Lela Guerrilheiro integrou o núcleo que fundou as Forças Armadas de Cabo Verde, tendo sido, em 2014, homenageado pelo então Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca.
Lela Guerrilheiro, que padecia de doença prolongada, morreu quarta-feira, por volta das 20:00, mas os familiares avançaram com a informação hoje, através do filho Abílio Gomes, que adiantou que o funeral vai ser no domingo, com honras militares, no cemitério da cidade do Porto Novo.
Este combatente da liberdade é natural da Ribeira Grande de Santo Antão, mais concretamente da Ribeira da Torre, mas nos últimos quatro anos viveu na cidade do Porto Novo, avançou a mesma fonte.
Lela Guerrilheiro integrou o núcleo que fundou as Forças Armadas de Cabo Verde, tendo sido, em 2014, homenageado pelo então Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca.
Numa entrevista à Inforpress, em 2021, Lela Guerrilheiro disse que foi para a luta armada em 1968.
“No final de 1968, no dia 29 de Dezembro, já estava na frente de guerra, na Guiné-Bissau, e lá continuámos até ao dia 25 de Abril. Largamos tudo e fomos para a frente de luta, mas, antes disso, fomos à Argélia onde recebemos preparação militar. Depois fomos à Cuba com o mesmo propósito e, por fim, em 1968 passamos pela ex-União Soviética”, lembrou Lela Guerrilheiro.
A Semana com Inforpress

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