quarta-feira, 14 outubro 2026

País deve evitar proliferação e apostar na concentração de estruturas de ensino superior – ministro da Educação

Cabo Verde deve evitar a proliferação de instituições de ensino superior pelas ilhas e apostar na concentração das estruturas, considerou, no Fogo, o ministro da Educação, Formação Profissional e Ensino Superior.

 

Arnaldo Brito avançou ainda que se deve apostar na criação de condições para garantir o acesso dos estudantes, incluindo através do ensino à distância e a manutenção do polo da ilha do Fogo dependerá da avaliação a ser feita.

Segundo o titular da pasta da Educação, a dispersão de instituições e estruturas poderá fragilizar o sistema e dificultar a garantia de qualidade.

“Não é bom proliferar instituições de ensino superior em todas as ilhas, porque podemos cair no erro de estar a enfraquecer e fragilizar o próprio sistema”, afirmou.

Arnaldo Brito sustentou que a responsabilidade do Estado é assegurar que todos tenham acesso a um ensino superior de qualidade, mesmo que isso implique a deslocação dos estudantes para outras ilhas, através de apoios como residências estudantis e financiamento para jovens de famílias com menores recursos.

“Não precisa ser na área local. É preciso criar condições, apostar nas residências estudantis”, afirmou, lembrando a decisão do Governo de assumir o pagamento das propinas dos estudantes como uma medida destinada a fomentar o acesso ao ensino superior.

O ministro defendeu a concentração das principais estruturas de ensino superior em Santiago e São Vicente, acompanhada da criação, nas restantes ilhas, de espaços equipados com tecnologias, Internet e condições adequadas para o acesso ao ensino à distância.

“Não temos espaços próprios onde os alunos possam se concentrar e ter acesso a um ambiente mais adequado”, reconheceu, defendendo investimentos nesse domínio em vez da criação de instituições ou polos universitários em todas as ilhas.

Relativamente ao Fogo, Arnaldo Brito disse que o Governo está a avaliar a situação do ensino superior na ilha, tendo em conta os custos associados e o reduzido número de estudantes.

Referiu, a título de exemplo, uma despesa de cerca de 400 contos mensais com renda, considerando que esse montante poderia ser utilizado para apoiar estudantes a frequentarem o Campus Universitário na Praia e permanecerem em residências estudantis.

Para o ministro, a experiência num campus universitário proporciona aos jovens oportunidades de convivência e desenvolvimento académico que podem ser importantes para a sua formação.

Arnaldo Brito revelou ainda que está a ser analisada a possibilidade de reforçar no Fogo a formação profissionalizante, nomeadamente através dos Cursos de Estudos Superiores Profissionalizantes (CESP), com duração aproximada de dois anos e que permitem posteriormente o aproveitamento de créditos para prosseguimento de estudos.

O governante indicou que o Ministério da Educação está em diálogo com a Universidade de Cabo Verde e a Câmara Municipal de São Filipe sobre esta matéria.

“O importante é olhar criticamente para todo o sistema educativo, para aquilo que andamos a fazer, e perguntar se estamos a fazer bem e se não é possível fazer melhor”, concluiu.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
8 dias atrás

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joão do rosário
11 dias atrás

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