domingo, 18 outubro 2026

Papa considera plano para Gaza "realista" e espera que Hamas aceite

Em conferência de imprensa na sua residência em Castel Gandolfo (perto de Roma), o papa realçou que o plano "contém elementos muito interessantes", lançando o apelo ao movimento islamita palestiniano para que o aceite.

Em relação à missão da Flotilha Global Sumud, os barcos ativistas que tentam levar ajuda a Gaza e romper o bloqueio naval imposto por Israel, que se "pode ver o desejo de responder a uma verdadeira emergência humanitária".

"Esperemos que não haja violência e que as pessoas sejam respeitadas", acrescentou o líder da Igreja Católica, perante a provável intervenção de Israel para impedir a flotilha de chegar à costa de Gaza.

Sobre a mudança do nome para "Departamento de Guerra" no seu país, os Estados Unidos, Leão XIV observou que "esta forma de falar é preocupante porque mostra como as tensões estão constantemente a aumentar".

"Esperemos que seja apenas uma figura de retórica. Claro que é um estilo de governo que procura mostrar força para impressionar. Esperemos que funcione e que não haja guerra. Devemos trabalhar sempre pela paz", acrescentou.

Ainda sobre a política norte-americana, Leão XIV disse não saber se "alguém que se diz contra o aborto, mas a favor da pena de morte, é pró-vida".

"Nem se alguém que é contra o aborto, mas contra os direitos humanos dos migrantes, é pró-vida", vincou ainda.

"São problemas complexos. Não sei se alguém tem todas as respostas, mas peço respeito mútuo e que, juntos, como seres humanos, como americanos e como católicos, tentemos compreender estes problemas e encontrar um caminho a seguir", acrescentou.

A proposta de Trump, anunciada na segunda-feira, prevê um cessar-fogo imediato em Gaza, a retirada gradual do Exército israelita, a libertação total dos reféns em troca da libertação de centenas de prisioneiros palestinianos e o fornecimento de ajuda humanitária através das Nações Unidas.

O plano inclui também o desarmamento completo do Hamas, que seria excluído do governo da Faixa de Gaza, e o estabelecimento de um governo de transição composto por tecnocratas palestinianos e especialistas internacionais supervisionados por um "Conselho da Paz".

O acordo abre igualmente a porta à "possibilidade de autodeterminação e à criação de um Estado palestiniano", assim que a reconstrução da Faixa de Gaza progredir e as reformas na Autoridade Palestiniana forem implementadas.

A proposta de Trump foi apoiada pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que, no entanto, esclareceu horas depois que não apoiará a criação de um Estado palestiniano e que as tropas israelitas permanecerão mobilizadas "na maior parte" de Gaza.

O Hamas ainda não reagiu oficialmente ao plano proposto por Trump, que conta com o apoio de grande parte da comunidade internacional, mas uma fonte ligada ao processo disse na segunda-feira que o grupo extremista palestiniano estava a analisar a proposta.

 

A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa

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Comentários

joão do rosário
11 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
15 dias atrás

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