Em declarações à Inforpress, Jorge Maurício disse que ainda é cedo para uma avaliação mais aprofundada, uma vez que o programa do Governo e a composição do novo executivo ainda não foram apresentados.
“Depois da apresentação do programa do Governo e da orgânica governamental teremos condições para fazer uma análise mais profunda”, afirmou.
Apesar disso, destacou as expectativas do empresariado relativamente ao próximo ciclo governativo, sublinhando que os operadores económicos esperam continuar a ver o país avançar em desenvolvimento económico.
“O que os empresários esperam é que Cabo Verde continue sempre a avançar, que o sector privado seja ouvido e tido em consideração”, declarou.
Segundo a mesma fonte, o responsável defendeu ainda a continuação do processo de desburocratização da máquina administrativa do Estado e alertou para os efeitos da centralização digital, que, segundo disse, “acaba por reproduzir os mesmos entraves da burocracia tradicional”.
“Os empresários esperam menos burocracia e menos centralização. Temos assistido a uma centralização pela via digital que, no fundo, torna-se igual à burocracia física”, considerou.
Jorge Maurício acrescentou que os empresários não fazem política, mas necessitam de condições favoráveis para investir, criar empregos e gerar rendimentos.
Segundo o presidente da Câmara de Comércio do Barlavento, é fundamental garantir um ambiente de negócios assente na segurança jurídica, na paz social e na atracção de investimentos externos.
Conforme ainda a fonte deste jornal, o responsável manifestou ainda o desejo de que Cabo Verde continue a ser visto como um destino seguro para investimentos e turismo, contribuindo para o desenvolvimento económico do País.

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