O Governo do Senegal manifestou esta sexta-feira, 09 de Outubro, "grande preocupação" com os riscos de adiamento das eleições gerais na Guiné-Bissau, inicialmente marcadas para 06 de Dezembro.
Na qualidade de mediador da crise política na Guiné-Bissau, o Senegal assegura que continuará a articular esforços em estreita concertação com os Estados-membros e parceiros, no respeito pela soberania guineense e pelas aspirações democráticas do seu povo.
A posição do executivo de Dacar foi veiculada através de um comunicado emitido pelo Ministério da Integração Africana, dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses do Exterior.
No documento, Dacar afirma ter tomado nota dos constrangimentos de ordem jurídica, técnica e institucional apontados pelo primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, corroborados pela Comissão Nacional de Eleições, os quais são susceptíveis de comprometer o calendário eleitoral.
Para o Governo do Senegal, qualquer alteração no calendário deve resultar de uma abordagem consensual, inclusiva e transparente, acompanhada de garantias claras quanto à conclusão da transição nos melhores prazos.
O executivo senegalês, país que assume actualmente a presidência em exercício da CEDEAO, apela ao levantamento urgente das restrições às actividades políticas e civis, por forma a instaurar um clima de confiança indispensável à credibilidade do processo.
Na qualidade de mediador da crise política na Guiné-Bissau, o Senegal assegura que continuará a articular esforços em estreita concertação com os Estados-membros e parceiros, no respeito pela soberania guineense e pelas aspirações democráticas do seu povo.
A Semanacom RFI Africa

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