sexta-feira, 16 outubro 2026

Leão XIV pede aos migrantes que se integrem, aprendam a língua e respeitem as leis dos países de acolhimento

Também falou para os que organizam "rotas de morte" e exploram os migrantes. "Por cada vida perdida, cada família enganada, cada corpo subjugado, cada mulher ameaçada, cada trabalhador explorado, tereis de comparecer perante a justiça divina", afirmou.

"Integrar é um caminho recíproco: quem chega aprende a habitar uma nova terra, e quem acolhe aprende a abrir a sua própria casa sem diluir a sua identidade nem fechar o coração ao encontro. A vós, queridos irmãos migrantes, cabe uma parte nobre e necessária deste caminho: abrir-vos com confiança à comunidade que vos acolhe, aprender a sua língua, respeitar as suas leis, conhecer os seus costumes, participar na vida comum e oferecer com gratidão os vossos dons", disse o papa num discurso para os migrantes em La Laguna, Tenerife, no último dia da viagem apostólica a Espanha.

"Toda a sociedade acolhedora tem deveres para com aqueles que chegam; e quem é acolhido descobre também que a dignidade, reconhecida como um direito, floresce quando se transforma em responsabilidade e num desejo sincero de construir em conjunto com os outros", acrescentou Leão XIV.

O papa lembrou que os migrantes, "após viagens difíceis e, por vezes, várias tentativas (...) procuram alguém que lhes diga, mais com ações do que com palavras: a tua vida não é um descarte, o teu sofrimento não é invisível, a tua dignidade não se dissolveu nas águas que atravessaste".

"Mas procuram também algo mais: uma possibilidade concreta de recomeçar, de aprender, de trabalhar, de servir, de participar, de não permanecerem para sempre confinados à condição de vítimas", referiu.

Numa mensagem às comunidades que acolhem os migrantes, o papa defendeu que "cada vida perdida nestas rotas é um fracasso para a família humana. Não obstante, existe também um naufrágio silencioso após a chegada: encontrar-se sozinho numa cidade, sem língua, sem laços, sem trabalho, sem confiança e exposto àqueles que se aproveitam da vulnerabilidade. Integrar é impedir esse segundo naufrágio." 

Também falou para os que organizam "rotas de morte" e exploram os migrantes. "Por cada vida perdida, cada família enganada, cada corpo subjugado, cada mulher ameaçada, cada trabalhador explorado, tereis de comparecer perante a justiça divina", afirmou.

O papa visitou mais cedo o centro de acolhimento Las Raíces (as raízes) em San Cristóbal de La Laguna, onde ouviu os relatos dos migrantes, terminando a viagem a Tenerife e a Espanha com uma missa no porto de Santa Cruz.

 

A Semana com Diário de Notícias

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
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