quarta-feira, 28 outubro 2026

PAICV denuncia que o Governo transforma a máquina do Estado em comité de campanha

Segundo o Secretário-Geral do PAICV, Vladmir Ferreira, desde a publicação do Decreto-Presidencial n.º 2/2026, a 09 de fevereiro, que marcou as eleições legislativas para 17 de maio, o Governo tem protagonizado uma sucessão de atos que configuram propaganda política ilegal, em clara violação do artigo 113.º do Código Eleitoral e do princípio constitucional da igualdade de oportunidades consagrado no artigo 99.º da Constituição da República. 

De acordo ainda com Vladmir Ferreira, o PAICV já apresentou em menos de uma semana, quatro denúncias formais à Comissão Nacional de Eleições (CNE), documentando factos que revelam um planeamento estratégico para converter atos de gestão pública em vantagem política para o MpD.

Propaganda do Governo em campanha

“A partir da publicação da data das eleições, é proibida a propaganda política, direta ou indireta, através de qualquer meio de publicidade comercial, paga ou gratuita”, frisou.

Para o secretário, o que se observa são aproveitamento ilícito de prerrogativas públicas, com:

  • Ministros a presidirem a atos que mais parecem comícios;
  • Empresa públicas de comunicação social a abdicarem da isenção jornalística para repetirem slogans governamentais;
  • Páginas institucionais a serem utilizadas para propaganda partidária;
  • Obras autorizadas há um ano a serem "descobertas" agora, em pleno período eleitoral.

Neste sentido, o PAICV exige: - A admissão imediata e apreciação urgente das denúncias; - A notificação dos denunciados para a cessação imediata da reprodução de conteúdos de propaganda política; - A admissão imediata e apreciação urgente das denúncias; - Que os governantes com funções executivas se abstenham de praticar atos de propaganda política; e - A instauração de processos contraordenacionais contra todos os denunciados.

“O que está em causa é a integridade do processo eleitoral e o princípio democrático da igualdade de oportunidades. O PAICV não permitirá que o MPD transforme o Estado no seu comité de campanha. A máquina pública não pode ser instrumentalizada para beneficiar um partido”, sublinhou Vladmir Ferreira.

E por fim, afirmou que a CNE tem o dever de agir com firmeza para repor a legalidade e assegurar eleições livres, justas e transparentes.

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Comentários

joão do rosário
21 dias atrás

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jcf
22 dias atrás

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joão do rosário
25 dias atrás

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