segunda-feira, 28 setembro 2026

I Internacional

EUA: Trump volta a reivindicar a Gronelândia e líderes da NATO reúnem-se

Pouco depois de Trump ter aterrado, na tarde de ontem, voltou a defender a ideia, já avançada este ano, de que a Gronelândia, o território ártico semi-autónomo da Dinamarca, "deveria ser controlada pelos Estados Unidos". Prosseguiu, criticando a Dinamarca por investir pouco na defesa da ilha, afirmando que Copenhaga "não gasta dinheiro para realmente ajudar a Gronelândia", insinuando que o país não consegue defender a vasta ilha de navios russos ou chineses que, diz, operam na região.

À chegada à cimeira, na manhã de quarta-feira, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reiterou a posição do país de que "a Gronelândia, naturalmente, não está à venda". "Somos um Estado soberano e precisamos que todos respeitem a nossa integridade territorial", afirmou.

Questionada sobre se a Dinamarca defenderia militarmente a Gronelândia em caso de ataque, respondeu: "estamos prontos para defender todo o território da NATO, o que inclui o nosso". "Claro que defenderemos o Reino da Dinamarca", disse Frederiksen. "Os groenlandeses não querem fazer parte dos Estados Unidos. Deixaram isso claro", acrescentou. Várias sondagens realizadas entre a população da Gronelândia mostram uma resistência esmagadora a tornar-se território dos EUA. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, contornou o tema quando questionado pelos jornalistas, afirmando que "no que diz respeito à Gronelândia e à Dinamarca, temos um bom processo em curso".  

Em janeiro passado, quando as ameaças de Trump de anexar o território atingiram o auge, Rutte garantiu que o assunto ficasse fora dos trabalhos oficiais da NATO, optando por o gerir através de uma diplomacia de vaivém entre todas as partes. É, por isso, muito improvável que a questão da Gronelândia figure na agenda formal quando os líderes iniciarem os trabalhos, por volta das 11h15, no Conselho do Atlântico Norte (NAC), o principal órgão de decisão da NATO. Trump ficará sentado à mesma mesa que Frederiksen. "A estratégia passará por não mencionar o assunto e levar a cimeira até ao fim", disse à Euronews uma fonte conhecedora da situação.

"Espero que cancelem a cimeira do próximo ano, mais dois anos disto com Trump serão muito prejudiciais para a NATO e para a segurança", acrescentou, lamentando que as tentativas da aliança para apaziguar Trump não estejam a resultar. "Trump só quer aumentar a pressão e está cada vez mais contundente".    

 

A Semana com Euronews

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás 4 horas atrás

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jcf
23 dias atrás 20 horas atrás

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joão do rosário
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