O Tribunal Judicial da Comarca de Santa Catarina de Santiago interditou a saída do país e decretou apresentação periódica às autoridades a dois indivíduos acusados de crimes de falsificação de cheques e burla qualificada em Assomada.
Segundo um comunicado da Polícia Judiciária, os fatos apontam, segundo a UICA, que no decurso de investigações criminais por delegação de competência pelo Ministério Público, no início de julho deste ano, soube-se que um dos suspeitos se preparava para uma fuga ao estrangeiro, tendo adquirido visto para um país Europeu.
Neste sentido, a Unidade de Investigação Criminal de Assomada promoveu junto do Ministério Público emissão de dois mandados de detenção no dia 27 de julho na cidade de Assomada, fora de flagrante delito, contra os suspeitos, de 40 e 43 anos de idades, acusados de crimes de falsificação de cheques, burla qualificada.
Conforme o mesmo comunicado, a detenção aconteceu através da Unidade de Investigação Criminal de Assomada (UICA), na sequência de uma denúncia de desvio de dinheiro de uma associação de professores de Santa Catarina e Picos, desde 2019, aproveitando-se da situação de pandemia.
Apresentados às autoridades judiciárias competentes para efeito do primeiro interrogatório judicial de arguidos detidos e aplicação de medidas de coação pessoal, foi-lhes aplicada a medida de coação pessoal – Interdição de saída do país e apresentação periódica nas autoridades.
O projeto de promoção e inclusão de crianças e jovens com deficiências neurológicas em Cabo Verde tem vindo a apoiar estas pessoas através de uma campanha nacional de sensibilização e educação da população em geral e das famílias, das comunidades onde vivem e da comunidade educativa em especial. Segundo os responsáveis, este projeto já apoiou 440 crianças, jovens e respetivas famílias com acompanhamentos regulares.
Financiado pela União Europeia em Cabo Verde, ao abrigo do Programa Temático para Organizações da Sociedade Civil e Autoridades Locais, e pelo Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, este projeto, de acordo com Celina Santos em entrevista ao Asemanaonline, tem como objetivo fomentar a existência de um ambiente propício à inclusão de crianças e jovens com deficiências neurológicas, contribuir para o aumento da coerência das políticas públicas para a inclusão e melhoria dos cuidados, reforçar as competências das associações desta área de intervenção e dos cuidadores, melhorando os cuidados prestados e ativamente e promover a integração socioeconómica das famílias.
O projeto foi implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flôr, de Portugal, pela SOLMI - Associação de Apoio a Iniciativas de Auto-Promoção e pela Federação das Associações de Pessoas com Deficiência, de Cabo Verde, em estreita articulação com o Ministério da Família e Inclusão Social de Cabo Verde e o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de Portugal.
Segundo a mesma fonte, o referido projeto, desde a sua implementação em 01 de setembro de 2020, já apoiou 440 crianças, jovens e respetivas famílias com acompanhamentos, já realizou 4 ações de formações para fisioterapeutas na área da reabilitação pediátrica das deficiências neurológicas e para outro pessoal de apoio e também já apoiou terceiros (4 associações de área das deficiências neurológicas) como forma de reforçar atividades das organizações e melhorar a base comunitária da intervenção direcionada às crianças e jovens com deficiências.
Para além disso, em entrevista exclusiva ao Assemanaonline, Celina Santos, garantiu que o projeto, desde a sua criação, já realizou 3 missões de acompanhamento e formação pela equipa de neuro pediatria do Hospital da Estefânia, reabilitou o Centro de Cuidados e Reabilitação através da melhoria da planificação do seu funcionamento e dos cuidados prestados e articulação em rede entre os diversos espaços disponíveis para reabilitação e criou pacotes mínimos de reabilitação e plano individual de cuidados.
De entre os beneficiados deste projeto constam a população cabo-verdiana através da campanha de sensibilização Tudu Fidju di Cabo Verde, associações que trabalham com esse público (Acarinhar, Colmeia, Down do Amor e Associação Different bu not indiferente), 40 Famílias - através de apoios direccionados a Atividades Geradoras de Rendimento, entre outras.
De realçar que o projeto foi implementado pelo Instituto Marquês de Valle Flôr, de Portugal, pela SOLMI - Associação de Apoio a Iniciativas de Auto-Promoção e pela Federação das Associações de Pessoas com Deficiência, de Cabo Verde, em estreita articulação com o Ministério da Família e Inclusão Social de Cabo Verde e o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social de Portugal.
O Papa Francisco diz que tem de abrandar nas viagens devido à saúde e à idade e colocou o lugar à disposição para quem o queira substituir, revela AP citada pela EN.
Depois de cinco dias no Canadá, o líder da Igreja Católica está de regresso ao vaticano.
"Com toda a honestidade, não é uma catástrofe, pode mudar-se de Papa e não há problema."
Na viagem, perante os jornalistas presentes no avião, o Papa disse que tem de abrandar nas viagens devido às limitações de saúde e deixou uma ’porta aberta’ a quem o queira substituir no cargo.
Aos 85 anos, Francisco diz que tem de se "preservar" nos próximos tempos, "para poder continuar a servir a igreja". Ou então "pensar na possibilidade" de se afastar.
"Com toda a honestidade, não é uma catástrofe, pode mudar-se de Papa e não há problema.", disse Francisco.
A "peregrinação de penitência" de Francisco
Segundo a mesma fonte, a viagem do Papa Francisco ao Canadá durou cinco dias. O líder da Igreja Católica chamou-lhe a "peregrinação de penitência": Um pedido de perdão da Igreja Católica que durante 170 anos obrigou perto de 150 mil crianças de famílias indígenas a abandonar a comunidade para ingressarem no sistema público de ensino. A maioria em colégios geridos pela Igreja.
Para trás deixaram a família, a língua e a cultura indígena, para abraçar um projeto do estado que mais tarde veio a revelar abusos físicos e sexuais a milhares de menores.
Mais de 4 mil crianças morreram nos colégios vítimas de abusos e de desnutrição, refere a fonte deste jornal.
A encarregada de educação Sandra Mendonça, realizou nesta terça-feira, dia 12, uma conversa aberta com os alunos do 8ª ano do Liceu Domingos Ramos sob o lema "Gestão do Tempo e Métodos do Estudo".
De acordo com a palestrante Sandra Mendonça, esta iniciativa surgiu num grupo de redes sociais de pais e encarregados de educação dos alunos onde partilham diversas informações e em interação com a diretora desta turma, surgiu a ideia de realizar algumas partilhas que possam ser úteis para os alunos, uma delas, essa conversa aberta.
"Nesta senda, surgiu então como primeira ideia o tema a gestão do tempo e método de estudos que é um tema bastante pertinente para os alunos em qualquer fase, principalmente para os alunos do ensino secundário onde portanto foi possível aplicar temas interessantes desde boas práticas, criar rotina de estudos, ter uma boa gestão do tempo de forma que possam realizar durante o dia todas as atividades académicas e também de lazer, como podem fazer planificação de estudo e entre outros", mencionou a palestrante.
Uma outra questão abordada com os alunos conforme a palestrante, é a realização de uma agenda diária e trimestral de como irão organizar tanto em termos de cronograma de teste, de trabalhos de grupo e de estudos diário.
Sandra Mendonça, acredita que a conversa aberta com os alunos foi bastante pertinente, uma vez que, conforme adiantou, os alunos adoraram e ficaram bastante entusiasmados, fazendo perguntas que transcendem a realidade atual.
A mesma ainda acredita que isso é uma experiencia que poderá ser aplicada em outras escolas, ajudando assim, os alunos a melhor se organizarem para os estudos.
empresa Viking Seafood SA, do norueguês Geir Eriksen, terá desistido dos investimentos que já tinham iniciado, antes da covid-19, no município do Porto Novo, em Santo Antão, alegando “dificuldades” criadas pela pandemia.
Um representante do investidor no Porto Novo confirmou à Inforpress, que o contrato entre a empresa e a Câmara Municipal do Porto Novo foi “de facto, cessado”, escusando-se, porém, a avançar detalhes sobre os motivos que terão levado a empresa a desistir dos investimentos, à volta de 70 mil contos.
Os investimentos, iniciados em finais de 2019, consistiam, mais exatamente, na remodelação e operacionalização da unidade de transformação do pescado na cidade do Porto Novo, que, desde a sua inauguração, em 2015, se encontrava fechada.
As obras de remodelação da unidade de transformação do pescado foram suspensas em 2020, numa altura em que os trabalhos já se encontravam em fase adiantada.
Viking Seafood SA, antes da pandemia, já tinha anunciado a intenção em alargar, “nos próximos anos”, os investimentos nas pescas no Porto Novo, que podiam chegar a um milhão de contos, segundo um protocolo assinado com a edilidade porto-novense.
Uma fonte da edilidade porto-novense admitiu, porém, à Inforpress que foi identificado um novo investidor para o projeto, ou seja, a remodelação da unidade de transformação do pescado e sua operacionalização, pelo que acredita que o empreendimento vai ser uma realidade.
empresa Viking Seafood SA, do norueguês Geir Eriksen, terá desistido dos investimentos que já tinham iniciado, antes da covid-19, no município do Porto Novo, em Santo Antão, alegando “dificuldades” criadas pela pandemia.
Um representante do investidor no Porto Novo confirmou à Inforpress, que o contrato entre a empresa e a Câmara Municipal do Porto Novo foi “de facto, cessado”, escusando-se, porém, a avançar detalhes sobre os motivos que terão levado a empresa a desistir dos investimentos, à volta de 70 mil contos.
Os investimentos, iniciados em finais de 2019, consistiam, mais exatamente, na remodelação e operacionalização da unidade de transformação do pescado na cidade do Porto Novo, que, desde a sua inauguração, em 2015, se encontrava fechada.
As obras de remodelação da unidade de transformação do pescado foram suspensas em 2020, numa altura em que os trabalhos já se encontravam em fase adiantada.
Viking Seafood SA, antes da pandemia, já tinha anunciado a intenção em alargar, “nos próximos anos”, os investimentos nas pescas no Porto Novo, que podiam chegar a um milhão de contos, segundo um protocolo assinado com a edilidade porto-novense.
Uma fonte da edilidade porto-novense admitiu, porém, à Inforpress que foi identificado um novo investidor para o projeto, ou seja, a remodelação da unidade de transformação do pescado e sua operacionalização, pelo que acredita que o empreendimento vai ser uma realidade.
Os habitantes de Chã de Norte, no município do Porto Novo, em Santo Antão, voltaram hoje a alertar para o “péssimo estado” em que se encontra a estrada de acesso a este vale agrícola.
“Apesar das constantes reclamações, a situação desta estrada continua a inquietar a população de Chã de Norte, que reclama a requalificação desta via, atualmente, em péssimo estado”, avançou a moradora Ana Silva, cita Lusa.
Os moradores de Chã de Norte têm estado a reclamar, nos últimos anos, obras de requalificação da estrada de acesso, alegando que o facto de esta zona dispor de “um grande potencial agrícola” merece “uma estrada condigna”.
Segundo a mesma, a requalificação da estrada para Chã de Norte faz parte de um conjunto de vias de acesso, cuja requalificação está prevista no quadro do plano estratégico de desenvolvimento sustentável do município do Porto Novo para o período 2020/2030.
A requalificação das estradas de acesso ao Planalto Norte, à Ribeira dos Bodes, à Ribeira Fria e à Lagoa da Ribeira das Patas constam ainda deste plano, a que a Inforpress teve acesso.
Uma nova campanha de castração de cães, que se iniciou hoje no Porto Novo, Santo Antão, marca o arranque do centro de castração de animais neste município, que funciona no centro pecuário do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA).
Esta campanha, segundo escreve Inforpress, a segunda realizada em apenas dois meses no concelho do Porto Novo, decorrerá até ao mês de junho, no âmbito do projecto “Um cão, um amigo”, que está a ser implementado em Santo Antão pela Fundação dos Amigos do Paul nos Países Baixos, em parceria com os municípios e o MAA.
A equipa de castração é constituída por veterinários e técnicos provenientes dos Países Baixos, que apoiaram na criação do centro de castração de animais no município do Porto Novo, espaço que surgiu no âmbito do um estudo realizado por este grupo de técnicos sobre a prevenção dos ataques dos cães vadios ao gado caprino, ovino e suíno, cita Inforpress.
O centro tem por missão diminuir a população canina neste concelho através de castração, tendo ainda como missão promover campanhas de sensibilização contra o abandono dos cães pelos seus donos.
Os criadores de gado têm estado a revindicar a criação de um canil neste concelho para albergar os cães abandonados, que têm estado a atacar o gado caprino e ovino.
Os crimes sexuais contra menores de 16 anos voltaram a aumentar em Cabo Verde em 2021, mais 23% face ao ano anterior, com uma média de um caso reportado a cada três dias, segundo dados compilados hoje pela Lusa.
De acordo com o relatório da Polícia Nacional com as ocorrências registadas em 2021, nos crimes "mais graves" são destacados os 29 homicídios registados em Cabo Verde em todo o ano, menos sete face a 2020 (-19,4%), dos quais 17 ocorridos na Praia (-13%), capital do país.
Outro dos crimes mais graves realçados no relatório pela Polícia Nacional prende-se com os abusos sexuais contra menores, neste caso de 16 anos, que aumentaram 23% em todo o ano de 2021, para 114 ocorrências, com praticamente um caso participado às autoridades, em média, a cada três dias.
Casos de abusos sexuais sobre menores são recorrentes em Cabo Verde, perante o choque da sociedade, que tem organizado vários protestos públicos, reclamando pelo agravamento das medidas de penalização.
O caso mais mediático em 2021 aconteceu em dezembro, com uma criança de 13 anos a desaparecer na ilha do Sal quando ia para a escola. O corpo foi encontrado no dia seguinte, perante suspeitas de homicídio após violação, o que levou, ainda antes da detenção de um suspeito, de 29 anos, a intervenções públicas de consternação do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, e do Presidente da República, José Maria Neves.
O crime mais frequente em Cabo Verde no ano passado foi o de ofensas corporais, com 2.560 participações, mais 102 casos do que em 2020, um aumento equivalente a 4%, representando ainda 32,1% de todos os crimes contra pessoas.
O segundo tipo de crime mais frequente contabilizado pela polícia é o de Violência com Base no Género, que afeta sobretudo as mulheres, essencialmente no quadro de violência doméstica, com 2.105 ocorrências, um aumento de 438 casos face a 2020 (+26%).
As ameaças foram o terceiro crime mais frequente em Cabo Verde no ano passado, com 1.494 participações, um aumento de 350 face a 2020 (+31%).
Globalmente, as ocorrências registadas pela Polícia Nacional em Cabo Verde aumentaram 33% em 2021, face ao ano anterior, interrompendo um ciclo de cinco anos em queda, cifrando-se em 18.525, número que fica ao nível do registado em 2018.
"Era expectável que em 2021, com a retoma gradual da vida social e económica [após as restrições aplicadas devido à pandemia de covid-19, em 2020], os crimes conhecessem comparativamente um aumento, e é igualmente o que vem acontecendo em várias latitudes do mundo por causa das crises", afirmou na semana passada o diretor-nacional da Polícia Nacional, Emanuel Moreno, ao apresentar as primeiras conclusões dos números mais recentes da criminalidade em Cabo Verde numa reunião das chefias daquela força policial.
De acordo com o responsável, a "redução acumulada real" do número de ocorrências participadas de 2016 a 2020 foi de 23,7%, em comparação com o quinquénio anterior, isto é, de 2010 a 2015.
Em termos de tipologia, os crimes contra o património representam 57,8% do total das ocorrências registadas pela Polícia Nacional em Cabo Verde durante o ano de 2021, e "conheceram um agravamento de 52,9% a nível nacional".
A Semana com LusaCrimes sexuais contra menores aumentaram 23% em Cabo Verde no ano passado
Os crimes sexuais contra menores de 16 anos voltaram a aumentar em Cabo Verde em 2021, mais 23% face ao ano anterior, com uma média de um caso reportado a cada três dias, segundo dados compilados hoje pela Lusa.
De acordo com o relatório da Polícia Nacional com as ocorrências registadas em 2021, nos crimes "mais graves" são destacados os 29 homicídios registados em Cabo Verde em todo o ano, menos sete face a 2020 (-19,4%), dos quais 17 ocorridos na Praia (-13%), capital do país.
Outro dos crimes mais graves realçados no relatório pela Polícia Nacional prende-se com os abusos sexuais contra menores, neste caso de 16 anos, que aumentaram 23% em todo o ano de 2021, para 114 ocorrências, com praticamente um caso participado às autoridades, em média, a cada três dias.
Casos de abusos sexuais sobre menores são recorrentes em Cabo Verde, perante o choque da sociedade, que tem organizado vários protestos públicos, reclamando pelo agravamento das medidas de penalização.
O caso mais mediático em 2021 aconteceu em dezembro, com uma criança de 13 anos a desaparecer na ilha do Sal quando ia para a escola. O corpo foi encontrado no dia seguinte, perante suspeitas de homicídio após violação, o que levou, ainda antes da detenção de um suspeito, de 29 anos, a intervenções públicas de consternação do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, e do Presidente da República, José Maria Neves.
O crime mais frequente em Cabo Verde no ano passado foi o de ofensas corporais, com 2.560 participações, mais 102 casos do que em 2020, um aumento equivalente a 4%, representando ainda 32,1% de todos os crimes contra pessoas.
O segundo tipo de crime mais frequente contabilizado pela polícia é o de Violência com Base no Género, que afeta sobretudo as mulheres, essencialmente no quadro de violência doméstica, com 2.105 ocorrências, um aumento de 438 casos face a 2020 (+26%).
As ameaças foram o terceiro crime mais frequente em Cabo Verde no ano passado, com 1.494 participações, um aumento de 350 face a 2020 (+31%).
Globalmente, as ocorrências registadas pela Polícia Nacional em Cabo Verde aumentaram 33% em 2021, face ao ano anterior, interrompendo um ciclo de cinco anos em queda, cifrando-se em 18.525, número que fica ao nível do registado em 2018.
"Era expectável que em 2021, com a retoma gradual da vida social e económica [após as restrições aplicadas devido à pandemia de covid-19, em 2020], os crimes conhecessem comparativamente um aumento, e é igualmente o que vem acontecendo em várias latitudes do mundo por causa das crises", afirmou na semana passada o diretor-nacional da Polícia Nacional, Emanuel Moreno, ao apresentar as primeiras conclusões dos números mais recentes da criminalidade em Cabo Verde numa reunião das chefias daquela força policial.
De acordo com o responsável, a "redução acumulada real" do número de ocorrências participadas de 2016 a 2020 foi de 23,7%, em comparação com o quinquénio anterior, isto é, de 2010 a 2015.
Em termos de tipologia, os crimes contra o património representam 57,8% do total das ocorrências registadas pela Polícia Nacional em Cabo Verde durante o ano de 2021, e "conheceram um agravamento de 52,9% a nível nacional".
A Semana com LusaCrimes sexuais contra menores aumentaram 23% em Cabo Verde no ano passado
Os crimes sexuais contra menores de 16 anos voltaram a aumentar em Cabo Verde em 2021, mais 23% face ao ano anterior, com uma média de um caso reportado a cada três dias, segundo dados compilados hoje pela Lusa.
De acordo com o relatório da Polícia Nacional com as ocorrências registadas em 2021, nos crimes "mais graves" são destacados os 29 homicídios registados em Cabo Verde em todo o ano, menos sete face a 2020 (-19,4%), dos quais 17 ocorridos na Praia (-13%), capital do país.
Outro dos crimes mais graves realçados no relatório pela Polícia Nacional prende-se com os abusos sexuais contra menores, neste caso de 16 anos, que aumentaram 23% em todo o ano de 2021, para 114 ocorrências, com praticamente um caso participado às autoridades, em média, a cada três dias.
Casos de abusos sexuais sobre menores são recorrentes em Cabo Verde, perante o choque da sociedade, que tem organizado vários protestos públicos, reclamando pelo agravamento das medidas de penalização.
O caso mais mediático em 2021 aconteceu em dezembro, com uma criança de 13 anos a desaparecer na ilha do Sal quando ia para a escola. O corpo foi encontrado no dia seguinte, perante suspeitas de homicídio após violação, o que levou, ainda antes da detenção de um suspeito, de 29 anos, a intervenções públicas de consternação do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, e do Presidente da República, José Maria Neves.
O crime mais frequente em Cabo Verde no ano passado foi o de ofensas corporais, com 2.560 participações, mais 102 casos do que em 2020, um aumento equivalente a 4%, representando ainda 32,1% de todos os crimes contra pessoas.
O segundo tipo de crime mais frequente contabilizado pela polícia é o de Violência com Base no Género, que afeta sobretudo as mulheres, essencialmente no quadro de violência doméstica, com 2.105 ocorrências, um aumento de 438 casos face a 2020 (+26%).
As ameaças foram o terceiro crime mais frequente em Cabo Verde no ano passado, com 1.494 participações, um aumento de 350 face a 2020 (+31%).
Globalmente, as ocorrências registadas pela Polícia Nacional em Cabo Verde aumentaram 33% em 2021, face ao ano anterior, interrompendo um ciclo de cinco anos em queda, cifrando-se em 18.525, número que fica ao nível do registado em 2018.
"Era expectável que em 2021, com a retoma gradual da vida social e económica [após as restrições aplicadas devido à pandemia de covid-19, em 2020], os crimes conhecessem comparativamente um aumento, e é igualmente o que vem acontecendo em várias latitudes do mundo por causa das crises", afirmou na semana passada o diretor-nacional da Polícia Nacional, Emanuel Moreno, ao apresentar as primeiras conclusões dos números mais recentes da criminalidade em Cabo Verde numa reunião das chefias daquela força policial.
De acordo com o responsável, a "redução acumulada real" do número de ocorrências participadas de 2016 a 2020 foi de 23,7%, em comparação com o quinquénio anterior, isto é, de 2010 a 2015.
Em termos de tipologia, os crimes contra o património representam 57,8% do total das ocorrências registadas pela Polícia Nacional em Cabo Verde durante o ano de 2021, e "conheceram um agravamento de 52,9% a nível nacional".
A Semana com LusaCrimes sexuais contra menores aumentaram 23% em Cabo Verde no ano passado
Os crimes sexuais contra menores de 16 anos voltaram a aumentar em Cabo Verde em 2021, mais 23% face ao ano anterior, com uma média de um caso reportado a cada três dias, segundo dados compilados hoje pela Lusa.
De acordo com o relatório da Polícia Nacional com as ocorrências registadas em 2021, nos crimes "mais graves" são destacados os 29 homicídios registados em Cabo Verde em todo o ano, menos sete face a 2020 (-19,4%), dos quais 17 ocorridos na Praia (-13%), capital do país.
Outro dos crimes mais graves realçados no relatório pela Polícia Nacional prende-se com os abusos sexuais contra menores, neste caso de 16 anos, que aumentaram 23% em todo o ano de 2021, para 114 ocorrências, com praticamente um caso participado às autoridades, em média, a cada três dias.
Casos de abusos sexuais sobre menores são recorrentes em Cabo Verde, perante o choque da sociedade, que tem organizado vários protestos públicos, reclamando pelo agravamento das medidas de penalização.
O caso mais mediático em 2021 aconteceu em dezembro, com uma criança de 13 anos a desaparecer na ilha do Sal quando ia para a escola. O corpo foi encontrado no dia seguinte, perante suspeitas de homicídio após violação, o que levou, ainda antes da detenção de um suspeito, de 29 anos, a intervenções públicas de consternação do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, e do Presidente da República, José Maria Neves.
O crime mais frequente em Cabo Verde no ano passado foi o de ofensas corporais, com 2.560 participações, mais 102 casos do que em 2020, um aumento equivalente a 4%, representando ainda 32,1% de todos os crimes contra pessoas.
O segundo tipo de crime mais frequente contabilizado pela polícia é o de Violência com Base no Género, que afeta sobretudo as mulheres, essencialmente no quadro de violência doméstica, com 2.105 ocorrências, um aumento de 438 casos face a 2020 (+26%).
As ameaças foram o terceiro crime mais frequente em Cabo Verde no ano passado, com 1.494 participações, um aumento de 350 face a 2020 (+31%).
Globalmente, as ocorrências registadas pela Polícia Nacional em Cabo Verde aumentaram 33% em 2021, face ao ano anterior, interrompendo um ciclo de cinco anos em queda, cifrando-se em 18.525, número que fica ao nível do registado em 2018.
"Era expectável que em 2021, com a retoma gradual da vida social e económica [após as restrições aplicadas devido à pandemia de covid-19, em 2020], os crimes conhecessem comparativamente um aumento, e é igualmente o que vem acontecendo em várias latitudes do mundo por causa das crises", afirmou na semana passada o diretor-nacional da Polícia Nacional, Emanuel Moreno, ao apresentar as primeiras conclusões dos números mais recentes da criminalidade em Cabo Verde numa reunião das chefias daquela força policial.
De acordo com o responsável, a "redução acumulada real" do número de ocorrências participadas de 2016 a 2020 foi de 23,7%, em comparação com o quinquénio anterior, isto é, de 2010 a 2015.
Em termos de tipologia, os crimes contra o património representam 57,8% do total das ocorrências registadas pela Polícia Nacional em Cabo Verde durante o ano de 2021, e "conheceram um agravamento de 52,9% a nível nacional".
A Semana com Lusa
Crimes sexuais contra menores aumentaram 23% em Cabo Verde no ano passado
Os crimes sexuais contra menores de 16 anos voltaram a aumentar em Cabo Verde em 2021, mais 23% face ao ano anterior, com uma média de um caso reportado a cada três dias, segundo dados compilados hoje pela Lusa.
De acordo com o relatório da Polícia Nacional com as ocorrências registadas em 2021, nos crimes "mais graves" são destacados os 29 homicídios registados em Cabo Verde em todo o ano, menos sete face a 2020 (-19,4%), dos quais 17 ocorridos na Praia (-13%), capital do país.
Outro dos crimes mais graves realçados no relatório pela Polícia Nacional prende-se com os abusos sexuais contra menores, neste caso de 16 anos, que aumentaram 23% em todo o ano de 2021, para 114 ocorrências, com praticamente um caso participado às autoridades, em média, a cada três dias.
Casos de abusos sexuais sobre menores são recorrentes em Cabo Verde, perante o choque da sociedade, que tem organizado vários protestos públicos, reclamando pelo agravamento das medidas de penalização.
O caso mais mediático em 2021 aconteceu em dezembro, com uma criança de 13 anos a desaparecer na ilha do Sal quando ia para a escola. O corpo foi encontrado no dia seguinte, perante suspeitas de homicídio após violação, o que levou, ainda antes da detenção de um suspeito, de 29 anos, a intervenções públicas de consternação do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, e do Presidente da República, José Maria Neves.
O crime mais frequente em Cabo Verde no ano passado foi o de ofensas corporais, com 2.560 participações, mais 102 casos do que em 2020, um aumento equivalente a 4%, representando ainda 32,1% de todos os crimes contra pessoas.
O segundo tipo de crime mais frequente contabilizado pela polícia é o de Violência com Base no Género, que afeta sobretudo as mulheres, essencialmente no quadro de violência doméstica, com 2.105 ocorrências, um aumento de 438 casos face a 2020 (+26%).
As ameaças foram o terceiro crime mais frequente em Cabo Verde no ano passado, com 1.494 participações, um aumento de 350 face a 2020 (+31%).
Globalmente, as ocorrências registadas pela Polícia Nacional em Cabo Verde aumentaram 33% em 2021, face ao ano anterior, interrompendo um ciclo de cinco anos em queda, cifrando-se em 18.525, número que fica ao nível do registado em 2018.
"Era expectável que em 2021, com a retoma gradual da vida social e económica [após as restrições aplicadas devido à pandemia de covid-19, em 2020], os crimes conhecessem comparativamente um aumento, e é igualmente o que vem acontecendo em várias latitudes do mundo por causa das crises", afirmou na semana passada o diretor-nacional da Polícia Nacional, Emanuel Moreno, ao apresentar as primeiras conclusões dos números mais recentes da criminalidade em Cabo Verde numa reunião das chefias daquela força policial.
De acordo com o responsável, a "redução acumulada real" do número de ocorrências participadas de 2016 a 2020 foi de 23,7%, em comparação com o quinquénio anterior, isto é, de 2010 a 2015.
Em termos de tipologia, os crimes contra o património representam 57,8% do total das ocorrências registadas pela Polícia Nacional em Cabo Verde durante o ano de 2021, e "conheceram um agravamento de 52,9% a nível nacional".
As autoridades públicas e católicas já estão em contactos com pais e encarregados da educação, explicando como devem preencher um modelo de declaração que está sendo distribuído sobre o ensino da Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) na escolas públicas no presente ano lectivo 2019/2020.
Pelo menos 15 furtos e roubos com assaltos à mão armada e violência contra pessoas foram denunciados junto da Polícia Nacional entre sexta e segunda-feira,11, na Praia. Os assaltantes têm apoderado sobretudo de telemóveis – alguns com preços de até 199 mil euros - e um fio de ouro avaliado em 300 contos, segundo fontes policiais.
Estes dados constam de um comunicado da DN da PN remetido a este jornal – ficam no entanto de fora inúmeros outros assaltos com roubos e furtos à mão armada e ferimentos graves com arma branca (faca e machim) que não chegaram às autoridades policiais, mas que circulam nas redes sociais.
Conforme o comunicado, das 15 ocorrências registadas pela PN entre 8 e 11 deste mês, maioria das quais aconteceu na Achada de Santo António . A Esquadro local contabilizou 7 assaltos denunciados – aconteceram nas proximidades da praceta do BCA, do Restaurante Comenta e em Quebra Canela, bem como na Terra Branca (três casos) e em Tira Chapéu. De entre outros produtos roubados, o destaque vai para vários telemóveis – um no valor de 70 contos, outro em 199 mil euros - e um fio de ouro com uma concha avaliado em 300 contos, segundo o comunicado da PN. Isto sem contar com vários outros valores em dinheiro.
A fazer fé na mesma fonte, na Esquadra da Fazenda , principalmente em Achadinha, Moinho, Castelão e Ponta d’Água, é a área que vem logo a seguir em termos de números de assaltos – um total cinco casos foi contabilizados pela Polícia Nacional. Já na Esquadra de Eugénio Lima registou-se dois assaltos e na de Palmarejo cadastrou-se um caso. Além de telemóveis, a PN registou furtos de objectos sagrados e certa quantia em dinheiro pertencentes à Igreja de Nova Apostólica na Fazenda e pessoas assaltadas.
O comunicado referido revela também que em S.Vicente registou-se, no mesmo período, dois casos: um roubo, na Bela Vista, de cinco mil escudos com um molho de chave em via pública e um outro na Ribeira Bote, em que o suposto gatuno apoderou de pouca quantia em dinheiro e alguns documentos do(s) assaltado (s).
Entretanto, o governo, através do Conselheiro de Segurança Nacional e Primeiro-ministro (ver este jornal) já anunciou as 14 medidas a serem implementadas para combater a insegurança que se vive nos últimos 60 dias na Praia. A Oposição, através do líder parlamentar Rui Semedo, já reagiu, afirmando que esta posição do governo «é sinal de que a situação é grave».
Vai hoje a enterrar, no cemitério de São Vicente, o corpo de Isidoro Rocha Brito, 77 anos, mais conhecido por Nhô Doi, figura tida pelos seus pares como “marcante” no Carnaval de São Vicente e de Cabo Verde.
Segundo escreve a Inforpress, a morte de Nhô Doi, de doença prolongada, na noite de domingo, 06, no Hospital Baptista de Sousa, entristeceu a comunidade cultural mindelense, sobretudo a ligada às lides do Carnaval, pois trata-se de uma figura que aos 14 anos já se inseria no mundo do Entrudo, primeiro no grupo Vindos do Céu e mais tarde no “seu” grupo Vindos do Oriente, de que foi presidente da direcção.
Para a actual presidente da direcção do grupo Vindos do Oriente, Lili d’Chala, avança a fonte, Nhô Doi é “a figura” característica e “presidente natural” do grupo e que, inclusive, foi homenageado há seis anos, quando o “Vindos do Oriente” regressou aos desfiles, após alguns anos de ausência.
Segundo a mesma fonte, tido como “um faz tudo no Carnaval”, Nhô Doi foi o exemplo da entrega e paixão ao trabalho nos estaleiros, “uma fonte de inspiração”.
Nô Doi ausentou-se por alguns anos do Carnaval do Mindelo, e no período em que viveu na cidade da Praia ali fundou o grupo Estrelas da Marinha.
O funeral de Nhô Doi ocorre hoje às 15:30, com partida da sua residência em Cruz João Évora, escreve Inforpress.
O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou hoje que a realização das eleições autárquicas no próximo mês não está em causa com a pandemia de covid-19 e garante que já em outubro será obrigatório o uso de máscara na via pública.
Em entrevista à agência Lusa, questionado sobre a ameaça da pandemia às eleições autárquicas de 25 de outubro face às dezenas de casos de covid-19 que diariamente são diagnosticados no arquipélago, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, afirmou que a votação vai mesmo acontecer.
“Serão realizadas com as devidas precauções. Por outro lado, não é previsível que a epidemia se agrave ao ponto de ficar descontrolada. Antes pelo contrário”, afirmou o primeiro-ministro.
Segundo escreve a Lusa, Ulisses Correia e Silva acrescentou que “normas sanitárias específicas” serão emitidas pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), “com o suporte” da Direção Nacional de Saúde, “para as ações de campanha eleitoral e da organização do processo até ao dia da votação”.
“Não estão em causa. Têm data marcada e serão realizadas”, enfatizou.
O chefe do Governo acrescentou ainda que no próximo mês passará a ser obrigatório o uso de máscara na via pública em Cabo Verde, conforme legislação que está em preparação para o Governo levar ao parlamento, escreve Lusa.
Assumiu, avança a fonte, por isso, que essa medida, preventiva à transmissão da doença, é para avançar: “Sim. Em outubro, com a retoma da atividade parlamentar. Estamos a criar as condições para tal”.
De acordo com a mesma fonte, segundo o calendário eleitoral para as Eleições Gerais dos Titulares dos Órgãos Municipais de 25 de outubro, definido pela CNE, os partidos políticos, coligações e grupos de cidadãos podem começar a campanha eleitoral em 08 de outubro, no 17.º dia anterior ao designado para as eleições.
“Pela própria natureza do processo eleitoral, alguns atos inseridos nesse processo são suscetíveis de gerar aglomerações de pessoas”, acrescenta-se na deliberação, reconhecendo que “não é possível prever qual será a situação epidemiológica do país na data marcada para a realização das eleições”.
Este ano, devido à pandemia do novo coronavírus, a campanha para as eleições autárquicas vai decorrer sem ações porta a porta ou apertos de mãos, conforme disse em junho o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, como medida de prevenção da doença.
A campanha eleitoral para as autárquicas decorre até às 24:00 do dia 23 de outubro.
As últimas autárquicas aconteceram em 04 de setembro de 2016. Nesta votação são escolhidos os autarcas dos 22 municípios de Cabo Verde.
O problema da falta de água na localidade de Ribeirão Chiqueiro, no concelho de São Domingos, tem sido “recorrente e sem solução à vista”, denunciou hoje o presidente da Associação Comunitária para Desenvolvimento de Ribeirão Chiqueiro (ACSRC).
“É uma situação de penúria, passamos mais de quinze dias sem água e as pessoas estão a passar por necessidades, uma situação que tem sido recorrente aqui na nossa localidade e sem solução à vista”, disse Victor Manuel Lopes, lembrando que nessa situação de pandemia as pessoas precisam de água para se higienizarem frequentemente.
Segundo escreve a Inforpress, de acordo com o líder comunitário, essa situação torna-se preocupante por ser uma localidade que vive essencialmente de agricultura e criação de gado, quando, em tempos, Ribeirão Chiqueiro tinha água em abundância e que abastecia quase todo o concelho de São Domingos e cidade da Praia.
“Ribeirão Chiqueiro trouxe grandes benefícios para o nosso concelho porque tinha água em abundância, mas hoje em dia estamos a sofrer pela sua falta, não há na rede e nem para os gados e para a rega”, observou o líder comunitário, informando que a população tem recorrido à compra de água nos autotanques, “o que é muito caro”.
Segundo a mesma fonte, Victor Manuel Lopes denunciou ainda a existência de um chafariz que não funciona “há muito tempo” que devia ser reactivada e abastecida pela empresa Águas de Santiago, para “sobretudo no momento de dificuldade de água na rede”, deveria servir para vender água pontualmente à população.
Ribeirão Chiqueiro é uma comunidade pertencente ao município de São Domingos, situada na parte central Sul da ilha de Santiago, a cinco quilómetros da cidade da Praia, cuja população vive essencialmente da agricultura e criação de gado.
A secretária-geral do Movimento para a Democracia (MpD – poder), Filomena Delgado, disse hoje que a demissão de Gil Évora foi precedida de uma audição, pelo Governo, conforme estipula a lei.
Em entrevista à Rádio de Cabo Verde (RCV), Filomena Delgado disse que, tendo em conta que um gestor público nunca pode estar envolvido num negócio deste género e, por estar a trabalhar numa empresa privada, a melhor decisão tinha de ser o afastamento do cargo.
“Temos um comunicado do Governo a explicar porque foi demitido e uma declaração do Gil Évora a dizer que estava a trabalhar numa empresa privada de consultoria”, justificou Filomena Delgado considerando, por isso, que o Governo não agiu tendo por base as notícias veiculadas pelos órgãos de comunicação social.
Segundo escreve a Inforpress, por outro lado, adiantou que a justiça cabo-verdiana, “achando por bem”, poderá ouvir as pessoas que estão envolvidas neste caso para explicar todos os meandros da deslocação”, apontou Filomena Delgado, acusando o PAICV de estar a “introduzir a política neste domínio”.
“A Procuradoria-Geral da República deverá fazer algo nesse sentido porque nós temos um gestor público e um dirigente que se deslocaram do país para trabalhar numa empresa ligada ao Alex Saab”, sugeriu.
De acordo com a mesma fonte, o Governo, acrescentou a dirigente “ventoinha”, considerou que, tendo ouvido o gestor Gil Évora, a melhor decisão foi a demissão do cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Emprofac.
“Sendo presidente do Conselho de Administração de uma empresa pública não pode, por estar de férias, estar a trabalhar para uma empresa privada”, defendeu.
Na quinta-feira, 20, a imprensa internacional escreveu que o Governo de Cabo Verde tinha enviado dois emissários a Caracas (Venezuela), Gil Évora e o ex-director-geral do Turismo, Carlos dos Anjos, com a missão de encetar contactos com o Presidente Nicolás Maduro na sequência da detenção de Alex Saab, escreve Inforpress.
No dia seguinte, sexta-feira, 21, avança a fonte, o Governo demitiu o presidente do conselho de administração da Empresa Nacional de Produtos Farmacêuticos (Emprofac), Gil Évora, alegando “violação dos deveres inerentes ao gestor público e desvio da finalidade das funções”.
Este sábado, 22, num comunicado de imprensa, Gil Évora refutou as acusações sobre essa alegada viagem à Venezuela na qualidade de emissário do Governo, admitindo que no passado mês de Junho, o colectivo de advogados de Alex Saab estabeleceu contacto com uma empresa cabo-verdiana de consultoria na área de aviação civil, refere a notícia avançada pela Inforpress.
“Não fizemos qualquer missão a mando do Governo e nem fomos emissários de quem quer que seja” garantiu Gil Évora, acrescentando que não estiveram no palácio presidencial e nem em contacto com qualquer presidente ou entidades governamentais.
Alex Saab Morán foi detido no dia 12 de Junho, na ilha do Sal, e aguarda desde o dia 16 de Julho o final do processo de extradição para os Estados Unidos da América.
A Associação Ambiental Carreta-Carreta luta há nove anos por proteger as tartarugas no município de Santa Cruz, um amor intenso pela preservação que luta contra os caçadores e falta de apoios.
Segundo escreve a Lusa, fundada há nove anos por jovens de Santa Cruz, a Associação Ambiental Carreta-Carreta desenvolve as suas atividades de proteção das tartarugas marinhas comuns na parte sul da praia de Areia Grande, junto a localidade de Achada Igreja, no interior da ilha de Santiago.
Segundo a mesma fonte, José António Cardoso,36 anos, tesoureiro da associação ambiental, disse ter orgulho de proteger as tartarugas, mas têm muito por lamentar, começando pela escassez de apoios. “O que vale é nosso amor pelo trabalho. Cada um ajuda com o pouco que tem”, afirmou.
Sem grandes ajudas governamentais, o tesoureiro disse que a associação, que protege ainda os pássaros em duas lagoas ao lado, tem batido também à porta da Câmara Municipal, mas só depois de muita insistência é que se consegue algum apoio, escreve Lusa.
“Às vezes dão-nos quando passamos muito tempo a correr atrás deles, mas têm o dever de nos ajudar antes de chegarmos neles”, considerou José António, que este ano tem outro problema para resolver, a escassez de voluntários.
O grupo conta com 16 voluntários, mas José António notou que este ano o número de novos apoiantes não chegou a 10, e três já desistiram por falta de alimentação para aguentarem os turnos de dia e de noite na extensa praia.
Além disso, avança a fonte, referiu que este ano a associação depara-se com o aumento de caçadores desta espécie protegida, e um dos motivos é a crise provocada pelo novo coronavírus.
Lusa explica que, desde 01 de junho, dia que começou a nova época de desova das tartarugas marinhas, José António indicou que a associação já recuperou três tartarugas, mas outras duas foram mortas por predadores.
“Este ano temos poucos voluntários por isso estamos com muitas dificuldades. Precisamos de mais voluntários para proteger as tartarugas”, apelou, sem tirar os olhos dos mais de 400 ninhos cercados por uma rede e marcados com pedaços de madeira na areia negra.
A legislação cabo-verdiana prevê penalizações para a captura, venda e consumo de produtos derivados de tartarugas, mas José António disse que a lei não está a ser cumprida porque ninguém é preso por apanhar a espécie.
O ativista é taxativo e exige pelo menos 10 anos de cadeia para os predadores. “Não é exagerado. Ninguém pode apanhar. Estamos aqui a fazer o nosso trabalho, com sacrifício, sem lucro, sem nada. Se pegarem tartarugas e não são punidos, o nosso trabalho fica sem valor”, sustentou, refere a notícia avançada pela Lusa.
Conforme noticia a Lusa, outro dos jovens de Santa Cruz que fundaram a associação é Gerson Furtado, 30 anos, que de dia trabalha como canalizador e eletricista, e à noite junta-se ao grupo de amigos no acampamento feito de palha, paus e madeira na praia de Areia Grande para proteger as tartarugas.
Tem sido assim, prossegue a fonte, desde a criação da associação, segundo o voluntário, que descreveu a experiência até hoje como “alegria e sucesso, lutando pela causa de amor à tartaruga e ao ambiente”.
“Mesmo com as dificuldades, estamos dispostos a fazer tudo pelas tartarugas”, assegurou o também presidente do Conselho Fiscal da Associação, que fala dos mesmos problemas do colega de missão, mas destacou o recorde de ninhos este ano, mais de 420 ninhos a meio da campanha.
Lusa explica que, cada ninho, indicou, tem entre 60 a 120 ovos, e ao fim de 45 a 50 dias, os filhotes nascem e cerca de 70% conseguem chegar ao mar, uma das derradeiras fases da proteção.
A fazer fé na mesma fonte, Gerson Furtado não consegue encontrar uma explicação para o maior número de ninhos que a associação regista em nove anos de atividade, dizendo apenas que a natureza funciona de uma forma misteriosa.
“Pode ser algum fenómeno natural que está a acontecer e que não conseguimos prever”, afirmou o voluntário, que não esconde a alegria do trabalho que faz, tendo chegado a ter noites em que conseguiu ver 20 tartarugas para desova na praia, que também são apreciadas por visitantes.
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