sábado, 17 outubro 2026

Sobe para 36 o número de mortos na Ucrânia após ataques russos que atingiram hospital pediátrico

 

A Ucrânia acordou na manhã de segunda-feira com bombardeamentos de grande intensidade em várias cidades do país. Um hospital pediátrico em Kiev foi um dos alvos que mais danos sofreu.

Ao final do dia de segunda-feira, estavam contabilizados pelo menos 36 mortos e mais de 140 pessoas feridas na vaga de ataques, informou o chefe de gabinete de Zelenskyy, Andriy Yermak.

 

Duas das vítimais mortais foram atingidas no Hospital Pediátrico de Ohmatdyt, que sofreu grandes danos devido aos bombardeamentos.

Vitaliy Klitschko, presidente da Câmara de Kiev, revelou entretanto que as duas pessoas que morreram no hospital eram adultos - um dos quais era médico. Declarou também o dia 9 de julho como dia de luto na cidade.
 

Os bombardeamentos desta segunda-feira foram os mais pesados contra Kiev em quase quatro meses, tendo sido atingidos sete dos dez distritos da cidade.

Rússia nega ataque planeado a hospital

A Rússia negou ter visado o hospital, afirmando que o edifício foi atingido por fragmentos de um míssil de defesa aérea ucraniano. Mas a Ucrânia diz ter encontrado restos de um míssil de cruzeiro russo.

" Estou grato a todos os ucranianos que começaram a publicar vídeos onde se pode ver, especificamente, não uma parte deste ou daquele míssil, mas um ataque direto de míssil que feriu e matou muitas pessoas na Ucrânia hoje", disse Zelenkskyy na Polónia, onde assinou esta segunda-feira um acordo bilateral de segurança com o primeiro-ministro Donald Tusk.

O presidente ucraniano prometeu também "dar uma resposta forte" à "agressão" russa.

Kiev instou os aliados da Ucrânia, que se reunirão numa cimeira da NATO em Washington esta semana, a tomarem rapidamente uma decisão para ajudar a reforçar as defesas aéreas do país, afirmando que os atuais sistemas são "insuficientes".

Reações aos ataques russos

Vários líderes e governos ocidentais reagiram aos ataques da Rússia.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, classificando os ataques como "hediondos", afirmou que serão tomadas decisões na cimeira da aliança militar desta semana para reforçar o apoio à Ucrânia.

Também o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os ataques, considerando-os "particularmente chocantes" de acordo com o seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal divulgou nas redes sociais uma declaração condenando os ataques russos e evocando um "crime de guerra" no bombardeamento do hospital pediátrico na capital ucraniana.

"Portugal condena firmemente os ataques russos a Kiev, que atingiram, entre outros alvos civis, o maior hospital pediátrico do país. O ataque indiscriminado a crianças é um crime de guerra. Continuaremos empenhados no apoio à Ucrânia contra a agressão russa", lê-se na declaração.

 

O chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, juntamente com o primeiro-ministro Luís Montenegro e Nuno Melo, ministro da Defesa, vão representar Portugal na cimeira da NATO que se realiza entre terça e quinta-feira em Washington.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se esta terça-feira onde debateu os ataques de Kiev.  

A Semana com Eueronews

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Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

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jcf
12 dias atrás

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joão do rosário
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