sexta-feira, 16 outubro 2026

Presidente promete legislativas na Guiné-Bissau antes de junho

O Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prometeu hoje marcar novas eleições legislativas para antes da época das chuvas, que começa em junho, insistindo que as presidenciais se realizarão em novembro de 2025.

O Presidente dissolveu o parlamento em dezembro e ainda não há data concreta para novas eleições, que disse queria “que fossem em março ou em abril”, sem adiantar uma data concreta.

“Mas não é possível não organizarmos as eleições antes da época das chuvas (junho)”, afirmou, à margem de uma visita ao Mercado Central de Bissau.

O chefe de Estado descartou “juntar, em simultâneo, as eleições legislativas e presidenciais”, voltando a referir a data de novembro de 2025 para as presidenciais, contestada por aqueles que defendem que devem ocorrer no final de 2024, antes de terminar o atual mandato presidencial em fevereiro de 2025.

Sissoco Embaló disse que tem pronto o decreto para marcar a data das legislativas e que aguarda apenas que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) conclua a atualização dos cadernos eleitorais e proponha uma data.

O Presidente indicou, ainda, que está “a falar com a comunidade internacional para pedir ajuda financeira” para o novo ato eleitoral, resultado da dissolução do parlamento com maioria da coligação PAI- Terra Ranka, liderada pelo PAIGC.

Alguns dos partidos da coligação já fizeram novas alianças, assim como o partido do Presidente da República, o MADEM- G15, que se juntou à Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), do antigo primeiro-ministro Nuno Nabiam, que pediu a demissão de Conselheiro Especial do Presidente.

“Não se esqueçam que eu sou o Presidente do Madem, que tem um coordenador, mas eu é que sou o presidente do Madem de facto. Tenho uma autoridade moral no Madem, um partido que ajudei a criar”, avisou hoje Umaro Sissoco Embaló.

O Presidente da República lamentou “constatar” que o partido esteja “numa guerrilha interna”.

“Não podem imaginar a tristeza que me vai na alma nesta altura. Eu penso que qualquer problema que tivessem, a começar pelo coordenador do Madem, enquanto Presidente da República e Presidente de honra, deviam falar comigo, ou com outros veteranos do partido”, afirmou.

“Se me dissessem que o Madem, partido de Umaro Sissoco Embaló, iria chegar a este nível não ia acreditar. Constatar que o nosso maior opositor, o PAIGC, se ri de nós”, acrescentou.

O chefe de Estado comentou ainda as denúncias de ataques e ameaças aos jornalistas, respondendo que “deviam ter orgulho do Presidente da República que têm”.

“Ontem fui recebido pelo Presidente francês, falei com vários presidentes que me pediram para ir a Israel e Gaza. Têm que ter orgulho disso. No dia que deixar de ser Presidente é que vão saber qual é o valor de Umaro Sissoco Embalo”, declarou. 

A Semana com Lusa

22 de Fevereiro de 2024

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

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10 dias atrás

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