Nada mais nimbado e assaz virtuoso que cantar uma mirífica amizade a par do nascimento de um país. É como arrancar emoções de alma genuína, com a força de impulsiva língua nata. E a nação erguendo-se do chão e do ostracismo. É algo nitente e fabuloso, para dar início a uma jornada de protuberante conseguimento. Antes, encimar a mão direita no peito esquerdo e invocar altissonante a leda voz de mando do suprassumo maioral da nossa herdade. Tudo em louvor do seu veemente brado inaugural de caminhada. Depois, acenar para o destino, implorando-lhe azimute de orientação e lenitivo para o fulgurante resultado. De seguida, rememorar a gesta de dois povos unidos pelo cordão umbilical de sacrifício, de mútuo desafio, de consabida, indubitável cumplicidade. Glorificar em duplo gesto a maior façanha humana no reino de antigos oprimidos.
Domingos Landim de Barros*
- Domingos Landim de Barros
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