quinta-feira, 15 outubro 2026

Parlamento: João Santos Luís critica partidos por falha na realização da sessão plenária

Em declarações à imprensa, o parlamentar afirmou que os deputados da UCID estranham a decisão de inviabilizar a última sessão da legislatura, sublinhando que muitos eleitos se deslocaram de diferentes ilhas e da diáspora para participar nos trabalhos.

“O parlamento é eleito pelo povo e tem de respeitar o povo. Não podemos chegar ao nosso posto de trabalho e, por razões políticas, decidir não trabalhar”, afirmou.

O líder dos democratas cristãos considerou ainda que a situação transmite uma imagem negativa da Assembleia Nacional, alegando que os deputados presentes “estão a ser pagos pelos contribuintes sem trabalhar”.

Perante este cenário, disse, a UCID “repudia veementemente” a posição assumida por outras bancadas parlamentares, defendendo maior responsabilidade e compromisso com os cidadãos.

O deputado recordou que a aprovação da ordem do dia exige maioria absoluta dos deputados em efectividade de funções, o que não se verificou.

Segundo explicou, a proposta contou com votos favoráveis da UCID e do MpD, enquanto o PAICV optou pela abstenção, o que, na prática, inviabilizou a sua aprovação.

Para o parlamentar, a rejeição da agenda acabou por ser “protagonizada pela bancada do PAICV”, embora tenha reconhecido que a ausência de deputados do MpD também contribuiu para o desfecho.

João Santos Luís defendeu que, tratando-se da última sessão da legislatura, seria desejável a presença de todos os deputados, apontando, contudo, constrangimentos logísticos que também afectaram a UCID.

Neste sentido, denunciou que o deputado do partido, António Monteiro, não conseguiu deslocar-se à Praia por alegada falha no envio do bilhete de passagem por parte da Assembleia Nacional, situação que disse não ter sido justificada.

O parlamentar manifestou, entretanto, concordância com a decisão do presidente da Assembleia Nacional de convocar novas reuniões, mostrando-se disponível para participar em futuras sessões.

“O povo cabo-verdiano merece mais respeito”, afirmou, acrescentando esperar que, após as eleições legislativas marcadas para 17 de Maio, o Parlamento venha a funcionar com maior credibilidade e confiança.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

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joão do rosário
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