Joana Rosa, primeira mulher candidata à Presidência da República de Cabo Verde, centra as suas propostas na defesa da Constituição, no equilíbrio institucional, no diálogo entre os órgãos de soberania e na proximidade com os cidadãos.
Sob o lema “Sentir, ouvir e proteger”, a candidata propõe-se escutar as preocupações da população e aproximar as instituições dos cidadãos.
Natural de Alcatraz, na ilha do Maio, onde nasceu a 27 de Abril de 1965, Joana Rosa iniciou, segundo a Inforpress, o seu percurso profissional na Administração Pública.
Licenciada em Direito pela Universidade Federal Fluminense, no Brasil, onde estudou entre 1996 e 2001, construiu um percurso político que passou pelo poder local, pelo Parlamento e pelo Governo.
Em 1996, candidatou-se à presidência da Câmara Municipal do Maio, tornando-se a primeira mulher a concorrer às eleições municipais em Cabo Verde.
Entre 2001 e 2009, presidiu à Assembleia Municipal do Maio. Em 2005, foi eleita deputada da Nação pelo círculo eleitoral da ilha, cargo que exerceu até 2021.
Durante o percurso parlamentar, assumiu várias responsabilidades, entre as quais a presidência da Primeira Comissão Especializada da Assembleia Nacional, entre 2016 e 2020, e a liderança da bancada parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD), entre 2019 e 2021.
Entre 2021 e 2025, exerceu o cargo de ministra da Justiça.
Na corrida presidencial, Joana Rosa defende uma Presidência orientada para o respeito pela Constituição, o diálogo entre os órgãos de soberania e a independência da Justiça.
Sob o lema “Sentir, ouvir e proteger”, a candidata propõe-se escutar as preocupações da população e aproximar as instituições dos cidadãos.
No manifesto eleitoral, apresentou dez compromissos, entre os quais a representação de todos os cabo-verdianos, independentemente da ilha onde residem ou das suas convicções políticas, a criação de oportunidades para os jovens, o reforço dos laços com a diáspora e a promoção da coesão nacional.
Conforme a fonte deste jornal, a defesa da Constituição e da democracia figura igualmente entre as prioridades da candidatura. Joana Rosa assegura que exercerá plenamente as suas responsabilidades presidenciais sempre que os direitos e as liberdades dos cabo-verdianos estejam em causa.
O equilíbrio entre os órgãos de soberania e a independência da Justiça integram também os compromissos apresentados. A candidata garante que respeitará as competências do Governo, da Assembleia Nacional, dos tribunais e dos municípios, considerando que “o equilíbrio não pode ser confundido com silêncio”.
A candidatura de Joana Rosa conta com o apoio do MpD, embora a candidata defenda o caráter suprapartidário da função presidencial e a independência no exercício do cargo.
Além de Joana Rosa, concorrem à Presidência da República José Maria Neves, que procura renovar o mandato, Antero Tavares, Casimiro de Pina, Gilson Alves e Loisito Tavares de Sousa.
Os seis candidatos disputam a preferência dos eleitores nas eleições de 15 de Novembro, nas quais será escolhido o chefe de Estado para os próximos cinco anos.

21 dias atrás
SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...