sexta-feira, 16 outubro 2026

França confirma novo caso de hantavírus em passageira retirada do navio MV Hondius

Os dois casos suspeitos identificados pelo governo espanhol deram resultado negativo, confirmou o Ministério da Saúde de Espanha.

O navio de cruzeiro MV Hondius chegou domingo ao porto costeiro espanhol de Granadilla de Abona, em Tenerife. A partir daí, os passageiros foram encaminhados para os respetivos países de origem, onde irão realizar exames médicos e cumprir um período de isolamento.

Os Estados Unidos anunciaram na segunda-feira, após a evacuação do navio, que um passageiro apresenta atualmente sintomas ligeiros e que outro teve um resultado de PCR ligeiramente positivo para o vírus dos Andes.

Javier Padilla, secretário de Estado da Saúde do governo de Espanha, afirmou ser importante contextualizar melhor estes casos e a informação partilhada pelo governo dos Estados Unidos.

Numa intervenção televisiva na segunda-feira, Padilla explicou que o passageiro norte-americano teve um resultado indeterminado num teste PCR realizado a bordo. O ECDC e epidemiologistas espanhóis consideraram-no negativo, enquanto os Estados Unidos trabalham com a classificação de “ligeiramente positivo”.

A situação é semelhante à de outro passageiro sintomático, adiantou Padilla. Espanha e o ECDC consideraram que os sintomas não correspondiam a hantavírus, mas os Estados Unidos estão, para já, a tratá-lo como tal.

Prevê-se que dois aviões deixem Espanha na tarde de segunda-feira, um com destino à Austrália e outro aos Países Baixos, para transportar os últimos passageiros que permaneciam no navio.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já confirmou seis casos de hantavírus ligados ao surto no cruzeiro, alertando que podem surgir mais infeções, uma vez que o vírus pode ter um período de incubação de até seis semanas.

Numa conferência de imprensa, a epidemiologista de doenças infeciosas da OMS Maria Van Kerkhove procurou distinguir este surto dos primeiros tempos da pandemia de COVID-19.

“Quero ser inequívoca. Isto não é o SARS-CoV-2. Isto não é o início de uma pandemia de COVID. Trata-se de um surto que observamos num navio”, afirmou. Van Kerkhove explicou que o hantavírus não se transmite da mesma forma que os coronavírus, mas sim através de “contacto próximo e íntimo”.

 

A Semana com Euronews

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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