A Presidente da República interina de Cabo Verde defendeu esta terça-feira, 27, no Sal, a transformação das parcerias e oportunidades identificadas no II Fórum de Investimento da África Lusófona em acções concretas capazes de gerar “progresso duradouro” nos PALOP.
Na conclusão, Janira Hopffer Almada afirmou que a credibilidade do Fórum de Investimento da África Lusófona dependerá do acompanhamento dos compromissos assumidos até à próxima edição, ocasião em que deverão ser avaliados os projectos concretizados, os obstáculos ultrapassados e os empregos criados.
Ao discursar na sessão de encerramento do evento, Janira Hopffer Almada começou por agradecer à Corporação Financeira Internacional (IFC), ao Grupo Banco Mundial e aos participantes pelo empenho na realização da iniciativa.
Para a Presidente interina citada pela Inforpress, a segunda edição do fórum, na sequência do encontro inaugural realizado no ano passado, demonstra a confiança no potencial da África Lusófona e na capacidade do investimento público e privado para impulsionar o desenvolvimento sustentável e gerar prosperidade nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
“O desenvolvimento que ambicionamos exige decisões à altura do potencial dos nossos países e parcerias capazes de lhes dar consequência. É nessa capacidade de agir em conjunto que a confiança aqui reunida se poderá converter em progresso duradouro”, afirmou.
Durante a intervenção, Janira Hopffer Almada considerou que sectores estratégicos como os corredores logísticos, o agronegócio, a economia azul e o turismo sustentável exigem uma “visão integrada do desenvolvimento”.
Nesse sentido, explicou que as infra-estruturas ganham valor efectivo quando ligam a produção aos mercados, enquanto a actividade turística amplia o seu impacto positivo ao integrar fornecedores locais e o financiamento cumpre a sua função social quando viabiliza projectos capazes de gerar oportunidades.
Ao destacar a localização costeira dos países africanos de língua portuguesa e a sua inserção nos espaços atlântico e índico, a governante salientou as oportunidades no comércio, na logística e na economia marítima.
Contudo, advertiu que a concretização desse potencial exige superar os constrangimentos nas infra-estruturas e na conectividade, bem como promover a articulação entre mercados para alcançar maior escala.
“É neste domínio que a cooperação Sul-Sul pode dar expressão às nossas complementaridades, mobilizando recursos e competências para projectos de interesse comum”, sublinhou segundo a mesma fonte.
Perspectivando a fase pós-fórum, a Presidente da República interina considerou que a etapa seguinte exige “método e perseverança”, defendendo que as ideias e intenções devem ser acompanhadas de interlocutores definidos, preparação técnica, enquadramento institucional e instrumentos financeiros adequados à maturidade de cada projecto.
Na conclusão, Janira Hopffer Almada, prossegue a mesma fonte, afirmou que a credibilidade do Fórum de Investimento da África Lusófona dependerá do acompanhamento dos compromissos assumidos até à próxima edição, ocasião em que deverão ser avaliados os projectos concretizados, os obstáculos ultrapassados e os empregos criados.
O II Fórum de Investimento da África Lusófona reuniu, na ilha do Sal, representantes governamentais, investidores, instituições financeiras, empresários e parceiros de desenvolvimento dos países africanos de língua oficial portuguesa, com o objectivo de promover o investimento privado, reforçar as parcerias económicas e identificar oportunidades de negócio em sectores estratégicos.

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