domingo, 18 outubro 2026

Donald Trump diz que reféns do Hamas deverão ser libertados na segunda-feira

 "Penso que os reféns regressarão na segunda-feira", declarou Donald Trump à emissora.

O dirigente norte-americano anunciou na quarta-feira que a primeira fase do plano de paz para a Faixa de Gaza foi aceite pelo Hamas e por Israel.

"Todos os reféns serão libertados em breve e Israel retirará as suas tropas para uma linha acordada, como primeiros passos em direção a uma paz forte, duradoura e eterna", publicou Trump na rede Truth Social.

"Tenho muito orgulho em anunciar que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do nosso Plano de Paz", adiantou, após mais um dia de negociações no Egito sob mediação deste país, do Qatar e da Turquia, além dos Estados Unidos.

De acordo com o canal Al-Qahera News, ligado aos serviços de segurança egípcios, também os mediadores anunciaram a obtenção de um acordo entre Israel e Hamas, na semana em que passam dois anos do ataque do Hamas contra Israel.

À Fox News, Donald Trump referiu ainda que os Estados Unidos vão estar envolvidos na "manutenção da paz" em Gaza.

"Acreditamos que Gaza será um local muito mais seguro, reconstruído, e outros países da região ajudarão na sua reconstrução, pois possuem enormes riquezas e querem que isso aconteça. E nós estaremos envolvidos para ajudá-los a tornar isso um sucesso e para ajudar a manter a paz", disse.

Os primeiros pontos do plano de paz, apresentado na Casa Branca a 29 de setembro, incluem o fim da ofensiva israelita em Gaza e a libertação, no prazo de 72 horas, de todos os reféns do Hamas, vivos e mortos. 

O plano de Trump inclui ainda o desarmamento do Hamas, a retirada de Israel do enclave, a formação de um governo de transição na Faixa de Gaza e, a longo prazo, eventuais negociações para a criação de um Estado palestiniano --- uma opção que, no entanto, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afastou. 

O Hamas disse concordar com alguns dos pontos e que queria negociar outros, o que está a acontecer desde segunda-feira no Egito, e anunciou que já trocou com Israel listas de detidos a libertar. 

O movimento palestiniano pretendia a libertação de quase 2.000 detidos, em troca dos reféns em sua posse.

Os detidos a libertar incluem palestinianos condenados e presos em Israel, incluindo algumas figuras destacadas de movimentos armados, e outros elementos capturados durante a ofensiva em Gaza.

O Hamas, que controla este território palestiniano, atacou solo israelita a 07 de outubro de 2023, provocando 1.200 mortos e fazendo 251 reféns. 

Dos sequestrados, 47 ainda estão reféns em Gaza, sendo que 25 morreram, de acordo com o exército israelita.

A retaliação de Israel já fez mais de 67 mil mortos entre os palestinianos, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. 

As Nações Unidas declararam no mês passado uma situação de fome em algumas zonas do enclave.

 

A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa

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Comentários

joão do rosário
11 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
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