quarta-feira, 28 outubro 2026

CV Interilhas esclarece situação do navio Dona Tututa e aponta falhas técnicas no estaleiro da CABNAVE

Neste momento, o navio encontra-se à espera de disponibilidade do estaleiro para a realização dos trabalhos técnicos necessários à reparação dos danos causados, não existindo ainda previsão para a conclusão da intervenção.

 

Em comunicado enviado à Inforpress, a empresa refere que o navio entrou em doca no dia 03 de outubro de 2025 para realizar a docagem obrigatória de classe e de bandeira, um processo regulamentado por normas internacionais do setor marítimo e exigido pelas autoridades competentes.

Neste momento, o navio encontra-se à espera de disponibilidade do estaleiro para a realização dos trabalhos técnicos necessários à reparação dos danos causados, não existindo ainda previsão para a conclusão da intervenção.

Segundo a companhia, este tipo de intervenção ocorre de dois em dois anos e constitui um requisito essencial para garantir a continuidade da operação da embarcação, a conservação dos seus sistemas e a segurança da navegação.

De acordo com a nota, a empresa analisou inicialmente a possibilidade de realizar os trabalhos em estaleiros em Portugal, tendo em conta as limitações de capacidade identificadas na CABNAVE.

Contudo, após avaliação das autoridades nacionais do setor marítimo, nomeadamente o diretor das Políticas do Mar e o diretor dos Transportes Marítimos, foi decidido que a docagem deveria ser realizada em Cabo Verde, considerando que o estaleiro nacional dispunha de recursos e capacidade para executar a intervenção dentro do prazo previsto.

“A CV Interilhas cumpriu o estipulado”, lê-se no comunicado referido.

Durante o processo, segundo a mesma fonte, o navio permaneceu em doca por um período superior ao inicialmente previsto.

Em vez dos 60 dias programados para os trabalhos, a embarcação permaneceu cerca de 120 dias no estaleiro.

Após a conclusão da docagem, o navio saiu da CABNAVE para realizar testes de navegação acompanhados pela sociedade classificadora, necessários para a validação técnica da embarcação.

Durante esses testes, ocorreu um incidente no tanque de lastro provocado por uma obstrução no sistema de respiração do tanque, situação que terá causado danos estruturais no navio.

Segundo a CV Interilhas citada pela Inforpress, os elementos técnicos disponíveis indicam que o incidente resultou da não realização, por parte do estaleiro, dos procedimentos técnicos de verificação necessários à saída do navio.

Neste momento, o navio encontra-se à espera de disponibilidade do estaleiro para a realização dos trabalhos técnicos necessários à reparação dos danos causados, não existindo ainda previsão para a conclusão da intervenção.

A empresa lamenta a situação e considera que a mesma lhe é alheia, sublinhando que o atraso na reposição da embarcação prejudica os interesses dos cabo-verdianos.

 

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Comentários

joão do rosário
21 dias atrás

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jcf
22 dias atrás

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joão do rosário
24 dias atrás

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