A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) manifestou preocupação com a possibilidade de adiamento das eleições legislativas e presidenciais na Guiné-Bissau, inicialmente marcadas para 6 de Dezembro deste ano pelo Alto Comando Militar, que protagonizou o golpe de Estado em Novembro de 2025.
A Comissão da CEDEAO manifestou a sua preocupação com um eventual adiamento das eleições legislativas e presidenciais previstas para Dezembro, instando o Alto Comando Militar a promover consultas amplas, transparentes e inclusivas sobre o calendário eleitoral, de acordo com um comunicado emitido em Abuja, na Nigéria.
Deacordo com a RFI,o apelo surge depois de o Governo de transição e a Comissão Nacional de Eleições terem apontado a falta de condições técnicas, jurídicas e operacionais para a realização das eleições gerais.
Em causa estão o incumprimento de prazos legais, nomeadamente para a apresentação de candidaturas ao Supremo Tribunal de Justiça, bem como a caducidade dos órgãos de vários partidos políticos.
Em comunicados separados, alguns dos principais partidos políticos da Guiné-Bissau, nomeadamente o MADEM-G15, a APU-PDGB e o PTG, apelaram ao Alto Comando Militar para que adie as eleições e prolongue o período de transição por, pelo menos, mais dois anos.
Os mesmos partidos defendem ainda a formação de um Governo de Unidade Nacional para preparar o processo eleitoral.
Entretanto, o Senegal, na qualidade de mediador da CEDEAO para a crise guineense, exortou as autoridades de transição a levantarem as restrições às actividades políticas e civis. O país sublinhou igualmente que qualquer alteração do calendário eleitoral deverá resultar de um diálogo inclusivo e transparente.

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