o governo de Caracas, embora nunca tenha sido acusado, e que nega qualquer irregularidade.
Segundo relatos, as grandes petrolíferas que negoceiam os seus próprios contratos querem garantias de que não ficarão associadas a ele.
A Exxon e a ConocoPhillips abandonaram ambas a Venezuela em 2007, depois de os seus ativos terem sido nacionalizados, e afirmam que as exigências de segurança jurídica e respeito pelos contratos continuam por satisfazer.
Antigos conselheiros energéticos norte-americanos alertaram para o risco político, já que um futuro governo em Caracas ou em Washington poderá contestar os termos. A NABEP estará a produzir entre 170 mil e 200 mil barris por dia, ocupando o segundo lugar entre os operadores privados, atrás da Chevron.
Betancourt afirmou que a Venezuela é “abençoada com uma abundância de recursos naturais, um povo trabalhador e um potencial por explorar”, e que o acordo vai “libertar esse potencial em grande benefício tanto dos venezuelanos como dos norte-americanos”.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, apoia igualmente o acordo, que vê como uma oportunidade para modernizar a indústria, insistindo, perante as críticas, que o país não cede nada da sua soberania.
Parlamentares em Capitol Hill disseram na segunda-feira que estão a pedir mais informações sobre o acordo, negociado sem participação do Congresso.
Se as grandes petrolíferas partilham a confiança da administração Trump ficará mais claro nos próximos dias, quando os contratos deverão ser assinados.
O Irão afirmou esta segunda-feira, 31, ter lançado ataques contra posições militares norte-americanas na Jordânia, em retaliação pelos primeiros bombardeamentos de Washington no seu território em um mês, reavivando a guerra que dura há seis meses.
Os preços do petróleo subiram após a notícia da retoma dos ataques norte-americanos ao Irão. O Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar o simbólico limiar dos 90 dólares por barril, pela primeira vez em um mês. No auge dos combates, o preço do petróleo ultrapassou os 120 dólares por barril pela primeira vez em décadas.
A poderosa Guarda Revolucionária do Irão declarou ter atingido com mísseis balísticos duas bases aéreas norte-americanas na Jordânia, aliada de Washington, causando “graves danos”. O exército jordano, pouco depois do anúncio iraniano, afirmou ter intercetado oito mísseis, sem indicar a sua origem.
Os ataques ocorreram depois de os Estados Unidos terem revelado, no domingo, que tinham atacado lançadores de rockets iranianos na ilha de Larak, uma pequena ilha no estreito de Ormuz.
Segundo Washington, os ataques visaram impedir o Irão de lançar mais minas marítimas no estreito, dias depois de ter anunciado que concluíra a remoção de explosivos desta via marítima estratégica.
“Forças norte-americanas realizaram uma ação limitada e precisa contra forças de colocação de minas da Guarda Revolucionária que representavam uma ameaça iminente no estreito de Ormuz”, escreveu o Comando Central dos EUA numa publicação na rede X.
A Guarda Revolucionária afirmou que os ataques norte-americanos provocaram “baixas” e que o seu ataque subsequente à Jordânia foi “em resposta à agressão aérea norte-americano-sionista”.
A troca de fogo ocorreu pouco depois de a guerra entre os EUA e o Irão ter completado seis meses e numa altura em que as hostilidades vinham a abrandar.
Nas últimas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, e a sua administração têm privilegiado a “guerra económica” em detrimento de ataques militares contra o Irão, sob intensa pressão interna e internacional para pôr fim à campanha militar. Prevista inicialmente para ser de curta duração, a ofensiva prolongou-se por meses, sem fim à vista.
Teerão bloqueou, na prática, o estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica por onde passava 20% do petróleo mundial antes de os Estados Unidos e Israel lançarem o primeiro ataque da guerra, a 28 de fevereiro.
“Na semana passada, o CENTCOM concluiu a remoção de minas marítimas das rotas internacionais de navegação do estreito”, afirmou o capitão de mar e guerra Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA.
“As forças norte-americanas estão a monitorizar de perto a área e mantêm-se preparadas para proteger o livre fluxo do comércio através desta via marítima essencial”, acrescentou.
Esforços diplomáticos, liderados por mediadores como o Paquistão e o Qatar, tentam há meses pôr fim à guerra.
Embora em abril tenha sido acordado um cessar-fogo e em junho tenha sido assinado um memorando de entendimento com vista a um acordo de paz final, não foi ainda alcançado qualquer entendimento e Washington declarou entretanto “guerra económica” a Teerão.
Um contra-bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos está a estrangular o abastecimento de combustíveis no Irão, numa altura de quebra da produção interna, à medida que Washington aumenta a pressão.
O cessar-fogo de abril pôs fim aos combates mais intensos, mas ataques esporádicos, sobretudo em torno do estreito de Ormuz, reduziram as perspetivas de um acordo de paz definitivo.
O último ataque norte-americano ao Irão antes do de domingo ocorreu a 29 de julho, em resposta a “uma tentativa de ataque-surpresa contra forças norte-americanas” na região, segundo o exército dos EUA. No início de julho, o CENTCOM atacou o Irão durante 13 noites consecutivas.
Ao longo da guerra, o Irão retaliou atingindo instalações norte-americanas e aliados na região do Golfo, com ataques no Qatar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein, Kuwait e Omã, entre outros, arrastando uma parte mais ampla da região para o conflito.
O fecho da via marítima estratégica por parte de Teerão provocou impactos económicos significativos em todo o mundo, sob a forma de crises logísticas e nas cadeias de abastecimento, aumentos de preços e escassez de fertilizantes e energia.
Os preços do petróleo subiram após a notícia da retoma dos ataques norte-americanos ao Irão. O Brent, referência internacional, voltou a ultrapassar o simbólico limiar dos 90 dólares por barril, pela primeira vez em um mês. No auge dos combates, o preço do petróleo ultrapassou os 120 dólares por barril pela primeira vez em décadas.
O Ministério do Interior italiano anunciou mais 15 dias de suspensão de Schengen com Madrid, após Piantedosi considerar a situação em Ceuta ainda tensa e “longe de estar melhor”.
Nos últimos dias, o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Manuel Albares, qualificou a decisão de Meloni após os acontecimentos do último Ferragosto como “uma afronta injustificada e injustificável à dignidade dos espanhóis”, motivada apenas por razões eleitorais.
Mais quinze dias de suspensão de Schengen com Madrid. Governo confirma o prolongamento da decisão tomada após a crise de migrantes em Ceuta.
Segundo uma comunicação do ministério do Interior, “está a ser enviada à UE a nota em que o governo comunica a prorrogação, por mais 15 dias, dos controlos nas fronteiras aéreas e marítimas com Espanha”.
“As avaliações que sustentam o decreto de prorrogação foram comunicadas pelo ministro do Interior, Matteo Piantedosi, ao seu homólogo espanhol, Fernando Grande-Marlaska, durante uma conversa telefónica construtiva”.
Controlos fronteiriços para viajantes provenientes de Espanha deviam terminar hoje, segunda-feira, 31 de agosto, mas o ministro do Interior,Matteo Piantedosi, tinha explicado nos últimos dias que a situação na exclave espanhola continua crítica, com entre 5 e 10 mil migrantes presentes – após a chegada de pelo menos 60 mil pessoas no fim de julho – e fortes tensões com os residentes.
“A situação em Ceuta está longe de ter melhorado. Faremos uma avaliação ponderada e sobre a decisão definitiva refletiremos no próprio dia do fim dos controlos, que será 31 de agosto”, afirmou o responsável pelo Ministério do Interior em entrevista ao Tg1 a 28 de agosto.
Piantedosi tinha sublinhado que não há vontade de confronto com Madrid e que os controlos incidiram apenas sobre cidadãos de países terceiros, sem impacto em italianos, espanhóis e restantes europeus.
Nos últimos dias, o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Manuel Albares, qualificou a decisão de Meloni após os acontecimentos do último Ferragosto como “uma afronta injustificada e injustificável à dignidade dos espanhóis”, motivada apenas por razões eleitorais.
Dois portugueses dados como desaparecidos na sequência da inundação devastadora no Nepal e no Tibete foram "localizados em segurança", mas há dois novos desaparecimentos, elevando o total para três, anunciou esta sexta-feira o Governo.
Segundo o mais recente balanço, o número total de mortos subiu esta sexta-feira para mais de 469 e as equipas de resgate continuavam a procurar mais de 1.300 desaparecidos após a catástrofe.
"Foram localizados em segurança dois cidadãos nacionais (os dois irmãos dados como desaparecidos ontem) mas contam-se dois novos desaparecimentos", indicou Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), numa nota enviada à agência Lusa.
De acordo com a diplomacia portuguesa, estão desaparecidos três cidadãos nacionais, um homem e duas mulheres, incluindo a primeira cidadã reportada.
Segundo o mais recente balanço, o número total de mortos subiu hoje para 469 e as equipas de resgate continuavam a procurar mais de 1.300 desaparecidos após a catástrofe.
Do lado chinês, a catástrofe causou três mortos e deixou 558 pessoas desaparecidas, entre as quais 260 estrangeiros.
Na quinta-feira, as autoridades nepalesas resgataram 445 pessoas com vida, entre as quais 27 estrangeiros.
A polícia do Nepal emitiu esta sexta-feira um alerta de inundação, depois de ter sido informada de que um lago no vizinho território chinês do Tibete tinha rompido.
A vaga de água e lama atingiu por volta das 09:15 locais (02:30 em Cabo Verde) o rio Bhotekoshi a partir da zona tibetana e afetou com particular gravidade as localidades de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi, segundo fontes oficiais.
A água atingiu também o território chinês.
Dezenas de imagens de câmaras de vigilância mostram pequenas povoações, albufeiras, pontes e outras infraestruturas a serem completamente destruídas quando o rio que as atravessa sobe repentinamente, enquanto dezenas de pessoas correm a tentar fugir das inundações.
As autoridades mobilizaram as forças de segurança e as equipas de emergência enquanto tentavam determinar a dimensão dos estragos e localizar as pessoas que permaneciam incontactáveis.
A cheia atingiu com especial intensidade o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, onde a massa de água varreu as localidades de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi, junto a uma das principais passagens terrestres para o Tibete.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registou um sismo de magnitude 4,4, mas posteriormente reclassificou o evento como um deslizamento.
O deslizamento, segundo o USGS, teve uma magnitude 5,2 e ocorreu a cerca de 55 quilómetros a noroeste de Kodari, no Nepal.
O Governo do Nepal declarou as áreas afetadas como zona de catástrofe por um período de três meses e ordenou a mobilização de helicópteros militares e privados para as operações de busca e salvamento, além de garantir assistência médica gratuita aos feridos e acelerar a reparação das estradas, da rede elétrica e das telecomunicações.
Domingos Simões Pereira, presidente deposto da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau e líder do PAIGC, apelou ao boicote ao referendo deste domingo, sublinhando que as condições não estão reunidas para o efeito. Num vídeo divulgado nas redes sociais a partir de Portugal, o político sublinha que ficar em casa no próximo domingo é “defender a liberdade e a democracia” da Guiné-Bissau, além de significar “continuarmos a ter esperança de que a verdade prevalecerá no amanhã”.
“Não estão criadas as condições para que o povo guineense possa ser confrontado com esta pergunta que se diz que será resolvida no domingo”, afirmou.
Domingos Simões Pereira pediu, por isso, aos apoiantes da sua formação política que permaneçam em casa no dia da votação e não se dirijam às assembleias de voto: “No domingo devemos ficar em casa. No domingo, devemos boicotar este referendo”.
De acordo com a RFI, o líder do PAIGC advertiu ainda para os riscos de uma participação no referendo, mesmo que seja para votar contra a consulta. Segundo Simões Pereira, não existem garantias de que o sentido do voto seja devidamente controlado ou reflectido nos resultados finais: “Haverá, certamente, alguns de nós que vão pensar que o melhor é irmos à assembleia de voto e votar ‘não’, mas depois não há condições de controlar o ‘não’”.
Para o dirigente político, a presença de eleitores nas ruas e nas assembleias de voto poderá ser posteriormente apresentada como uma demonstração de participação popular no processo.
Perante este cenário, Domingos Simões Pereira insistiu na necessidade de uma mobilização pelo boicote, defendendo que permanecer em casa constitui uma forma de defesa da liberdade e da democracia: “No domingo, fiquemos em casa. É uma forma de não só defendermos a nossa liberdade, como também de preservar a democracia e continuarmos a ter esperança de que a verdade prevalecerá no amanhã”.
O Governo de Ceuta fez um apelo público à calma, após manifestações de habitantes da cidade espanhola contra a crise migratória terem degenerado em distúrbios.
Além disso, na parte inferior da imagem podem-se ver as palavras "União", "Respeito", "Convivência" e "Futuro".
"Uma cidade, um sentido, um compromisso", lê-se na última linha da fotografia.
De acordo com Noticias ao Minoto que cita lusa,esta mensagem foi publicada depois de, durante a tarde de quinta-feira, grupos de manifestantes terem bloqueado a passagem a um camião de ajuda humanitária da Cruz Vermelha e terem queimado algumas tendas do acampamento de migrantes ilegais que entraram na cidade no passado dia 30 de julho.
A ministra da Saúde do governo socialista, Mónica García, destacou, numa mensagem na rede social X, que a Cruz Vermelha está "a fazer um trabalho espetacular no aspeto humanitário e sanitário".
A governante também manifestou todo o seu "reconhecimento e apoio perante aqueles que os criticam, incluindo as críticas veladas".
A secretária-geral do partido Podemos (esquerda radical), Ione Belarra, disse estar "convencida" de que a maioria dos espanhóis "não é assim, nem em Ceuta, nem na península".
"Algo muito profundo se quebrou na nossa sociedade se se impede a Cruz Vermelha de distribuir comida a pessoas que não têm nada", publicou Belarra no X.
"Essa maioria tem de levantar a voz", concluiu.
Irene Montero, eurodeputada do mesmo partido, defendeu que "não há justificação possível para impedir a passagem de comida, água, mantas e ajuda humanitária", nem para "queimar um acampamento onde vivem miseravelmente pessoas que precisam de ajuda".
"Mas em que momento deixámos que nos transformassem nisto? Queremos mesmo um mundo onde isto é aceitável e a quem não concorda chamamos de gente má, comunistas, idealistas, ingénuos? Por mais difícil que seja a situação e por mais desastrada que seja a ação do Governo, se algo disto acontecesse aos seus filhos, eles matariam", continuou Montero, acabando por pedir que os espanhóis não se tornem "uma merda de pessoas".
Conforme a mesma fonte, o coordenador federal da Izquierda Unida, Antonio Maíllo, também destacou, no X, que "Ceuta precisa de soluções e certezas, não de violência e crispação que os radicais e a direita alimentam".
Os protestos, que já duram há vários dias, ocorrem após o Governo finalmente concretizar esta semana a nomeação de um comando único para coordenar a resposta à crise, uma reivindicação que a cidade autónoma já tinha colocado desde início da crise.
Na terça-feira, foi conhecida a intenção do Executivo de habilitar locais para concentrar temporariamente os migrantes que permanecem na via pública, facilitar a sua identificação e realizar a triagem correspondente, como passo prévio para determinar a situação individual de cada um e ativar, quando for o caso, os procedimentos de retorno ou expulsão previstos pela legislação.
Ceuta, um pequeno território de cerca de 83.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos e banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com outro enclave espanhol, a cidade de Melilla.
No último dia de julho, em apenas 24 horas, cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola.
Pelo menos 82 pessoas morreram a tentar chegar a Ceuta a nado.
Quase um mês depois, continuam a não existir dados exatos sobre o número dos migrantes que ainda permanecem em Ceuta, com algumas estimativas a apontaram até 8.000 ilegais, conclui a fonte que vimos citando.
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O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou esta quinta-feira "crucial" uma reformulação das operações de manutenção da paz das Nações Unidas, destacando que a proporção de conflitos resolvidos mediante acordos pacíficos é agora “a mais baixa em décadas”
Ao apresentar aos Estados-membros, em Nova Iorque, o relatório da "Revisão sobre o futuro de todas as formas de operações de paz das Nações Unidas", Guterres frisou que essas missões ajudam a desarmar crises, a pôr fim a conflitos, a manter cessar-fogos e a proteger civis.
"Em terras marcadas pelo derramamento de sangue, criam espaço para o diálogo e abrem caminhos para a paz", enalteceu.
Desde o Camboja a El Salvador, de Timor-Leste à República Centro-Africana, entre muitos outros casos, as operações de manutenção da paz das Nações Unidas ajudaram a consolidar a paz, lembrou.
Contudo, face a um cenário geopolítico em constante transformação, o líder da ONU pediu que essas operações se adaptem novamente a "novas e dramáticas" realidades.
"Estamos a assistir a um ressurgimento de conflitos entre Estados. E uma intensificação dos conflitos internos — agora cada vez mais internacionalizados, mais prolongados e mais difíceis de resolver", afirmou.
"O número de conflitos está no nível mais elevado desde 1945. E o custo humano está a aumentar, com mais mortes relacionadas com batalhas nos últimos cinco anos do que nos 25 anteriores", sublinhou o antigo primeiro-ministro português.
Estes desenvolvimentos, notou, apresentam novos desafios e impõem novas exigências às operações de manutenção da paz da ONU.
A poucos meses de deixar a liderança da organização, Guterres anunciou hoje uma série de medidas para reformular a maneira como as operações de manutenção da paz são pensadas e utilizadas.
Em primeiro lugar, pediu um foco na diplomacia preventiva, na consolidação da paz e na resolução pacífica de litígios, assim como o fortalecimento dos bons ofícios do secretário-geral, dos seus enviados e do Secretariado.
Em segundo lugar, parcerias mais fortes com os Estados anfitriões; e, em terceiro, mandatos focados e adaptáveis, concentrando-se nas áreas em que detêm uma clara vantagem comparativa — particularmente na política e na segurança e, eventualmente, na proteção dos civis, caso exista esse mandato.
"Mas deixem-me ser claro: as operações de manutenção da paz só devem ser implementadas quando existe um acordo de paz ou, pelo menos, um cessar-fogo robusto em vigor. Não podemos manter a paz onde não há paz para manter", observou.
Em quarto lugar, defendeu uma clara divisão do trabalho entre todo o sistema das Nações Unidas e a comunidade internacional; em quinto, pediu operações mais ágeis, apoiadas por estruturas administrativas flexíveis, cadeias de comando claras e processos de planeamento e operacionais mais robustos.
Sexto, uma maior eficiência e uma gestão responsável dos recursos. Em sétimo lugar, defendeu a prontidão e capacidade tecnológica dessas missões, frisando a necessidade de acabar com a impunidade e com as exceções para com aqueles que atacam as forças de paz da ONU.
Por fim, apelou a parcerias globais-regionais mais fortes, dando como um "excelente exemplo" a colaboração entre as Nações Unidas e a União Africana.
"As operações de paz são, acima de tudo, instrumentos políticos. (...) Exorto os Estados-membros a basearem-se nesta revisão quando considerarem opções para adaptar as operações de manutenção da paz da ONU", instou Guterres.
"Precisamos de nos adaptar a um mundo em transformação. E juntos, precisamos de encontrar a vontade — e os recursos — para trilhar caminhos rumo à paz", concluiu.
António Guterres assumiu a liderança da ONU em janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato de cinco anos, que termina no final deste ano.
22 dias atrás 2 horas atrás
SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...