Uma operação conjunta da IGAE e da Polícia Nacional identificou terça-feira, na Ribeira Grande de Santiago, uma unidade a produzir aguardente fora do período legal, com selos violados e recurso a açúcar refinado, foi hoje anunciado.
Para a IGAE, segundo avançou a mesma fonte, esta prática contribui para a desvalorização do grogue genuíno, produzido a partir de cana-de-açúcar em condições legalmente previstas.
Em publicação na sua página oficial, e citado pela Inforpress, a Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE) informou que o alambique em causa tinha os selos de encerramento violados para permitir a destilação de calda extraída de cana-de-açúcar verde, ainda em fase de maturação.
A autoridade reguladora explicou que a utilização de cana-de-açúcar verde implica a adição de açúcar refinado para o adoçamento da calda, resultando na produção de aguardente de fabrico proibido, posteriormente comercializada como grogue.
Para a IGAE, segundo avançou a mesma fonte, esta prática contribui para a desvalorização do grogue genuíno, produzido a partir de cana-de-açúcar em condições legalmente previstas.
A unidade fabril fica sujeita a um processo de contraordenação, arriscando uma coima que pode atingir um milhão de escudos e o encerramento do espaço pelo período de dois anos. Os produtos colocados no mercado poderão também ser retirados de circulação.
A IGAE reforça que continuará a actuar na defesa da economia nacional e da saúde pública.

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