sexta-feira, 16 outubro 2026

NASA procura forma mais rápida e barata de trazer amostras de Marte

 A recuperação do solo e das rochas de Marte está na lista de tarefas da NASA há décadas, mas a data de concretização continua a avançar, à medida que os custos aumentam.

Uma recente análise independente estimou o custo total entre 8 mil milhões e 11 mil milhões de dólares (7,5 mil milhões e 10,3 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual), com data de chegada em 2040, cerca de uma década depois do anunciado.

O chefe da NASA, Bill Nelson, considera que a data estimada é tarde demais e está a pedir à indústria privada e aos centros da agência espacial que apresentem outras opções para renovar o projeto.

A NASA espera receber quaisquer ideias até ao final do outono.

Com a NASA a enfrentar cortes orçamentais generalizados, Bill Nelson quer evitar destruir outros projetos científicos para financiar o projeto de amostra de Marte.

"Queremos obter todas as ideias novas e frescas que pudermos", realçou, em conferência de imprensa.

O rover Perseverance da NASA já recolheu 24 amostras de núcleo em tubos desde o pouso em 2021 na cratera Jezero de Marte, um antigo delta de um rio. O objetivo são mais de 30 amostras para procurar possíveis sinais de vida antiga em Marte.

A agência espacial quer levar pelo menos algumas das amostras recolhidas para a Terra em algum momento da década de 2030, com um custo que não seja superior a 7.000 milhões de dólares (6.000 milhões de euros).

Isso exigiria uma nave que fosse a Marte para retirar os tubos e lançá-los para fora do planeta. Depois deverá encontrar-se com outra nave espacial que traria as amostras para a Terra.

A chefe da missão científica da NASA, Nicky Fox, recusou-se a especular na conferência de imprensa quando as amostras poderiam chegar à Terra, apresentando um novo programa e cronograma, ou mesmo quantas amostras poderiam ser devolvidas.

 "Nunca lançámos a partir de outro planeta, e é isso que torna o transporte de amostras de Marte uma missão tão desafiante e interessante", salientou Fox.

Os cientistas estão ansiosos por analisar amostras imaculadas de Marte nos seus próprios laboratórios, muito superiores ao tipo de testes rudimentares feitos por naves espaciais no planeta vermelho.

Serão necessários testes tão aprofundados para confirmar qualquer evidência de vida microscópica que remonta a biliões de anos, quando a água fluía no planeta, de acordo com a NASA.

As amostras ajudarão a NASA a decidir para onde irão os astronautas em Marte na década de 2040, apontou Nelson.

 

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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