quarta-feira, 14 outubro 2026

E Economia

Ministro José Gonçalves : Nova concessionária de transportes marítimos vai permitir unificação do mercado cabo-verdiano

Esta declaração foi feita à imprensa, durante a visita que está efectuando à ilha Brava, acompanhado do chefe da cooperação da União Europeia (UE) em Cabo Verde, José Roman Leon Lora.

De acordo com o governante, a partir desta data, o número de transportes marítimos será reforçado e todos trabalharão unidos, não numa lógica de cada um fazer o que bem entender, mas para o bem de todas as ilhas.

Salientou que há ilhas como Santo Antão e São Vicente que estão bem servidos em termos de barcos, mas também, há o resto do país que já não possui a mesma sorte, embora, realçou o trabalho da Cabo Verde Fast Ferry e a cobertura que está dando a zona sul, e reconhecendo que ainda existem outras ilhas que não têm cobertura.

Assim, adiantou a partir de 15 de Agosto, “passa-se a ter uma só solução, em articulação e a ter um país com uma rede única de transportes e com a unificação do mercado”.

Num primeiro momento, conforme avançou, vão iniciar com os barcos que têm disponível neste momento, ressaltando que há um outro que está fazendo as adaptações necessárias e que deve antes do final do ano estar no país a operar, e há um prazo de dois anos para a substituição de toda a frota, com o intuito de servir de melhor forma o país, a nível do transporte marítimo.

Em relação aos bilhetes, acentuou que não vai haver nenhuma grande mudança de momento, ajuntando, que estão a fazer um estudo paralelo, no sentido de estudo tarifário, pois, de acordo com o mesmo, a tarifa nos transportes marítimos não alterou desde 2006.

Sendo assim, referiu que querem fazer um levantamento, para ver realmente que reajustes poderão ser necessários.

“Por ser um bem público, têm de diferenciar, se calhar pela oferta, assim como a classe executiva nos transportes aéreos, a classe económica, as promoções, tarifas sociais e pode haver esta diferenciação, tendo em conta que há classes diferentes a nível dos barcos e de uma forma que toda a gente possa viajar”, disse o ministro.

Tendo em conta a questão da diferenciação, questionado sobre os custos para estes serviços, José Gonçalves explicou que, de uma forma geral, será um melhor serviço e em relação aos custos, não pode ser muito menos do que está sendo praticando, mas também, que não seja muito mais.

Mas, deixou claro que se alguém quer viajar com mais conforto e mais comodidade, se há diferença com a primeira classe, há que pagar um diferencial, mas em termos de segurança e eficiência, isto é garantida a todos os passageiros, e quem paga o diferencial, vai ajudar a ter melhores condições para os que pagam menos. A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
6 dias atrás

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jcf
8 dias atrás

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joão do rosário
10 dias atrás

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