sexta-feira, 30 outubro 2026

Ex-Presidente senegalês Macky Sall é candidato a próximo secretário-geral da ONU

 

Em novembro, a ONU enviou uma carta aos Estados-membros para que propusessem candidatos ao cargo de secretário-geral, sendo que o próximo chefe das Nações Unidas assumirá o cargo em 1 de janeiro de 2027.Cada candidato potencial deve ser apresentado oficialmente por um Estado ou grupo de Estados, mas não necessariamente pelo seu país de origem.

 
 
 
“A presidente da Assembleia Geral recebeu uma nova nomeação”, declarou La Neice Collins, acrescentando que “trata-se de Macky Sall, antigo Presidente do Senegal”.

Macky Sall foi nomeado pelo Burundi, que apresentou os documentos nesta manhã, segundo a porta-voz.

A candidatura não foi apresentada pelo Senegal, uma vez que Macky Sall é acusado pelos novos dirigentes do seu país de ter ocultado dados económicos importantes, como a dívida pública.

O chefe de Estado senegalês, Bassirou Diomaye Faye, que venceu as eleições presidenciais em março de 2024, e o primeiro-ministro, Ousmane Sonko, acusam os antigos dirigentes do Senegal de terem cometido atos ilícitos na gestão dos assuntos do país e prometeram responsabilizá-los, nomeadamente Macky Sall, que foi Presidente do país entre 2012 e 2024.

“O Burundi preside à União Africana [UA] e é importante para o [ex-]Presidente [Macky Sall] ter uma abordagem continental. A sua luta, nomeadamente como presidente da União Africana [de fevereiro de 2022 a fevereiro de 2023], foi levar a voz de África às instâncias internacionais”, declarou à agência de notícias France-Presse (AFP) uma fonte próxima do antigo Presidente senegalês.

Em novembro, a ONU enviou uma carta aos Estados-membros para que propusessem candidatos ao cargo de secretário-geral, sendo que o próximo chefe das Nações Unidas assumirá o cargo em 1 de janeiro de 2027.

Cada candidato potencial deve ser apresentado oficialmente por um Estado ou grupo de Estados, mas não necessariamente pelo seu país de origem.

Até agora, havia dois candidatos oficiais, a ex-Presidente chilena Michelle Bachelet, recomendada pelo Chile, Brasil e México, e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi.

A Costa Rica também propôs a sua ex-vice-presidente Rebeca Grynspan, mas a candidatura ainda não é oficial.

De acordo com uma tradição de rotação geográfica, nem sempre seguida, o cargo é reivindicado desta vez pela América Latina.

Muitos Estados defendem que uma mulher deverá ocupar este cargo pela primeira vez.

Os membros do Conselho de Segurança, em particular os cinco membros permanentes com direito a veto (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França), devem iniciar o processo de seleção até ao final de julho.

O atual secretário-geral da ONU, o português António Guterres, assumiu o cargo em 1 de janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato de cinco anos, que começou em janeiro de 2022 e termina em 31 de dezembro de 2026.

A Semana com Observador/Lusa

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás

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jcf
24 dias atrás

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joão do rosário
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