sexta-feira, 16 outubro 2026

Santa Catarina: Bombeiros iniciam greve por tempo indeterminado exigindo melhores condições de trabalho e proteção

Esta greve está a ser apoiada pelo Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Serviços (Siacsa) e o presidente explicou que resolveram apoiar esta greve por causa das pendências desde 2015.

Segundo o sindicalista, esta greve é por um tempo indeterminado e só vai terminar quando os problemas forem resolvidos, nomeadamente, o fornecimento de indumentárias, materiais de protecção e meios adequados para trabalharem.

Além disso, acrescentou mais outros pontos reivindicados, entre eles o direito à segurança a questão do salário do Comandante dos Bombeiros, o reajuste salarial desde 2022/23 com efeito retroactivo, incremento de dois mil escudos no plano de cargos, funções e remunerações, a falta de camiões, ambulâncias, um espaço físico digno, entre outros aspectos.

“A equipa camarária tem de entender que os bombeiros não são escravos. São profissionais especiais que merecem um tratamento especial”, evidenciou Gilberto Lima, acrescentando que estes profissionais fazem trabalhos que outros profissionais não fazem, e se for visto em termos de formação e regalias os direitos deles não estão a ser devidamente salvaguardados.

Lutando pelos direitos dos bombeiros, o sindicalista avançou que na Direcção-Geral do Trabalho tentaram fazer uma reconciliação, mas têm conseguido somente promessas.

Por sua vez, o comandante dos bombeiros de Santa Catarina, em Santiago, disse que a situação é “lamentável e triste” e por esse motivo reivindicam os seus direitos,  que segundo ele estão a ser ignorados pela Câmara Municipal de Santa Catarina. 

“Durante o mandato não foram capazes de oferecer um par de botas aos 20 elementos desta corporação no município”, lamentou este responsável, reforçando que têm estado a combater incêndios sem meios, sem protecção, com chinelas nos pés e acima de tudo sem uma Lei que os proteja, porque a autarquia não tem sido capaz de criar um regulamento para esses profissionais.

Este responsável disse ainda, que estão a sentir como “uma bolacha fora do pacote", sublinhando que também são filhos de Santa Catarina, relembrando que os bombeiros são para salvar vidas e, por isso, devem ter os seus direitos salvaguardados e terem melhores condições de trabalho.  

Para finalizar, deixou claro que enquanto não forem resolvidas essas situações que o Governo estipulou só prestarão serviços mínimos.  

A Semana com Inforpress 

 

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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