As autoridades alemãs anunciaram, ontem à noite, 26, que mataram a tiro o principal suspeito do atentado contra a marcha do orgulho LGBTQIA+ de Berlim, ocorrido no sábado à noite, que fez um morto e 29 feridos. O suspeito, entretanto abatido pela polícia, era Abdul Ballout, cidadão alemão de origem libanesa de 21 anos, simpatizante do grupo jihadista Estado Islâmico e conhecido do sistema judicial há muito tempo.
Após uma caça ao homem por toda a cidade, a polícia anunciou, através das redes sociais, que o suspeito foi localizado na tarde de ontem e que terá corrido em direcção às autoridades empunhando uma arma branca. Nesse confronto, os membros do Comando de Operações Especiais de Berlim, o SEK, abriram fogo, e o suspeito morreu no local.
O suspeito foi identificado como sendo Abdul Ballout, cidadão alemão de origem libanesa de 21 anos. É o suspeito de ter conduzido o camião que atropelou a multidão que participava na marcha do orgulho LGBTQIA+, no sábado à noite, em Berlim, um ataque que o ministro alemão do Interior indica que se tratou de um "atentado terrorista islâmico".
Ballout era conhecido pelas autoridades por ser simpatizante do grupo jihadista Estado Islâmico, tendo viajado para o Líbano numa tentativa de se juntar a este grupo terrorista na Síria em 2025. Acabou detido e passou três meses na prisão libanesa antes de ser repatriado.
O jovem radicalizado era também conhecido do sistema judicial há muito tempo, com condenações anteriores por lesões corporais, extorsão e roubo.
Em Maio, tinha sido detido por "planeamento de um acto grave de violência subversiva" e condenado a uma pena de prisão de um ano e 10 meses. A pena foi, no entanto, suspensa, em parte devido ao prazo já cumprido na prisão no Líbano e em prisão preventiva, e porque Ballout tinha reconhecido os crimes e afirmado ter-se afastado do Estado Islâmico. Agora, a Justiça está a ser fortemente questionada por essa decisão de suspender a pena, multiplicando-se os apelos para uma maior firmeza na condenação de casos como o deste extremista islâmico.
O deputado Marc Henrichmann, do partido de centro-direita, afirmou que, em casos como este, são necessárias medidas mais rigorosas. "Não se deve atribuir um valor excessivo às liberdades dos extremistas e dos islamistas, especialmente quando a vida das pessoas está em risco", disse ao jornal Handelsblatt.
O presidente da associação de agentes da polícia alemã, Dirk Peglow, também acusou o sistema judicial de ter sido demasiado brando com Ballout. "No caso de pessoas que representam uma ameaça deste tipo, o fim do período de detenção não deve significar o fim da supervisão estatal", afirmou, em declarações ao mesmo jornal económico.
Domingos Simões Pereira chegou na madrugada desta sexta-feira, 24 de Julho, a Lisboa para receber tratamento médico especializado, depois de a justiça militar da Guiné-Bissau ter suspendido por 90 dias a prisão preventiva a que estava sujeito. O PAIGC considera que o processo tem motivações políticas, enquanto o líder do partido deverá dedicar os próximos meses à recuperação clínica antes de decidir o seu regresso ao país.
O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, chegou a Lisboa para iniciar um período de tratamento médico especializado, na sequência da decisão da justiça militar guineense de suspender, por 90 dias, a prisão preventiva que lhe havia sido aplicada.
À chegada ao Aeroporto Humberto Delgado foi recebido por dezenas de membros da diáspora guineense, numa manifestação de apoio que, segundo o porta-voz do PAIGC, Muniro Conté, reflecte a mobilização gerada em torno do caso e a pressão exercida por diversos actores internacionais.
Muniro Conté afirmou que Domingos Simões Pereira se apresentou emocionalmente "com uma moral alta" e aparentemente em bom estado físico. No entanto, sublinhou que será necessário realizar exames médicos para avaliar com rigor a sua condição de saúde, lembrando que o dirigente político não efectua consultas e exames de rotina desde o período que antecedeu as eleições de Novembro de 2025.
"O importante agora é aquilatar o verdadeiro estado de saúde através de exames especializados", afirmou o responsável do PAIGC, acrescentando que o líder do partido deve permanecer em Portugal para recuperação e acompanhamento clínico.
Questionado sobre a presença de dezenas de apoiantes no aeroporto, Muniro Conté interpretou a recepção como uma demonstração de solidariedade da diáspora e como consequência da atenção internacional que o caso suscitou.
Segundo o porta-voz do PAIGC, a suspensão da prisão preventiva resultou também da pressão exercida por instituições e organizações internacionais, entre as quais o Parlamento Europeu, a União Interparlamentar, partidos políticos portugueses, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e organizações de defesa dos direitos humanos. Na perspectiva do PAIGC, o processo judicial instaurado contra Domingos Simões Pereira tem natureza política e visa limitar a sua participação na vida pública.
A decisão judicial determina igualmente que Domingos Simões Pereira não exerça actividade política ou partidária durante a permanência em Portugal. O PAIGC rejeita a validade dessa imposição, considerando que representa uma interferência do poder judicial na actividade interna dos partidos políticos e uma restrição incompatível com os princípios constitucionais da participação democrática.
Muniro Conté sustentou que o partido continuará a desenvolver a sua actividade política, enquanto o seu presidente vai privilegiar, nesta fase, a recuperação da saúde. "O compromisso de Domingos Simões Pereira com o povo guineense mantém-se inalterado", afirmou, acrescentando que o dirigente manifestou intenção de regressar à Guiné-Bissau assim que as condições clínicas o permitam.
Sobre a possibilidade de um regresso antes de terminado o período de 90 dias, o porta-voz do PAIGC indicou que a prioridade será a recuperação física e emocional do líder do partido. Segundo explicou, Domingos Simões Pereira pretende cumprir o período de acompanhamento médico em Lisboa e só posteriormente avaliar o momento adequado para retomar a actividade política na Guiné-Bissau. "O primeiro objectivo é assegurar uma recuperação plena. Depois disso, regressará para continuar o trabalho político", afirmou.
Muniro Conté voltou a pedir o envolvimento da comunidade internacional na evolução do processo, defendendo que persistem dúvidas quanto à independência da justiça guineense. O dirigente apontou alegadas irregularidades processuais, incluindo mudanças na composição de magistrados e decisões judiciais que, na óptica do partido, evidenciam interferências políticas. O PAIGC considera que a suspensão da prisão preventiva representa apenas uma medida temporária e insiste na necessidade de uma libertação definitiva de Domingos Simões Pereira, bem como de garantias de que todos os actores políticos possam exercer plenamente os seus direitos e participar em futuras eleições em condições de igualdade.
Os Estados Unidos lançaram esta madrugada a 13.ª noite consecutiva de ataques contra o Irão, após rebeldes Huthis terem atacado dois petroleiros sauditas no mar Vermelho, e levando a uma subida do preço internacional do petróleo.
O Comando Central dos EUA afirmou que a ofensiva visou "degradar ainda mais a capacidade do Irão de ameaçar marinheiros civis e navios comerciais" na região, procurando recuperar o controlo do estreito de Ormuz, por onde em tempos de paz transitava um quinto do petróleo e gás mundial. Os ataques terminaram pouco antes desta manhã.
As ofensivas ocorreram após os rebeldes Huthis do Iémen, apoiados por Teerão, terem anunciado ataques a dois petroleiros sauditas no mar Vermelho, ampliando o conflito e fazendo disparar o preço internacional do petróleo para cerca de 100 dólares (91 euros) por barril.
Pouco depois dos novos ataques, os meios estatais iranianos relataram explosões em Bandar Abbas, importante porto militar e comercial, onde duas pessoas ficaram feridas.
Foram também registadas explosões na ilha de Qeshm, que alberga meios navais como barcos-drone, e em zonas do noroeste como Andimeshk, Omidiyeh e Firuzabad. Em Ahvaz, quatro pessoas morreram e cinco ficaram feridas na sequência de um ataque com mísseis norte-americanos.
O Comando Central dos EUA afirmou que a ofensiva visou "degradar ainda mais a capacidade do Irão de ameaçar marinheiros civis e navios comerciais" na região, procurando recuperar o controlo do estreito de Ormuz, por onde em tempos de paz transitava um quinto do petróleo e gás mundial. Os ataques terminaram pouco antes desta manhã.
Entretanto, os Huthis ameaçaram encerrar outra rota comercial vital, agravando os efeitos da guerra. O Presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu que haverá "punição militar severa" contra os rebeldes se os ataques a navios continuarem, responsabilizando diretamente o Irão por apoiar o grupo.
O impacto económico foi imediato: o preço do Brent subiu mais de 6%, atingindo o nível mais alto desde maio. O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, esteve em Teerão para apelar ao diálogo e garantiu que não permitirá o uso do território iraquiano para ataques contra o Irão, após se ter reunido com Trump em Washington.
A agência SABA dos Huthis disse que os rebeldes atingiram os petroleiros Encelia e Layla no mar Vermelho, provocando incêndios.
O estreito de Bab el-Mandeb, ponto estratégico que liga o mar Vermelho ao golfo de Áden e por onde passa cerca de 12% do comércio mundial, está agora em risco. Uma análise da empresa de dados e inteligência marítima Lloyd's List Intelligence classificou os ataques como um "duplo golpe" para os fluxos de petróleo, já afetados pelo bloqueio no estreito de Ormuz.
O Irão insiste que tem direito a gerir o tráfego no estreito e chegou a atacar navios que utilizavam rotas sob escolta norte-americana. Trump declarou que fundos iranianos congelados nos EUA serão usados para reparar navios danificados, embora não tenha especificado os mecanismos legais.
Desde o reinício dos ataques aéreos norte-americanos, em 27 de junho, o Ministério da Saúde iraniano contabilizou 55 mortos e 629 feridos. Teerão retaliou atingindo infraestruturas energéticas e unidades de dessalinização em países vizinhos do Golfo.
Quatro mulheres e dois homens concorrem ao cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Os seis candidatos reúnem-se esta quinta-feira, 23 de Julho, em Nova Iorque, para um debate público, transmitido em directo, que constitui uma fase importante no processo de escolha do sucessor de António Guterres.
A corrida reúne quatro mulheres e dois homens, sendo que, pela primeira vez, existe uma forte expectativa internacional para que uma mulher venha finalmente a ocupar o cargo máximo da organização, algo que nunca aconteceu desde a criação das Nações Unidas, em 1945.
A corrida à sucessão de António Guterres na liderança das Nações Unidas entrou numa fase decisiva, com seis candidatos oficialmente a concorrer ao cargo de secretário-geral, cujo mandato tem início em Janeiro de 2027. Num contexto marcado por guerras, tensões geopolíticas, dificuldades financeiras e uma crescente crise de credibilidade da organização, o futuro líder da ONU enfrenta o desafio de restaurar a confiança dos Estados-membros e reforçar o papel da instituição na governação global.
Ao fim de dois mandatos consecutivos, António Guterres deixa a chefia das Nações Unidas a 31 de Dezembro deste ano, encerrando uma década à frente da organização. A escolha do sucessor decorre num dos períodos mais delicados da história da ONU, confrontada com conflitos armados prolongados, bloqueios frequentes no Conselho de Segurança, limitações orçamentais e críticas quanto à capacidade de responder às crises internacionais.
Os seis candidatos apresentam-se esta quinta-feira num debate público realizado na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, antes de o Conselho de Segurança iniciar formalmente o processo de selecção. A discussão, transmitida em directo, pretende dar a conhecer aos Estados-membros, funcionários da organização e representantes da sociedade civil as prioridades e a visão de cada concorrente para o futuro da instituição.
Segundo a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, o próximo secretário-geral deve combinar capacidade administrativa com liderança política, defendendo os três pilares fundamentais da ONU: paz e segurança, direitos humanos e desenvolvimento sustentável.
Quatro mulheres e dois homens na corrida
A corrida reúne quatro mulheres e dois homens, sendo que, pela primeira vez, existe uma forte expectativa internacional para que uma mulher venha finalmente a ocupar o cargo máximo da organização, algo que nunca aconteceu desde a criação das Nações Unidas, em 1945.
Michelle Bachelet
A antiga Presidente do Chile e antiga Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos é uma das figuras mais conhecidas da corrida. Sobreviveu à repressão da ditadura de Augusto Pinochet, experiência que marcou a carreira política.
Durante o período em que liderou o Alto Comissariado para os Direitos Humanos, enfrentou fortes críticas da China após a divulgação de um relatório sobre alegadas violações dos direitos da minoria uigur na região de Xinjiang. Nos Estados Unidos, sectores conservadores contestam as suas posições em defesa dos direitos reprodutivos.
Na sua candidatura, Michelle Bachelet defende que a sua experiência política e diplomática lhe permite enfrentar um sistema internacional confrontado com desafios "sem precedentes". Inicialmente apoiada pelo Chile, perdeu esse respaldo após a mudança de governo em Santiago, mantendo, contudo, o apoio do Brasil e do México.
Carolyn Rodrigues-Birkett
Actual representante permanente da Guiana junto das Nações Unidas, Carolyn Rodrigues-Birkett foi ministra dos Negócios Estrangeiros do seu país antes de assumir funções diplomáticas em Nova Iorque.
A candidata considera que a organização perdeu parte da sua credibilidade ao longo dos últimos anos, sobretudo porque a opinião pública tende a avaliar o desempenho da ONU através da sua capacidade para prevenir guerras e resolver conflitos.
Defende uma organização mais presente na gestão directa das questões de paz e segurança, em vez de depender exclusivamente da iniciativa das grandes potências.
María Fernanda Espinosa
A antiga ministra dos Negócios Estrangeiros e da Defesa do Equador, María Fernanda Espinosa possui igualmente um percurso ligado à diplomacia ambiental, ao desenvolvimento sustentável e à protecção da Amazónia.
Foi presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas entre 2018 e 2019, experiência que lhe conferiu um conhecimento do funcionamento interno da organização.
A candidata considera que chegou o momento de uma mulher assumir a liderança da ONU, classificando essa eventual escolha como uma questão de justiça histórica. Paralelamente, alerta para a fragilidade financeira da organização, defendendo reformas profundas que permitam garantir a sua sustentabilidade e relevância futura.
Rafael Grossi
Director-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) desde 2019, o diplomata argentino tornou-se uma das figuras mais visíveis da diplomacia internacional devido ao acompanhamento dos programas nucleares do Irão e à monitorização da central nuclear ucraniana de Zaporíjia, ocupada pelas forças russas desde o início da invasão.
Na sua candidatura, Rafael Grossi propõe um regresso às prioridades fundadoras das Nações Unidas, colocando a prevenção da guerra no centro da acção da organização. O seu perfil técnico e experiência na gestão de crises internacionais fazem dele um dos nomes mais apontados como favorito por vários analistas internacionais, embora sem consenso.
Rebeca Grynspan
Economista e antiga vice-presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan dirige a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).
Foi uma das principais responsáveis pelas negociações da chamada Iniciativa do Mar Negro, acordo alcançado em 2022 para permitir a exportação de cereais ucranianos durante o conflito com a Rússia.
Na sua visão para a ONU, destaca a importância de preservar os princípios inscritos na Carta das Nações Unidas, considerando que o actual contexto internacional exige maior cooperação e diálogo entre os Estados.
Macky Sall
Único candidato africano, o antigo Presidente do Senegal apresenta uma visão centrada na ligação entre paz, desenvolvimento económico e combate às desigualdades.
A sua candidatura é patrocinada pelo Burundi, que exerce a presidência rotativa da União Africana, conta também com o apoio formal do Senegal.
Contudo, diversos observadores consideram que o reduzido apoio obtido junto de outros países africanos pode limitar as suas possibilidades de sucesso.
Reforma, financiamento e legitimidade
Independentemente do vencedor, todos os candidatos convergem num ponto essencial: a necessidade de reformar profundamente as Nações Unidas. A organização enfrenta uma das maiores crises financeiras da sua história, agravada pelos atrasos nas contribuições obrigatórias de vários Estados-membros e pela crescente pressão dos principais financiadores, nomeadamente os Estados Unidos, que defendem uma concentração da actividade da ONU nas questões da paz e segurança.
Outros países insistem, contudo, que reduzir a organização à gestão de conflitos significaria comprometer o seu trabalho em áreas como os direitos humanos, a ajuda humanitária, a saúde, o combate às alterações climáticas e o desenvolvimento sustentável.
Embora a Assembleia Geral tenha um papel formal na nomeação do secretário-geral, a decisão efectiva pertence ao Conselho de Segurança. Os quinze membros do órgão vão realizar uma primeira votação indicativa à porta fechada, seguindo-se outras rondas até surgir um candidato capaz de reunir, pelo menos, nove votos favoráveis sem sofrer o veto de qualquer um dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido.
Este mecanismo faz com que a eleição dependa não apenas das qualidades dos candidatos, mas também do delicado equilíbrio diplomático entre as principais potências mundiais.
O jornal norte-americano New York Post avançou terça-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá apoiar o líder da FIFA, Gianni Infantino, como candidato a próximo secretário-geral das Nações Unidas, conforme cita a Lusa.
A ligação entre Trump e Infantino intensificou-se durante o Mundial de 2026, organizado por EUA, México e Canadá, com várias aparições juntos em eventos ligados ao torneio.
De acordo com o jornal, que cita fontes não identificadas, Trump considera que Infantino, de 56 anos, é uma figura respeitada internacionalmente e com capacidade para unir diferentes setores, avaliação que resulta em parte da relação estreita desenvolvida entre ambos durante a organização do Mundial de 2026.
O sucessor do português António Guterres, cujo mandato termina em dezembro, será escolhido este ano. A nomeação exige primeiro a recomendação do Conselho de Segurança da ONU, onde os EUA têm poder de veto, antes de ser confirmada pela Assembleia-Geral.
Durante os dois mandatos, Trump manteve uma relação tensa com a ONU, questionando o papel dos organismos multilaterais e retirando os EUA do Acordo de Paris sobre o clima, da Organização Mundial da Saúde e do Conselho de Direitos Humanos.
A ligação entre Trump e Infantino intensificou-se durante o Mundial de 2026, organizado por EUA, México e Canadá, com várias aparições juntos em eventos ligados ao torneio.
Em dezembro, o Presidente norte-americano recebeu o primeiro Prémio da Paz da FIFA, atribuído pelo organismo dirigido pelo dirigente suíço.
O Governo brasileiro classificou hoje como um "marco lastimável" nas relações com os Estados Unidos a decisão de Washington de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
O Palácio do Planalto anunciou também que iniciará “imediatamente” os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional brasileiro, junto da Organização Mundial do Comércio (OMC) e rejeitou as justificativas apresentadas pelos norte-americanos.
A reação foi divulgada pouco tempo depois do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, em inglês) confirmar a aplicação da nova tarifa, que entra em vigor em 22 de julho, com uma lista de exceções.
O prazo para Washington decidir se aplicava novas alíquotas contra o Brasil terminava na quarta-feira.
Em 01 de Junho, o USTR concluiu uma investigação comercial e acusou o Brasil de “práticas desleais” que prejudicam empresas e exportadores norte-americanos, recomendando a taxa de 25% sobre produtos brasileiros.
A lista de exceções inclui petróleo e gás, ferro-gusa, alumínio, peças de aviação, insumos farmacêuticos, mel, laranja, suco de laranja, carne bovina, café, entre outros produtos.
O USTR também apontou o PIX, decisões da Justiça contra grandes empresas tecnológicas, medidas de combate à corrupção, acesso ao etanol e políticas de combate ao desmatamento como restritivas ao comércio norte-americano.
“As extensas negociações com o Brasil ao longo do último ano não resolveram essas questões, mas continuamos abertos a negociações contínuas com o Brasil para promover as mudanças necessárias nos problemas identificados nesta investigação”, afirmou o representante comercial Jamieson Greer.
Em resposta, o Palácio do Planalto afirmou que “o dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”.
Segundo a nota, “não há justificativa para medidas unilaterais” contra o Brasil e o Governo “não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio”.
Brasília citou ainda estatísticas do próprio Governo norte-americano, segundo as quais os Estados Unidos acumularam, nos últimos 15 anos, um superavit de 424,5 mil milhões de dólares (370 mil milhões de euros) no comércio de bens e serviços com o Brasil.
“Em 2025, 76% das importações originárias dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação, e a alíquota média efetivamente aplicada sobre produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%”, informa o comunicado.
O Governo lembrou ainda que, nas audiências públicas promovidas pelo USTR na semana passada, 63 das 78 intervenções de representantes do setor privado brasileiro e norte-americano foram contrárias à aplicação das tarifas.
Brasília afirmou igualmente que nunca abandonou as negociações e classificou como “descabidas” as alegações sobre o PIX e a regulação das plataformas digitais, além de considerar “absurdas” as acusações relacionadas com o desmatamento.
A nota acrescenta que o Brasil não abdicará de proteger as famílias e as crianças “contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas” e que “a liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade”.
Mais uma vez, o Governo brasileiro voltou a culpar a família Bolsonaro pelo resultado da tarifa, e os chamou “falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”.
“Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências”, conclui.
A crítica é mais uma reação a fala do pré-candidato presidencial do Brasil Flávio Bolsonaro que sugeriu, durante audiência pública da USTR, que os EUA prorroguem a medida após as eleições gerais de outubro para não ajudar politicamente Lula da Silva, que concorre ao quarto mandato.
A Unicef advertiu num relatório que até 23,4 milhões de crianças poderão ficar em situação de pobreza até ao fim do ano, devido à diminuição dos rendimentos e em consequência do impacto económico da guerra no Médio Oriente.
O documento, publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na quarta-feira e elaborado com base em dados de mais de 167 países, indica que o aumento dos preços dos alimentos e da energia, juntamente com o enfraquecimento da atividade económica, "ameaçareverter anos de progressos na redução da pobreza infantil e ampliar as desigualdades".
O estudo analisa a chamada pobreza monetária, isto é, a situação de quem vive em lares com rendimentos abaixo dos limiares de pobreza definidos internacionalmente, que variam consoante o nível de rendimento de cada país.
Num cenário "adverso", cerca de 18,3 milhões de menores ficarão em situação de pobreza este ano. Num cenário "grave", que contempla um prolongamento ou intensificação do conflito, o número sobe para 23,4 milhões.
“A infância está a pagar o preço da escalada do conflito no Médio Oriente, incluindo crianças que vivem longe dessa região”, afirmou em comunicado a diretora-executiva da Unicef, Catherine Russell.
Segundo Russell, o aumento do custo de vida está a tornar“alimentos e educação inacessíveis para muitas famílias”, enquanto os menores já em situação de pobreza enfrentam "privações cada vez mais profundas, com consequências que podem prolongar-se por toda a vida".
A Unicef considerou que o encarecimento dos alimentos e da energia, aliado ao reduzido espaço fiscal de muitos países, está a limitar a capacidade dos lares para satisfazer necessidades básicas.
O relatório indicou que cerca de 80% do aumento previsto da pobreza infantil se concentrará na Ásia e sobretudo em África, "regiões que já registam elevados níveis de pobreza e maior vulnerabilidade a crises externas".
Entre os exemplos citados figura a Somália, onde os preços do combustível duplicaram poucos dias após a escalada do conflito em fevereiro, elevando também o custo da água, dos alimentos e das operações humanitárias.
Na Etiópia, as interrupções ligadas ao estreito de Ormuz elevaram em 31% o preço do gasóleo e entre 50% e 70% o custo do combustível utilizado em operações humanitárias.
Segundo a Unicef, sem medidas urgentes "milhões de crianças ficarão ainda mais para trás", dificultando a recuperação dos avanços em desenvolvimento.
Por fim, a organizaçãoapelou a governos, países doadores e instituições financeiras para que "protejam o financiamento de serviços essenciais" como saúde, nutrição, educação e proteção infantil.
A agência da ONU pede também que se garanta o acesso "a bens e serviços básicos, se aumente o espaço fiscal dos países mais vulneráveis através de medidas como a suspensão ou reestruturação da dívida, e se reforcem os sistemas de resposta para proteger a infância perante futuras crises".
O Governo manifestou hoje “profunda preocupação” com a detenção preventiva do líder da oposição da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, pelo Tribunal Superior Militar, apelando à sua libertação célere e ao pleno restabelecimento das suas garantias constitucionais.
Num comunicado divulgado hoje, o executivo considera que os recentes acontecimentos na Guiné-Bissau suscitam apreensão e defende o respeito pelos valores e princípios que sustentam a convivência pacífica, a dignidade da pessoa humana e o Estado de Direito.
Perante este cenário, o Governo apelou às autoridades guineenses para que seja assegurada “a rápida libertação” de Domingos Simões Pereira, bem como o “restabelecimento integral dos seus direitos e garantias constitucionais”.
No mesmo documento, Cabo Verde reafirma a sua disponibilidade para contribuir, em articulação com os parceiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), para a procura de uma solução pacífica, inclusiva e duradoura que salvaguarde os direitos fundamentais do povo guineense.
O executivo sublinha ainda o seu compromisso com a promoção e a defesa dos Direitos Humanos, salientando que, na qualidade de país irmão da Guiné-Bissau, está disponível para facilitar o diálogo a nível interno, sub-regional e junto da comunidade internacional.
De acordo com o comunicado, esse esforço deverá visar a construção de soluções “pacíficas, inclusivas e sustentáveis” que contribuam para ultrapassar a atual crise política e institucional naquele país da África Ocidental.
O Governo reafirma, por fim, que continuará a acompanhar com atenção a evolução da situação na Guiné-Bissau, reiterando a importância do respeito pelo Estado de Direito, pelos direitos fundamentais e pelos princípios democráticos como pilares essenciais para a estabilidade e o desenvolvimento da região.
A UE e o Reino Unido assinaram hoje o acordo "absolutamente histórico" que regula a relação de Gibraltar com o espaço comunitário, a peça pendente do "puzzle do 'Brexit'" que dita o fim do "último muro na Europa continental".
Oacordo, fechado este ano, dez anos após o referendo que aprovou o 'Brexit' (saída do Reino Unido da União Europeia) foi assinado ao início da tarde em Bruxelas e entra em vigor na próxima meia-noite.
Nesse momento, a vedação que separa o território britânico de Gibraltar da cidade espanhola de La Línea de la Concepción, no sul de Espanha, considerada "o último muro da Europa continental", desaparecerá formalmente, 117 anos após ter sido erguida, e deixará de existir o posto de controlo fronteiriço atual, que cruzam diariamente 15 mil pessoas que trabalham na colónia inglesa mas não vivem na cidade.
O acordo que regula a relação de Gibraltar com a União Europeia (UE) foi hoje assinado pelo comissário europeu para o Comércio e a Segurança Económica, Maros Sefcovic, e pelo secretário de Estado para a Europa britânico, Stephen Doughty, numa cerimónia de poucos minutos e sem declarações no final.
Assistiram ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Espanha, José Manuel Albares, e o chefe do executivo de Gibraltar, Fabian Picardo, que também participaram nas negociações.
Em declarações a meios de comunicação social espanhóis hoje de manhã, José Manuel Albares considerou que é um acordo "absolutamente histórico", que "abre uma nova era" tanto para Gibraltar como para a comarca espanhola vizinha Campo de Gibraltar, que "três séculos depois vão voltar a estar de mão dada".
Gibraltar foi cedido por Espanha à coroa britânica em 1713, no quadro do Tratado de Utrecht, no entanto, as autoridades espanholas continuaram a reivindicar soberania no território, invocando a ocupação de terras e águas de forma indevida, assim como o estatuto que lhe dá a ONU -- uma colónia ou "território autónomo pendente de descolonização", cujo destino deve ser decidido ao abrigo do princípio de autodeterminação dos povos.
Num referendo em 1967, a quase totalidade da população de Gibraltar recusou perder a soberania britânica e noutro em 2002 recusou uma soberania partilhada por Espanha e Reino Unido.
Mais tarde, em 2026, os gibraltarenhos votaram massivamente contra o 'Brexit'.
Albares destacou que este acordo fecha também definitivamente "a última peça do puzzle" do 'Brexit' e abre "uma nova era na relação bilateral entre Espanha e o Reino Unido, entre a União Europeia e o Reino Unido".
O ministro espanhol sublinhou que o acordo responde e "completa perfeitamente" as "relações de vizinhança desenhadas nos últimos anos" pelos residentes e trabalhadores nos dois lados da fronteira de 1,2 quilómetros, que até hoje dividia fisicamente, com uma barreira, Gibraltar e a cidade espanhola de la Línea de la Concepción, onde vive a maioria dos trabalhadores do território britânico.
O fim da vedação e do controlo da fronteira tem o valor simbólico de acabar com uma separação física que dificulta a vida diária de milhares de pessoas e também de fechar o processo do 'Brexit'.
À meia-noite de hoje, quando o acordo entrar em vigor, Fabian Picardo e o presidente da câmara de La Línea de la Concepción, Juan Franco, vão encontrar-se simbolicamente na fronteira para festejar o momento histórico.
Na quarta-feira, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez deslocar-se-á a La Línea da Concepción para ver no local o desaparecimento da vedação, também designada como "la verja".
Os EUA lançaram esta madrugada ataques contra o Irão, horas após o Presidente Donald Trump afirmar que Washington vai "restabelecer" o bloqueio ao Irão no Estreito de Ormuz e depois anunciar que irá cobrar taxas à navegação.
A troca de ataques dos últimos dias lança dúvidas sobre o acordo de paz provisório. Washington tinha levantado um bloqueio que impôs em meados de abril como parte desse memorando de entendimento, que também previa a reabertura total do estreito.
O anúncio de Trump de imposição de taxas próprias a outros navios pela passagem segura, subverte centenas de anos de política norte-americana de apoio à liberdade de navegação em todo o mundo.
O Irão respondeu com ataques dirigidos ao Bahrein, à Jordânia e a dois petroleiros associados aos Emirados Árabes Unidos que navegavam pelo estreito, matando um marinheiro e ferindo outros oito.
Os Emirados ameaçaram retaliar contra o Irão, o que poderá levar a nação que abriga Abu Dhabi e Dubai a voltar a entrar em conflito com Teerão.
Os ataques ocorrem num momento em que o Irão e os Estados Unidos disputam o controlo do estreito, por onde, em tempos de paz, passava um quinto de todo o petróleo bruto e gás natural comercializados no mundo.
O preço do petróleo bruto de referência Brent subiu para um máximo de um mês, ultrapassando os 84 dólares (73,6 euros) nas negociações na madrugada desta terça-feira, ainda bem abaixo dos quase 120 dólares (105,2 euros) atingidos no auge da guerra, mas ameaçando aumentar os custos em todo o mundo.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) afirmou ter atacado áreas em torno de Abu Musa, Bandar Abbas, Bushehr, Chahbahar, Jask e Konarak, visando "sistemas de defesa costeira, instalações de mísseis e drones e capacidades marítimas" iranianas. O Irão reconheceu os ataques nessas áreas, mas não forneceu avaliações sobre vítimas ou danos.
"Estes ataques continuarão a impor um custo elevado às forças iranianas e a enfraquecer a sua capacidade de atacar civis inocentes e a navegação comercial no Estreito de Ormuz", afirmaram as forças armadas norte-americanas.
Em seguida, Trump referiu-se a estes bombardeamentos como "mais um ataque de grande envergadura". "Estamos a atingi-los com toda a força. E isto vai continuar, e vamos ver o que acontece", disse Trump aos jornalistas no Salão Oval.
"Estamos a neutralizar toda a sua capacidade ofensiva e a controlar o estreito. Estamos a restabelecer o bloqueio", acrescentou.
Donald Trump também forneceu novos detalhes sobre a sugestão de que os Estados Unidos irão cobrar portagens aos navios que atravessarem o estreito, numa reviravolta após ter afirmado antes que isso não iria acontecer.
"Estamos a proteger uma região muito rica do mundo", afirmou. "Estamos a gastar dinheiro. Por isso, o que fizemos foi garantir que seremos reembolsados pela proteção", justificou.
Os Estados Unidos defendiam até agora que o estreito deveria permanecer aberto a todos, sem portagens --- tal como acontecia antes dos ataques israel-norte-americanos contra o Irão em 28 de fevereiro.
Qualquer tentativa por parte dos Estados Unidos ou do Irão de cobrarem taxas violará as normas globais sobre a liberdade de navegação e aumentará as tensões, com eventuais perturbações económicas correspondentes, muito para além da região. O Irão afirma ter o direito de gerir o tráfego através do estreito e, potencialmente, cobrar taxas, em conformidade com o acordo de paz provisório, o que EUA contestam.
As forças armadas norte-americanas e a Organização Marítima Internacional das Nações Unidas tentaram estabelecer uma rota através do estreito, ao longo da costa de Omã, que ficasse fora do controlo iraniano, mas o Irão atacou navios que utilizavam essa rota, alegando que os Estados Unidos estavam a violar o acordo de paz provisório. Os EUA atacaram o Irão em resposta, o que provocou ataques iranianos contra Estados árabes aliados dos EUA.
A troca de ataques dos últimos dias lança dúvidas sobre o acordo de paz provisório. Washington tinha levantado um bloqueio que impôs em meados de abril como parte desse memorando de entendimento, que também previa a reabertura total do estreito.
Os Estados Unidos foram obrigados a devolver mais de 70 milhões de euros em tarifas que cobrou às empresas e que foram, entretanto, consideradas ilegais pelo Supremo Tribunal do país em fevereiro deste ano, noticiou o jornal The Guardian, citando dados orçamentais revelados esta segunda-feira.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou, este domingo, uma importante mudança na composição do seu governo, com a substituição da primeira-ministra, Yulia Sviridenko e os titulares de alguns órgãos governamentais.
Zelenksy anunciou, este domingo, uma importante reforma na composição do governo, que passa por uma mudança na chefia do executivo. Yulia Sviridenko, que havia sido empossada no ano passado, vai deixar o cargo de primeira-ministra. Ainda não foi divulgado quem é que a irá substituir.
O Presidente ucraniano também anunciou mexidas na área da política externa. Estas mudanças, justifica o chefe de Estado ucraniano, acontecem numa altura em que o país está a mudar a sua estratégica política, o que exige uma renovação do conselho de ministros. Estas alterações ocorrem numa altura em que a Ucrânia continua a sofrer o impacto dos ataques aéreos russos e tenta acelerar a aquisição de defesas mais eficazes.
Estas mudanças carecem de aprovação do Parlamento, mas desde o início da guerra, os deputados têm apoiado as decisões tomadas pelo Presidente da República.
Reunião da Coligação dos Dispostos em Paris
Esta segunda-feira, em França, Emmanuel Macron recebe cerca de 25 chefes de Estado e de governo, para uma reunião da coligação dos Dispostos, um dia antes do Dia Nacional de França, em que a Ucrânia também será homenageada.
O objectivo do encontro é pressionar para que se chegue a um cessar-fogo e para que as negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia sejam retomadas. O principal objetivo da reunião é aumentar o apoio à Ucrânia e, por outro lado, intensificar a pressão sobre a Rússia.
Os dirigentes vão focar-se no apoio militar à Ucrânia, nomeadamente, na cooperação em matéria de defesa anti-aérea e sistemas balísticos.
Um assessor do Presidente Emmanuel Macron diz que esta reunião demonstrará que "não há absolutamente nenhum sinal de cansaço na ajuda a Kiev e que a Rússia não pode tirar proveito disso". Os aliados vão dar continuidade ao trabalho feito na cimeira do G7 em Evian e na cimeira da NATO em Ancara, onde ficou acordada uma ajuda militar no valor de 70 mil milhões de euros para a Ucrânia este ano.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou que vai viajar para o Reino Unido hoje para se reunir com os seus aliados, após os novos ataques mortais contra Kiev lançados pela Rússia durante a noite.
O Zimbabué aboliu esta quarta-feira oficialmente a pena de morte, após o chefe de Estado, Emmerson Mnangagwa, ter ratificado uma lei que comuta as condenações à morte de cerca de 60 reclusos para penas de prisão.
Ao som da célebre música de Frank Sinatra 'My Way' ('À Minha Maneira'), Alexei Navalny foi hoje enterrado numa cerimónia em Moscovo, perante milhares de russos que desafiaram ameaças de detenção e comprovaram a popularidade do opositor de Vladimir Putin.
Os aliados preparam-se para um segundo dia difícil depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter reiterado os seus habituais insultos aos países da NATO, apesar de um aumento histórico da despesa europeia e canadiana em defesa.
Os aliados preparam-se para um segundo dia difícil depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter reiterado os seus habituais insultos aos países da NATO, apesar de um aumento histórico da despesa europeia e canadiana em defesa.
Os aliados preparam-se para um segundo dia difícil depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter reiterado os seus habituais insultos aos países da NATO, apesar de um aumento histórico da despesa europeia e canadiana em defesa.
22 dias atrás 2 horas atrás
SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...