terça-feira, 13 outubro 2026

S Social

Sindicato entrega reivindicações e coloca serviços administrativos no centro das suas preocupações

O presidente do SIACSA classificou  esta segunda-feira o encontro que manteve com a ministra da Família, Desenvolvimento Social e Trabalho de extraordinário por conseguir transmitir um conjunto de reivindicações e preocupações relativamente aos serviços da Administração Pública.

 

O presidente do Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio e Serviços Afins (SIACSA), Gilberto Lima, que falava à imprensa, afirmou que, devido à rapidez da saída do Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR), muitos serviços foram injustiçados. 

Destacou, em particular, a enfermagem, a justiça e as câmaras municipais, que ficaram sem ver concretizados os seus PCFR.

Segundo Gilberto Lima, durante o encontro, teve o cuidado de falar com a ministra no sentido de acelerar o processo, sendo que o novo Governo, conforme assegurou, pode resolver o problema por se tratar de uma questão “meramente social”.

“Também abordámos o diálogo tripartido, no qual afirmamos que em Cabo Verde algo falhou em termos de diálogo social. Isto porque a entidade empregadora fecha as negociações sem comunicar nem falar com os sindicatos, pelo que os trabalhadores ficam prejudicados nos seus direitos”, disse.

O dirigente sindical afirmou ainda, a nível da concertação social, que esta deveria ser mais alargada, com a introdução de uma concertação económica e social onde entrassem a religião, associações sociais e outros.

Isto porque, sublinhou, na concertação social quem acaba por vencer os debates são sempre o Governo e os patrões, enquanto os sindicatos nunca são “tidos nem achados”, pois quem participa são as duas centrais sindicais, que não têm a verdadeira noção dos problemas dos sindicatos que representam os trabalhadores.

Apontou os problemas dos guardas prisionais, que ainda esperam por uma resolução relacionada com o seu enquadramento dentro do PCFR e que deve ser pago pelo ministério. 

A mesma situação, segundo disse, passa-se com o corpo de bombeiros.

Gilberto Lima assegurou igualmente que, na conversa com a ministra, foi trazido à tona o problema do INPS, que se depara “com dívidas enormes” da entidade empregadora, o que pode prejudicar os trabalhadores.

“As pendências na ilha da Boa Vista foram também analisadas, com denúncias sobre a não existência de uma Direção de Trabalho e de um inspetor de trabalho. Na ilha existe apenas uma delegada”, acrescentou, sublinhando que a ministra prometeu resolver o problema o “mais rápido possível”.

O salário mínimo e uma maior segurança no trabalho no setor civil foram outros problemas apontados pelo SIACSA durante o encontro com a governante, em que foi também abordada a questão do desemprego, cuja taxa ronda os 6,8%, e a da taxa de inflação, que se situa, de acordo com dados segundo que lhe foram disponibilizados, em 1,8 por cento.

Apesar das críticas, Gilberto Lima disse esperar que o diálogo institucional prevaleça, sublinhando que as reivindicações apresentadas devem ser resolvidas.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
6 dias atrás

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jcf
7 dias atrás

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joão do rosário
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