Crianças e adolescentes representaram 57% dos 476 doentes internados com dengue entre 2023 e 2025 no Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), a principal unidade de saúde pública de Cabo Verde, segundo um estudo divulgado no Boletim de Saúde Pública.
Quase todos os doentes (99,2%) tiveram alta após estabilização, enquanto quatro morreram.
Conforme NM que cita a Lusa, a maior concentração de internamentos ocorreu entre julho e outubro de 2024, mês em que houve um pico de hospitalizações.
A maioria dos doentes, 78,4%, residia na cidade da Praia, com maior concentração nas zonas de Achadinha, Safende e Ponta d'Água.
A febre foi o sintoma mais frequente, registada em 84,5% dos casos, seguida de náuseas ou vómitos, dores musculares e nas articulações, dores abdominais e sangramento das mucosas.
Quase todos os doentes (99,2%) tiveram alta após estabilização, enquanto quatro morreram.
Conforme a mesma fonte, o estudo recomenda o reforço do acompanhamento da doença antes e durante a época das chuvas (de julho a novembro), sobretudo nas zonas com maior número de casos.
Entre as medidas sugeridas estão também a melhoria dos registos clínicos, a identificação precoce dos doentes com maior risco, sobretudo crianças com febre, e o reforço da capacidade dos serviços de saúde nos períodos de maior procura.
A análise recomenda ainda campanhas de informação junto das comunidades e novos estudos que incluam também os casos de dengue que não chegam aos hospitais.
A mais recente epidemia de dengue em Cabo Verde começou em novembro de 2023 e prolongou-se até março de 2025, afetando sobretudo a ilha de Santiago (onde se situa a capital, Praia) e a ilha do Fogo.
No total, foram registadas cerca de 19.000 infeções e oito mortes, conclui a fonte deste jornal.
O ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, anunciou esta quinta-feira, 17, o reforço dos recursos humanos e a modernização das infra-estruturas e tecnologias do Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), na cidade da Praia.
Ao abordar a figura de Agostinho Neto, Lúcio Fernandes considerou-o uma personalidade histórica de relevo para Cabo Verde, amigo do povo cabo-verdiano e médico que exerceu a profissão no arquipélago durante o período colonial, tendo passado por diferentes ilhas.
O anúncio foi feito, segundo a Inforpress, pelo governante durante a cerimónia de comemoração do aniversário do patrono do HUAN, realizada naquela unidade hospitalar, em parceria com a Embaixada de Angola em Cabo Verde.
“O Ministério da Saúde continuará empenhado no fortalecimento desta instituição através do reforço dos recursos humanos, da modernização tecnológica da maioria das infra-estruturas e da valorização permanente dos seus profissionais”, afirmou Lúcio Fernandes.
O ministro sublinhou que o HUAN constitui a principal unidade hospitalar do país e uma instituição de referência nacional na prestação de cuidados diferenciados, formação de profissionais de saúde, investigação e inovação clínica.
Considerou ainda que “investir na saúde é investir no desenvolvimento do país e no bem-estar dos cabo-verdianos”, destacando a importância do reforço contínuo da capacidade da principal unidade hospitalar do arquipélago.
Ao abordar a figura de Agostinho Neto, Lúcio Fernandes considerou-o uma personalidade histórica de relevo para Cabo Verde, amigo do povo cabo-verdiano e médico que exerceu a profissão no arquipélago durante o período colonial, tendo passado por diferentes ilhas.
Segundo o ministro, a forte ligação histórica e afectiva entre Agostinho Neto e Cabo Verde justifica o tributo permanente do país à sua memória, perpetuada, entre outros exemplos, através do nome atribuído ao maior hospital cabo-verdiano.
Por sua vez, o embaixador de Angola em Cabo Verde, Agostinho Tavares, afirmou que o 17 de Setembro, Dia do Herói Nacional e fundador da Nação angolana, transcende as fronteiras de Angola e mantém viva a memória de António Agostinho Neto, que completaria hoje 104 anos.
O diplomata recordou a passagem de Agostinho Neto por Cabo Verde, designadamente pelas ilhas de Santiago e Santo Antão, e defendeu que o seu exemplo de humanismo e dedicação continue a inspirar os profissionais de saúde e a fortalecer os laços de amizade entre os povos de Angola e Cabo Verde.
Conforme a fonte deste jornal, a cerimónia contou com a presença do secretário de Estado da Saúde, Artur Veiga, do presidente do Conselho de Administração do HUAN, Odair Antunes de Carvalho, de dirigentes da instituição, profissionais de saúde e cidadãos angolanos.
O programa incluiu ainda a entrega, pelo embaixador de Angola, de 12 lembranças e doações aos recém-nascidos no dia 17 de Setembro, bem como a colocação de uma coroa de flores junto ao busto de Agostinho Neto.
A Câmara Municipal de São Filipe continua a receber manifestações de solidariedade de empresas, emigrantes e particulares destinadas a apoiar as famílias afetadas pelo acidente de viação ocorrido no dia 05, em Campanas de Cima.
A autarquia tem vindo a agradecer os diferentes gestos de solidariedade, sublinhando que cada contribuição, independentemente do seu valor, representa uma forma de apoio às famílias que enfrentam as consequências da tragédia.
Entre os mais recentes gestos de solidariedade destaca-se o donativo de 1.250.000 escudos entregue à edilidade pela empresa Moave, através da administradora Sónia Morais e pelo director comercial, António Caldeira Marques.
O donativo destina-se a contribuir para o apoio às vítimas e aos familiares das vítimas do acidente, que provocou 25 mortos e deixou 13 pessoas feridas.
Também o emigrante Mané Djonh e outros membros da sua família se associaram à corrente de solidariedade, através de um donativo de mais de trinta mil escudos, destinado às famílias afectadas.
Igualmente a empresa C & S Engenharia entregou à câmara de São Filipe um donativo de 200 mil escudos.
A autarquia tem vindo a agradecer os diferentes gestos de solidariedade, sublinhando que cada contribuição, independentemente do seu valor, representa uma forma de apoio às famílias que enfrentam as consequências da tragédia.
A Câmara Municipal de São Filipe reforça o agradecimento às empresas, instituições, organizações, emigrantes e particulares que têm contribuído para esta corrente de solidariedade e apoio às famílias afectadas pelo acidente.
A Câmara Municipal de São Filipe recebeu do emigrante e empresário foguense Salo Barbosa Afonseca, residente nos Estados Unidos da América, o valor de um milhão de escudos para apoiar as vítimas e os familiares afetados pelo trágico acidente de viação ocorrido em Campanas de Cima.
O valor foi arrecadado através da plataforma GoFundMe, numa iniciativa de solidariedade promovida pelo próprio, e colocado à disposição do Fundo criado para apoiar as vítimas e os seus familiares.
O acidente ocorreu no dia 05 de Setembro na estrada que liga Chã das Caldeiras a Campanas de Cima e deixou 25 mortos e 13 feridos.
O director do Centro Regional do ICGEB na China, Yili Yang, manifestou esta quinta-feira disponibilidade para transferir tecnologia biofarmacêutica para países africanos, apoiando o combate ao HPV e outras doenças.
O ICGEB desenvolve programas de formação que permitem a investigadores de países membros deslocarem-se à China durante dois a quatro meses para aprender determinadas tecnologias e, em alguns casos, levar conhecimentos e reagentes para os seus países.
A garantia foi dada durante uma visita de jornalistas africanos do programa CIPCC às instalações do Centro Internacional de Engenharia Genética e Biotecnologia (ICGEB China RRC), localizadas em Taizhou, na província de Jiangsu.
“Se algum dos vossos países estiver interessado em tecnologias contra o HPV [papilomavírus humano], podemos facilitar a transferência para ajudar a combater a doença”, afirmou Yili Yang, citando parcerias já em curso com o Zimbabwe.
O responsável ressalvou que o processo exige o engajamento dos governos africanos na verificação de padrões de qualidade e harmonização regulatória, adiantando que a expansão será feita de forma gradual, “país por país”.
Entre as oportunidades de cooperação, Yili Yang destacou a área da insulina, apontando que a produção chinesa pode reduzir o custo por injecção para cerca de 1,5 dólares, face aos cinco dólares cobrados por farmacêuticas ocidentais, nomeadamente nos Estados Unidos e na Dinamarca.
O ICGEB desenvolve programas de formação que permitem a investigadores de países membros deslocarem-se à China durante dois a quatro meses para aprender determinadas tecnologias e, em alguns casos, levar conhecimentos e reagentes para os seus países.
O centro possui igualmente programas de investigação, bolsas, reuniões e workshops, além de actividades de transferência e apoio tecnológico na área da biotecnologia.
Entre os trabalhos desenvolvidos está um método e um kit para reagentes de diagnóstico destinados a zonas rurais, que permitem o transporte à temperatura ambiente de produtos que normalmente necessitam de cadeia de frio.
O ICGEB China RRC é uma das três componentes do ICGEB, juntamente com as unidades de Trieste, em Itália, onde está localizada a sede, e de Nova Deli, na Índia, e a componente localizada na Cidade do Cabo, na África do Sul.
A unidade na China foi co-estabelecida pelo RCGEB, pelo China Biotechnology Development Center e pela China Medical City, segundo a explicação apresentada pelo director Yili Yang.
A missão do ICGEB, segundo o responsável, é promover a biotecnologia dos países desenvolvidos para países em desenvolvimento de rendimento baixo e médio, procurando utilizar a biotecnologia para responder a questões de saúde, ambiente e emprego.
As obras de restauro da Pró-catedral de Nossa Senhora, no Platô, recuperam elementos históricos e arquitetónicos do templo sem alterar a sua identidade original, com conclusão prevista para Março de 2027, segundo a engenheira responsável.
A Pró-catedral de Nossa Senhora da Graça, situada defronte da Praça Alexandre Albuquerque, integra a paróquia há mais de quatro séculos. O templo foi visitado pelo Papa João Paulo II a 25 de Janeiro de 1990, durante a sua passagem pastoral por Cabo Verde, constituindo um dos momentos de maior significado histórico e religioso associados à igreja.
Em entrevista à Inforpress, Mónica Duarte avançou que os trabalhos correspondem a um “restauro de fundo”, com intervenção em diferentes elementos do templo, cuja construção remonta ao final do século XIX, sendo que o actual edifício foi inaugurado em 1902.
Segundo a mesma fonte, a intervenção abrange estruturas e componentes que apresentavam sinais de degradação, nomeadamente madeira, portas, janelas, cobertura, sistema de som, pavimento e outros elementos interiores e exteriores.
Na parte da cobertura envolveu colocação de cerca de nove mil telhas lusa portuguesa, juntamente com uma nova estrutura em madeira de mogno, preparada para assegurar “maior durabilidade, segurança e preservação”.
Segundo Mónica Duarte, o trabalho procura recuperar a estrutura e os elementos existentes, sem descaracterizar a identidade arquitetónica da igreja.
À vista disso, a responsável exemplificou com o pavimento, elementos em madeira e os desenhos dos tectos, que estão a ser executados de acordo com padrões associados ao período de construção da igreja.
A intervenção contempla ainda o restauro de imagens e quadros, trabalho que conta com especialistas da República Checa.
Entre os profissionais envolvidos encontra-se o restaurador checo Martin Martan, responsável pelo tratamento de imagens e obras artísticas existentes na igreja.
Os materiais utilizados no restauro são provenientes do exterior, nomeadamente da República Checa, de onde chegam produtos e componentes específicos para assegurar a qualidade e fidelidade dos trabalhos.
A opção está relacionada com a necessidade de utilizar materiais adequados à recuperação dos elementos históricos da igreja.
A engenheira, que vive na República Checa há 16 anos e está há dois anos em Cabo Verde, explicou que a experiência adquirida naquele país foi determinante para a execução de uma intervenção especialização num edifício com características históricas.
A obra é realizada pela construtora Diáspora Investment de DuarGema Grupo, em articulação com uma empresa da República Checa, contando igualmente com profissionais cabo-verdianos.
A escolha dos especialistas internacionais, segundo Mónica Duarte, está relacionada com a necessidade de conhecimentos específicos na área do restauro, ao mesmo tempo que profissionais cabo-verdianos participam nos trabalhos para adquirir experiência que poderá ser aplicada futuramente em intervenções semelhantes no país.
Para Mónica Duarte, a intervenção ultrapassa a dimensão religiosa e patrimonial, devido à ligação histórica da igreja com a população da Praia.
Situada nas proximidades do Palácio da Justiça, do hospital e do mercado, a Pró-catedral integra o quotidiano de muitos habitantes, que procuram a igreja para momentos de oração e devoção a Nossa Senhora da Graça, padroeira da cidade.
Na sua perspectiva, depois do restauro, o espaço poderá também assumir maior relevância como ponto de interesse turístico da capital, pela qualidade artística e arquitetónica que se pretende recuperar.
A ligação da responsável à Pró-catedral de Nossa Senhora da Graça é também pessoal e familiar.
A engenheira contou que a igreja sempre teve um papel importante na sua vida e na da sua família, pois trata-se de um espaço com o qual se identifica desde há muito tempo.
Por isso, participar no restauro do templo representa, para si, mais do que uma responsabilidade profissional ou uma iniciativa de responsabilidade social, um compromisso pessoal com um património que considera parte da identidade da cidade da Praia e da sua população.
É neste espírito que, juntamente com a sua equipa e os especialistas envolvidos, disse estar a assumir o esforço de devolver à igreja as condições e a dignidade que entende que merece.
Embora a estimativa inicial apontava para um orçamento de 1,5 milhões de euros, até agora o custo da intervenção já se situa em aproximadamente 200 mil contos, podendo atingir, conforme disse, os 230 mil contos até à conclusão dos trabalhos.
No caso do túmulo do bispo Dom Paulino Évora, primeiro cabo-verdiano a ser ordenado bispo, falecido no dia 16 de Junho de 2019 e sepultado no interior da igreja, a intervenção incide também sobre área envolvente e os elementos existentes, com trabalhos executados sem recurso a soluções que possam comprometer a estrutura.
Durante a intervenção, a equipa tem identificado e recuperado elementos antigos ligados à história do templo, entre os quais moedas provenientes de África, mensagens, quadros e imagens de artistas de épocas anteriores.
Esses elementos serão devidamente registados no âmbito da documentação do restauro, estando prevista a criação de um pequeno espaço museológico na igreja para preservar e apresentar parte desse património.
A Pró-catedral de Nossa Senhora da Graça, situada defronte da Praça Alexandre Albuquerque, integra a paróquia há mais de quatro séculos.
O templo foi visitado pelo Papa João Paulo II a 25 de Janeiro de 1990, durante a sua passagem pastoral por Cabo Verde, constituindo um dos momentos de maior significado histórico e religioso associados à igreja.
Cinco crianças vítimas do acidente ocorrido a 05 de Setembro, no Fogo, estão na Praia, quatro para tratamento de fraturas e uma em cuidados intensivos devido a traumatismo crânio-encefálico grave, informou esta quarta-feira o ministro da Saúde.
A quinta criança apresenta um quadro clínico mais grave, com um traumatismo crânio-encefálico severo, e encontra-se internada nos cuidados intensivos.
O acidente, ocorrido na estrada entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima, envolveu um autocarro que transportava crianças e jovens e provocou 25 mortos e 13 feridos.
Lúcio Fernandes prestou estas informações à imprensa à margem de um workshop realizado na cidade da Praia e avançou que os pacientes que permaneciam internados na ilha do Fogo já tiveram alta e regressaram às suas casas, junto dos familiares.
Na cidade da Praia, quatro das crianças estão a receber tratamento devido a fraturas nos membros superiores e inferiores.
Três já foram submetidas a intervenções cirúrgicas, enquanto uma outra chegou à capital hoje para ser submetida a uma cirurgia a uma lesão numa perna.
A quinta criança apresenta um quadro clínico mais grave, com um traumatismo crânio-encefálico severo, e encontra-se internada nos cuidados intensivos.
Lúcio Miranda Fernandes assegurou que estão a ser prestados à criança todos os cuidados médicos disponíveis, estando a equipa de saúde a acompanhar a sua evolução clínica nos próximos dias.
Segundo o governante, o regresso das crianças que tiveram alta ao ambiente familiar é “importante para a sua recuperação”, permitindo-lhes retomar o convívio com os familiares e amigos e as atividades próprias da idade.
O acidente, ocorrido na estrada entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima, envolveu um autocarro que transportava crianças e jovens e provocou 25 mortos e 13 feridos.
A Semana com Inforpress
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Um homem de 45 anos ficou em prisão preventiva após ser detido pela Polícia Judiciária (PJ), em São Vicente, com mais de um quilograma de haxixe, cocaína, uma pistola e cerca de 700 mil escudos.
“Durante as buscas a PJ apreendeu 1,180 quilos de haxixe, 46,08 gramas de cocaína, 692.871 (seiscentos e noventa e dois mil, oitocentos e setenta e um escudos), uma nota 50 euros, uma nota de 50 dólares americanos, bem como uma pistola de calibre 6,35 milímetros com o respectivo carregador, entre outros objectos com interesse probatório”, especificou a nota.
De acordo com nota da PJ citada pela Inforpress, a detenção do suspeito de crime de tráfico de estupefacientes de alto risco, ocorreu durante uma operação de busca domiciliária realizada pelo Departamento de Investigação Criminal do Mindelo (DICM), através da Brigada de Investigação de Tráfico de Estupefacientes (BITE), na localidade de Ribeira Bote.
Conforme a mesma fonte, a operação foi realizada no cumprimento de um mandado de busca, revista e apreensão promovido pelo Ministério Público e emitido pelo Juízo Crime do Tribunal da Comarca de São Vicente e incidiu sobre duas residências sob responsabilidade do suspeito.
“Durante as buscas a PJ apreendeu 1,180 quilos de haxixe, 46,08 gramas de cocaína, 692.871 (seiscentos e noventa e dois mil, oitocentos e setenta e um escudos), uma nota 50 euros, uma nota de 50 dólares americanos, bem como uma pistola de calibre 6,35 milímetros com o respectivo carregador, entre outros objectos com interesse probatório”, especificou a nota.
A Cruz Vermelha de Cabo Verde prevê instalar, em 2027, um laboratório de análises clínicas no Maio, para reforçar a capacidade de diagnóstico e facilitar o acesso da população a exames.
Uma avaliação técnica já foi realizada por um engenheiro, com o objectivo de identificar as adaptações necessárias no espaço disponibilizado pelo Conselho Local, seguindo-se posteriormente o processo de certificação.
O anúncio foi feito pelo médico e coordenador do Departamento de Saúde da Cruz Vermelha, Júlio Rodrigues, no final de uma formação em primeiros socorros realizada na ilha, segundo disse a Inforpress.
Segundo o responsável, a população do Maio enfrenta limitações no acesso a exames complementares de diagnóstico, sobretudo análises clínicas, sendo muitas vezes obrigada a deslocar-se à cidade da Praia, com os custos associados.
“Um laboratório aqui vai reforçar a capacidade de resposta e melhorar o acesso a exames complementares de diagnóstico”, afirmou Júlio Rodrigues.
O responsável adiantou que a Cruz Vermelha já realizou reuniões com vários parceiros na ilha para preparar a implementação do projecto, estando também em curso a avaliação das condições do espaço que poderá acolher o laboratório.
Uma avaliação técnica já foi realizada por um engenheiro, com o objectivo de identificar as adaptações necessárias no espaço disponibilizado pelo Conselho Local, seguindo-se posteriormente o processo de certificação.
Conforme ainda a mesma fonte, Júlio Rodrigues explicou que a instalação será feita por fases, começando por um laboratório de colheita descentralizado, com técnicos da Cruz Vermelha a deslocarem-se à ilha em função do número de pessoas que necessitem do serviço.
Numa segunda fase, a organização prevê assegurar a permanência de um técnico durante períodos mais prolongados e, posteriormente, garantir a presença de um profissional de forma permanente no Maio.
O responsável admitiu ainda que, no futuro, a presença da Cruz Vermelha na ilha poderá ser reforçada com uma representação que integre serviços de enfermagem e medicina.
A Cruz Vermelha já dispõe de um laboratório de análises clínicas na cidade da Praia, que, segundo Júlio Rodrigues, tem permitido dar respostas mais rápidas à população, a custos reduzidos e com menor tempo de espera.
O Centro de Saúde Reprodutiva de Sal Rei, acolheu a quarta “Conversa Saudável”, orientada pela professora Augusta Rodrigues, organizada pelo Núcleo da Associação Cabo-verdiana de Luta contra o Cancro na Boa Vista para apoiar os pacientes oncológicos.
O evento, dedicado ao tema “7 Verdades... Presentes em qualquer desafio”, teve como objectivo levar a reflexão sobre o bem-estar mental e emocional com o apoio social aos pacientes com cancro da ilha.
Em declarações à imprensa, a enfermeira e representante do Núcleo da Associação Cabo-verdiana de Luta contra o Cancro (ACLCC) na Boa Vista, Raquel Lima, explicou que a iniciativa, desenvolvida em parceria com a oradora, tem como principal objetivo angariar fundos para auxiliar doentes em situação de vulnerabilidade, sobretudo aqueles que necessitam de ser transferidos para tratamentos fora da ilha.
A responsável frisou que a escolha dos temas visa também oferecer suporte emocional e palavras de encorajamento aos doentes e respetivas famílias, destacando a boa adesão dos munícipes às sessões.
Por sua vez, a professora e palestrante Augusta Rodrigues, de nacionalidade portuguesa, explicou que a ideia de associar as suas palestras a uma causa solidária surgiu após ter reformado a docência, como forma de retribuição à ilha que a acolheu por muitos anos.
Augusta Rodrigues destacou o impacto do equilíbrio mental, espiritual e emocional na saúde física, e afirmou que a serenidade e a tomada de consciência ajudam o próprio corpo a reagir melhor perante os desafios e os problemas de saúde.
A participante Ilza Mendes enalteceu o valor preventivo das palestras e afirmou que o espaço serve como fonte de inspiração para que a comunidade tome consciência sobre a relação entre o estilo de vida, os hábitos diários e a preservação da saúde.
A noite terminou com um momento cultural de música ao vivo e partilha entre os presentes.
A enfermeira Raquel Lima prevê que o próximo encontro seja realizado no mês de Março do próximo ano.
O contraste diário entre o desperdício alimentar e a carência económica exige sistemas de reaproveitamento em Cabo Verde, onde toneladas de produtos frescos se acumulam e correm o risco de ser descartadas diariamente nos mercados municipais.
Numa ronda pelos mercados e estabelecimentos, a Inforpress constatou que, à medida que as bancas tradicionais começam a fechar portas ao fim da tarde, o cenário repete-se com legumes murchos, fruta excessivamente madura e excedentes de produção que não resistem ao calor a serem deixados para trás.
Embora parte destes resíduos encontre destino na criação de animais ou acabe no lixo, cidadãos e observadores locais alertam que grande parte poderia ser aproveitada para mitigar a insegurança alimentar de agregados vulneráveis.
“O que sobra hoje nos mercados ou pontos de venda, se for triado a tempo, tem todas as condições de consumo e ajudaria muita gente. Se houvesse recolha regular, nós próprias dávamos com gosto”, aponta Zuzu, ‘rabidante’ no Mercado Municipal, referindo que o problema é que, no fim do dia, o que não se consegue vender acaba por se estragar rapidamente com o calor.
A problemática ganha relevo num país onde as instituições de solidariedade social debatem-se com recursos limitados, tornando o desperdício que ocorre nas feiras num paradoxo doloroso face às dificuldades económicas sentidas em muitos lares.
“Custa ver alimentos bons a irem para o lixo quando sabemos que há mães de família a passar por privações severas nos bairros periféricos”, sublinha Ângela Tavares, colaboradora de uma associação de bairro na capital, observando ao mesmo tempo que o desperdício alimentar não é apenas um problema ambiental, mas uma “ferida social” que exige pontes directas entre quem vende e quem precisa.
E do lado de quem sente as dificuldades no orçamento doméstico, a ajuda de excedentes seria um alívio precioso.
Maria da Luz, empregada doméstica, residente em Achada São Filipe, confessa que muitas vezes o dinheiro não estica até ao fim do mês e a fruta ou os legumes frescos se tornam um luxo, defendendo que, se estes alimentos pudessem chegar às famílias através de cantinas ou feiras sociais, fariam toda a diferença na “mesa de um coitado”.
Organizações como o Banco Alimentar de Cabo Verde e associações de defesa do consumidor, como a Adeco, têm vindo a alertar frequentemente para esta dupla face, sublinhando a urgência de combater a perda de alimentos e o impacto ecológico, canalizando-os de forma segura para quem mais precisa.
A anular o potencial aproveitamento está também o custo ecológico, com entendidos em matéria ambiental a lembrar que a deposição de grandes volumes de resíduos orgânicos não tratados em aterros ou lixeiras a céu aberto acelera a libertação de gases com efeito de estufa.
Neste particular, consideram que o desperdício alimentar não esgota apenas os recursos hídricos e agrícolas investidos na produção, gerando também uma sobrecarga ambiental desnecessária que os municípios combatem com dificuldade.
Para que o ciclo mude, operadores do sector e associações cívicas defendem um papel mais activo por parte das câmaras municipais e administrações de mercados, sugerindo a criação de protocolos de cooperação e incentivos para os feirantes.
“Não precisamos de estruturas complexas, mas sim de vontade política e de circuitos de recolha eficientes para que o excedente deixe de ser lixo e passe a ser solução”, sintetiza Madalena Silva, uma das comerciantes locais, sublinhando que a mudança exige acima de tudo proximidade e pragmatismo no terreno.
Assim, o sucesso de um sistema de reaproveitamento no país exige uma parceria multissectorial, unindo o poder local, as associações comunitárias e os comerciantes num esforço comum.
A ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas anunciou esta quarta-feira, no Mindelo, que o Governo vai trabalhar na possibilidade de criar uma linha de financiamento para apoiar os operadores afectados pela tempestade Erin, ocorrido em Agosto de 2025.
A ministra garantiu que o Governo pretende criar as condições necessárias para que os operadores afectados tenham acesso ao financiamento e possam retomar as suas actividades de forma sustentável.
Eveline Ramos falava à imprensa após uma visita à Fazenda de Camarão, no Calhau, cuja estrutura foi afectada pela pela passagem da tempestade.
“Hoje estivemos na Fazenda de Camarão, onde constatámos logo os desafios que se prendem com a questão do financiamento, porque também a estrutura toda foi afectada”, afirmou Eveline Ramos.
Segundo a ministra, a unidade já conseguiu recuperar 60 por cento (%) da estrutura utilizada, faltando ainda 40 % para a sua reactivação total, sendo o financiamento “um dos principais constrangimentos” para concluir os trabalhos de recuperação.
“O desafio maior prende-se com a questão do financiamento para poderem dar vazão a toda a reabilitação que tem que ser feita na estrutura, também criando condições para retomar os objectivos iniciais da Fazenda de Camarão, que é aumentar a sua produção para 150 toneladas por ano”, declarou.
Por isso reforçou a necessidade de se criar condições para a recuperação da unidade.
“Nós, a nível do Governo, vamos trabalhar nesse sentido para ver a possibilidade da criação de uma linha de financiamento para apoiar também estes operadores que foram afectados e que, depois de um ano, há necessidade de retomarem à normalidade”, concretizou.
A ministra garantiu que o Governo pretende criar as condições necessárias para que os operadores afectados tenham acesso ao financiamento e possam retomar as suas actividades de forma sustentável.
Sobre as políticas que o Governo tem direcionadas para as áreas de pesca, aquacultura e agricultura, a governante explicou que “há um trabalho a ser feito a nível de financiamento”, porque o financiamento do sector primário junto dos bancos comerciais “é considerado de alto risco”.
Por isso, informou que o Programa do Governo prevê a construção de um banco de investimento para o sector primário, levando em conta a sua sazonalidade.
“Também temos que fazer todo um trabalho a priori de participação das comunidades, dos operadores, para que este banco de investimento espelhe a vontade e a ambição dos operadores do setor das pescas”, finalizou.
A British International School Cabo Verde inicia as actividades lectivas nesta quarta-feira, 16, com 52 alunos dos três aos 11 anos, numa oferta educativa baseada no currículo internacional de Cambridge e leccionada maioritariamente em inglês.
Questionado sobre as dificuldades encontradas durante a implementação do projecto, o director apontou o abastecimento de água como o principal desafio enfrentado pela instituição.“Para uma escola é um pouco desafiante, a higiene é importante, a saúde e a segurança são importantes”, afirmou, referindo-se à irregularidade no fornecimento de água.
A instituição, de carácter privado, estabelece uma mensalidade de 300 euros para alunos cabo-verdianos, enquanto estudantes de outras nacionalidades pagam 550 euros. Na pré-escola, o valor fixado é de 250 euros.
Em declarações à Imprensa, após o acto de inauguração da escola, o director da British International School Cabo Verde, William Arthur, considerou que o currículo adoptado é utilizado em mais de dez mil escolas de 162 países, permitindo que os alunos tenham uma formação com padrões curriculares semelhantes aos de outras instituições internacionais.
“Nós usamos o Curriculum Internacional de Cambridge, não o nosso próprio currículo”, afirmou William Arthur, acrescentando que a opção permite uma maior facilidade de adaptação dos alunos caso tenham de continuar os estudos noutro país.
Cada criança terá 11 disciplinas, incluindo Matemática, Inglês e Tecnologias de Informação e Comunicação (ICT), enquanto a língua portuguesa será leccionada durante três horas semanais.
A escola recebe este ano alunos dos três aos 11 anos e prevê alargar, no próximo ano lectivo, a oferta educativa para a faixa etária dos 11 aos 15 anos.
As aulas decorrem de segunda a quinta-feira, das 08:30 às 16:00, enquanto às sextas-feiras funcionam das 08:30 às 12:00.
As actividades extracurriculares, previstas entre as 16:00 e as 17:00, terão início duas semanas depois do arranque das aulas.
Sobre a organização das turmas, a escola estabeleceu um máximo de 12 alunos para as classes dos três e quatro anos e de 16 alunos nas restantes turmas.
O corpo docente é constituído por dois a três professores cabo-verdianos, sendo os restantes recrutados no exterior, segundo o director.
A escola integra igualmente a comunidade do Conselho das Escolas Internacionais e está sujeita a padrões internacionais nas áreas do ensino, saúde e segurança.
Questionado sobre as dificuldades encontradas durante a implementação do projecto, o director apontou o abastecimento de água como o principal desafio enfrentado pela instituição.
“Para uma escola é um pouco desafiante, a higiene é importante, a saúde e a segurança são importantes”, afirmou, referindo-se à irregularidade no fornecimento de água.
William Arthur indicou que a criação da escola em Cabo Verde resulta de conversações iniciadas há alguns anos e do envolvimento da Embaixada do Reino Unido, que decidiu impulsionar a concretização do projecto.
Com o início das aulas marcado para quarta-feira, o responsável manifestou satisfação com a entrada em funcionamento da instituição e com a chegada dos primeiros alunos.
Parte dos elementos da Comissão de Inquérito ao acidente de viação ocorrido no dia 05 de Setembro chega hoje à ilha para em conjunto com os membros locais, iniciar os trabalhos de apuramento das causas da tragédia.
A resolução do Conselho de Ministros determina que todas as estruturas e serviços sob tutela do Ministério da Administração Interna prestem colaboração prioritária à comissão, devendo as autoridades de saúde, autárquicas e judiciais disponibilizar os relatórios e demais elementos necessários.
A comissão é coordenada, segundo a Inforpress, pelo director-geral dos Transportes Rodoviários e integra, entre outros, um perito forense da Polícia Judiciária, um especialista da Garantia Seguros, um representante da Estradas de Cabo Verde (ECV), um engenheiro mecânico das Forças Armadas e um jurista do Gabinete do Ministro da Administração Interna, que exerce as funções de secretário.
A nível local, participam o comandante regional da Polícia Nacional (PN), um representante do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), um representante da Associação de Municípios do Fogo e da Brava e um representante da Cruz Vermelha.
A comissão deverá apurar as condições de segurança, traçado, pavimentação, sinalização e conservação da via entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima, bem como investigar as causas imediatas e remotas do acidente.
Entre os aspectos a analisar estão ainda o estado técnico e mecânico do autocarro, histórico de manutenção e inspecções, seguros e condições de circulação, cumprimento das normas relativas ao transporte de passageiros, actuação das entidades de licenciamento e fiscalização, resposta dos serviços de emergência e as condições de habilitação legal e registo cadastral do condutor.
Conforme a mesma fonte, a resolução do Conselho de Ministros determina que todas as estruturas e serviços sob tutela do Ministério da Administração Interna prestem colaboração prioritária à comissão, devendo as autoridades de saúde, autárquicas e judiciais disponibilizar os relatórios e demais elementos necessários.
O relatório final, fundamentado nas provas recolhidas, deverá ser entregue ao ministro da Administração Interna no prazo máximo de 15 dias após a publicação da resolução e incluir recomendações concretas para prevenir tragédias semelhantes.
A comissão e o Gabinete de Crise devem ainda partilhar dados, depoimentos e relatórios técnicos, mantendo os seus membros o dever de sigilo e confidencialidade sobre os dados pessoais das vítimas e informações reservadas.
A comissão de inquérito, assim como o Gabinete de Crise, foram criados pela Resolução nº 104/2026, de 11 de Setembro e publicado no Boletim Oficial do dia 12, para proceder à averiguação cabal, técnica e rigorosa das causas, circunstâncias e eventuais responsabilidades subjacentes ao acidente, e para acompanhamento e respostas às consequências do acidente ocorrido na ilha do Fogo, respectivamente.
A comunidade guineense residente na cidade da Praia pediu esta segunda-feira, 14, às autoridades policiais e à própria embaixada, proteção contra uma onda de assaltos e tiroteios perpetrados por um grupo de jovens contra a comunidade na zona de Safende.
Mencionou que a concentração em frente a embaixada é na esperança de receberem algum apoio de quem os representa no país e fazer chegar as ocorrências às autoridades nacionais.
Concentrados em frente à Embaixada da Guiné-Bissau, um grupo de pessoas manifestou-se revoltado e indignado com os sucessivos assaltos de que a comunidade tem sido alvo.
Segundo a Inforpress, os manifestantes relataram que além de verem os seus pertences roubados correm risco de vida devido aos disparos.
Em declarações à imprensa, a jovem guineense Nair Kimbumba contou que neste final de semana houve mais uma situação do género, na zona de Safende, tendo um jovem sofrido assalto e disparos contra a sua pessoa.
“Não é primeira vez que isto acontece. A nossa comunidade tem sofrido ataques frequentes e a justiça não tem funcionado”, afirmou.
Mencionou que a concentração em frente a embaixada é na esperança de receberem algum apoio de quem os representa no país e fazer chegar as ocorrências às autoridades nacionais.
Além dos ataques físicos, relatou Nair Quimbunba que sofrem discriminação, insultos preconceituosos, são privados de estarem na rua, com ameaças de sofrerem as consequências.
“Somos pessoas e devemos receber tratamento igual, não somos animais”, disse lamentando estes casos.
Segundo Mamadu Baldé, não estão a viver com tranquilidade com sucessivos ataques e, em comparação, disse que a comunidade cabo-verdiana na Guiné-Bissau é bem tratada, algo que deveria acontecer também no país.
“Somos todos povos que lutaram para ter a liberdade, é triste presenciar esses ataques contra a nossa comunidade”, disse.
Contactado pela Inforpress, o embaixador da Guiné-Bissau em Cabo Verde, Ibraima Sanó, disse entender a revolta dos guineenses, mas considerou que também o comportamento dos mesmos não foi o mais correto, ao relatar que um grupo esteve na sua residência no fim de semana a manifestar-se e acabaram por arrebentar o portão do edifício tendo sido necessário chamar a polícia para fazer a segurança do edifício.
Quanto aos actos de violência contra a comunidade, a mesma fonte frisou que recebeu os representantes da comunidade guineense na manhã desta segunda-feira e ouviu as suas preocupações.
“Acredito que são casos isolados, situações que infelizmente acontecem em todo o lado”, apontou, e que devem estar sob alçada da polícia.
Ainda sobre os casos de assaltos e disparos relatados por esta comunidade emigrada, a Inforpress entrou em contacto com a Polícia Nacional para mais esclarecimentos mas sem sucesso no momento.
Uma quinta vítima do acidente de viação ocorrido a 05 de Setembro, no trajecto Chã das Caldeiras/Campanas de Cima, é transferida hoje para o Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia, para acompanhamento especializado em ortopedia.
Com a saída dos sete pacientes, prevista para hoje, não ficará nenhuma vítima do acidente internada no Hospital Regional São Francisco de Assis nem no espaço anexo, permanecendo apenas os cinco pacientes transferidos para o Hospital Agostinho Neto, na Praia.
A vítima apresenta trauma na perna esquerda e necessita de acompanhamento de um ortopedista, elevando para cinco o número de pessoas transferidas e hospitalizadas na cidade da Praia na sequência do acidente.
Em contrapartida, sete vítimas recebem hoje alta hospitalar e regressam às suas comunidades, depois de terem permanecido sob cuidados médicos no Hospital Regional São Francisco de Assis e no espaço anexo criado para acolher os feridos.
O director clínico do Hospital Regional São Francisco de Assis, Dionísio Semedo, explicou que alguns dos sete pacientes já tinham recebido alta desde o final de semana, mas permaneciam no espaço anexo do hospital, enquanto outros ainda se encontravam internados nas enfermarias.
Com a saída dos sete pacientes, prevista para hoje, não ficará nenhuma vítima do acidente internada no Hospital Regional São Francisco de Assis nem no espaço anexo, permanecendo apenas os cinco pacientes transferidos para o Hospital Agostinho Neto, na Praia.
Dionísio Semedo acrescentou que com os pacientes que recebem alta hoje eleva-se para oito, incluindo a criança de seis anos que recebeu alta no dia seguinte à tragédia.
O acidente ocorreu no dia 05 de Setembro, quando um autocarro que transportava um grupo de passageiros, incluindo estudantes, se despistou no percurso entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima, provocando 25 vítimas mortais e 13 feridos.
A Câmara Municipal do sal inaugura estater-feira ,15 de setembro, às 16h00,o jardim infantil Municipal Abelhinha, situado na localidade de Ribeira Funda, na cidade de Espargos.A nova infraestrutura educativa e social tem capacidade para acolher 100 crianças e surge no âmbito do programa conjunto “Promover o Desenvolvimento Local em Cabo Verde”, cofinanciado pelo grão-ducado do Luxemburgo e implementado pelo PNUD e ONU-Habiat.A cerimónia, entregada nas festividades do Município do sal 2026,será presidida pelo líder da autarquia, Julio Lopes.
Conforme a nota enviada ao asemanaonline,a ilha do Sal ganha esta terça-feira um importante reforço na rede de apoio a infância e a educação pré-escolar com abertura oficial do jardim infantil Municipal Abelhinha. O projeto nasce para dar reposta direta as necessidades diagnosticadas na zona de Ribeira Funda, uma localidade que regista pelo menos 26 crianças em idade pré-escolar, 55 mulheres chefes de agregados familiares e cerca de 484 famílias residentes, além de uma crescente evolução populacional nas áreas circundantes.
Com instalações preparadas para acolher até uma centena de crianças, o novo espaço foi desenhado para garantir condições de segurança, bem-estar e desenvolvimento pedagógico adequado. O investimento assume-se também como um pilar de sustentabilidade e apoio social para as famílias locais, facilitando a inserção e permanência dos encarregados de educação particularmente das mulheres chefes de família no mercado de trabalho.
Segundo a mesma fonte, a obra resulta de uma cooperação multilateralizada sob o Programa Conjunto “Promover o Desenvolvimento Local em Cabo Verde”. Esta iniciativa é liderada pelo Governo central, conta com o financiamento do Grão-Ducado do Luxemburgo e é executada no terreno pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela ONU-Habitat, em estreita parceria com as autarquias locais.
O ato inaugural, agendado para o final da tarde desta terça-feira, insere-se no calendário oficial das Festividades do Município do Sal 2026, que este mês promove um cartaz diversificado de atividades focadas no desenvolvimento local e na participação comunitária. Para além da intervenção do Presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, o evento contará com a presença de representantes diplomáticos e das entidades parceiras do projeto.
O Papa Leão XIV revogou hoje as medidas de contenção de despesas adotadas em 2021 devido à pandemia de covid-19, que incluíam reduções nos salários dos cardeais e de outros altos funcionários do Vaticano.
Francisco determinou em 2021 uma redução de 10% nos salários dos cardeais, de 8% nas remunerações dos chefes e secretários dos dicastérios e de 3% nos vencimentos dos clérigos e religiosos.
Num documento divulgado hoje pelo Vaticano, Leão XIV considera ultrapassadas as medidas adotadas pelo seu antecessor, Francisco, em março de 2021 para responder ao "desafio excecional da pandemia".
O Papa manifesta "a certeza de que as instituições da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano continuarão, através de diversos instrumentos, no seu compromisso de garantir a sustentabilidade económica".
Francisco determinou em 2021 uma redução de 10% nos salários dos cardeais, de 8% nas remunerações dos chefes e secretários dos dicastérios e de 3% nos vencimentos dos clérigos e religiosos.
Foram igualmente suspensos, até 2023, os aumentos salariais por tempo de serviço para todos os funcionários a partir do nível quatro da escala hierárquica.
As medidas foram então justificadas pelo "défice que há vários anos marca a gestão económica da Santa Sé" e, sobretudo, pelas consequências da pandemia, que "afetou negativamente todas as fontes de receita da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano".
A decisão de Leão XIV surge num contexto de melhoria das contas do Vaticano.
Segundo os últimos dados divulgados, relativos a 2024, a Santa Sé registou um excedente de 1,6 milhões de euros, depois de um défice de 51,2 milhões em 2023, uma evolução explicada sobretudo pelo aumento dos donativos e por melhores resultados financeiros.
O défice estrutural, que exclui os resultados financeiros, também diminuiu quase 50%, passando de 83,5 milhões de euros em 2023 para 44,4 milhões em 2024.
A Secretaria da Economia do Vaticano considerou que os resultados mostram uma tendência positiva nas contas da Santa Sé, embora tenha advertido que "a plena sustentabilidade financeira é um objetivo a longo prazo", uma vez que uma parte significativa da melhoria resultou do aumento dos donativos.
Uma mulher de nacionalidade guineense ficou a aguardar os ulteriores trâmites processuais em prisão preventiva, após ter sido detida no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, no Sal, na posse de 2.673 gramas de cocaína, informou hoje a Polícia Judiciária.
A suspeita, que desembarcava de um voo proveniente de Dakar, Senegal, trazia a substância estupefaciente distribuída por nove embrulhos de plástico, estrategicamente ocultados na sua bagagem e no interior dos sapatos que transportava.
Segundo a polícia científica citada pela Inforpress, a detenção ocorreu na tarde de sexta-feira, 11, numa operação realizada pela Brigada de Investigação do Crime de Tráfico de Estupefacientes (BICTE), afecta ao Departamento de Investigação Criminal do Sal (DICS).
A suspeita, que desembarcava de um voo proveniente de Dakar, Senegal, trazia a substância estupefaciente distribuída por nove embrulhos de plástico, estrategicamente ocultados na sua bagagem e no interior dos sapatos que transportava.
Além da cocaína, a polícia científica apreendeu um telemóvel, 929,5 euros e outros objectos considerados relevantes para o prosseguimento das investigações.
Fortemente indiciada da prática do crime de tráfico internacional de estupefacientes, a detida foi apresentada este sábado, 12 de Setembro, às autoridades judiciárias para o primeiro interrogatório judicial.
Presente este sábado, 12, ao Tribunal da Comarca do Sal para o primeiro interrogatório judicial de arguido detido, sob a acusação de tráfico internacional de estupefacientes, foi-lhe aplicada como medida de coacção a prisão preventiva, tendo recolhido à Cadeia Central do Sal.
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