sexta-feira, 30 outubro 2026

São Vicente: PJ detém ex-candidato presidencial Gilson Alves após ameaças à Justiça e órgãos de soberania

O mesmo apontou directamente “a juízes, procuradores e polícias corruptos”, ameaçando-os de “pena de morte” se for eleito Presidente da República.Afirmou que um dos seus grandes objectivos é “tomar o poder ou à força ou a jeito” e que, caso seja eleito, vai “instaurar um sistema autoritário” para ser um Presidente com “poder total e absoluto” e criará uma “lista de pessoas que devem ser executadas”.

A detenção de Gilson Alves ocorre duas semanas depois de o mesmo ter concedido uma entrevista à Televisão de Cabo Verde (TCV), na qual informou que seria novamente candidato nas próximas eleições presidenciais.

Na referida entrevista, Gilson Alves apresentou-se num ambiente escuro, acompanhado de quatro homens encapuzados e armados com facas, catana e uma barra de ferro, e disse que pretendia “acabar com a podridão da Justiça”.

O mesmo apontou directamente “a juízes, procuradores e polícias corruptos”, ameaçando-os de “pena de morte” se for eleito Presidente da República.

Afirmou que um dos seus grandes objectivos é “tomar o poder ou à força ou a jeito” e que, caso seja eleito, vai “instaurar um sistema autoritário” para ser um Presidente com “poder total e absoluto” e criará uma “lista de pessoas que devem ser executadas”.

Em Junho de 2023, o Tribunal da Comarca de São Vicente decretou prisão preventiva de Gilson Alves, após desentendimentos com o músico Jacinto Pereira, conhecido também como Djassa, que o acusou de o ter “agredido na cabeça e na costela”, nas proximidades da sua residência, em Chã de Alecrim, São Vicente.

Em 14 de Maio de 2024, o juiz do Segundo Juízo Crime do Tribunal de São Vicente ordenou a soltura do ex-candidato a Presidente da República, que aguardou o julgamento em liberdade.

Em Fevereiro do ano passado, Gilson Alves foi condenado a quatro anos e dez meses de prisão, mas a execução da pena ficou suspensa por quatro anos.

Na altura, o tribunal deu como provados os crimes de ameaça, ofensa corporal e outro de disparo com arma de fogo, que o arguido cometeu contra o ofendido, em factos ocorridos na zona de Chã de Alecrim, entre Março e Junho de 2023.

Gilson Alves foi condenado ainda a pagar uma indemnização no montante de 380 mil escudos ao ofendido, no prazo de oito meses, findo o qual, não havendo pagamento, a suspensão seria declarada inoperante e o arguido cumpriria a pena. 

Contudo, o mesmo interpôs recurso no Tribunal da Relação do Barlavento, cujos trâmites ainda decorrem.

Gilson Alves foi candidato às eleições presidenciais de 2021, tendo alcançado 0,8 por cento (%) dos votos expressos nas urnas.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás

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jcf
24 dias atrás

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