sexta-feira, 16 outubro 2026

França:Partido de Macron considera que aliança de esquerda não pode governar

 

Após as primeiras projeções das eleições legislativas francesas que dão a aliança de frente como vencedora, à frente do bloco que incluiu o partido de Macron e da extrema-direita, Stéphane Séjourné comentou que "contrariamente ao que alguns previam, o bloco central republicano moderado continua lá, continua de pé".

 

O também ministro dos Negócios Estrangeiros Séjourné agradeceu aos candidatos a deputados que perderam os seus lugares ou que "se retiraram em nome dos valores republicanos".

"Hoje, a nossa família política foi capaz de mobilizar milhões de franceses em torno de um projeto republicano, progressista, europeu e humanista. Hoje, (a aliança) Juntos participou na vitória clara dos democratas. Dezenas de milhões de franceses disseram consciente, soberana e massivamente não à extrema-direita", saudou.

As estimativas divulgada após o fecho das urnas da segunda volta das legislativas apontam uma vitória da Nova Frente Popular, com 172 e 215 deputados, enquanto o bloco de Emmanuel Macron poderá contar com 150 a 180 lugares, à frente do partido de extrema-direita, com entre 115 e 155 deputados eleitos.

Na primeira volta, em 30 de junho, o partido de extrema-direita conseguiu vencer pela primeira vez as eleições legislativas, ao obter 33,1% dos votos e quase duplicar o seu apoio desde que a França elegeu a sua Assembleia Nacional pela última vez, em 2022.

Seguiu-se a aliança de esquerda Nova Frente Popular (que junta socialistas, ecologistas e comunistas e é liderada pela França Insubmissa (LFI), partido de esquerda radical de Jean-Luc Mélenchon), com 28%.

O Ensemble (Juntos) obteve 20%.

As legislativas francesas foram convocadas por Macron, após a derrota do seu partido e a acentuada subida da União Nacional nas eleições para o Parlamento Europeu de 09 de junho. A escolha de um novo executivo deveria ocorrer apenas em 2027.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

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jcf
11 dias atrás

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joão do rosário
13 dias atrás

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