A desnutrição aguda e o atraso de crescimento em menores de 5 anos agravaram-se em Cabo Verde depois de 2015, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) do arquipélago.
O relatório estatístico dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) indica que desnutrição aguda subiu de 3% para 5,9% entre 2015 e 2019, recuando depois para 4% em 2024.
No subgrupo das crianças maiores de 2 anos e menores de 5 anos houve “uma clara degradação do indicador” de 2,7% para 4,6% entre 2015 e 2024, com picos que chegaram a 8,1% em 2022, revela SaúdeMais que cita a Lusa.
Os ODS preveem reduzir e eliminar o atraso de crescimento infantil, em alinhamento com as metas internacionais de nutrição.
A prevalência de atraso de crescimento entre crianças com menos de 5 anos em Cabo Verde situou-se em 12,6% em 2024, acima dos 11,8% registados em 2015.
Na avaliação sobre o cumprimento das metas de 2030, o relatório conclui que, entre 2009 e 2024, “não houve nenhum progresso” na redução da taxa de atraso de crescimento infantil.
Conforme a mesma fonte, os dados fazem parte do sétimo relatório estatístico sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pelas Nações Unidas e tratado pelo Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde (INECV).
A fazer fé no relatório, que “apresenta um retrato atualizado” da posição de Cabo Verde quanto à implementação dos ODS, a proporção de população a viver abaixo da linha de pobreza internacional diminuiu de 4,6% em 2015 para 2,3% em 2022.
Os ODS são 169 medidas, agrupadas em 17 grandes objetivos (da área social, ambiental, económica ou institucional) escolhidos pela Organização das Nações Unidas que propôs como meta implementá-los até 2030.
Erradicação da pobreza, “fome zero” e garantir boa saúde e bem-estar para todos são os três primeiros grandes objetivos da lista, refere a fonte deste jornal.

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