terça-feira, 13 outubro 2026

Consórcio operado pela Galp anuncia primeira perfuração no poço Jaca no offshore são-tomense

O consórcio petrolífero de exploração do poço Jaca no Bloco 6 no offshore são-tomense anunciou na passada sexta-feira a perfuração do poço Jaca-1 para recolha de amostras de rochas e fluídos, que irão agora para análise.

Segundo escreve Lusa, o Jaca-1 é o primeiro poço exploratório da Zona Económica Exclusiva de São Tomé e Príncipe (STP) e a perfuração atingiu os 5.638 metros TVD (True Vertical Depth), anunciou o consórcio, constituído pela Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (10%); Galp (45%, operador) e Shell STP (45%).

O Jaca está localizado a cerca de 135 quilómetros da ilha de São Tomé e a cerca de 130 quilómetros da ilha do Príncipe.

Com a conclusão da operação o poço foi “devidamente selado” e o consórcio divulgará informação sobre os resultados laboratoriais quando estes ficarem concluídos e entregues às empresas operadoras e à ANP-STP.

Em abril, foi iniciada esta primeira perfuração petrolífera, com o navio-sonda Maersk Voyager, que conduz a operação.

"O início da perfuração de exploração do poço Jaca marca uma etapa importante porque permitirá, pela primeira vez, a recolha de informação mais precisa sobre a nossa ZEE”, referiu Luiz Gamboa, diretor da ANP-STP, no início dos trabalhos.

Em dezembro do ano passado, conforme Lusa, a ANP-STP e os representantes da Shell e da Galp promoveram uma ronda de apresentações aos titulares dos órgãos de soberania e aos poderes locais, regional e à sociedade civil são-tomense, no sentido de partilhar as informações sobre este projeto, que, segundo o antigo diretor da ANP-STP, Olegário Tiny, é aguardado "com expetativa" pelos são-tomenses há mais de 20 anos, cita a mesma fonte.

Na altura, Olegário Tiny esclareceu que do ponto de vista financeiro o início da perfuração não traduz "nenhum impacto imediato direto" na economia do país, mas, "do ponto de vista de conhecimento geológico da área, este primeiro furo pode ter uma importância muito grande".

"Cria uma expetativa, não só em relação à população e às autoridades, mas em relação a todos os parceiros que estão na zona", disse o ex-diretor da ANP-STP, referindo que "está toda gente à espera".

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Comentários

joão do rosário
6 dias atrás

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jcf
8 dias atrás

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joão do rosário
10 dias atrás

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