sábado, 12 setembro 2026

ANC expulsa antigo líder e ex-PR Jacob Zuma por liderar partido dissidente

Em declarações à imprensa, Fikile Mbalula adiantou que Zuma “impugnou ativamente a integridade do ANC”, salientando que “fez campanha para desalojar o ANC do poder, alegando ao mesmo tempo que não tinha cortado a sua filiação” ao partido no poder.

“Esta conduta é inconciliável com o espírito de disciplina organizacional e com a letra da Constituição do ANC”, afirmou Mbalula à imprensa.

“Os valores políticos e as instituições democráticas contra as quais se mobilizou foram conscientemente incorporados na nossa disposição constitucional pelo ANC como avanços estratégicos dos valores da Revolução Nacional Democrática”, adiantou o secretário-geral do antigo movimento de libertação sul-aficano.

O comité disciplinar do ANC condenou Zuma por “prejudicar a integridade do partido” ao liderar a criação do partido de oposição, uMkhonto we Sizwe (MK), que se sagrou na terceira força política mais votada nas eleições de 29 de maio.

A suspensão de Zuma do ANC ocorre na sequência de uma audiência disciplinar virtual realizada na terça-feira da semana passada.

Zuma tem agora 21 dias para recorrer da decisão do ANC.

O partido uMkhonto we Sizwe anunciou através de um porta-voz que o seu líder Jacob Zuma pretende recorrer juridicamente da decisão do ANC.

Em janeiro, o Congresso Nacional Africano (ANC, partido no poder na África do Sul) suspendeu o antigo dirigente, alvo de escândalos de corrupção, um mês depois de este ter formado uma aliança com o recém-formado partido uMkhonto weSizwe (MK).

Zuma, que integrou o ANC no final da década de 1950, foi acusado de violar os estatutos do partido de Mandela.

O MK conquistou uma parte do eleitorado do ANC nas eleições de 29 de maio, ficando em terceiro lugar com 14,5% dos votos.

O ANC perdeu a maioria absoluta, obtendo 40,18%, o resultado mais baixo das últimas três décadas.

Eleito Presidente da África do Sul em 2009, Zuma foi destituído do poder em 2018 devido a escândalos de corrupção e foi substituído por Cyril Ramaphosa, rival de longa data.

Nas eleições de maio, o MK obteve 58 dos 400 lugares da Assembleia Nacional.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
5 dias atrás 18 horas atrás

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jcf
7 dias atrás 11 horas atrás

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joão do rosário
9 dias atrás 17 horas atrás

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