sexta-feira, 16 outubro 2026

Surto hantavírus:Argentina reforça vigilância epidemiológica de hantavírus em todo o país

Segundo fontes oficiais, na reunião de quinta-feira foram apresentadas informações atualizadas sobre o surto detetado no Mv Hondius após o navio ter partido do porto argentino de Ushuaia, na província meridional de Terra do Fogo.

No encontro, as autoridades nacionais informaram que, por enquanto, não é possível confirmar a origem do contágio.

Não existe vacina nem tratamento específico para este vírus, cuja estirpe dos Andes, detetada em passageiros do cruzeiro infetados, é a única em que se conhecem casos de transmissão entre humanos.

De qualquer forma, indicaram que o teste realizado a um dos passageiros do cruzeiro que entrou na África do Sul permitiu identificar que a variante do hantavírus corresponde à estirpe Andes, com presença nas províncias argentinas meridionais de Chubut, Río Negro e Neuquén, e no sul do Chile.

"Atualmente, estão a ser realizados novos estudos para determinar a sua possível origem geográfica e a sua relação com outras estirpes envolvidas na transmissão de pessoa para pessoa", informou o Ministério da Saúde argentino, num comunicado.

Na reunião, foram também apresentadas informações sobre o percurso realizado por várias regiões da Argentina, do Chile e do Uruguai, entre o final de novembro e o momento em que embarcaram no cruzeiro, pelo casal holandês que foi o primeiro a apresentar sintomas da doença e cujos membros vieram a falecer posteriormente.

O Ministério da Saúde argentino reiterou às províncias a necessidade de intensificar a vigilância epidemiológica e de sensibilizar as equipas de saúde para melhorar a suspeita e a deteção de casos perante sintomas compatíveis com a doença, da qual foram detetados 42 casos de contágio até ao momento em 2026.

O surto de hantavírus no navio cruzeiro MV Hondius já causou três mortes e há cinco outros casos suspeitos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera baixo o risco para a população mundial.

A empresa proprietária do navio e organizadora do cruzeiro, a Oceanwide Expeditions, informou na quinta-feira que "não existem indivíduos sintomáticos a bordo" do Hondius, que partiu ao final da tarde de quarta-feira de Cabo Verde em direção às Ilhas Canárias, especificamente para o porto de Granadilla, em Tenerife, viagem com a previsão de demorar entre três e quatro dias.

Os hantavírus são vírus zoonóticos, caracterizados por infetar roedores, e diferentes espécies circulam na Europa, na Ásia e no continente americano. Apenas algumas das espécies estão associadas a infeção humana, caso em que podem causar doença grave.

Não existe vacina nem tratamento específico para este vírus, cuja estirpe dos Andes, detetada em passageiros do cruzeiro infetados, é a única em que se conhecem casos de transmissão entre humanos.

O cruzeiro onde foram registados os casos e, até agora, três mortes zarpou de Ushuaia, na Patagónia, a 01 de abril, para uma viagem através do oceano Atlântico, e os investigadores querem determinar se o contágio aconteceu em terra (na Argentina, no Chile ou no Uruguai), através de roedores, ou já a bordo do navio.

A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa

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Comentários

joão do rosário
8 dias atrás

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jcf
10 dias atrás

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joão do rosário
12 dias atrás

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