domingo, 18 outubro 2026

Conacri: Supremo Tribunal confirma vitória de Doumbouya

Estes são resultados definitivos e confirmam os provisórios anunciados na terça-feira à noite, que dão a Mamadi Doumbouya 86,72% dos votos e uma vitória sem surpresa, depois do afastamento da eleição dos líderes da oposição no exílio, num contexto de forte restrição das liberdades neste país.

A comissão eleitoral tinha já declarado Mamadi Doumbouya vencedor das presidenciais, a primeira eleição no país desde o golpe de Estado de 2021.

Antes da votação, os analistas já previam que uma oposição enfraquecida, nomeadamente pela exclusão dos principais rivais, resultaria na vitória do líder da junta militar, que tinha pela frente oito concorrentes pouco conhecidos.

A oposição tinha apelado ao boicote desta votação, organizada mais de quatro anos após o golpe de Estado de setembro de 2021 que derrubou o ex-Presidente Alpha Condé, no poder desde 2010.

Yéro Baldé, antigo ministro da Educação no Governo de Condé, ficou num distante segundo lugar. A comissão eleitoral disse que 80,95% dos cerca de 6,8 milhões de eleitores inscritos votaram no domingo passado.

Na semana passada, a Frente Nacional para a Defesa da Constituição, um movimento cidadão, reclamou o regresso dos civis ao poder, questionando a elevada participação anunciada e indicando que a "maioria dos guineenses optou por boicotar a farsa eleitoral" organizada pela junta.

Referendo

No final de setembro, os guineenses aprovaram uma nova Constituição num referendo ao qual a oposição apelou ao boicote, mas cuja participação oficial foi de 91%.

A nova Constituição, que autoriza os membros da junta a candidatarem-se às eleições, abriu caminho para a candidatura de Doumbouya e também aumentou de cinco para sete anos a duração do mandato presidencial, renovável uma vez.

Desde a independência em 1958, a Guiné-Conacri tem vivido uma história complexa, marcada por regimes militares e autoritários.

Apesar de o país ser rico em minerais, mais de metade da população vive abaixo do limiar da pobreza, de acordo com dados do Banco Mundial relativos a 2024.

 

A Semana com DW África/Lusa

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
14 dias atrás

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