quinta-feira, 15 outubro 2026

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Dúvidas sobre funcionamento das eleições pode influenciar participação cívica - sociólogo

Durante o período de campanha eleitoral, a Inforpress constatou no terreno que alguns cidadãos nem sempre têm total entendimento sobre o que está em causa nas eleições legislativas, havendo casos de confusão na distinção das eleições legislativas, presidenciais e autárquicas.

Em várias zonas dos municípios de Santiago Norte, alguns dos cidadãos ouvidos referiram que acompanham o processo eleitoral, conhecem os partidos e os candidatos, mas que nem sempre entendem bem como funcionam os órgãos políticos do país e as suas funções.

Edna Silva afirmou que nem sempre é simples distinguir o objectivo de cada eleição.

“Sabemos que temos de votar e acompanhamos as campanhas, mas nem sempre fica claro o que cada eleição decide”, disse.

Também Patrick Vaz considerou que entre os jovens existe interesse pela política, sobretudo em períodos eleitorais, embora persistam algumas dúvidas sobre o papel das instituições.

“Seguimos muito as redes sociais e as campanhas, mas o funcionamento da Assembleia Nacional e o papel dos deputados nem sempre é bem entendido”, referiu.

Outros cidadãos ouvidos apontaram ainda que, apesar de participarem nas eleições, nem sempre conseguem distinguir com precisão as funções dos diferentes órgãos de soberania, defendendo maior informação ao longo do ano e não apenas durante as campanhas eleitorais.

Diante desse cenário, a Inforpress conversou com o sociólogo Henrique Varela que destacou que o voto deve ser entendido como um instrumento de representação, através do qual o eleitor confere legitimidade a quem o vai representar na Assembleia Nacional, sublinhando que este acto exige algum nível de informação e consciência cívica.

Segundo afirmou, embora exista participação eleitoral, nem sempre há uma distinção clara entre os diferentes tipos de eleições, o que pode contribuir para diferentes níveis de compreensão do sistema político e da forma como são tomadas as decisões.

Henrique Varela acrescentou que a abstenção registada em actos eleitorais recentes pode também reflectir algum distanciamento de parte dos eleitores em relação ao processo político, associado a factores como desinteresse, desconfiança ou falta de informação.

Henrique Varela defendeu que a literacia política deve ser trabalhada de forma contínua, incluindo nas escolas e em espaços de debate público, de modo a aproximar os cidadãos das instituições democráticas e reforçar o conhecimento sobre o funcionamento do sistema político.

O sociólogo sublinhou ainda que a participação cívica não deve limitar-se ao acto de votar, mas ser acompanhada de maior informação e conhecimento sobre o papel dos órgãos eleitos e o impacto das decisões políticas no quotidiano dos cidadãos.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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