sexta-feira, 16 outubro 2026

Hamas propõe um Governo palestiniano independente no pós-guerra

"Propusemos que um governo apartidário com competência nacional governasse Gaza e a Cisjordânia depois da guerra", disse num comunicado Hossam Badran, membro do braço político do movimento palestiniano, sobre as negociações indiretas em curso entre Israel e o Hamas sob a mediação do Qatar, do Egito e dos Estados Unidos.

 

"A administração de Gaza depois da guerra é um assunto interno palestiniano que não deve sofrer qualquer interferência externa, e não discutiremos (o pós-guerra) em Gaza com qualquer parte estrangeira", acrescentou Badran.

No entanto, um líder do Hamas declarou à agência de notícias AFP, sob condição de anonimato, que a proposta deste governo apartidário tinha sido apresentada "para os mediadores".

Esse governo terá de gerir "os assuntos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia na primeira fase do período pós-guerra" e "traçar o caminho para as eleições gerais", disse a fonte.

A guerra eclodiu em 07 de outubro, após o ataque sem precedentes do Hamas em solo israelita, que resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, segundo Israel.

Das mais de 250 pessoas raptadas, 116 ainda são reféns em Gaza, 42 das quais foram declaradas mortas pelo exército israelita.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, prometeu acabar com o Hamas em retaliação ao ataque do grupo palestiniano e a campanha militar de Israel contra a Faixa de Gaza devastou o pequeno território, deixando mais de 38 mil mortos, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.

As atuais negociações, que a comunidade internacional pretende que levem ao fim da guerra, decorrem em Doha e no Cairo.

Na capital do Qatar, negoceia-se o cessar-fogo e as modalidades de libertação de reféns israelitas em troca de prisioneiros palestinianos, assim como a forma que a Faixa de Gaza deverá ser administrada após a guerra.

No Cairo, as discussões centram-se na forma de aumentar a ajuda humanitária ao território palestiniano e, em particular, as condições para a reabertura do ponto de passagem de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito, e o seu controlo.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro israelita reuniu-se com o chefe da delegação israelita que regressou de Doha, David Barnea, diretor da Mossad (serviços de informação), para fazer um balanço do andamento das conversações, segundo um comunicado oficial.

Segundo a mesma nota, uma delegação liderada pelo chefe do Shin Bet (segurança interna), Ronen Bar, iria ao Cairo na quinta-feira à noite "para dar continuidade às conversações".

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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