sexta-feira, 30 outubro 2026

Fogo: Adega Chã das Caldeiras prepara lançamento de espumante e vinho fortificado no mercado

Segundo o mesmo, o vinho espumante que será apresentado ao público corresponde à colheita de 2017 e explicou que este tipo de vinho necessita de um período mais prolongado de maturação antes de ser colocado no mercado.

A informação foi avançada pelo responsável da adega/cooperativa de Chã das Caldeiras, David Gomes Monteiro, mais conhecido por “Neves” durante a visita do Presidente da República.

Segundo o mesmo, o vinho espumante que será apresentado ao público corresponde à colheita de 2017 e explicou que este tipo de vinho necessita de um período mais prolongado de maturação antes de ser colocado no mercado.

Ainda assim, afirmou que a avaliação feita por especialistas foi “muito positiva”, classificando o espumante como um produto de excelente qualidade.

Já o vinho fortificado apresenta um teor alcoólico de cerca de 18% e possui um sabor semidoce e segundo David Gomes Monteiro “Neves”, pessoas conhecedoras do vinho do Porto provaram o produto e aprovaram a sua qualidade, encorajando a continuidade da produção.

O produtor explicou que a adega tem vindo a aumentar gradualmente a sua capacidade de produção, embora os resultados dependem muito das condições climáticas.

“Em anos com maior quantidade de chuvas, a produção tende a ser mais elevada, enquanto em anos secos a produção diminui”, disse e sublinhou que para 2026, as perspectivas são consideradas positivas, uma vez que foram registadas boas chuvas em 2025 e já estão em curso os trabalhos de poda e tratamento das vinhas.

Segundo o mesmo, a poda deverá prolongar-se até 20 de Março, sobretudo nas zonas mais frias e apontou que em algumas áreas, as temperaturas chegaram recentemente a valores negativos, o que pode afectar os rebentos das videiras, que são sensíveis ao frio.

Neves explicou que a qualidade das uvas e do vinho depende directamente do cuidado com as videiras, incluindo a poda e os tratamentos agrícolas e lembrou que com as temperaturas mais baixas, as plantas entram em repouso vegetativo, o que pode favorecer a qualidade das uvas e, consequentemente, do vinho produzido.

David Gomes Monteiro destacou ainda que o mercado de vinhos tem vindo a crescer, impulsionado sobretudo pelo aumento do número de turistas que visitam a ilha do Fogo.

Segundo afirmou, tanto os vinhos da adega como os produzidos por produtores artesanais têm registado boa aceitação no mercado.

Durante a visita do Presidente da República, José Maria Neves, foram também apresentados os prémios conquistados pela adega em concursos internacionais entre 2021 e 2024, incluindo medalhas de ouro e, em 2024, a grande medalha de ouro atribuída aos vinhos Branco e Passito.

Para o produtor, estes reconhecimentos representam um incentivo para continuar a apostar na qualidade, num momento em que o vinho de Chã das Caldeiras começa a ganhar maior projecção nos mercados nacional e internacional.

David Gomes Monteiro manifestou ainda o desejo de que o Presidente da República possa tornar-se um embaixador do vinho produzido na adega Chã, defendendo que a presença do produto na Presidência da República poderá contribuir para divulgar ainda mais o vinho de Chã das Caldeiras.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
22 dias atrás

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jcf
24 dias atrás

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