terça-feira, 13 outubro 2026

I Internacional

Polícia mata suspeito de atentado anti-LGBT+ que fez 1 morto em Berlim

As autoridades alemãs anunciaram, ontem à noite, 26, que mataram a tiro o principal suspeito do atentado contra a marcha do orgulho LGBTQIA+ de Berlim, ocorrido no sábado à noite, que fez um morto e 29 feridos. O suspeito, entretanto abatido pela polícia, era Abdul Ballout, cidadão alemão de origem libanesa de 21 anos, simpatizante do grupo jihadista Estado Islâmico e conhecido do sistema judicial há muito tempo.

 

Após uma caça ao homem por toda a cidade, a polícia anunciou, através das redes sociais, que o suspeito foi localizado na tarde de ontem e que terá corrido em direcção às autoridades empunhando uma arma branca. Nesse confronto, os membros do Comando de Operações Especiais de Berlim, o SEK, abriram fogo, e o suspeito morreu no local.

O suspeito foi identificado como sendo Abdul Ballout, cidadão alemão de origem libanesa de 21 anos. É o suspeito de ter conduzido o camião que atropelou a multidão que participava na marcha do orgulho LGBTQIA+, no sábado à noite, em Berlim, um ataque que o ministro alemão do Interior indica que se tratou de um "atentado terrorista islâmico".

Ballout era conhecido pelas autoridades por ser simpatizante do grupo jihadista Estado Islâmico, tendo viajado para o Líbano numa tentativa de se juntar a este grupo terrorista na Síria em 2025. Acabou detido e passou três meses na prisão libanesa antes de ser repatriado.

O jovem radicalizado era também conhecido do sistema judicial há muito tempo, com condenações anteriores por lesões corporais, extorsão e roubo.

 

O deputado Marc Henrichmann, do partido de centro-direita, afirmou que, em casos como este, são necessárias medidas mais rigorosas. "Não se deve atribuir um valor excessivo às liberdades dos extremistas e dos islamistas, especialmente quando a vida das pessoas está em risco", disse ao jornal Handelsblatt.

O presidente da associação de agentes da polícia alemã, Dirk Peglow, também acusou o sistema judicial de ter sido demasiado brando com Ballout. "No caso de pessoas que representam uma ameaça deste tipo, o fim do período de detenção não deve significar o fim da supervisão estatal", afirmou, em declarações ao mesmo jornal económico.

 

A Semana com RFI

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Comentários

joão do rosário
6 dias atrás

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jcf
7 dias atrás

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joão do rosário
10 dias atrás

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