sexta-feira, 16 outubro 2026

Detido "assassino em série psicopata" suspeito de matar 42 mulheres

 

"Infelizmente, e muito tristemente, o suspeito afirmou que a sua primeira vítima foi a sua mulher (...), a qual estrangulou, antes de desmembrar o seu corpo e o depositar" na lixeira, disse Amin Mohamed.

Collins Jumaisi Khalusha, 33 anos, que foi detido em Nairobi durante a manhã, "confessou ter atraído, matado e eliminado 42 corpos de mulheres na lixeira", declarou o chefe do Departamento de Investigação Criminal, Amin Mohammed, numa conferência de imprensa.

 

Segundo Amin Mohamed, o alegado homicida foi detido à porta de um estabelecimento "onde se tinha deslocado para assistir à final do campeonato europeu de futebol" entre Espanha e Inglaterra, no domingo à noite.

"Estamos perante um assassino em série, um assassino em série psicopata que não tem qualquer respeito pela vida humana", acrescentou o chefe do Departamento de Investigação Criminal.

Durante as buscas efetuadas na casa do suspeito foi encontrado um machete que as autoridades suspeitam "ter sido utilizado para desmembrar as vítimas", continuou Jumaisi Khalusha, que descreve Collins como um "vampiro".

"Infelizmente, e muito tristemente, o suspeito afirmou que a sua primeira vítima foi a sua mulher (...), a qual estrangulou, antes de desmembrar o seu corpo e o depositar" na lixeira, disse Amin Mohamed.

De acordo com os primeiros interrogatórios, todas as vítimas foram mortas "da mesma maneira", acrescentou.

A polícia indicou que os assassínios ocorreram entre 2022 e 11 de julho de 2024.

Além disso, "um segundo suspeito (...) foi detido com o telemóvel de uma das vítimas", disse Amin Mohamed, sem dar mais pormenores.

De acordo com as autoridades, nove corpos, incluindo pelo menos oito mulheres, foram encontrados até agora na lixeira entre o início das buscas, na sexta-feira, e domingo. As vítimas tinham entre 18 e 30 anos, no caso dos primeiros oito corpos encontrados.

A polícia tinha sido fortemente criticada depois de os primeiros corpos terem sido encontrados nesta lixeira situada a menos de 100 metros de uma esquadra de polícia.

O chefe interino da polícia nacional, Douglas Kanja, comprometeu-se no domingo a efetuar "investigações transparentes, exaustivas e rápidas", sublinhando que os polícias da esquadra situada a menos de 100 metros da lixeira tinham sido transferidos para outro local.

Na sexta-feira, a Autoridade Independente de Supervisão da Polícia (IPOA) anunciou que estava a investigar o possível envolvimento da polícia nos assassínios.

Este caso surge numa altura em que as forças de segurança quenianas estão sob pressão após dezenas de pessoas terem sido mortas em junho durante as recentes manifestações contra os planos do Governo para aumentar os impostos.

No Quénia, a polícia é temida e regularmente acusada de assassínios e execuções extrajudiciais, sobretudo nos bairros pobres, mas os seus elementos raramente são condenados.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
13 dias atrás

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