domingo, 18 outubro 2026

Poeta e historiadora angolana Ana Paula Tavares vence Prémio Camões 2025

 Ao atribuir o Prémio Camões 2025 a Ana Paula Tavares, é distinguida "a sua fecunda e coerente trajetória de criação estética e, em especial, o seu resgate de dignidade da Poesia", refere o júri, num comunicado ontem divulgado pela DGLAB.

"O Júri sublinhou que, com a dicção do seu lirismo sem concessões evasivas e com os livres compromissos da produção em crónica e em ficção narrativa, a obra de Ana Paula Tavares ganha também relevante dimensão antropológica em perspetiva histórica", lê-se no comunicado.

O nome do vencedor foi decidido ontem, 08, numa reunião que juntou todos os elementos do júri: a poeta e investigadora Ana Mafalda Leite (Portugal), o escritor e professor José Carlos Seabra Pereira (Portugal), o ensaísta, professor e crítico literário Francisco Noa (Moçambique), o historiador e professor Arno Wehling (Brasil), a professora Maria Lucia Santaella Braga (Brasil) e o poeta e critico literário Lopito Feijóo (Angola).

Nascida em 1952 em Angola, na cidade de Lubango, Ana Paula Tavares é doutorada em Antropologia da História, pela Universidade Nova de Lisboa.

A poeta e historiadora vive atualmente em Lisboa e é docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, colaborando também com várias instituições como investigadora convidada, como o CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o AHNA (Arquivo Histórico Nacional de Angola).

Grande parte da obra de Ana Paula Tavares, autora de vasta obra literária em prosa e poesia e de textos científicos, está publicada em antologias editadas em vários países.

O Prémio Camões de literatura em língua portuguesa, instituído pelos Governos de Portugal e do Brasil, foi atribuído pela primeira vez em 1989, ao escritor português Miguel Torga.

Segundo o texto do protocolo constituinte, assinado em Brasília, em 22 de junho de 1988, e publicado em novembro do mesmo ano, o prémio consagra anualmente "um autor de língua portuguesa que, pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum".

Financiado em partes iguais pelos Governos de Portugal e do Brasil, o Prémio Camões tem o valor de cem mil euros.

 

A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
14 dias atrás

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