- ALIRIO DIAS DE PINA
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Um total de 150 famílias dos municípios de São Filipe e Santa Catarina do Fogo, em situação de vulnerabilidade, vão beneficiar do Projecto de Inclusão Produtiva 2026, financiado pelo Banco Mundial.
A iniciativa, promovida pelo Governo, em parceria com as câmaras municipais e enquadrada no Projecto de Capital Humano, contempla 110 famílias em São Filipe e 40 em Santa Catarina do Fogo, identificadas entre os agregados familiares em situação de pobreza extrema ou absoluta.
O projecto tem como principal objectivo promover a inclusão social e económica das famílias beneficiárias, através de actividades geradoras de rendimento (AGR), formação técnica e profissional, empreendedorismo, educação financeira e desenvolvimento de competências para a vida.
Em São Filipe, o arranque oficial do projecto ocorreu no final de Setembro, e, nesta fase, as 110 famílias beneficiárias são, na sua maioria, agregados familiares chefiados por mulheres, que terão acesso a ferramentas e conhecimentos nas áreas de empreendedorismo, educação financeira, gestão de pequenos negócios e desenvolvimento de habilidades sociais.
Em Santa Catarina do Fogo, o projecto abrange 40 famílias em situação de pobreza extrema ou absoluta, identificadas no Grupo 1 do Cadastro Social Único.
O encontro de apresentação e implementação da iniciativa, realizado no dia 01 de Outubro, foi presidido pelo presidente da Câmara Municipal, Manuel Teixeira.
A iniciativa pretende contribuir para a melhoria das condições de vida das famílias, reforçando a sua autonomia financeira e criando condições para o desenvolvimento de actividades geradoras de rendimento, com vista à redução da pobreza e das desigualdades sociais.
As câmaras municipais de São Filipe e Santa Catarina do Fogo destacam a importância do projeto enquanto oportunidade de capacitação e promoção da autonomia das famílias, comprometendo-se a acompanhar e apoiar a implementação das acções destinadas à melhoria dos rendimentos e da qualidade de vida dos beneficiários.
O Projecto de Inclusão Produtiva 2026 integra as políticas de inclusão social e combate à pobreza do Governo, com destaque para criação de condições para que famílias em situação de maior vulnerabilidade possam desenvolver actividades económicas sustentáveis e alcançar maior autonomia.
A Semana com Inforpress
O Instituto do Mar (IMar) concluiu na quinta-feira, 01, na cidade do Tarrafal, uma formação prática em e-factura destinada a capacitação de micro e pequenas empresas, empreendedores e empreendedores informais.
Em declarações à Inforpress, a técnica do Imar Iolanda Cruz sublinhou tratar-se de uma forma de os participantes estarem melhor preparados, para prestar serviços de faturação eletrónica.
Conforme explicou a responsável, a iniciativa enquadra-se no projeto de reforço das capacidades no domínio da inovação e investigação para promover a economia azul.
Esta é uma iniciativa “actual e pertinente” que vem ao encontro da identificação de iniciativas empreendedoras ligadas ao mar, ao turismo costeiro, e de uma forma geral ligada a essência da economia azul, conforme a mesma fonte.
Iolanda Cruz avançou que foram ministrados conteúdos desde a parte teórica sobre e-factura em termos de legislação e sua importância actual, à parte de adesão da fatura eletrónica.
A mesma fonte considerou que se tratou de uma oportunidade para “desmistificar este processo”, acrescentando a possibilidade de reforçar a ação formativa futuramente, caso haja necessidade.
Também à Inforpress, o participante Sidónio Silva afirmou ter sido “uma excelente oportunidade” para aprimorar os seus conhecimentos sobre faturação eletrónica e desenvolver melhor o seu trabalho.
O projecto é financiado pela Cooperação Espanhola e executado pelo IMar, em parceria com a Direção Nacional de Pesca e Aquacultura.
Os preços mundiais de exportação de trigo e arroz registaram uma tendência de baixa na semana de 23 a 29 de Setembro, enquanto as cotações do açúcar subiram e as do óleo de soja mantiveram comportamento misto.
De acordo com o boletim, no mercado do arroz, os preços mundiais de exportação mantiveram a tendência de baixa registada na semana anterior.
Segundo o Boletim INFO Semanal Nº 38/2026 do Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), os preços de exportação do trigo diminuíram face à semana anterior, com ligeiras quedas na Rússia, influenciadas pela perspetiva de aumento da procura, enquanto na União Europeia a desaceleração da procura contribuiu para a redução das cotações.
Na Argentina, as perspetivas favoráveis para as culturas também pressionaram os preços.
De acordo com o boletim, no mercado do arroz, os preços mundiais de exportação mantiveram a tendência de baixa registada na semana anterior.
Na Tailândia, os movimentos cambiais contribuíram para a redução das cotações, enquanto no Vietname a fraca procura pressionou os preços, embora a oferta restrita tenha limitado a queda.
O óleo de soja apresentou um comportamento misto, na Argentina, as cotações aumentaram cerca de 0,9% em comparação com a semana anterior, enquanto no Brasil registaram uma diminuição de aproximadamente 3,0%.
Em relação ao açúcar, o boletim aponta para uma tendência de alta nos preços mundiais de exportação, no Brasil, a produção na região Centro-Sul deverá cair 42,5% na primeira quinzena de setembro, para 2,1 milhões de toneladas, enquanto o volume total de moagem de cana-de-açúcar poderá diminuir 35,4%, para 29,8 milhões de toneladas.
Na Índia, o país poderá necessitar de importar açúcar pelo segundo ano consecutivo, devido aos efeitos da escassez de água sobre a produção de cana-de-açúcar.
Quanto ao milho, os preços mundiais de exportação apresentaram igualmente uma tendência de baixa. Nos Estados Unidos, a moderação da procura e o bom ritmo dos trabalhos de campo influenciaram as cotações.
Na Argentina, a sementeira da campanha 2026/27 atingiu 13% em 24 de setembro, contra 7% na semana anterior, enquanto no Brasil o plantio da primeira cultura de milho da mesma campanha estava 29% concluído até 25 de setembro.
O SNSAN salienta ainda que a baixa no mercado do trigo, a moderação da procura e o bom ritmo dos trabalhos de campo em importantes regiões produtoras pressionaram o mercado mundial de milho.
A valorização do dólar norte-americano, a lenta procura e as expectativas de resolução das tensões no Mar Negro influenciaram igualmente as cotações do trigo.
As cotações mundiais de frete marítimo, por sua vez, registaram uma tendência de alta em relação à semana anterior
A Semana com Inforpress
Os agricultores do Tarrafal de Monte Trigo, no município do Porto Novo, manifestaram esta sexta-feira o desejo de trabalhar com o novo delegado do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas na operacionalização do entreposto agrícola.
A Associação dos Agricultores do Tarrafal de Monte Trigo informou que os produtores agrícolas precisam do entreposto agrícola, que continua de portas fechadas, dois anos após a sua construção.
Esta associação informou que o entreposto está equipado e o pessoal foi formado para trabalhar neste espaço, que já dispõe também de uma viatura apropriada para o transporte dos produtos.
Esta organização enalteceu a importância de esta infra-estrutura para os agricultores e pretende trabalhar com o delegado com vista à entrada em funcionamento do entreposto agrícola.
O entreposto agrícola do Tarrafal de Monte Trigo foi construído no quadro do projecto agrícola do Tarrafal de Monte Trigo, financiado pelo Governo, através do Programa de Promoção de Actividades Socioeconómicas Rurais (Poser).
A infra-estrutura foi construída para facilitar o escoamento dos excedentes agrícolas, que tem sido condicionada devido ao embargo imposto há 40 anos aos produtos agrícolas de Santo Antão, por causa da praga dos mil-pés.
Tarrafal de Monte Trigo é um dos maiores produtores de inhame em Cabo Verde, mas os produtores têm tido dificuldades na colocação do produto no mercado nacional devido ao embargo.
A Semana com Inforpress
O montante de 41 milhões de dólares é o valor do projecto “Acelerar a transição de Cabo Verde para a Economia Azul e Verde”, implementado numa primeira fase nas ilhas de Santiago, Maio, Fogo e Brava.
“O valor deste projecto é de 41 milhões de dólares e já temos financiamento garantido através do GEF [Fundo Global para o Ambiente] de 10 milhões e também temos outros parceiros que vão intervir para completar este projeto”, afirmou o governante.
O anúncio foi feito hoje, segundo a Inforpress, pelo ministro do Ambiente, Acção Climática e Energia, Carlos Varela, em declarações à imprensa na cidade da Praia, antes do lançamento oficial do projecto e a primeira reunião do comité de pilotagem.
“O valor deste projecto é de 41 milhões de dólares e já temos financiamento garantido através do GEF [Fundo Global para o Ambiente] de 10 milhões e também temos outros parceiros que vão intervir para completar este projeto”, afirmou o governante.
De acordo com Carlos Varela, o projecto terá a duração de cinco anos e prevê intervenções nas áreas marinhas, costeiras e terrestres, incluindo áreas protegidas e parques naturais em Santiago, Maio, Fogo e Brava, nesta primeira fase, para depois ser avaliada a experiência e a possibilidade de se expandir para outras ilhas
“Nós vamos intervir nas áreas de permitir uma pesca sustentável, criar condições para que façamos a gestão e promoção de um turismo sustentável, criando ou preservando a natureza”, explicou.
O ministro destacou ainda a dimensão social da iniciativa, defendendo que a protecção ambiental deve ser acompanhada pela criação de condições de rendimento para as comunidades que dependem dos recursos naturais, como por exemplo, pescadores e as mulheres que comercializam pescado.
“Teremos que potenciar a biodiversidade, os fenómenos ambientais e os recursos naturais que existem nessas áreas para que efectivamente possam ser utilizados a nível do turismo, e envolver sobretudo também as pessoas que são fragilizadas do ponto de vista económico”, afirmou.
Sobre a apanha de areia, Carlos Varela afirmou, prossegue a mesma fonte, que o Governo está a preparar um programa nacional para criar alternativas de rendimento às famílias que dependem dessa actividade, defendendo igualmente a produção de areia mecânica, com recurso ao investimento privado, como parte da resposta à problemática.
“Não podemos simplesmente condicionar a apanha de areia deixando as famílias de fora”, sustentou, acrescentando que o objectivo é criar alternativas de vida e, posteriormente, condicionar de forma efectiva a apanha de areia, devido aos impactos ambientais.
O projecto “Acelerar a transição de Cabo Verde para a Economia Azul e Verde” é implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e executado pelo Ministério do Ambiente, Acção Climática e Energia, através da Direcção Nacional do Ambiente (DNA).
Conforme a fonte deste jornal, a cerimónia de lançamento teve também intervenções do director Nacional do Ambiente, João Mascarenhas e da representante da FAO Kátia Neves.
No evento estiveram presentes ainda representantes de instituições nacionais, dos municípios das ilhas abrangidas, dos parceiros de desenvolvimento, do sector privado e das organizações da sociedade civil.
A cidade da Praia vai acolher, de 5 a 8 de outubro, a conferência internacional Globus Network 2026. Organizada em parceria com a garantia seguros, o evento reunirá cerca de 100 participantes incluindo líderes das maiores resseguradoras mundiais, para debater o futuro dos seguros em África. A sessão de abertura será presidida pelo Primeiro Ministro, Francisco Carvalho.
A realização desta conferência coincide com as celebrações dos 35 anos da Garantia – Companhia de Seguros de Cabo Verde SA, que se assinalam a 1 de novembro de 2026. A companhia aproveita este momento de forte volatilidade internacional — marcado por riscos climáticos e tensões geopolíticas — para reafirmar a sua liderança no mercado nacional e partilhar a sua estratégia de internacionalização, integrada no grupo Fidelidade.
A Garantia seguros e a co-organizadora da prestigiada conferência internacional Globus Network 2026, um encontro global de referência que trará a capital cabo-verdiana os principais representantes do setor de seguros e resseguros do mundo. Entre as entidades confirmadas estão gigantes do mercado global como a AIG, Swiss RE, Mapfre, Chubb, Zurich e AXA XL.
O evento tem como lema “The future of International Insurance Programmes in África: Balancing Global Consistency with Local Regulatory Compliance”. Os especialistas vão debater a harmonização das práticas globais com as exigências regulatórias locais do continente africano.
O fórum central terá lugar no Hotel Oásis Atlântico Praiamar, contando ainda com atividades paralelas cultural e histórico, com visitas guiadas à Cidade Velha e ao Tarrafal.
Conforme a nota enviada ao ASemanaonline, a abertura oficial do fórum está agendada para o dia 5 de outubro, às 17h00, e será presidida pelo Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Francisco Carvalho. A cerimónia contará também com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal da Praia, Fernando Pinto, que dará as boas-vindas oficiais aos congressistas.
A realização desta conferência coincide com as celebrações dos 35 anos da Garantia – Companhia de Seguros de Cabo Verde SA, que se assinalam a 1 de novembro de 2026. A companhia aproveita este momento de forte volatilidade internacional — marcado por riscos climáticos e tensões geopolíticas — para reafirmar a sua liderança no mercado nacional e partilhar a sua estratégia de internacionalização, integrada no grupo Fidelidade.
Com este evento de grande visibilidade, a Garantia Seguros pretende não só assegurar um debate técnico de elevado nível, mas também promover Cabo Verde e a Cidade da Praia como destinos de excelência para o turismo de negócios, sob o signo da tradicional "morabeza" cabo-verdiana.
O Governo prevê reservar 1,2 milhões de contos no Orçamento do Estado 2027 para mitigar o impacto da subida dos preços dos combustíveis, podendo ser reforçado caso a evolução dos mercados internacionais exija novas medidas de compensação.
A secretária de Estado das Finanças realçou que o Orçamento, estimado em cerca de 102 milhões de contos, será financiado por recursos internos e externos, sendo 98 milhões de contos correspondentes a receitas, das quais 78% provenientes de receitas internas cobradas pela Administração Fiscal.
A informação foi avançada este quinta-feira (1) à imprensa pela secretária de Estado das Finanças, Maria José Pereira Lopes, no âmbito da entrega da proposta do Orçamento do Estado para 2027 ao presidente interino da Assembleia Nacional, Adilson Graça.
A Proposta, segundo a Inforpress, foi entregue pelo ministro da Justiça, Presidência do Conselho de Ministros, Assuntos Parlamentares e Comunicação Social, Clóvis Silva, em representação do primeiro-ministro, Francisco Carvalho.
Segundo a governante, a verba prevista para 2027 poderá ser reforçado através de transferências entre rubricas orçamentais, caso os recursos inicialmente previstos se revelem insuficientes.
“Então, nós acreditamos que as coisas vão melhorar em 2027. Caso não melhore, vamos fazer reforço entre as rúbricas”, assegurou.
A secretária de Estado das Finanças realçou que o Orçamento, estimado em cerca de 102 milhões de contos, será financiado por recursos internos e externos, sendo 98 milhões de contos correspondentes a receitas, das quais 78% provenientes de receitas internas cobradas pela Administração Fiscal.
A proposta de Orçamento para 2027 prevê despesas de cerca de 101,7 milhões de contos, segundo o ministro Clóvis Silva, que classificou o documento como “cauteloso”, tendo em conta o contexto económico internacional, mas orientado para a execução das principais medidas do programa do Governo.
Entre as medidas anunciadas reiterou a fixação, a partir de Janeiro, da tarifa das ligações marítimas em 500 escudos e das passagens aéreas em 5.000 escudos, além do reforço da gratuitidade dos cuidados de saúde e de medidas nas áreas da educação e da implementação do Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR).
“Isto representa o início da concretização do Programa de Governo que foi aprovado na Assembleia Nacional, que permite cumprir os compromissos assumidos e a implementação da agenda de transformação que prometemos aos cabo-verdianos”, sustentou.
Conforme a mesma fonte, Clóvis Silva realçou que a proposta, entregue com os mapas orçamentais e anexos informativos, foi submetida 19 dias antes do prazo legal, sublinhado ainda o esforço da equipa governamental para elaborar, em cerca de três meses, dois instrumentos orçamentais, na sequência da tomada de posse do novo Governo.
O governante garantiu ainda que o executivo está preparado para o debate parlamentar da proposta, previsto para Novembro.
Armadores e peixeiras do Cais de Pesca da Praia manifestaram-se esta quarta-feira preocupados com o impacto do “aumento exorbitante” dos preços dos combustíveis no país e apelaram ao Governo para subsidiar as despesas como forma de apoiar o sector.
Em declarações à Inforpress, a armadora e vice-presidente da Associação dos Armadores do Cais de Pesca da Praia, Maria Semedo, conhecida por Tufuca, que possui quatro embarcações, considerou que o preço do combustível marítimo “está “muito alto”, tendo em conta as despesas suportadas diariamente pelos profissionais da pesca.
Segundo a armadora, quando há uma grande quantidade de pescado, os preços acabam por baixar, uma vez que os operadores não dispõem de condições suficientes para armazenar o produto.
Maria Semedo revelou que as quatro embarcações que possui consomem mais de dez toneladas de combustível, situação que, segundo afirmou, tem aumentado significativamente os custos de exploração e agravado as dificuldades dos armadores.
Por seu lado, o armador Oceano dos Santos considerou “muito exagerado” o actual preço dos combustíveis, afirmando que vários operadores estão com dificuldades para sair ao mar devido aos custos.
“Muitos barcos que estão no cais parados devido à falta de combustível, ou seja, devido ao preço do combustível”, enfatizou, defendendo a necessidade de medidas de apoio ao sector.
O armador apelou ao Governo para que proceda a uma revisão da situação, reconhecendo que a subida dos preços dos combustíveis está relacionada, entre outros factores, com o contexto internacional e os conflitos armados.
“Mesmo assim, temos um Governo que tem que olhar para este povo”, apelou.
Por sua vez, a peixeira Paula Correia afirmou que o aumento dos combustíveis tem impacto em praticamente todos os sectores de actividade, uma vez que muitos dependem directamente do transporte e da energia.
No caso das peixeiras, explicou, o aumento dos combustíveis tem-se reflectido sobretudo nos custos de transporte entre o Cais de Pesca e as suas residências e o pescado.
“Nem sempre há peixe para vender para ganharmos com isso, porque há dias sim e dias não”, explicou, referindo ainda os custos adicionais com a aquisição de gelo para a conservação do pescado.
Paula Correia apelou igualmente à intervenção do Governo, considerando que o preço dos combustíveis atingiu níveis “muito exagerados” para os profissionais do sector.
Segundo informou a Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME), a gasolina passa a ser comercializada a 197,20 escudos por litro, o gasóleo normal a 190,30 escudos, o gasóleo para electricidade a 175,80 escudos, o gasóleo marinha a 153,30 escudos e o petróleo a 216,90 escudos por litro.
A Semana com Inforpress
O Governo autorizou um aval de até 3,7 milhões de dólares à Linhas Aéreas de Cabo Verde, S.A. (LACV) para a locação operacional de uma aeronave ATR 72-600, visando reforçar a frota e melhorar as ligações aéreas interilhas.
De acordo com a resolução, a integração da aeronave será feita de forma gradual e faseada, com o propósito de reforçar a capacidade operacional da companhia, aumentar a regularidade e a fiabilidade dos serviços e responder de forma mais adequada às necessidades de transporte aéreo doméstico.
A autorização consta, segundo a Inforpress, da resolução 110/2026, publicada no Boletim Oficial de 30 de Setembro, e permite à Direcção-geral do Tesouro conceder, em nome e por conta do Estado de Cabo Verde, uma garantia soberana à Linhas Aéreas de Cabo Verde (LACV).
A LACV, sociedade integralmente detida pelo Estado, pretende integrar a aeronave no âmbito do seu plano de negócios e da estratégia de reforço da frota, na sequência das negociações concluídas com a AVAP Leasing (Atlantic) Pte. Ltd.
O aval destina-se a garantir as obrigações da companhia no âmbito do contrato de locação operacional, Aircraft Lease Agreement, relativo à aeronave ATR 72-600, com o número de série de fabricante MSN 1829.
De acordo com a resolução, a integração da aeronave será feita de forma gradual e faseada, com o propósito de reforçar a capacidade operacional da companhia, aumentar a regularidade e a fiabilidade dos serviços e responder de forma mais adequada às necessidades de transporte aéreo doméstico.
O aval terá um prazo de oito anos, contado a partir da data da sua emissão, enquanto o contrato de locação da aeronave prevê um período de 12 anos, correspondente a 144 meses.
Qualquer prorrogação ou alteração do prazo do aval fica sujeita a autorização nos termos legalmente aplicáveis.
A resolução, prossegue a fonte deste jornal, estabelece ainda que esta garantia constitui a primeira fase da operação.
A segunda fase corresponde à concessão de uma garantia relativa a outra aeronave ATR 72-600, com o número de série MSN 1830, prevista para o início de 2027, cuja emissão ficará dependente de nova autorização nos termos da lei.
O Governo justifica a concessão da garantia com o interesse público associado à continuidade, regularidade e segurança das ligações aéreas interilhas, bem como com a importância da aeronave para a execução do plano operacional da LACV.
A resolução foi aprovada em Conselho de Ministros a 29 de Setembro e entrou imediatamente em vigor.
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