O presidente do Movimento para a Democracia (MpD), Paulo Veiga, assumiu hoje o compromisso de reforçar a democracia interna, devolver poder às estruturas concelhias, valorizar os militantes e abrir espaço a novas lideranças no partido.
No seu discurso, Paulo Veiga acusou ainda o Governo de revelar, nas primeiras decisões, “uma distância preocupante” entre a promessa eleitoral de um “Cabo Verde para todos” e as prioridades das políticas públicas, garantindo que o partido exercerá uma oposição responsável e exigirá respostas para as dificuldades das famílias.
Paulo Veiga assumiu esse compromisso no encerramento da XIV Convenção Nacional do MpD, que decorreu de 09 até este domingo, 11 de Outubro, na cidade da Praia, e que teve na agenda, entre outros pontos, a revisão dos estatutos e a eleição órgãos nacionais(ver Últimas Noticias neste jornal), nomeadamente a Comissão Política, integrada por cerca de 20 membros e Direção Nacional liderada por Lúcia Passos.
“A renovação do MPD exige também uma organização mais forte, mais participativa e capaz de aproveitar o talento (…). É nesse sentido que anuncio que a Comissão Política Nacional irá criar gabinetes de apoio, gabinetes de estrutura, uma escola de formação política chamada José Filomeno Monteiro e funções de secretários executivos adjuntos”, declarou segundo a Inforpress.
Para esse líder, assim será possível alargar espaço de participação e reforçar a capacidade de intervenção do partido, que pretende ser um MpD onde haja lugar para todos os que desejam contribuir.
“Hoje não estamos a encerrar a nossa convenção. Estamos a começar um novo ciclo para Cabo Verde”, afirmou, defendendo um MpD mais próximo das comunidades e focado na apresentação de soluções para os desafios nacionais.
No seu discurso, Paulo Veiga acusou ainda o Governo de revelar, nas primeiras decisões, “uma distância preocupante” entre a promessa eleitoral de um “Cabo Verde para todos” e as prioridades das políticas públicas, garantindo que o partido exercerá uma oposição responsável e exigirá respostas para as dificuldades das famílias.
No encerramento da XIV Convenção Nacional, que oficializou a sua eleição como oitavo presidente do MpD, Paulo Veiga apontou o aumento dos combustíveis e as opções previstas nas directrizes do Orçamento do Estado para 2027 como sinais que, no seu entender, exigem esclarecimentos do Executivo.
Conforme a fonte deste jornal, o dirigente reconheceu as medidas anunciadas para limitar o aumento do gás butano, mas considerou insuficiente a resposta perante o impacto do custo de vida, defendendo apoios às famílias vulneráveis, aos transportes públicos e a proteção dos bens essenciais.
Sobre as perspectivas orçamentais, alertou para a subida das despesas com pessoal, de 25,4 mil milhões de escudos, em 2025, para 36,5 mil milhões em 2027, enquanto o investimento público deverá baixar de 13,2 para 8,3 mil milhões de escudos.
Para o presidente do MpD, esta evolução levanta questões sobre a eficiência do Estado e a capacidade de financiar áreas estratégicas, como a sustentabilidade energética, a transformação digital e a agricultura.
O líder garantiu, contudo, que o MpD não deseja o fracasso do Governo, por considerar que, segundo a fonte deste jornal, as consequências seriam suportadas pelos cidadãos e prometeu fiscalizar as decisões do Executivo, exigir transparência na utilização dos recursos públicos e apoiar medidas que sirvam o interesse nacional.

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