O líder da bancada parlamentar do MpD acusou hoje o Governo de transformar o Estado numa “agência de emprego partidário”, com nomeações e contratações que suscitam dúvidas sobre os critérios de mérito, transparência e gestão dos recursos públicos.
Na sua intervenção, o líder parlamentar do MpD considerou que o Governo começou mal o debate, ao apontar uma alegada incoerência entre a afirmação de que encontrou um país dilapidado e a apresentação de resultados de medidas que exigem recursos financeiros.
“Em que qualidade se apresenta hoje o senhor primeiro-ministro, como primeiro-ministro de todos os cabo-verdianos, como ministro das Finanças responsável por proteger o dinheiro público ou como gestor de uma agência de emprego do PAICV”, questionou, segundo a Inforpess, Emanuel Barbosa citado pela Inforpress, durante o debate parlamentar sobre transparência e governação.
Para Emanuel Barbosa, a sucessão de nomeações e contratações exige esclarecimentos e considerou que “o cartão partidário parece valer mais do que o currículo e a proximidade política mais do que o mérito”.
“O Estado não é uma agência de emprego partidário. O Orçamento do Estado não é uma folha de salários de um partido”, afirmou, defendendo que a gestão pública deve obedecer a critérios de transparência e competência.
Na sua intervenção, o líder parlamentar do MpD considerou que o Governo começou mal o debate, ao apontar uma alegada incoerência entre a afirmação de que encontrou um país dilapidado e a apresentação de resultados de medidas que exigem recursos financeiros.
Conforme a mesma fonte, o deputado sublinhou que a transparência é um direito dos cidadãos e uma obrigação de qualquer Governo, advertindo que não deve ser reduzida à existência de portais digitais, mas demonstrada nas decisões tomadas, na divulgação de informações e na explicação dos critérios utilizados.
Emanuel Barbosa evocou ainda os dados do Índice de Perceção da Corrupção de 2025, da Transparência Internacional, segundo os quais Cabo Verde obteve 62 pontos e ocupou o 35.º lugar entre 182 países, defendendo a preservação deste património institucional.

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